Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Quarta-feira, 26 de Julho de 2017
Incêndios no Sul de França

 

 

Incêndios no Sul de França e na Córsega bem juntos às praias e às habitações num país em que no inverno e na primavera choveu 10 vezes mais que em Portugal.

Há milhares de famílias evacuadas e muitas casas arderam. Os bombeiros estão aflitos a combaterem o fogo perto da famosa praia de St. Tropez.

Na Califórnia também se registam grandes incêndios apesar de ser a mais rica região do Mundo com mais tecnologia, ciência e meios para combater todas as catástrofes.

Os portugueses que veneram tanto os países estrangeiros devem perguntar. Porquê em França e na Califórnia?



publicado por DD às 22:14
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017
Isabel Monteiro: O seu Currículo de Ladra

Isabel Monteiro é a "empresária" da necrologia do incêndio de Pedrógão Grande, cujo empenho em aumentar o número de mortos permioe suspeitar que tenha sido ela a incendiar a mata ou que mandou alguém fazer o trabalho para que, enfim, apareça o DIABO previsto por Passos, o Coelho.

 

Trabalhadores da Dialectus exigem pagamento de salários e subsídios em atraso. O CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual - denunciou publicamente, numa acção de protesto em frente à sede da Dialectus, o não pagamento de salários e subsídios a dezenas de ex-trabalhadores.A empresa é conhecida pela produção de diversos programa televisivos como Toda a verdade", "60 minutos", "Masterchef”, "Kitchen Nightmares", "No Reservations", "Doctor Phill", "Naruto", entre outros.

A Dialectus teve como principal cliente o canal SIC em simultâneo com AXN, Lusomundo, MEO Kids, Canal Panda, BBC Brasil e Fox. A empresa chegou inclusivamente a ser inspecionada e sancionada pela Autoridade das Condições de Trabalho.

Os ex-trabalhadores, vários deles com muitos anos de casa, recorreram inicialmente ao diálogo com a sócia-gerente da empresa, Isabel Monteiro, procurando chegar a acordos de pagamento que evitassem processos judiciais. Mas a Dialectus não cumpriu acordos, nem prestou quaisquer esclarecimentos ou satisfações aos ex-trabalhadores que não tiveram outra alternativa senão recorrer a tribunal.

Nenhum representante da empresa compareceu às convocatórias do Tribunal do Trabalho. Nesse seguimento, “ao tomar conhecimento da situação, e a pedido de vários sócios e não sócios do Sindicato, o CENA viu-se obrigado a realizar uma acção pública.

Alguns ex-trabalhadores desta empresa, após terem rompido os contratos de trabalho, vieram a descobrir mais tarde, que ainda estavam a ser declarados pela empresa nas finanças e na segurança social, significando enormes benefícios fiscais para a figura do empregador.

A Dialectus teve a cargo traduções e dobragens de séries bem conhecidas do grande público. Teve como principal cliente o canal SIC em simultâneo com AXN, Lusomundo, MEO Kids, Canal Panda, BBC Brasil e Fox. A maioria destes ex-trabalhadores da Dialectus - tradutores, dobradores, técnicos de som, etc - encontra-se no desemprego e continua sem receber o que lhes é devido. A empresa lucrou com o trabalho por eles efectuado, uma vez que chegaram a ser emitidos programas como "Toda a verdade", "60 minutos", "Masterchef”, "Kitchen Nightmares", "No Reservations", "Doctor Phill", "Naruto", entre outros.

António Ribeiro



publicado por DD às 19:44
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Portugal paga mais 2.600 milhões ao FMI até Agosto

 

 

 

.  A Geringonça de Portugal reembolsou a 30 de Junho de 2017, antecipadamente, mais uma parcela do empréstimo ao FMI, equivalente a 1.000 milhões de euros, que se vencia entre Junho e Outubro de 2019. Até Agosto, Portugal pretende pagar mais 2.600 milhões de euros, antecipando as amortizações do empréstimo que ocorreriam até Abril de 2020", lê-se no comunicado enviado às redações.   Os reembolsos antecipados não deverão ter qualquer interferência no plano de emissões previsto para este ano pelo Tesouro. "Estes pagamentos não terão impacto nas emissões de dívida no mercado internacional a realizar em 2017", dizem as Finanças.

 

O Executivo refere ainda que a estratégia de pagamentos antecipados ao Fundo vai continuar a ser implementada no próximo ano: "O plano de amortizações antecipadas do FMI continuará a ser implementado em 2018 fazendo parte do programa de financiamento da República." As Finanças garantem ainda que "neste momento estão também garantidas cerca de 40% das necessidades de financiamento de 2018, incluindo 4.000 milhões de euros de pagamentos ao FMI". O Governo acredita que o "reembolso antecipado ao FMI contribui decisivamente para a melhoria da sustentabilidade da dívida, reduzindo o custo desta e permitindo, simultaneamente, uma gestão dos pagamentos mais equilibrada e o aumento da maturidade média". Depois de ter conseguido baixar o défice para 2,1% do PIB em 2016, o que permitiu a saída do Procedimento por Défices Excessivos, o Governo dá agora sinais de estar concentrado na redução da dívida. No ano passado, o rácio da dívida pública rondou os 130% do PIB. A atenção do Ministério das Finanças neste indicador já levou Mário Centeno a defender que eventuais folgas orçamentais, resultantes de um maior crescimento económico, devem ser usadas para reduzir a dívida pública.     

 



publicado por DD às 16:53
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O Diabo Chegou?

 

 

Passos, o Coelho, prometeu ou previu a chegada do Diabo para abater o governo atual.

Todos pensámos que se referia a uma nova crise financeira, um resgate, um aumento do desemprego, uma queda do PIB. Mas, nada disso, o Diabo veio através de uma caixa de fósforos. Talvez, por isso, admito que o incêndio de Pedrógão Grande surgiu a pedido de um mandatário do Diabo (Passos, o Coelho) para incendiar a Pátria de todos os portugueses que ele julgava ser só dele e que lha roubaram na Assembleia da República.

Nunca o clima esteve tão bom para o diabo aparecer com as vestes do inferno dos pecadores, o fogo, e o pecador para o Coelho é, naturalmente, António Costa que se atreveu a governar e a iniciar um processo de recuperação da economia nacional e dos rendimentos dos portugueses.

A Joana Marques Vidal agarrou-se logo a esse diabo e fez aquilo que nunca tinha feito, nem com os mortos da legionela, colocou-o em segredo de justiça e alimenta assim a polémica nefasta para quem não tem culpa nenhuma.

Sim, desde que eu era criança, há muitas décadas atrás, vi pessoalmente fogos e um até junto a uma casa de campo/praia da família.

A Joana com o seu "segredo de justiça" permite que os pasquins digam que morreu muita gente mais, como se o número divulgado não fosse já se si dramático. Um só morto seria demais quanto mais os sessenta e tal.

Cristas quer mais mortos, revelando ser mulher de nenhuma cabeça. Joana Marques Vidal fecha-se em copas e não deixa divulgar os nomes dos mortos como se as vítimas que todos lamentamos tivessem alguma culpa no cartório.

Mesmo que, por acaso, um incendiário tivesse sido apanhado pelas chamas que ateou não vale a pena não divulgar o seu nome porque os procuradores da Joana e a PJ provavelmente nunca chegarão a saber quem foi.

Claro que a ministra mostra-se pouco enérgica perante a Joana Marques Vidal.

O combate aos incêndios é tarefa do Governo e o pagamento de indemnizações que passa pela identificação dos pobres falecidos, tal como o apoio psicológico aos familiares.

Nada disso é da conta da Joana, mas sim da Constança Urbano de Sousa. Não acredito que haja algo que permita à Joana Marques Vidal intrometer-se de tal maneira naquilo que é o trabalho de gestão do Governo.

Compete à Joana encontrar quem acendeu aquilo, mas é óbvio que os mortos não devem ter sido. Ela sabe que só pode ter sido gente da oposição e, por isso, mantém um segredo de justiça que não tem explicação.

De resto, Joana é a pior magistrada de sempre que a democracia teve, não só no sentido do direito como também no caráter da pessoa. Pior que ela, talvez o pai que condenava gente com as falsas provas apresentadas pela pide.

 



publicado por DD às 16:32
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Sábado, 8 de Julho de 2017
O Problema Português

 

 

 

Portugal tem 2,7 milhões de pensionistas da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social e paga 3,5 milhões de pensões (das quais 2,2 milhões são da segurança social pagas em duplicado a muitas viúvas ou viúvos que auferem pensões muito baixas. Mesmo assim, a S. S. tem um saldo positivo de mais de 1,5 mil milhões de euros)

O Estado gasta cerca de 22 mil milhões de euros por ano a todos os reformados, o que dá uma média de 6.286 Eu por ano ou 448 Euros por cada um dos 14 meses de pagamento anual.

Por pensionista, o estado paga cerca de 582 euros mensais.

A média tem um interesse relativo por haver quem receba bastante como generais, deputados, ex-presidentes da República, juízes, etc. que não são em grande quantidade, mas significa que os pequenos recebem ainda menos que as citadas médias.

Falando fora do sério, a única "reforma" do Estado seria a preconizada subliminarmente pelo falecido Medina Carreira: matar todos os cidadãos com mais de 70 anos, entre os quais estaria a minha pessoa, ou fazer aquilo que o ditador comunista Ceasescu fez que foi impedir o tratamento e entrada nos hospitais a todas as pessoas com mais de 65 anos



publicado por DD às 23:30
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Estado Português ou Chinês em Portugal

 

O Estado chinês assumiu o controle dos grandes grupos financeiros como o Fosun, HNA, Anbang e Dalian Wanda, nomeando vice-chefes da sua confiança, o que corresponde praticamente a uma completa estatização, tanto mais que a liderança desses grupos imensos com biliões de dólares investidos em todo o Mundo, incluindo Portugal, já tinham a confiança do Estado Chinês e até dinheiro de bancos públicos do Império do Meio.

Saliente-se que a China é ainda uma ditadura comunista em que toda a banca é estatal como são as siderurgias, minas de carvão, estaleiros navais, empresas de navegação e aéreas, seguradoras e até fábricas de automóveis, comboios e muitas coisas mais.

Assim, a direita portuguesa não privatizou nada do que foi vendido aos chineses, mas estatizou a favor do Estado Chinês importantes meios estratégicos portugueses como a EDP, REN, Seguradoras, Hospitais, etc.

Ontem, a Manuel F. Leite falava que o Estado devia estar nalguns sítios e não noutros. Nestes outros, ela esqueceu-se de salientar a presença do Estado Chinês Comunista em setores importantes da economia nacional.

Ser contra um governo de esquerda moderada e português e ser a favor de um Estado Ditatorial Comunista estrangeiro é ser-se louco e completamente ESTÚPIDO/A.

A notícia vem na revista alemã "Der Spiegel" que critica a compra de 10% das ações do "Deutsche Bank" pelo grupo agora estatal chinês HNA. A venda dessa participação foi feita por acionistas privados e não perlo Estado Chinês.

Acrescentemos ainda que ninguém acredita se um dia por azar rebentar uma barragem não será o Estado Chinês a arcar com os prejuízos e reparações. Serão sempre os contribuintes portugueses a entrar com o dinheiro, mesmo que o Estado Chinês ganhe muitos milhões por ano com a exploração do povo português, vendendo-lhe a eletricidade mais cara da Europa.

 



publicado por DD às 23:02
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2017
Os Fogos em Portugal

 

A ideia que Portugal poderá um dia deixar de ter fogos no verão seco e quente em que nem um pingo de chuva cai é irreal e significa transformar o país numa zona árida como o Peloponeso grego ou certas regiões do Norte de África.

No fim do Século dezoito Portugal era um país com as serras todas "carecas". O arvoredo tinha desparecido com a utilização da madeira na construção naval e habitacional e muitos objetos de uso comum como meios de transporte, etc.

Foram os dois o governos do conselheiro Ernesto Hintze Ribeiro no fim do Século XIX e início do XX que deram início ao Plano de Organização do Serviço Florestal e criação dos cursos de silvicultores no também criado Instituto Agrícola de Lisboa que começaram o processo de reflorestação de todos os baldios do País e, principalmente, as zonas montanhosas e ingremes com ravinas e vales profundos como as que ladeiam a estrada em que num espaço de 400 morreram mais de 50 pessoas.

O Plano de Reflorestação continuou na República, no Estado Novo e depois.

Cavaco implementou ao máximo a plantação de eucaliptos por considerar uma matéria prima valiosa para o fabrico de papel caro do tipo dos utilizados nas fotocopiadoras, etc.

Hintze Ribeiro e os seus técnicos estavam convencidos que a floresta iria reter humidade nos solos e, como tal, impedir fogos florestais.

Claro que na altura havia mais gente nas aldeias e o mato seco era utilizado para cozinhar e aquecimento das casas, dado não haver eletricidade nem gás e, menos ainda, água canalizada.

Mesmo em 1902, já havia uma imensa emigração para o Brasil e para o litoral que começou a esvaziar as aldeias e que continuou com grande aceleração nos anos 60 de Século XX até chegarmos aos despovoamento atual e que tende a ser mundial,

Mesmo em África e na China que sofreu um gigantesca redução do número de habitantes, tendo hoje menos pessoas que a Índia, onde também se verifica a emigração para as gigantescas cidades e para o estrangeiro. No Brasil, por exemplo, só 10% da população já vive no meio rural, 90% está urbanizada em cidades.

Por isso, podem proteger-se as bermas das estradas, mas se as árvores não servirem de suporte e fixação de bermas frágeis teremos outras catástrofes com as chuvadas do Inverno. Na Índia foram destruídas muitas zonas florestais que deixaram de reter as águas dos rios Ganges e Bramaputra, provocando graves inundações em Bangala e no Bangla Desh.

A única maneira de acabar com os fogos seria "destruir" toda a vegetação não cultivada e não irrigada do País que abrangeria mais de 80% da área nacional com consequências gravíssimas no clima e na pluviometria.

Daí que, sejamos honestos, o fogo no mato com ou sem árvores vai continuar e os fenómenos verificados em Pedrógão Grande vão repetir-se de uma outra forma.

A melhor maneira de o evitar em parte é repor as unidades de sapadores florestais a funcionar em todo o País como projetou o engenheiro Sócrates, mas com custos avultados e aumento do número de servidores do Estado, sejam diretos ou indiretos através das empresas de prestação de serviços.

Mesmo assim, não acredito que impeçam de todo o fogo da estrutura florestal do País e os eucaliptos devem ser cultivados em áreas organizadas como fazem as empresas celulósicas que retiram o mato seco com máquinas adequadas para a co-geraçaão de eletricidade.

 


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publicado por DD às 23:07
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2017
Portugal em Forma e António Costa em Alta

 

 

Pode ler-se no jornal "Negócios" do grupo do Correio da Manhã que os números da sondagem encomendada à Aximage são "arrasadores para o PSD e e para o CDS". O PS subiu 11% para 43,7% no mês atual e a Geringonça passa dos 60%. O PSD desceu para 24,6%, o valor mais baixo desde que há 40 anos atrás teve 24%. O CDS recolhe 4,6%, valor dos tempos em que era o partido do táxi porque cabia aí todo o seu grupo parlamentar. Ao todo, só 29,2% dos inquiridos mostraram a intenção de votar na direita, PSD e CDS.

O BE e a C DU sobem um pouco.

Apesar dos ataques dos meios de comunicação social e em particular de pasquins como “O Correio da Manhã” e o “Sol” , além das televisões, acompanhados pela campanha dos magistrados para esmagarem o PS através da ficção Sócrates, o PS sobe cada vez mais.

Portugal saiu do procedimento dos défices excessivos e viu a sua economia crescer mais que a da União Europeia em conjunto. A criação de emprego com 3,3% dois também uma das maiores da Europa, só ultrapassada pelos 3,5% da Irlanda e 3,4% de Chipre e 6% de Malta.votarem na direita, PSD ou CDS. O BE e a CDU sobem um pouco. Apesar do esforço dos magistrados em destruir o PS através do esmagamento de Sócrates, o PS sobe cada vez mais. A procuradora Joana Marques Vidal mais os seus acóilitos recolhem o preço da desonestidade em arquivarem o processo de CORRUPÇÂO contra Portas e Barroso respeitante à compra dos submarinos e Pandur e manterem a ficção Sócrates. O eleitorado não é estúpido e já percebeu que o tempo condenou a magistratura à vergonha da infâmia.



publicado por DD às 16:16
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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
O "Crime" da EDP

O Crime da EDP/REN resultou das da decisão cavaquista de garantir à empresa que em 1994 começou a privatizar rendas especiais para compensar a disponibilidade de existirem centrais térmicas para produzirem eletricidade em anos de muita seca e antes das eólicas estarem todas a funcionar.

A questão que permite falar de negócio ilícito reside nas duas sedes da EDP na Holanda, uma para permitir aos acionistas CHINESES e AMERICANOS FUGIREM AO PAGAMENTO DA TAXA LIBERATÓRIA DO IRS DE 28% e a parte do IRC.

A outra sede denominada EDP Finance permite manobrar com as gigantescas taxas de juro pagas aos investidores a quem foram vendidas as dívidas do Estado à
EDP pelas rendas que quase nunca foram pagas e que valem mais de 5 mil milhões de euros e que vencem juros de aproximadamente 200 milhões de euros ao ano.

O lucro do investidor estrangeiro que terá comprado dívida através da EDP Finance é tal que permite admitir que haja desvio de dinheiros para acionistas chineses e americanos com uma percentagem para os atuais administradores.

Será assim? Não sei e compete à justiça verificar.

Mas, o que faz a EDP faz a família Soares dos Santos, a Azevedo e todos os investidores e empresas com sedes na Holanda, Malta, etc., incluindo o homem da Douro Azul com o seu fabuloso negócios com um navio comprado a menos de 8 milhões de euros e vendido a noruegueses a mais de 17 mil milhões.
Torna-se necessário legislar como pretende o Bloco de Esquerda e acabar com as tais rendas que não se justifiquem e serem pagas pelos consumidores ou pelo Estado.

Nos anos 90, a União Europeia favoreceu a privatização das empresas públicas de produção e abastecimento de energia, em nome dos grupos capitalistas espanhóis e portugueses interessados no monopólio da energia. Nessa época, para valorizar a EDP, o governo Cavaco assegurou duas a três décadas de negócio das centrais da empresa, celebrando contratos de aquisição de energia (CAE). Estes CAE garantiam alta rentabilidade por bons anos e tornaram-se na maior parte do valor da própria EDP em privatização: quem comprava a empresa ficava com os ativos físicos e com este negócio garantido. Mais tarde, em nome da liberalização e da “livre concorrência no mercado ibérico de energia”, a Comissão Europeia mandou antecipar o fim dos CAE, mas não impediu que fossem definidas e pagas, de 2007 até 2024, enormes compensações às elétricas, apresentadas como “custos de manutenção do equilíbrio contratual” (CMEC) ainda mais chorudas que os próprios CAE anteriores. Assim nascia um mercado liberalizado.

O peso dos CMEC representou um terço dos lucros da EDP antes de impostos, entre 2009 e 2012

Segundo a Autoridade da Concorrência, o peso dos CMEC representou um terço dos lucros da EDP antes de impostos, entre 2009 e 2012. E nada de substancial mudou depois disso. As centrais com contratos CAE/CMEC atingem hoje taxas de remuneração anual de cerca de 14%, ao nível das PPP mais ruinosas, contas do regulador, a ERSE. Estas rendas - o valor pago por megawatt-hora (MWh) acima do preço médio - representam 370 milhões de euros na fatura dos consumidores em cada ano.

A única tentativa de tocar de forma significativa nestas rendas, consideradas excessivas pela própria troika, aconteceu em 2011 e acabou depressa, no ano seguinte, com a queda do secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, do PSD, obrigado a demitir-se sob a pressão das elétricas.

As renováveis são insustentáveis?
Os opositores ao investimento em energias renováveis têm-se apoiado no grande peso das remunerações que lhe são asseguradas por contrato. Praticamente toda a chamada Produção em Regime Especial (eólica, cogeração, solar, biomassa, minihídrica) tem a sua venda garantida, porque entra primeiro na rede para consumo. Além da venda é também assegurada a estes produtores de renováveis, ao longo dos primeiros 15 a 20 anos, uma tarifa fixa sem concorrência. O objetivo é que rentabilizem o seu investimento inicial. Essa tarifa é mais elevada que o preço médio de venda da eletricidade produzida em barragens ou em centrais a carvão e a gás. O total dessa diferença corresponde, em 2016, a 1250 milhões de euros, cerca de dois terços dos tais Custos de Interesse Económico Geral (CIEG).

Este valor impressionante pode enganar-nos: a taxa de remuneração praticada em média nas eólicas é dois terços da que é paga às centrais CMEC. De resto, estas contas não incluem custos das centrais convencionais, desde logo a despesa pública da sua instalação e desmantelamento.

Portugal tem hoje um desempenho notável na transição energética, sendo um dos países do mundo com maior parte do seu consumo elétrico assegurado por fontes renováveis. Esta evolução tem vantagens que, sendo difíceis de contabilizar, devem ser valorizadas, como o efeito na balança energética e comercial, diminuindo as importações de combustíveis fósseis e tornando possível o aumento das exportações de energia. Isto significa aumentar a soberania energética, resguardando o país das flutuações cíclicas dos preços das matérias-primas e dos combustíveis fósseis, nomeadamente uma eventual escalada dos preços do petróleo.

Mas quem paga a conta deve conhecer exatamente o que está a pagar. De facto, a falta de transparência pode comprometer a confiança e a adesão popular ao prosseguimento de uma estratégia de transição para as renováveis. Basta consultar o relatório e contas de uma das maiores empresas do setor - a EDP Renováveis, com 25% do mercado renovável português - para verificar que a tarifa garantida a esta empresa em Portugal resulta em preços incomparavelmente superiores aos que a mesma empresa pratica noutras geografias (ver gráfico). É assim que, com apenas 7% da sua produção situada em Portugal, a EDP-R obtém aqui 21% dos lucros.
A falta de transparência pode comprometer a adesão popular à transição para as renováveis

Assim, não se compreende que as empresas do setor renovável estejam dispensadas de contribuir para conter a dívida tarifária (que abordarei a seguir), nomeadamente através do pagamento da contribuição extraordinária sobre o setor energético já cobrada às empresas da produção convencional e que deveria ser adaptada e cobrada também às empresas de renováveis.
Além disso, a par do corte das rendas CMEC/CAE nas hídricas e térmicas, deve ser escrutinada a capacidade renovável do país, de modo a permitir corrigir remuneração excessiva em alguns projetos - sem os inviabilizar nem prejudicar novos investimentos em produção limpa. Esse escrutínio deve ser organizado pelo governo junto das dezenas de empresas do setor, que detêm centenas de unidades produtoras com diferentes regimes de tarifa. Estas empresas deverão colaborar, informando sobre os seus custos e remunerações, ou aceitar desde já uma contribuição adicional.

É escusado especular sobre novas transformações no modelo energético sem resolver o problema que o tem tornado insustentável - as rendas e subsídios excessivos que se arrastam e pervertem todo o sistema. Essas remunerações privilegiadas fazem crescer os dividendos pagos ao capital acionista à custa do agravamento das tarifas dos consumidores e da dívida tarifária. Terminar esses privilégios não só melhoraria o rendimento disponível das famílias como permitiria ainda libertar recursos para um modelo sustentável, com mais eficiência energética, mobilidade elétrica e armazenamento da produção intermitente (eólica e solar).



publicado por DD às 23:51
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2017
Dieter Dellinger: BOAS NOTÍCIAS ECONÓMICAS


As ações do Banco Montepio s subiram 77% nas duas últimas sessões, valorizando a posição da mutualista em 674 milhões de euros.



E era mais um banco que a o governador do Banco de Portugal queria ver entregue a estrangeiros por NADA como conseguiu com o Novo Banco que se fosse vendido agora e não fim do ano passado já deveria valer 500% mais.



O governador quis separar a Mútua do Banco e esta adquiriu o banco ao trocar um título da Mútua por uma Ação do Banco Montepio.



O governador do BP não conhece a essência de qualquer atividade económica em que a pressa em vender é sempre um DESASTRE ou uma CORRUPÇÃO com estranhos interesses financeiro por detrás.



Nos últimos meses temos tido uma chuva de boas notícias económicas, a Bolsa Portuguesa subiu 18%, o PSI 20 valoriza o dobro dos índices análogos europeus e o PIB de Portugal já regressou aos níveis anteriores aos da Troika. Foi preciso o regresso da ESQUERDA com o PS à frente para que se concretizasse aquilo que era a vontade de Sócrates com o seu PEC. Chegou o momento dos investidores em Portugal, ainda podem fazer a preços razoáveis, mas daqui a uns meses terão de desembolsar muito mais.



A construção civil arrancou de novo depois de anos parada.



As exportações de MERCADORIAS explicam 70% do aumento das exportações no primeiro trimestre, ao contrário do que disse esse comentador incompetente de nome José Miguel Júdice que falou há dois dias apenas da economia de todo o ano de 2016, esquecendo o arranque lento no terceiro trimestres desse ano e mais acelerado no quarto e muito mais ainda no primeiro trimestre de 2017. 



Não foi só o turismo a pouxar pelas exportações.



Júdice mostrou que não comenta NADA, apenas faz propaganda política pela DIREITA E NADA PERCEBE DE ECONOMIA. 



O palerma não percebeu que o PIB cresceu ainda mais em Abril passado e podemos ter um crescimento anual de 2,5% a 3% e no primeiro trimestre deste ano o investimento aumentou 5,5% e as exportações 9,9%. 



As taxas de juro dos empréstimos a 10 anos desceram para 3,06%, admitindo-se que venham em breve cair para menos de 3%.



Perante isto tudo, o noticiário de hoje da TVI passou quase todo o tempo a falar de uma professora que teria sido agredida pela mãe de uma aluna como se isso fosse o problema principal num país com mais de 1,5 milhões de alunos e mais de 100 mil professores.


 


VIVA PORTUGAL - VIVA A GERINGONÇA




publicado por DD às 17:36
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