Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Segunda-feira, 13 de Março de 2017
Cronologia da PT deturpada posteriormente por Rosário & Paulo, Lda:

 

1) Belmiro e Paulo Azevedo (Sonae, Continente) manifestam a intenção de fazer uma OPA sobre a PT na condição do Estado desbloquear o direito de veto das 500 ações que detém na PT.

2) Paulo de Azevedo vai falar com o então PM José Sócrates e pede-lhe o seu apoio. Sócrates disse que o que de melhor pode fazer é dar ordem de abstenção. O Estado não vota e, como tal, aceita tudo o que a Assembleia decidir.

3) Os restantes acionistas da PT decidem realizar uma Assembleia da PT para votar a eventual alteração dos Estatutos da PT que iriam desbloquear os direitos das 500 ações douradas do Estado.

4) Há uma movimentação de trabalhadores e sindicatos contra o desbloqueamento, observada nos noticiários televisivos.

5) Realiza-se a Assembleia e o desbloqueamento não é aprovado. A CGD vota contra o desbloqueamento com os seus 5,1 %. Jornaleiros dizem que foram decisivos por não saberem fazer contas, 5,1% não são 50,1%. Qualquer magistrado que acredite no poder decisão dos 5,1% é um analfabeto em aritmética e idem para os jornaleiros. O verdadeiro poder decisivo esteve nas mãos dos dois Fundos Americanos, os maiores acionistas da PT que supostamente entraram pela mão de Salgado Espírito Santo que detinha 10% da PT.

6) A PT quer vender a VIVO do Brasil e o Estado (Sócrates) opõe-se e exige que haja uma alternativa de expansão no mercado brasileiro ou internacional para aproveitar a imensa capacidade técnica da PT nas comunicações telefónicas fixas e móveis e no cabo.

7) Depois de muitas negociações, a PT vende a participação de 50% numa holding que detinha parte da VIVO pela fabulosa quantia de 8,5 mil milhões de euros que serviram para pagar uma importante dívida a bancos internacionais e distribuir por acionistas, reservando-se uma parte para investimentos.

8) A PT troca 10% do seu capital por 22% da OI. E termina aqui a intervenção de Sócrates que deixa o poder e a possibilidades de controlar o destino dos dinheiros da PT obtidos com a venda da VIVO.

9) Passos Coelho debloqueia as Ações Douradas do Estado sem nada em troca, o que foi um negócio RUINOSO para o Estado que deveria ter recebido uma grossa maquia por isso. Não se sabe se foi ruinoso para os negócios de Passos & Portas, Lda mais Cavaco & Silva, Lda. Para a reputação de todos foi ruinoso.

Terá sido muito lucrativo para Salgado e restantes acionistas, incluindo os administradores da PT.

10) Começam os negócios com a OI na vigência do Governo Passos & Portas, Lda com Zeinal Brava & Granadeiro, Lda a decidirem sem oposição dos restantes acionistas, praticamente 100%, e sem o poder das 500 ações do Estado. A OI carece de investimentos para se tornar numa grande empresa.

11) Salgado convence Brava & Granadeiro a adquirirem quase mil milhões de euros em papel comercial sem que o Estado, já fora da PT, se pudesse opor.

12) Salgado não paga a dívida em papel comercial após o seu vencimento que era de quase um ano e cria assim um gravíssimo problema à empresa, pois tratava-se de liquidez de Caixa que é sempre necessária, mesmo que possa estar de lado durante um ano.

 

Assinado: PS subterrâneo e justiceiro.

 



publicado por DD às 18:39
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Domingo, 12 de Março de 2017
Schäuble quer Dominar a Europa

 

 


A Alemanha registou três anos de saldos positivos nas suas contas púbicas, totalizando 26 mil milhões de euros que não são gastos em reduções de impostos, crescimento da economia, etc.


O objetivo de Schäuble é criar um Fundo Monetário Europeu para onde devem transitar as verbas e dívidas dos estados europeus que formam o capital europeu do FMI acrescidas de uma importante participação alemã.
Este FME deverá substituir o Mecanismo Europeu de Estabilidade e o Fundo de Estabilidade Financeira Europeu que já é dirigido pelo alemão Regling, amigo de Schäuble, por uma razão muito simples. Nestes organismos financeiros ou outros da União Europeia as decisões são tomadas por consenso, enquanto no Fundo Monetário Internacional e, provavelmente, no europeu os votos são função do capital depositado. Sendo a Alemanha a maior nação europeia com o maior PIB e possuidora de saldos vultuosos, a ministro das Finanças alemão, Schäuble ou outro qualquer, teria o poder total sobre a União Europeia com especial incidência nos estados deficitários.


Schäuble pensa ficar no poder depois das próximas eleições que começam a dar alguma vantagem ao SPD de Martim Schulz, mas com pouca probabilidade de obter uma maioria absoluta, pelo que a coligação atual (CDU/CSU/SPD) se manteria com Schäuble na qualidade de eterno ministro das Finanças da Alemanha e até de toda a União porque o Fundo Monetário Europeia iria abranger as nações que não usam o euro como acontece em parte com os Fundos de Estabilidade Europeia.


De alguma forma, o novo FME iria impedir o Banco Central Europeu de comprar dívidas de nações europeias que o tratado de Lisboa proíbe expressamente, mas que foi contornado por Draghi através da “porta do cavalo”, isto e, pela compra dos títulos públicos a bancos e fundos privados, dado que uma das missões de qualquer banco emissor é ceder liquidez a curto prazo que tem sido um pouco alargado sem garantias ou com a garantia dos títulos de dívida.


O FME passaria a ditar as taxas de juro e os valores a emprestar aos diferentes países da União que deveriam obedecer a uma espécie de “Nova Ordem” germânica porque os votos das pequenas nações não contariam para nada. Iria emitir títulos de dívida europeus para se capitalizar e emprestar às nações que o requeiram, não havendo lugar a emissões para compra de dívida e oferta aos diferentes bancos centrais como fez o BCE e que Carlos Costa não quer devolver ao acionista Estado o serviço de dívida pago ao seu banco pelo mesmo Estado
O principal opositor a este plano de Schäuble é o presidente da Comissão Europeia, Juncker, originário de um dos países mais pequenos da Europa, o Luxemburgo, que, apesar de rico, não teria um capital significativo no futuro FME.

 

 



publicado por DD às 23:56
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2017
Euro ou "Bitcoins" Portugueses

 

O PCP vai fazer uma gigantesca campanha contra o Euro. Está no seu direito democrático, os partidos têm as suas estratégias políticas e assim defendem o que acham bom para o país.

Curiosamente, a campanha é feita contra o "Euro fraco" como nos referiu já Vítor Bento no seu livro "Euro Forte - Euro Fraco", entendendo este último como o atual, cujas notas trazem a assinatura do italiano Draghi.

O BCE está a oferecer a Portugal e a todos os países da zona Euro, 33% das suas dívidas. Compra os respetivos títulos aos bancos e fundos que que as detêm e entrega-os aos bancos nacionais; o BP no caso português.

Os Estados continuam a pagar juros e a amortizar as dívidas no ano das entregas, mas nos anos seguintes os montantes gastos são devolvidos ao único acionista dos bancos nacionais que é o Estado ou os contribuintes nacionais porque são lucros e a receção dos títulos não endivida os bancos nacionais.

A campanha começa no preciso momento em que Draghi afirmou que quer continuar este processo denominado "quantitative easing", eventualmente até liquidar mais de 50% das dívidas nacionais.

Assim, Draghi oferece-nos 73 mil milhões de euros e dispõe-se a aumentar a oferta para 120,5 mil milhões e o País iria prescindir dessa poderosa divisa para ter uma espécie de "Portucoins" sem valor internacional que nem Badajoz aceitará para pagar um café.

Já a oferta de 33,3% faz com que um juro de 3,3% a 10 anos passe na verdade ao equivalente a 2,2% ao ano porque a dívida sofreu um corte de 1/3.

O dinheiro para as referidas compras vem do nada; é emissão pura e simples e é notável que tenha tido um limitadíssimo efeito na inflação, ou seja, esta aumentou na Zona Euro em cerca de 1% porque os países maiores e mais favorecidos não gastaram o dinheiro recebido, tendo depositado parte dele no próprio BCE, pagando um pequeno juro em vez de receber, mas podem vir a gastar porque são donos desses depósitos.

Assim, a liquidez do BCE aumentou muito, o que permite proteger a banca europeia através das habituais cedências de liquidez a curto prazo como faziam todos os bancos centrais e faz agora o BCE.

Eu duvido que os trabalhadores portugueses prefiram receber uma espécie de "Bitcoins" de circulação reduzida aos 92 mil km2 de Portugal em vez de dinheiro verdadeiro que se desvalorizou muito nos últimos tempos sem inflação, o que contraria tudo o que vem nos manuais de economia.

Essa desvalorização empurrou quase todas as moedas do Mundo para o mesmo, tornando a maior parte das mercadorias mais baratas e limitando os recentes aumentos dos preços do petróleo bruto.

Neste momento, o Euro está quase a um dólar e aproxima-se da libra quando já esteve a mais de 1,5 dólares que, por sua vez, também se têm desvalorizado.

 



publicado por DD às 15:44
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017
Mário Centeno: O que causa a RAIVA da Cristas e do Coelho

 

O ministro das Finanças assegurou esta quarta-feira que o défice orçamental de 2016 não será superior a 2,1% do PIB. Mário Centeno considera que os indicadores mais recentes da economia são "alicerces mais sólidos" e que ajudam à "saúde das contas públicas".

"O défice em 2016 será o mais baixo da história da nossa democracia e não será superior a 2,1%", disse o ministro esta quarta-feira na comissão parlamentar de Orçamento, Finança...s e Modernização Administrativa, onde está a ser ouvido.

Depois de citar os números economia portuguesa divulgados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dão conta de um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,4% em 2016, o ministro afirmou que "Portugal possui hoje alicerces mais sólidos para garantir um crescimento económico sustentado e equitativo, mas também pela saúde das contas públicas".

Centeno afirmou que as medidas tidas como extraordinárias, ou seja, o Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES), "apenas melhorarão a meta orçamental estabelecida pelo Governo, que era de 2,4%", ligeiramente abaixo do objectivo de 2,5% definido pela Comissão Europeia aquando do encerramento do processo de sanções.

"Quando me refiro ao facto de a economia portuguesa estar hoje no ponto mais sólido desde que aderimos ao euro apoio-me em resultados: crescimento económico, investimento, geração de emprego, solidez nas contas públicas, mas queremos mais e vamos conseguir mais", disse. Dessa forma, o ministro assegurou que, "graças à correcção sustentável e durável das contas públicas, Portugal vai, finalmente, sair do Procedimento por Défices Excessivos".

Durante a sua intervenção inicial, destacou ainda um conjunto de indicadores para suportar o entendimento de que a economia portuguesa "está hoje mais sólida". "O índice de confiança dos consumidores está em máximos de 17 anos", que o crescimento "está cada vez mais assente" no investimento e nas exportações e que "o desemprego está em mínimos desde 2009".

Para contrariar isto como querem os traidores à Pátria Cristas e Coelho não há SMSs que valhem.



publicado por DD às 14:16
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Sábado, 7 de Janeiro de 2017
Faleceu o HOMEM da Liberdade e Democracia em Portugal

 Faleceu o Pai da Democracia em Portugal, mas continua vivo nos nossos corações e na História.

Conheci-o quando foi meu professor de história no terceiro ano do liceu no Colégio Moderno, há mais de 60 anos, e foi depois meu professor de Filosofia e de Administração Pública e Administrativa da Nação. Foi sempre um excelente professor, acessível e amável com os seus culturas, possuindo uma imensa cultura geral.

As suas aulas eram um prazer e todos sabíamos que liderava já um grupo de republicanos desejos de restabelecer uma democracia em Portugal.

Muita gente pode julgar que estou a mentir, mas a verdade é que desde uma dada altura, ainda como aluno do CM, tive a sensação e dizia-o aos meus colegas que aquele Professor seria um dia um grande governante da nação.

No Colégio Moderno todos eram anti fascistas e se os professores não se podiam exprimir muito porque andava tudo controlado, entre colegas dizia-se o pior possível de Salazar e do seu regime.

Depois passaram uns anos em que o vi de vez em quando na Liga dos Direitos do Homem e aderi formalmente em 1969 à CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática) que nada tinha a ver com a CDE. Foi na famigerada "primavera marcelista".

Quase ao mesmo tempo aderi com Soares, Zenha, Magalhães Godinho, Vasco da Gama Fernandes, Alberto Arons, Jaime Gama, Mário Mesquita e outros à CED (Cooperativa de Estudos e Documentação) que servia de disfarce à ASP (Ação Socialista Portuguesa).

Ficámos sós, Mário Soares deportado e expulso do País, mas continuámos no interior a lutar desde então por um Partido Socialista de natureza democrática.

No exterior, Mário Soares movimentava-se e conseguia que no fossem enviados alguns apoios financeiros. Tito Morais em Itália organizava cursos de verão para os mais jovens socialistas de então no Partido Socialista Italiano. Mária Soares estava sempre presente.

Na garagem do prédio em que vivia António Arnaud em Coimbra organizámos o primeiro Convénio dos socialistas de todo o País para decidirmos se estávamos de acordo com a fundação de um Partido Socialista como tinha sido proposto por Mário Soares e para eleger os delegados que deviam ir à Alemanha ao Congresso fundador.

Muitos achavam que um Partido Socialista naquelas condições com pouco mais de 100 militantes no interior seria uma espécie de fraude, mas outros camaradas e eu dissemos que um Partido Socialista não precisa de ter muitos militantes, mas bons, e havia muitos no exterior.

Assim foi, a maioria votou pela fundação do Partido e começámos logo a trabalhar no programa de que havia já uma parte na Ação Socialista Portuguesa.

Queríamos uma democracia social com igualdade de oportunidades para todos e ao serviço da população. Não considerávamos demasiado importante nacionalizar a economia porque bastariam os impostos para erguer o Estado Social depois de se acabar com as guerras coloniais.

O papel político de Mário Soares na democracia portuguesa foi fundamental. Criou uma sociedade tolerante e resiliente às crises sem crispações exageradas. Fez escola como presidente apaziguador e governos eleitos democraticamente.

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Mário Soares, venceste e conquistaste a liberdade para Portugal, morreste, mas ficas vivo nos nossos corações e o teu imenso lugar na História não será tirado por ninguém. A tua vida é um exemplo para todos nós.

 

 



publicado por DD às 20:01
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Paulo Silva – O Caçador de Tubarões

 

 

 

O Expresso Revista publica hoje um extenso e até interessante artigo sobre a figura do Inspetor de Finanças de Braga, Paulo Silva, com o pomposo título de “O Caçador de Tubarões”.

Sucede que só pescou um tubarão em 15 anos de incessante trabalho de investigação tributária e financeira com 6,5 terabytes de informação o que dá 6 x 1.073.741.824 kilobytes ou 1024 gigabytes só na “Operação Furacão” e 9 milhões de ficheiros e 200 mil registos bancários com buscas a mais de 700 empresas e pessoas e seis bancos pouco ou nada saiu de concreto.

A posse de tão gigantesca informação conduziu a um única condenação, a de Duarte Lima, o ex-líder do grupo parlamentar do PSD, condenado a 10 anos de prisão depois reduzidos a 6 anos e ainda fase de recursos e sujeito a ser condenado no Brasil por homicídio de Rosalina Ribeiro.

No início, o artigo toca a algo que conheço bem que é a questão do IVA nas importações. Diz o Expresso que Paulo Silva descobriu um conjunto de fraudes de fuga ao IVA nas importações através de falsas empresas que faturava ao importador direto. Diz o Expresso: Paulo Silva expôs a forma como estava a ser usada uma firma de importação de automóveis que funcionava como empresa de fachada, já que apenas servia para simular contratos de compra e venda para poder cobrar IVA ao verdadeiro importador final dos carros sem pagar por sua vez ao fornecedor fora de Portugal, beneficiando de um regime em vigor entre países da União Europeia. Era um tipo de esquema conhecido como “carrossel do IVA”.

Nada há de mais FALSO nesta afirmação que, aliás, parece não ter originado qualquer penalidade.

A falsidade reside no facto de na importação, fingida ou verdadeira, não se pagar IVA ao fornecedor estrangeiro de qualquer mercadoria, mas sim à Autoridade Tributária nacional.

Quando se importa algo de um país da União Europeia, o importador tem de pagar o IVA ao fisco português no momento em que paga a fatura do fornecedor, a qual deve trazer o número fiscal do comprador. Essa fatura foi antes comunicada ao fisco do país de origem pois os exportadores não pagam IVA e o fisco estrangeiro informa a Autoridade Tributária portuguesa. Geralmente, os exportadores estrangeiros exigem também uma nota de receção da mercadoria em Portugal. Se a mercadoria vier de um país exterior à União, o IVA é pago na Alfândega em que o importador só pode tirar a mercadoria após pagar taxas portuárias, direitos aduaneiros e o IVA.

Tudo o que está escrito sobre empresas que utilizam outras para aumentar o valor da fatura das importações é uma asneira pegada. Os computadores da Autoridade Tributária fazem o cruzamento dos dados automaticamente durante 24 horas por dia e o Banco de Portugal controla todas as saídas de dinheiro e quer conhecer as razões da importação e os bancos comunicam também ao fisco o pagamento ao exterior e já antes havia esse controlo semiautomático.

De qualquer modo, o IVA dos importadores não é um problema porque, por exemplo, uma empresa que importe mercadoria que tenha de pagar 1.000 euros de IVA na importação vai depois debitar IVA sobre o valor final de venda dessa mercadoria intacta ou transformada nalgum produto. Depois entrega ao fisco o IVA deduzido de todos os IVAs que pagou como o da própria importação mais o de todos os seus custos de atividade como eletricidade, água e até esferográficas. Com a grande concorrência de preços que há nos mercados mundiais e nacionais as margens não são elevadas, o IVA pago pelas empresas é sempre diminuto. O cliente final é que paga o verdadeiro IVA de 23% nos computadores estrangeiros, por exemplo.

É inacreditável que Paulo Silva ou o jornalista desconheçam esses factos, mas são referidos nomes de empresas nacionais e estrangeiras, incluindo nacionais com atividade no Reino Unido e número fiscal português, uma verdadeira aberração impossível de ser concretizada.

Mesmo que haja engano e em vez de importação se queria dizer exportação, o absurdo continua, o exportador não paga nem exige IVA e pode deduzir todos os IVA pagos com o fabrico de produtos ou compra de matérias-primas e se só exportar, recebe todos os IVAs de volta, incluindo o da eletricidade, etc. Por outro lado, dada a tremenda concorrência mundial, não há muito lugar a vendas com grandes margens de lucro que permita ir depositar no Panamá ou nas Ilhas Virgens de parte do valor da venda ao exterior.

O juiz de instrução Carlos Alexandre costumava delegar em Paulo Silva as investigações sob o ponto de vista financeiro de onde sairiam as provas de crimes cometidos. Tudo começava com um Processo Administrativo fiscal.

O artigo refere também Sócrates e pode ler-se no artigo acerca de Paulo Silva: “O que lhe sobra em capacidade para analisar tudo o que são fluxos financeiros falta-lhe em capacidade para construir uma narrativa do CRIME. Onde está a narrativa da CORRUPÇÃO” (as maiúsculas são minhas)..

O artigo é longo e fala ligeiramente no caso dos submarinos adquiridos por Paulo Portas e sem conclusão nenhuma nem referência à condenação alemã de corrupção ativa de dois administradores da Ferrostaal.

Além disso, Paulo Silva, o grande inspetor, nunca se preocupou com o caráter criminoso da existência de falsas sedes de empresas portuguesas na Holanda com o objetivo de fugir ao pagamento da taxa liberatória de 28% e que representa o maior crime de fiscal alguma vez praticado em Portugal e que deve ascender já a vários milhares de milhões de euros.

Paulo Silva é uma anedota sem investigar Jerónimo Martins, Continente, EDP, REN, GALP, Amorim, etc. apesar de ter investigado crimes iguais praticados pelo BES que criou para a família Espírito Santo e para clientes falsas sedes destinadas a fugir ao fisco.

 



publicado por DD às 17:38
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2016
A Europa tem Medo dos Muçulmanos e Quem tem Medo já está DERROTADO

 

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 Mesquita de Córdoba

 

A Alemanha Muçulmana

Uma escola alemã na Turquia acabou com o Natal, enquanto entraram mais de um milhão de muçulmanos na Alemanha, sendo cverca de metade refugiados sírios. Os outros são oriundos do Afeganistão, Paquistão, Somália, Marrocos, etc. Na Alemanha vivem já 7 milhões de muçulmanos turcos, palestinianos e marroquinos.

A Espoanha tem Medo

Os muçulmanos reivindicam "a mesquita de Córdoba". Autoridades da cidade que fica no sul da Espanha deram um duro golpe na reivindicação de propriedade da catedral pela Igreja Católica, pretendendo partilhar o templo com os muçulmanos.

O local foi inicialmente a igreja de São Vicente, que depois da conquista de quase toda Península pelos muçulmanos invasores serviu de mesquita por mais de 400 anos quando a Espanha islâmica fazia parte de um califado, antes do reino cristão de Castela conquistar a cidade e convertê-la novamente em igreja. Agora os islâmicos a querem de volta. Não têm direito à mais pquena parcela da Espanha e Portugal. Que mais não seja por se terem deixado derrotar pelo cristãos, ou seja, os anteriores ocupantes celtas, romanos e germânicos.

A França também se está a acobardar:

"Tudo é cristão", escreveu Jean-Paul Sartre depois da guerra. Dois mil anos de cristianismo deixaram uma marca profunda na língua francesa, paisagem e cultura. Mas isso não é bem assim de acordo com a ministra da Educação da França, Najat Vallaud-Belkacem (muçulmana). Ela acabou de anunciar que, em vez de dizer "Feliz Natal", os servidores públicos devem dizer "Boas Festas" - trata-se claramente de uma deliberada intenção de apagar do discurso e do espaço público qualquer referência à cultura cristã na qual a França

Ao mesmo tempo, alemães, holandeses, escandinavos e outros atiram-se aos povos fronteiriços da Europa, abrindo assim as suas fronteiras >à invasão muçulmana.

A Grécia, a Itália, a Espanha e Portugal são roubadas pelos holandeses, luxemburgueses e belgas e nada se faz para resolver os seus problemas e criar uma verdadeira unidade europeia.

Cegos pelo dinheiro, os muitos Schaeubles e nazis populistas só pensam no imediato que é reduzir os salários e pensões dos europeus em vez de reforçarem o poder de 500 milhões de europeus.

 

 

 

 

 

 



publicado por DD às 17:49
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016
Dieter Dellinger: Estaline no Expresso

 

 

 

O Expresso vai publicar a excelente biografia quase familiar de Estaline escrita por Simon Sebag Montefiori e que originou no Expresso de hoje um artigo de Francisco Louçã sobre o ditador.

Podemos e devemos separar o “estalinismo” do “comunismo” e ambos dos diversos socialismos. Louçã diz em caixa alta que “É absurdo comparar Estaline a Hitler”. Pode ser que também seja absurdo comparar Hitler a Salazar, apesar de haver muito mais em comum entre Estaline e Hitler, ou seja, milhões de cadáveres.

O estalinismo não foi uma verdadeira ideologia, era simplesmente o exagero do bolchevismo ou comunismo tal como o nazismo era uma falsa ideologia, uma espécie de nacional-socialismo para enganar o proletariado e apoiado pela burguesia alemã e, acima de tudo, pela burguesia proletarizada pela crise inflacionária de 1922 e pela austeridade dos governo dos últimos anos da década de 1920 e primeiros dois de 1930.

De qualquer forma, o que estava em causa então como o que está em causa na guerra entre o jihadismo e o resto do Mundo, incluindo o muçulmano, é a eterna mecânica poder. Como na física quântica há uma mecânica que determina todas as coisas.

Todo o mundo é governado por partidos políticos, mesmo as ditaduras militares acabam sempre por organizar qualquer coisa como uma União Nacional ou um Partido Bolivariano para agregar aqueles civis que vão deter os muitos cargos que o poder sempre distribui, sustenta e necessita.

A mecânica partidária é sempre a mesma; o chefe e a sua corte próxima e é disso que trata o livro “Estaline – A Corte do Czar Vermelho” e depois os delegados aos congressos, eleitos para comités ou comissões nacionais e os pequenos potentados obedientes e subservientes das províncias ou autarquias mais o pessoal da defesa policial ou militar e uns tantos apoiantes mais ou menos idealistas que servem para encher salas e comícios. São os que acreditam ou sentem o partido como um clube de futebol de que são adeptos.

No âmbito dessa mecânica há sempre uma luta pelo poder interno que deixa de existir no auge da liderança do chefe e reaparece quando este aparenta não ser capaz de se manter no poder. Nas democracias, o chefe do partido que se deixou escorregar para a oposição tem a prazo os seus dias contados, salvo raríssimas exceções.

Nas ditaduras, as fações partidárias são tratadas a tiro, nas democracias são ostracizadas ou em parte compradas com alguns cargos.

Louçã desculpa o Estalinismo com a II. Guerra Mundial e a Guerra Fria quando o modelo é muito anterior.

Estaline liquidou os melhores oficiais do exército vermelho, o que incitou Hitlerr a invadir a URSS em 1941. Curiosamente fê-lo com o muito petróleo que Estaline forneceu aos alemães durante o período do pacto germano-soviético.

Com Lenine, Estaline é nomeado secretário do Partido Bolchevique para o pessoal e para as nacionalidades no XII Congresso. Como chefe de pessoal colocou os amigos nos melhores lugares e após a morte de Lenine sobe a secretário-geral do Partido em 1922 e a partir daí luta para conseguir o poder absoluto que só consegue depois do XVII Congresso de 1934 em que elimina todos os delegados que receberam menos votos negativos que Estaline, pois nos congressos do Partido Comunista, os delegados recebiam uma lista de nomes e cortavam aqueles que não desejavam. Kaganovitch e Molotov contabilizaram 100 negativos cada um. Estaline terá tido 292 votos negativos, enquanto que o ex-burguês menchevique Kirov teve apenas dois votos negativos, isto para a Assembleia do Partido. Estaline nomeou Kirov como quarto secretário para o mandar governar Leningrado até ser misteriosamente assassinado por “anticomunistas” às ordens de Estaline e que deu origem à maior perseguição condenações à morte de comunistas que alguma vez a História regista.

Entre os revolucionários de1917, Estaline liquidou os seguintes que foram todos reabilitados postumamente depois da morte do ditador:

Entre eles:

  • Lev Kamenev - Membro do Comitê Central do Partido Bolchevique. Um dos membros da troika que governou a URSS entre 1923 e 1925. Condenado à morte[3].
  • Leon Sedov - Filho de Leon Trótski. Acusado e condenado nos Processos de Moscou, foi assassinado em Paris por um agente de Estaline.
  • Joseph Pianisky - Social-democrata em 1896, agente do Iskra em 1901, bolchevique em 1903. Foi membro do Comitê de Moscou do partido, da Comissão Central de Controle e do Comitê Central. Preso em 1937, desapareceu "misteriosamente" na prisão[3].
  • Nikolai Krestinski - Membro do Comitê Central em 1917 e seu secretário de 1919 a 1921. Condenado à morte e executado. Por 24 horas negou as "confissões" feitas no inquérito[3].
  • Ivar Smilga - Membro do Comitê Central desde 1911. Preso, desapareceu durante a grande purga[3].

 

Foto: Estaline embalsamada. Era para ser colocado ao lado de Lenine, mas enterraram-no num cemitério na Georgia, salvo erro.



publicado por DD às 21:33
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Domingo, 18 de Dezembro de 2016
Dieter Dellinger: Portugal tem Saldo Primário Positivo

Com 10 dos 12 meses do ano já passados, assim vai a execução orçamental.

Estes dados compreendem os 10 primeiros meses de 2016 e os últimos 2 meses de 2015. Período marcado pela formação do governo e implementação das políticas por ele defendidas.

Os dados seguintes comparam os 12 meses terminados em OUT/2016 com os 12 meses terminados em OUT/2015:

...

Receita Total : 43,361M€ ( + 432M€ ; + 1.0% )

Das quais :
Receitas fiscais : 39,422M€ ( + 709M€ ; + 1.8%)

IRS : 12,131M€ ( - 604M€ ; - 4.7%)
IRC : 4,886€ ( - 210M€ ; - 4.1%)
IVA : 14,852M€ ( + 144M€ ; + 1.0%)
ISP : 3,090M€ ( + 871M€ ; + 39.2%)

Despesa Total : 49,474M€ ( + 429M€ ; + 0.9%)

Despesa Corrente Primária : 42,026M€ ( + 191€ ; + 0.5%)
Despesa de Capital : 1,238€ ( - 124M€ ; - 9.1%)
Despesas com juros : 7,448M€ ( + 238M€ ; + 3.3%)

Saldo Primário : + 1,335M€ ( melhorou 241M€ ) - é de salientar a melhoria deste saldo primário sem o assalto às reformas e aos salários dos fuincionários.

Saldo : -6,113M€ ( melhorou 2M€ ; corresponde a 3.4% do PIB projetado para 2016)

O BP que é do contra teima em utilizar vírgulas onde deveria colocar pontos. Se os portugueses utilizam os pontos para marcar os mil, milhões, etc., o Costa do BP deve fazer com que os seus boletins utiloizem a escrita NACIONAL e não a inglesa.


Por assunto: Execução Orçamental



publicado por DD às 18:25
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Dieter Dellinger: A Obesidade Mata mais que a Fome no Mundo

Cuidado com o Natal
Segundo as estatísticas mundiais, a obesidade mata mais que a fome devido às doenças que provoca como cardiovasculares, diabetes, etc.
A obesidade crescente é doença dos países ricos e até emergentes que erradicaram muitas doenças dos países pobres e do mundo em geral como a peste, tuberculose, tifo, sífilis, varíola e gripe. Esta última ataca ainda bastante as pessoas idosas.
Vacinas, antibióticos e higiene eliminaram muitos agentes patogénicos, permitin...do a explosão populacional apesar da queda da natalidade. Em 1800, uma em cada três crianças morria muito cedo, os adolescentes e jovens estavam sujeitos a todo o tipo de doenças singulares e pandemias.
Cada vez mais se morre de doenças degenerativas (Alzheimer, etc.) e sofre-se nas idades avançadas de problemas degenerativos como osteoporose, degenerescência macular, modo de vida com ateroscleroses locais e generalizadas, etc.
Mark Zuckerberg criou com mais de mil milhões de dólares uma fundação que tem por objetivo erradicar todas as doenças mortais, só para chatear bestas políticas como Medina Carreira e aquele deputado que considera a velhice como uma "peste grisalha" e quem o censurou foi condenado pela justiça como se estivéssemos numa ditadura.

fascista



publicado por DD às 18:11
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