Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
Dieter Dellinger: Opinião de LP sobre Terrorismo

Resistência Não É Terrorismo!

Desde o fim da II Guerra Mundial, não passou ainda um único dia em que os países imperialistas, vencidos ou vencedores da guerra, sozinhos ou coligados entre si, não tenham promovido novas guerras imperialistas de rapina contra a classe operária e contra os povos explorados e oprimidos do mundo.

Todas as guerras desde então desencadeadas pelo imperialismo e pelo colonialismo na Ásia, em África, no Médio Oriente, na América Latina e mesmo na Europa, desde as guerras da Coreia, da Indochina, do Vietname, do Laos e do Cambodja, até às guerras mais recentes do imperialismo americano, francês e inglês em África, no Oriente Médio e nos Balcãs, todas foram e continuam a ser guerras pelo domínio e pela partilha do mundo em esferas de influência, com vista a apoderar-se das riquezas e matérias-primas dos países invadidos, colocando-os ao serviço exclusivo dos diversos países imperialistas beligerantes.

Todas essas guerras imperialistas foram e são guerras injustas, porque se opõem ao progresso, à independência, ao desenvolvimento económico e ao bem estar dos povos agredidos e visam reforçar a exploração e opressão desses povos pelos imperialismos agressores.

As guerras que os povos explorados e oprimidos movem contra os imperialistas são guerras justas e, mais cedo ou mais tarde, acabarão por triunfar.

Desde que há classes, a história da humanidade é a história da luta de classes e da guerra de classes, até que se estabelecerá a sociedade comunista sem classes.

Todas as guerras contra o imperialismo são guerras justas, guerras de resistência e acabarão por triunfar.

Acontece que os imperialistas promovem, através do seu vasto aparelho ideológico que vai desde as igrejas às universidades e aos órgãos de comunicação social, campanhas ideológicas contínuas, destinadas a fazer passar por justas as guerras dos imperialistas e a fazer passar por injustas as guerras da classe operária e dos povos oprimidos do mundo.

Assim, todos os actos de guerra do imperialismo, desde o emprego de bombas atómicas aos bombardeamentos aéreos das populações indefesas, ou são escondidos dos olhos dos povos do mundo ou considerados justos e até santificados pelas igrejas, enquanto que os actos de resistência dos povos agredidos e oprimidos são apresentados como actos terroristas, e os actos terroristas dos imperialistas contra os povos indefesos são considerados como justos actos de guerra.

Devemos deixar aqui muito bem esclarecido e estabelecido: os actos de resistência dos povos explorados, oprimidos e agredidos não são actos terroristas; são actos legítimos de guerra, sejam praticados na frente de combate, se houver frente de combate, sejam praticados no interior do país imperialista agressor, como sucedeu nos ataques levados a cabo em Nova Iorque e em Washington, em Paris, em Londres, em Madrid ou em qualquer outro lugar onde o imperialismo possa ser atacado pelos povos agredidos, como ocorreu anteontem em Nice.

A resistência dos povos agredidos não é terrorismo! Terrorismo é a guerra cobarde do imperialismo para explorar, oprimir e rapinar os povos do mundo.

A classe operária dos países imperialistas deve opor-se, no interior dos seus próprios países, às guerras movidas pelo imperialismo contra os povos do mundo. A classe operária dos países imperialistas tem o estrito dever de resistir, por todos os meios ao seu alcance, às agressões dos povos do mundo pelo seu imperialismo ou pelo seu capitalismo.

A estratégia do proletariado revolucionário é a de transformar as guerras imperialistas ou colonialistas em guerras civis revolucionárias.

Na época da guerra colonial, os chefes da tropa colonialista portuguesa também consideravam os actos de guerra dos povos das colónias como actos terroristas, e assim os entenderam até serem derrotados na sua prosápia. Mas com essa teoria reaccionária levaram atrás da sua derrota milhares de caixões de soldados portugueses inocentes.

Actos de guerra como os levados a cabo pelos jiadistas franceses em Paris, Bruxelas e Nice, podem ocorrer brevemente em Portugal praticados por jiadistas dos países onde temos tropas portuguesas a atacar povos estrangeiros, designadamente no Afeganistão, no Iraque, no Chade, no Mali, na Somália e na República Centro Africana.

A classe operária portuguesa deve exigir o regresso imediato dessas tropas portuguesas mercenárias aos seus quartéis em Portugal, para evitar qualquer acto de resistência dos povos oprimidos praticados no nosso território.

A classe operária seria uma classe de traidores se não combatesse o imperialismo dominador no seu país e, ainda por cima, achasse que os actos de resistência dos povos oprimidos seriam actos terroristas, como propalam os autoproclamados maoistas de França e da Bélgica.

Portugal deve sair da Nato e as nossas tropas mercenárias devem regressar imediatamente aos seus quartéis em Portugal!

17.07.2016

Arnaldo Matos

 



publicado por DD às 15:41
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Dieter Dellinger copiou: Atentado a Paris foi ato legítimo de guerra, diz fundador do MRPP

 

 

 

O ataque "não foi cometido por islamitas, mas sim por jiadistas, isto é, combatentes dos povos explorados e oprimidos pelo imperialismo"

O fundador do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), Arnaldo Matos, defendeu num editorial publicado este sábado no portal Luta Popular que os atentados de Paris, realizados por apoiantes do Estado Islâmico, foram um ato legítimo de guerra em resposta ao imperialismo francês.

O antigo dirigente do PCTP/MRPP acusou ainda de hipocrisia o Partido Comunista Marxista Leninista Francês, que condenara, em comunicado, os atentados terrorista.

No editorial, Arnaldo Matos descreve os ataques a Paris como "um ato legítimo de guerra", por oposição a um massacre, que "não foi cometido por islamitas, mas sim por jiadistas [sic], isto é, combatentes dos povos explorados e oprimidos pelo imperialismo, nomeadamente francês".

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Para o antigo dirigente do PCTP/MRPP, o ataque a Paris foi uma reação ao imperialismo francês, e concretizou "uma pesada e demolidora derrota ao maior exército" da Europa, sublinhando que "o cobarde e terrorista imperialismo francês", aliado ao dos restantes países europeus, foi responsável por massacres em países como o Mali, Chade, Líbia e Iraque.

Arnaldo Matos sublinha que o ataque ocorreu em Paris e não em Lima, Quito ou Havana, capitais de regimes comunistas. Aproveita para criticar o Partido Comunista Marxista Leninista Francês, por ter abandonado "a revolução proletária, o comunismo e a classe operária" ao condenar os atentados de Paris como um massacre cometido pela lógica do terror.

O Partido Comunista Marxista Leninista Francês, um partido menor em França que é separado do mais conhecido Partido Comunista Francês, descrevera num editorial de 14 de novembro no seu portal http://lesmaterialistes.com/ que o fanatismo dos terroristas se devia à "base feudal ainda existente na maior parte dos países do mundo".

"Pois é: os marxistas-leninistas-maoistas de França abandonaram a revolução proletária, o comunismo e a classe operária, e trocaram tudo isso por uma revolução democrática, que a vossa burguesia já fez - e bem feita! - em França, em 1789!...", escreve Arnaldo Matos.

Arnaldo Matos, nascido em 1939, foi um dos fundadores do PCTP/MRPP, então apenas MRPP. Deixou o partido em 1982, mas permanece ligado a ele. O PCTP/MRPP obteve mais de 50 mil votos nas eleições legislativas de 2015, com uma lista liderada por António Garcia Pereira.

 



publicado por DD às 14:35
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Dieter Dellinger Copia Arnaldo de Matos, o Aliado Português do Terrorismo

Os Marxistas-Leninistas-Maoistas da França e da Bélgica

E os Ataques dos Jiadistas Franceses e Belgas a Paris

 

De Arnaldo Matos
Para o Camarada Lúcio

Quatro dias depois dos ataques dos jiadistas franceses a Paris, o Partido Comunista de França (marxista-leninista-maoista) e o Centro Marxista-Leninista-Maoista da Bélgica publicaram uma Declaração Conjunta sobre aqueles acontecimentos, declaração que não pode deixar de merecer dos comunistas portugueses o mais vivo e profundo repúdio.

Voltamos a este assunto por duas ordens de razões: primeira, porque a declaração conjunta de 17 de Novembro de 2015 dos marxistas-leninistas-maoistas franceses e belgas os coloca totalmente fora do movimento operário comunista internacional e faz deles um bando de lacaios do imperialismo, em particular do imperialismo americano e francês; e, depois, porque Paris é a segunda maior cidade portuguesa, digamos assim, considerando a vasta emigração de trabalhadores portugueses desde os anos sessenta do século passado e as três gerações de luso-descendentes com dupla nacionalidade, existentes actualmente em França. Os ataques dos jiadistas franceses a Paris na sexta-feira, 13 de Novembro de 2015, acabaram por matar três emigrantes portugueses, e colocaram alguns antigos comunistas marxistas-leninistas da emigração lusa do lado do imperialismo francês e da sua política terrorista em África e no Oriente Médio.

É o que acontece, segundo me dizem, com o camarada Lúcio, emigrante operário de Guimarães, um dos mais antigos militantes do Partido, que voltou agora, depois de uma viagem a França, para condenar o terrorismo islamista de 13 de Novembro em Paris. Se a informação é verdadeira, Lúcio abandonou o marxismo-leninismo e o internacionalismo proletário e assentou praça nas fileiras ideológicas reaccionárias do imperialismo francês, ao lado de François Hollande, de Manuel Valls, de Sarkozy, de Marine Le Pen… e de Alain Badiou.

Se ainda se acha comunista e revolucionário, Lúcio tem a estrita obrigação de saber que a violência é a parteira da história e que, enquanto marxista-leninista, tem o dever de repudiar, de todo em todo, o ponto de vista ideológico contra-revolucionário da pequena burguesia relativamente à violência, como qualquer coisa que seria essencialmente e sempre má e imoral.

No plano dos princípios, nós, comunistas, nunca rejeitámos nem podemos rejeitar o terror. O terror é um dos aspectos da guerra, que pode convir perfeitamente e pode mesmo ser indispensável em determinados momentos do combate. Os ideólogos hipócritas do imperialismo e da reacção é que condenam o terror como estratégia de combate das forças anti-imperialistas, do mesmo passo que ocultam o terror quotidiano dos imperialistas contra os povos explorados e oprimidos do mundo.

É certo que os comunistas rejeitam o emprego do terror fora do quadro de operações de um exército revolucionário combatente, articulado a todo um sistema de luta, isto é, rejeitam-no como meio de ataque isolado, independente de uma força armada e em si mesmo auto-suficiente – cfr. Lenine, Por Onde Começar? Obras Completas, Vol. V das Edições Sociais, Paris, 1976, pág. 15.

Mas os jiadistas franceses, nascidos em França, não praticaram os seus actos de guerra como actos isolados; os jiadistas franceses, muito embora nascidos e agindo militarmente em França, executaram os seus actos de guerra no quadro da estratégia de um dos exércitos dos povos árabes e muçulmanos – o exército do Estado Islâmico –, quotidianamente vítimas dos bombardeamentos de guerra do imperialismo americano, europeu e francês, bombardeamentos sistemáticos de terror sobre populações indefesas.

O imperialismo francês, conjuntamente com o imperialismo europeu e americano, designadamente através da NATO, está há mais de vinte anos em guerra contra povos islâmicos no Magrebe, no centro de África e no Médio Oriente, numa frente que vai da orla atlântica africana às montanhas do Hindocushe, na Ásia Central, praticando os mais bárbaros actos de guerra e de terror. Que a classe operária e os comunistas nos países imperialistas, nomeadamente em França, não se ergam contra a burguesia dos seus próprios países imperialistas é crime que não pode ser jamais esquecido e muito menos perdoado. Mas o que não podem é ser condenados como terroristas os franceses, nascidos muito embora em França, que se juntaram aos povos islâmicos explorados e oprimidos pelo imperialismo francês, americano e europeu, para derrubar esse mesmo imperialismo no interior do seu próprio covil.

Sabe-se que a exploração imperialista dos operários, povos e nações oprimidas do mundo consegue comprar, com o produto da exploração e por meio da mais violenta e terrorista das opressões, as forças revolucionárias dos próprios países imperialistas e atrelá--las ao seu carro de guerra da exploração dos operários, dos povos e das nações estrangeiras.

Mas os comunistas não se vendem nem abdicam da sua ideologia revolucionária e do internacionalismo proletário. Esperamos que Lúcio tenha a coragem de permanecer neste caminho, antigo e corajoso, que sempre foi o seu.

O assunto reveste-se assim da maior importância para os comunistas marxistas-leninistas portugueses, para a classe operária e para o povo português, nomeadamente emigrante, mas também para o movimento comunista internacional e para a revolução mundial proletária.

Os disparates reaccionários dos auto-proclamados marxistas-leninistas-maoistas franceses e belgas começam logo no primeiro parágrafo do texto da Declaração Conjunta: “Fazemos - dizem eles – um comunicado comum, porque os nossos dois países são directamente tocados “ (…) “pelos ataques de sexta-feira 13 de Novembro, em Paris”.

Ora, sob o ponto de vista estritamente ideológico e político, os ataques dos jiadistas franceses e belgas a Paris são um assunto que diz muito mais directamente respeito aos comunistas e proletários de todos os países e aos povos e nações oprimidas do mundo inteiro do que aos países da França e da Bélgica propriamente ditos, que diz muito concretamente mais respeito aos interesses da revolução mundial proletária contra o imperialismo do que aos interesses mesquinhos dos chamados marxistas-leninistas-maoistas da França e da Bélgica.

A única questão que cumpre aos marxistas-leninistas-maoistas franceses e belgas esclarecer efectivamente é a questão de saber quais os motivos que levaram e levam franceses, nascidos em França, e belgas, nascidos na Bélgica, a organizarem e a conduzirem, nos seus países natais, combates contra o imperialismo, designadamente o imperialismo francês e belga.

Sobre este tema altamente importante, e de que os auto-proclamados marxistas-leninistas-maoistas da França e da Bélgica fogem sistematicamente com o rabo entre as pernas, é que gostaríamos de conhecer uma declaração conjunta do Partido Comunista da França (m-l-m) e do Comité (m-l-m) da Bélgica.

Diga-se aliás de passagem que o Partido Comunista da França (m-l-m) tem no seu portal digital mais de oitenta declarações, três das quais sobre os ataques de Paris, mas não tem uma única tomada de posição pública sobre as guerras movidas pelo imperialismo francês ou americano contra os povos islâmicos do Magrebe, da África ao sul do Saará, do Oriente Médio e do Afeganistão. Isto é que são uns marxistas-leninistas-maoistas de pacotilha e de traição… Mudos e calados quando se trata das guerras movidas pelo imperialismo contra os povos e nações oprimidas do mundo; palradores enfrénicos quando se trata de condenar os actos de violência dos povos e nações oprimidas do globo contra o cobarde terrorismo imperialista.

Os ditos marxistas-leninistas-maoistas da França e da Bélgica estão de que lado: do lado do imperialismo francês, belga, europeu e americano, que bombardeia e aterroriza os povos e nações explorados e oprimidos desde o Mediterrâneo ao limite sul do SHAEL e da orla africana do Atlântico ao limite oriental do Afeganistão, onde já está em curso a nova guerra mundial do imperialismo pelo domínio e partilha do globo, ou do lado dos proletários, dos povos e nações explorados e oprimidos dessa área do planeta?

E que vão esses pretensos marxistas-leninistas-maoistas da França e da Bélgica fazer: vão juntar-se à polícia e às forças armadas da França e da Bélgica para denunciar, perseguir, aprisionar e matar os jiadistas franceses e belgas que atacaram o imperialismo no interior dos seus próprios países imperialistas, ou vão pôr-se à cabeça do proletariado francês e belga para denunciar, isolar e derrubar o imperialismo no interior dos seus próprios países imperialistas?

 

 

 


publicado por DD às 14:20
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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017
Cavaco Pio, Pio

..

O Anibal deu uma aula aos pintos do PSD e disse muitas vezes pio, pio, pio, ..

A síntese das suas ideias é que os partidos perderam o Pio e se continuassem a dizer Pio, Pio levariam o País (vendido pelo PSD aos chineses) para a Galáxia da Venezuela. Isso seria certamente uma catástrofe porque os chineses, donos dos nossos contadores de eletricidade e gás, não vão querer receber lucros fabulosos numa espécie de bitcoi denominado escudo.

A tese do Animal é a seguinte: Vocês jovens do PSD devem ODIAR todos os partidos e desejar um Partido Único, o PSD.

Isto porque NÃO É ACEITÁVEL que partidos revolucionários percam o PIO e apoiem um governo que faz aquilo que vocês gostariam de fazer e eu, Cavaco Silva, nunca fui capaz de fazer.

Assim, pôr as finanças em ordens, conseguir uma execução orçamental primária de 6,5 a 7% POSITIVOS e um défice de 1 a 1,5%, um crescimento do PIB de 2,8% que nunca aconteceu nos meus 10 anos como PM e, ainda por cima, descer o IRS para as 3,6 milhões de famílias, manter a Segurança Social com alguns aumentos nas pensões de reforma, aumentar as exportasções e o consumo dos portugueses, fazer de Portugal um grande centro de atração turística e atrair investimentos produtivos, descer o desemprego para cerca de 9%, etc.

O objetivo do Governo é aliviar o IRS nos escalões mais baixos que correspondem a 1,6 milhões de famílias, mas como no IRS todas as famílias pagam o mesmo em cada escalão, só que os rendimentos mais elevados vão subindo até ao escalão mais alto e os mais baixos ficam pelo segundo ou terceiro escalão. A não ser que haja a intenção de criar taxas próprias para os escalões das famílias que estão nos mais baixos.

 



publicado por DD às 19:22
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Salários dos Trabalhadores da Autoeuropa em 2013:

 

Salários repartidos por 14 meses - Resposta a um comentário de Marques que disse que os trabalhadores da AE ganhavam em média 1.800 euros, o que não é verdade.

A CT, liderada por António Chora, desmentiu em comunicado a interpretação das palavras do comentador e referiu que o vencimento na unidade da Volkswagen não chega aos 1.800 euros. "O salário médio dos técnicos é de 1.200 euros, e o geral, tendo em conta os especialistas, é de 1.340 euros brutos", lê-se na nota enviada pelo CT. Chora afirma ao Negócios que o salário dos técnicos começa nos 650 euros e tem um topo de cerca de 1.500 euros, e o dos especializados começa nos 1.500 e vai até aos 3.000 euros.

Os trabalhadores sublinham que há ainda outro erro no comentário de Marques Mendes. "O número de pagamentos é [repartido em] 14 meses e aquilo a que o comentador decidiu chamar de 15º mês, mais não é do que o pagamento de 'down days' (dias de paragem da fábrica) quando estão positivos, e que foram conquistados à custa de dois anos sem aumentos salariais (2003 a 2005)".

A esses ordenados deduzem-se 11% da TSU e uns 20 a 28% de IRS ou mais e são de 2013.

A proposta atual da AE é um aumento de 16% mais um bónus de 175 Euros e um dia a mais de férias anuais, o que daria um ordenado médio de 1.729,40 brutos que sofre uma grande descida por causa dos 11% da TSU e dos 20 a 28% do IRS. Isto são contas que não consideram qualquer aumento depois de 2013 que desconheço.

O trabalho ao sábado implica uma folga separada do domingo entre terça e sexta-feira e duas ligadas que são o sábado e a segunda-feira.

Saliente-se que vivemos rodeados de gente que trabalha sábados e domingos nos cafés, restaurantes, meios de transporte, rádios, televisões, centros comerciais. hospitais. IMEN, PSP, GNR, Bombeiros



publicado por DD às 17:49
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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017
Dieter Dellinger: O T-ROC Não Começa muito Bem

 

A Auto Europa investiu 700 milhões de euros e criou mais dois mil novos postos de trabalho diretos para produzir em Portugal o novo modelo T-Roc. Dado o enorme volume de investimento, a administração acordou com a comissão de trabalhadores a introdução de mais um turno ao Sábado com aumento salarial de 16%. A esmagadora maioria dos trabalhadores votou contra, a comissão de trabalhadores demitiu-se e está marcada uma greve para o dia 30 de Agosto.

Os novos dois mil trabalhadores começaram o seu trabalho com uma greve e começam mal. Todos os trabalhadores portugueses gostam de ser servidos por outros trabalhadores que trabalham aos sábados e domingos nos hospitais, no bombeiros, na polícia, nos cafés e restaurantes, nas praias, nos centros comerciais, nos aeroportos, nos portos, nos comboios, no metro e na carris, etc. e recusam trabalhar ao sábado, o que parece que não é para todos, mas sim de forma rotativa.

Ninguém imagina o que seria o país se os bombeiros abandonassem o seu trabalho às 18 horas para o retomarem no dia seguinte às 9 horas da manhã e nos fins de semana resolvessem não apagar qualquer fogo. É o fenómeno português, quem pode decidir não quer trabalho fora do horário normal, mesmo com 16% mais de salário.

De resto, saliente-se que todo o problema da justiça portuguesa e o ódio e perseguição a Sócrates resulta deste ter tirado um mês de férias aos magistrados e funcionários dos tribunais, os quais gostam de estar também protegidos contra assaltos aos fins de semana e durante as suas férias de natal e da páscoa como as das criancinhas.

Portugal perdeu toda a sua marinha mercante porque os sindicatos exigiam aumentos exorbitantes de salários quando as tripulações tinham de trabalhar à noite ou fora de um suposto horário das 9 às 18 horas e nos navios a navegarem os tripulantes estão na sua casa e tradicionalmente trabalham por turnos de quatro horas. O navio não pode passar à deriva durante a noite. Enfim, toda a gente sabe que a VW em Portugal é uma empresa de ponta, tanto nos salários como no número de trabalhadores que emprega e na contribuição para a economia nacional.

Estou convencido que deve ter havido elementos sabotadores que enganaram os trabalhadores como há incendiários a mais nas florestas portuguesas e parece ter ressuscitado a luta de há muito tempo entre sindicalistas do BE que formavam a comissão de trabalhadores e comunistas que não suportam ver numa fábrica tão grande e tão importante para a nação pessoal sindicalista de outro partido ou independente.

Saliente-se que o êxito do T-Roc pode ser um apelo a que outros fabricantes de automóveis venham instalar-se em Portugal. A Mitsubishi fabrica os camiões Fuso no Tramagal e automóveis na Holanda onde paga salários três a quatro vezes superior. Mesmo que tenha vendido à Mercedes todo o setor de camiões, denominado Mitsubishi Trucks, não obsta que se pudesse instalar na zona de Tramagal, Abrantes ou Entroncamento uma grande fábrica de automóveis porque aí os salários são relativamente baixos, o custo de vida é muito mais baixo que na Península de Setúbal e grande Lisboa, o acesso à autoestrada é muito curto e há uma tradição de mecânica desde os tempos da Metalúrgica Duarte Ferreira, hoje Mitsubishi, e oficinas da CP. Até as notas de euros são fabricadas pelo BP no Entroncamento



publicado por DD às 23:26
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017
Dieter Dellinger: Incêndios no Sul de França

 

 

Incêndios no Sul de França e na Córsega bem juntos às praias e às habitações num país em que no inverno e na primavera choveu 10 vezes mais que em Portugal.

Há milhares de famílias evacuadas e muitas casas arderam. Os bombeiros estão aflitos a combaterem o fogo perto da famosa praia de St. Tropez.

Na Califórnia também se registam grandes incêndios apesar de ser a mais rica região do Mundo com mais tecnologia, ciência e meios para combater todas as catástrofes.

Os portugueses que veneram tanto os países estrangeiros devem perguntar. Porquê em França e na Califórnia?



publicado por DD às 22:14
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017
Isabel Monteiro: O seu Currículo de Ladra

Isabel Monteiro é a "empresária" da necrologia do incêndio de Pedrógão Grande, cujo empenho em aumentar o número de mortos permioe suspeitar que tenha sido ela a incendiar a mata ou que mandou alguém fazer o trabalho para que, enfim, apareça o DIABO previsto por Passos, o Coelho.

 

Trabalhadores da Dialectus exigem pagamento de salários e subsídios em atraso. O CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual - denunciou publicamente, numa acção de protesto em frente à sede da Dialectus, o não pagamento de salários e subsídios a dezenas de ex-trabalhadores.A empresa é conhecida pela produção de diversos programa televisivos como Toda a verdade", "60 minutos", "Masterchef”, "Kitchen Nightmares", "No Reservations", "Doctor Phill", "Naruto", entre outros.

A Dialectus teve como principal cliente o canal SIC em simultâneo com AXN, Lusomundo, MEO Kids, Canal Panda, BBC Brasil e Fox. A empresa chegou inclusivamente a ser inspecionada e sancionada pela Autoridade das Condições de Trabalho.

Os ex-trabalhadores, vários deles com muitos anos de casa, recorreram inicialmente ao diálogo com a sócia-gerente da empresa, Isabel Monteiro, procurando chegar a acordos de pagamento que evitassem processos judiciais. Mas a Dialectus não cumpriu acordos, nem prestou quaisquer esclarecimentos ou satisfações aos ex-trabalhadores que não tiveram outra alternativa senão recorrer a tribunal.

Nenhum representante da empresa compareceu às convocatórias do Tribunal do Trabalho. Nesse seguimento, “ao tomar conhecimento da situação, e a pedido de vários sócios e não sócios do Sindicato, o CENA viu-se obrigado a realizar uma acção pública.

Alguns ex-trabalhadores desta empresa, após terem rompido os contratos de trabalho, vieram a descobrir mais tarde, que ainda estavam a ser declarados pela empresa nas finanças e na segurança social, significando enormes benefícios fiscais para a figura do empregador.

A Dialectus teve a cargo traduções e dobragens de séries bem conhecidas do grande público. Teve como principal cliente o canal SIC em simultâneo com AXN, Lusomundo, MEO Kids, Canal Panda, BBC Brasil e Fox. A maioria destes ex-trabalhadores da Dialectus - tradutores, dobradores, técnicos de som, etc - encontra-se no desemprego e continua sem receber o que lhes é devido. A empresa lucrou com o trabalho por eles efectuado, uma vez que chegaram a ser emitidos programas como "Toda a verdade", "60 minutos", "Masterchef”, "Kitchen Nightmares", "No Reservations", "Doctor Phill", "Naruto", entre outros.

António Ribeiro



publicado por DD às 19:44
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Portugal paga mais 2.600 milhões ao FMI até Agosto

 

 

 

.  A Geringonça de Portugal reembolsou a 30 de Junho de 2017, antecipadamente, mais uma parcela do empréstimo ao FMI, equivalente a 1.000 milhões de euros, que se vencia entre Junho e Outubro de 2019. Até Agosto, Portugal pretende pagar mais 2.600 milhões de euros, antecipando as amortizações do empréstimo que ocorreriam até Abril de 2020", lê-se no comunicado enviado às redações.   Os reembolsos antecipados não deverão ter qualquer interferência no plano de emissões previsto para este ano pelo Tesouro. "Estes pagamentos não terão impacto nas emissões de dívida no mercado internacional a realizar em 2017", dizem as Finanças.

 

O Executivo refere ainda que a estratégia de pagamentos antecipados ao Fundo vai continuar a ser implementada no próximo ano: "O plano de amortizações antecipadas do FMI continuará a ser implementado em 2018 fazendo parte do programa de financiamento da República." As Finanças garantem ainda que "neste momento estão também garantidas cerca de 40% das necessidades de financiamento de 2018, incluindo 4.000 milhões de euros de pagamentos ao FMI". O Governo acredita que o "reembolso antecipado ao FMI contribui decisivamente para a melhoria da sustentabilidade da dívida, reduzindo o custo desta e permitindo, simultaneamente, uma gestão dos pagamentos mais equilibrada e o aumento da maturidade média". Depois de ter conseguido baixar o défice para 2,1% do PIB em 2016, o que permitiu a saída do Procedimento por Défices Excessivos, o Governo dá agora sinais de estar concentrado na redução da dívida. No ano passado, o rácio da dívida pública rondou os 130% do PIB. A atenção do Ministério das Finanças neste indicador já levou Mário Centeno a defender que eventuais folgas orçamentais, resultantes de um maior crescimento económico, devem ser usadas para reduzir a dívida pública.     

 



publicado por DD às 16:53
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Dieter Dellinger: O Diabo Chegou?

 

 

Passos, o Coelho, prometeu ou previu a chegada do Diabo para abater o governo atual.

Todos pensámos que se referia a uma nova crise financeira, um resgate, um aumento do desemprego, uma queda do PIB. Mas, nada disso, o Diabo veio através de uma caixa de fósforos. Talvez, por isso, admito que o incêndio de Pedrógão Grande surgiu a pedido de um mandatário do Diabo (Passos, o Coelho) para incendiar a Pátria de todos os portugueses que ele julgava ser só dele e que lha roubaram na Assembleia da República.

Nunca o clima esteve tão bom para o diabo aparecer com as vestes do inferno dos pecadores, o fogo, e o pecador para o Coelho é, naturalmente, António Costa que se atreveu a governar e a iniciar um processo de recuperação da economia nacional e dos rendimentos dos portugueses.

A Joana Marques Vidal agarrou-se logo a esse diabo e fez aquilo que nunca tinha feito, nem com os mortos da legionela, colocou-o em segredo de justiça e alimenta assim a polémica nefasta para quem não tem culpa nenhuma.

Sim, desde que eu era criança, há muitas décadas atrás, vi pessoalmente fogos e um até junto a uma casa de campo/praia da família.

A Joana com o seu "segredo de justiça" permite que os pasquins digam que morreu muita gente mais, como se o número divulgado não fosse já se si dramático. Um só morto seria demais quanto mais os sessenta e tal.

Cristas quer mais mortos, revelando ser mulher de nenhuma cabeça. Joana Marques Vidal fecha-se em copas e não deixa divulgar os nomes dos mortos como se as vítimas que todos lamentamos tivessem alguma culpa no cartório.

Mesmo que, por acaso, um incendiário tivesse sido apanhado pelas chamas que ateou não vale a pena não divulgar o seu nome porque os procuradores da Joana e a PJ provavelmente nunca chegarão a saber quem foi.

Claro que a ministra mostra-se pouco enérgica perante a Joana Marques Vidal.

O combate aos incêndios é tarefa do Governo e o pagamento de indemnizações que passa pela identificação dos pobres falecidos, tal como o apoio psicológico aos familiares.

Nada disso é da conta da Joana, mas sim da Constança Urbano de Sousa. Não acredito que haja algo que permita à Joana Marques Vidal intrometer-se de tal maneira naquilo que é o trabalho de gestão do Governo.

Compete à Joana encontrar quem acendeu aquilo, mas é óbvio que os mortos não devem ter sido. Ela sabe que só pode ter sido gente da oposição e, por isso, mantém um segredo de justiça que não tem explicação.

De resto, Joana é a pior magistrada de sempre que a democracia teve, não só no sentido do direito como também no caráter da pessoa. Pior que ela, talvez o pai que condenava gente com as falsas provas apresentadas pela pide.

 



publicado por DD às 16:32
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