Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Sábado, 12 de Maio de 2012
O Famoso TALGO

 

 

 Engenharia do rodado metido na carruagem

 

 

 

Nos tempos da minha juventude, ainda quase adolescente, ganhava uns escudos a fazer traduções de alemão para português e vice-versa.

Nesses anos cinquentas e muitos, a peseta estava a cinco tostões e eu costumava ir a Madrid com amigos, pois apesar do franquismo, a capital espanhola era muito alegre e barata, tendo excelentes museus e livrarias, etc.

O meio de transporte que utilizava era um notável comboio espanhol, o Talgo inteiro e articulado sem locomotiva que hoje , conhecido pelos espanhóis como o pato por ter uma frente igual a muitos TGV em forma de pato.
Esse comboio já fazia uns 130 km/h nessa época e quando foi construído pela primeira vez, em 1930, conseguia chegar então à extraordinária velocidade dos 90 km/h. Hoje, o Talgo 350 é um verdadeiro TGV mais barato que faz 300 a 380 km/h com um consumo energético inferior em 30% aos dos TGVs franceses e alemães. A velocidade de cruzeiro habitual é 300 km/h.

Os espanhóis tiveram medo de o utilizar exclusivamente como TGV, pelo que adquiriram algumas composições francesas, mas sabe-se hoje que o Talgo é melhor e mais confortável com os seus concorrentes e há anos que é utilizado e construído nos EUA.

Fundamentalmente, o Talgo mantém a engenharia da sua conceção original de 1930, ou seja, as carroçarias não assentam em conjuntos de quatro rodas motrizes ou não com baterias, mas antes em rodas independentes metidas no interior da carruagem, pelo que a altura do mesmo relativamente aos carris é de uns 30 cm. Há apenas quatro rodas por carruagem articulada que ligam entre si por um veio fixo e rebaixado ligado a um conjunto de dois triângulos em aço perfurado que ligam às outras duas rodas numa espécie de chassis ligeiro sobre o qual assenta a cabine. As rodas estão mais ou menos como nos automóveis de hoje e desde 1930, o que é notável. O motor está à cabeça logo atrás do posto de condução, mas nos modelos convencionais é puxado por uma locomotiva diesel-elétrica.

O peso do Talgo por passageiro é quase metade do dos concorrentes, pelo que consome menos material e fica muito mais barato.

Se fosse construído uma linha TGV Lisboa-Madrid, os espanhóis estariam dispostos a explorar a linha com os seus Talgo como nos meus tempos de juventude em que o referido “Tren Articulado Ligero Goicochea Oriol” chegava a Santa Apolónia e até à Estação de Alcântara. Havia então, como percebi ao falar com passageiros espanhóis, gente que vinha no Talgo até Alcântara para apanharem um paquete para a Argentina e outros países da América Latina.

Os espanhóis ao explorarem a linha ficavam com lucros ou com prejuízos, pagando uma portagem pela utilização dos carris portugueses. De resto, ainda em 1999 circulava desde Irun a Lisboa o Talgo Lusitânia espanhol puxado por uma locomotiva da CP, também conhecido por “Tren
Hotel” que parece ter sido substituído pelos Alfa Pendulares, se não estou equivocado, pois já não ando de comboio há ano, exceto no Metro.



publicado por DD às 17:13
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Congresso da FAUL - Moção de Dieter Dellinger

 

 

Fábrica dos Cabos Ávila em Ruínas

 

 

 

A minha candidatura ao Congresso destina-se a apresentar uma pequena e despretensiosa moção setorial sobre Indústrias e Empresas em Lisboa e na grande área urbana abrangida pela Faul que compreende 11 Concelhos com cerca de 2.100.000 habitantes e uma área de aprox. 1.400 km2. O Concelho de Lisboa tem apenas 80 km2.

 

Em toda esta grande área acabámos com as barracas e temos estabelecimentos de ensino, hospitais e unidades de cuidados médicos em quantidades quase suficientes. Os eixos de comunicações rodo-ferrovários e aeroportuários sãoóptimos. O grande problema é hoje o emprego e os imensos cemitérios de indústrias fechadas com edifícios degradados e abandonados, os quais começam em Lisboa, em Chelas,  Matinha, Braço de Prata,  Av. Infante D. Henrique e estendem-se pelos eixos Sacavém-Vila F. de Xira e Charneca, Camarate, Sintra,etc.

Não compete às autarquias criarem fábricas, mas podemos implementar pólos industriais, áreas de incubação de empresas de todo o tipo que possam absorver a inteligência produzida nas universidades de Lisboa e a mão de obra desempregada da construção civil e de muitas indústrias e empresas de serviço.

O PS tem responsabilidades em diversas autarquias da área da FAUL, pelo que terá sempre uma palavra a dizer. O Tagus Parque é um exemplo a seguir como é o pólo tecnológico do Lumiar ainda longe de estar preenchido.

 

Os 11 Municípios abrangidos pela FAUL pertencem ao grupo de 30, cujos habitantes têm um poder de compra acima da média nacional e, como em todo o País, uma elevada taxa de desemprego devido ao processo de desindustrialização, tanto na margem norte do Tejo como na margem sul. O espaço geográfico de ambas as margens, zona urbana de Lisboa e Península de Setúbal, apesar de separadas pelo rio, formam um todo comunicante, dado o enorme número de pessoas que habita numa das margens e trabalha na outra, tanto de norte para sul como na inversa e a interação empresarial das duas margens.

 

A importância da indústria e da logística na economia nacional não carece de explicação, mas a verdade é que não parece, tantas são as fábricas que
fecham e todos os projetos industriais, logísticos e de transportes estão parados.

 

Numa área de grande consumo, o mercado industrial e logístico terá sempre um destino próximo, apesar de o ideal é que qualquer unidade sirva a exportação como o fornecimento de todo o País.

 

No plano da geografia económica podemos salientar os seguintes eixos de industrialização e logística na área abrangida pelos 11 concelhos da FAUL:

 

1) Zona portuária de Alcântara ao Cais do Tabaco e prolongamento até à Matinha e à Avenida Infante D. Henrique mais algumas áreas contíguas. Trata-se de uma zona que não pode ser abandonada ao turismo, devendo manter o caráter de serviço portuário no qual não pode deixar de estar incluído o terminal de contentores de Alcântara e os que se seguem ao Cais do Tabaco. Aí e na Matinha, o ordenamento urbano deveria ter em conta a instalação de pequenas indústrias ligadas ao mar e áreas logísticas. Também a zona que vai de Braço de Prata à
Rotundo do Batista Russo e Avenida Infante D. Henrique deverá ser preferencialmente industrial, comercial e logística, apesar de o espaço ser
limitado para a instalação de fábricas de alguma dimensão. Já lá estiveram muitas e podem voltar a estar empresas que produzam postos de trabalho. A RDP/RTP está ali perto e na Infante D. Henrique estão instaladas empresas que prestam serviços televisivos e outras junto a ruínas infelizes de muitas empresas industriais. Os principais cais do Porto de Lisboa para contentores podem servir de atrativo para espaços logísticos e, mesmo, indústrias diversas.

 

2) Zona Empresarial Alverca-Azambuja, industrial por excelência com numerosas fábricas, estando quase todas em dificuldades. Uma grande fábrica de cimentos da Cimpor que, naturalmente, estará a produzir menos devido à paragem de quase todas as obras no País, uma grande fábrica de adubo azotados com armazéns contíguos para sementes e tratamento das mesmas e fábricas de tintas, trefilaria e muita coisa mais, estando tudo à espera da lei do despedimento com uma indemnização de uma semana por cada ano de casa para produzirem mais umas dezenas ou centenas de milhares de desempregados. Salientemos aqui a fábrica Covina de vidros planos da Saint Gobain, cujo futuro é mais que incerto, na Póvoa de Santa Iria. As fábricas do grupo Unilever-Jerónimo Martins em Santa Iria da Azóia e Sacavém de detergentes, margarinas, etc. e a fábrica da Soc. Central de Cervejas emVialonga e da Solvay de químicos inorgânicos na Póvoa de Santa Iria. Não há aqui nenhuma indústria segura e quase nenhuma entidade empresarial com dinamismo e vontade de fazer mais do que o pouco que faz atualmente e muitas foram as que fecharam. Estão todas à espera de subsídios e apoios para fazerem o menos possível. O capitalismo industrial não é negócio, limita-se a existir se os contribuintes entrarem com o dinheiro dos seus impostos. Recordemos que foi preciso dar 175 milhões de euros ao Pedro Queiroz Pereira para instalar uma gigantesca máquina de papel de impressão, cuja exportação permite obter um lucro fabuloso, tanto para o empresário como para o País.

 

Se não fecharem como aconteceu à Mague em Alverca e à Ford e à GM na Azambuja já seria uma sorte. Sem proteção aduaneira, muitas destas indústrias estão a sucumbir perante a concorrência chinesa e dos países do leste europeu
que exploram muito mais os trabalhadores que em Portugal e até de países que pagam salários mais altos que os portugueses, mas têm unidades fabris com tecnologias superiores e melhores economias de escala. Dos 12 milhões de metros quadrados de área industrial e logística instaladas na grande Lisboa, mais de um terço está neste eixo, sendo aqui também a zona com uma maior área disponível dado o abandono de um grande número de unidades industriais e espaços logísticos, estes em virtude da abertura das fronteiras com redução da atividade alfandegária em Sacavém. Aqui uma política de terreno industrial semelhante à das áreas agrícolas pode tornar o espaço abandonado mais barato e, como tal,
apetecível a novas indústrias. Esta zona está bem servida pela Auto-Estrada A 1 e Estrada Nacional 10 com uma vasta área de terreno de pouco relevo. A nova travessia do Tejo entre Carregado e Benavente e a Auto-Estrada Bucelas-Benavente IC 11 permite uma boa ligação a zonas de grande potencial agrícola que podem abastecer indústrias agro-alimentares no grande mercado que é Lisboa e sua área urbana. Há aqui mais de 3,5 milhões de metros quadrados de superfícies empresariais a funcionar ou disponíveis com uma taxa de desocupação da ordem dos 15%. As instalações fabris ocupam neste eixo cerca de 1,3 milhões de metros quadrados e 60% da área empresarial ocupada é destinada a armazenagens.                                                             

 

Neste eixo estão instalados os principais operadores logísticos da grande área urbana de Lisboa a norte do Tejo com armazéns e espaços de distribuição e transporte de numerosas empresas comerciais que atuam em Lisboa, arredores e no resto do País como o entreposto Modis da Sonae em Vila Nova da Rainha, a Gestiretalho, responsável pela logística do Grupo Jerónimo Martins. Até a Fnac tem na zona um grande armazém. Este eixo é também um espaço de eleição para os maiores importadores estrangeiros que vendem no mercado português.

 

3) Zona Empresarial de Lisboa-Loures-S. Julião do Tojal – é a segunda zona empresarial da Grande Lisboa onde se localiza o Mercado Abastecedor de Lisboa (MARL) que tem contribuído muito para a valorização desta zona, pois a proximidade do principal mercado que abastece Lisboa com produtos alimentares deu azo à instalação de diversas empresas e indústrias agro-alimentares. Toda a área é ampla e muito pouco ocupada, pelo que permite uma grande expansão no futuro, dada também a proximidade de importantes eixos rodoviários que ligam à vasta área urbana de Lisboa a Cascais e a todo o litoral até ao Porto. Podemos considerar como cruciais os concelhos de Mafra, Loures e Odivelas com este
último a ter uma ocupação de uns 80% de toda a zona aqui mencionada. São Julião do Tojal e Prior Velho são já verdadeiros pólos industriais e logísticos da área da Grande Lisboa com mais de 1.300 metros quadrados de espaços empresariais, mas o concelho de Loures está a caminho de reunir quase 10% de espaço desocupado. Uns 60% dos espaços empresariais ocupam áreas pequenas da ordem dos 5.000 metros quadrados. Esta é a zona com maiores possibilidades futuras e mais suscetível de nela serem instalados pólos industriais com vias de acesso às auto-estradas da zona.

 

4) Zona Empresarial Lisboa-Sintra-Cascais – é a terceira maior zona empresarial da Grande Lisboa Norte, sendo também a mais ocupada também por áreas habitacionais e, como tal, tem no seu seio a maior parte da oferta de mão de obra qualificada da Grande Lisboa. Contudo, a maior ocupação do espaço limita a instalação de empresas industriais e comerciais, principalmente pelo preço dos terrenos. As maiores superfícies comerciais estão instaladas no eixo Lisboa-Sintra ao longo da IC 19, nomeadamente, indústrias farmacêuticas, gráficas como a Lisgráfica, material de engarrafamento como a Sotancro. A fábrica mais importante da região deve ser a de tabaco Philips Morris (ex-Tabaqueira) instalada no Concelho de Sintra, salientando-se a Nokia-Siemens e muitas empresas de informática. O Tagus Parque de Oeiras é um exemplo de pólo de desenvolvimento como é o pequeno Business Center de Sintra. Toda esta área caracteriza-se por um grande desordenamento urbanístico, salvo algumas exceções. Não houve verdadeiramente um planeamento das zonas industriais que nasceram em função da existência de terrenos livres. Falta pois
um verdadeiro Plano Empresarial e Habitacional da Zona da Grande Lisboa a realizar por um acordo dos diferentes Concelhos a formarem uma Coordenadora Urbanística de toda a Zona.

 

Nota Final: Não pretendo ensinar nada a ninguém, já que todos habitamos a Grande Lisboa e conhecemos e trabalhamos neste grande espaço geográfico, agora também debilitado pela crise. Contudo, é um espaço para atração de capital nacional e estrangeiro e para a intervenção do Estado quando o Partido Socialista for governo e não tiver o horror que os atuais governantes têm a qualquer ação positiva em termos económicos que não seja puramente privada ou pertença de estados estrangeiros. Para já, é assunto para os
autarcas socialistas da região a terem em conta.

 

 



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Sábado, 5 de Maio de 2012
O Barbosa do ACP e a Política Suja

 

Um tal Carlos Barbosa do ACP caracteriza-se tanto pelo seu ódio ao PS como pelo seu servilismo relativamente ao PSD. Assim, por incumbência do PSD/CDS resolveu entregar uma participação criminal no DIAP por “gestão danosa” devido à realização de auto-estradas SCUT – Sem Custos para o Utilizador – do Interior Norte (NortScut), Beira Litoral, Grande Porto, Litoral Centro e Grande Lisboa. Apresenta como testemunhos pessoas leigas em auto-estradas como Medina Carreira, João Duque e outros. Mas, essas pessoas só podem dizer que “gestão danosa” resulta de as referidas vias terem sido construídas por privados com o Estado a pagar as portagens.

 

Em princípio as estradas deveriam ser de utilização gratuita na medida em os combustíveis e os automóveis pagam importante impostos, tanto na compra como anualmente e sobre os seguros. O Barbosa do ACP deveria ter conhecimento desses impostos. Claro, o país é pobre e daí que o Estado para desenvolver o interior quis uma auto-estrada sem custos para o utilizador como também na circulação no grande porto e na grande Lisboa, se bem que aqui não conheço nenhuma verdadeira auto-estrada que tenha sido construída recentemente, salvo uns lanços minúsculos. O Barbosa não apresentou provas, pretende que os magistrados do DIAP vão buscar essas provas. É como se eu chegasse ao senhor X e o acusasse de roubo, dizendo que fosse a magistratura a descobrir qual o roubo e quem foi roubado e em que montante.

 

Se o Barbosa dos automóveis fosse uma pessoa honesta teria participado também contra o atual governo por ter portajado a Via do Infante, construída há quinze anos com dinheiros da União Europeia e que representa não apenas gestão danosa, mas simplesmente roubo e um gravíssimo atentado ao turismo nacional e, em particular, ao Algarve. Vimos o triste espetáculo dos espanhóis em fila para pagarem antecipadamente o direito de visitarem Portugal e deixar aqui algum dinheiro nos bons e baratos restaurantes do Algarve, nas lojas e até nos hotéis.

 

Como presidente do ACP, Carlos Barbosa deveria ser um defensor intransigente da liberdade dos automobilistas, principalmente de circularem em estradas sem custo para o utilizador, dado que estes pagam impostos altíssimos na compra do automóvel, no selo do carros e nos combustíveis em cerca de 60% do seu preço vai para o Estado. Claro, o país é pobre e não põem todas as auto-estradas serem “gratuitas”, mas aquelas que foram construídas para o serem, mesmo que a portagem seja paga pelo Estado deveriam continuar assim.

 

O objetivo fundamental do PSD em utilizar um gajo como o Carlos Barbosa é avançar com processos judiciais contra governantes do PS antes de que os reformados das classes médias e baixas venham a processar o PM e ministro das Finanças por roubarem o seu subsídio de férias, logo que em Agosto constatarem que o mesmo não foi depositado nas suas contas e em Janeiro de 2013 ao verificarem eventualmente que o subsídio de
Natal não lhes foi pago. Todos os reformados com mais de 600 euros de reforma podem organizar-se em grupos de quinhentos a mil para participarem ao DIAP o roubo de 14,2% das suas reformas anuais.

 

O Barbosa e o PSD pensam que os reformados têm alguma coisa a ver com o PS ou com as auto-estradas e vão ter medo de acusarem Gaspar, Coelho e Companhia de ROUBO. Por sua vez, a manobra do Barbosa passa por não ter nada a ver com o PSD quando tem e muito.

 

Sim, o não pagamento dos subsídios em causa não é feito por via de aumento do IRS, o que sendo nojento
seria legal, mas por uma simples decisão orçamental de não pagarem o que devem. Ora quem não paga o que deve é LADRÃO e o tal Carlos Barbosa está ao serviço dessa LADROAGEM.




Sábado, 21 de Abril de 2012
FALTA TUDO EM PORTUGAL

 

 

 

Palavras de D. Januário Torgal Ferreira: “Depois de termos as pessoas que se for preciso dar uma sopa
dão, e muito bem, mas são incapazes de dizer que numa dada empresa os trabalhadores estão sem salário ou estão a ser despedidos. Temos de viver o
evangelho na cidade dos homens com o objetivo de a humanizar, não de a catolizar”.

D. Januário colocou o dedo em muitas feridas e em Portugal está tudo a andar para trás, o falhanço do governo e da troika é total.

Curiosamente, a Igreja Católica anda para trás com cada vez menos crentes, que não deveria acontecer em tempos de crise, antes pelo contrário. Está como os transportes públicos que deveriam ter mais afluência por a venda de carros e combustíveis ter diminuído
drasticamente, mas acontece o mesmo com o metro, CP, etc.

As contas públicas em austeridade revelaram-se muito mais negativas no primeiro trimestre de 2012 em comparação com o mesmo período do governo Sócrates.

O défice trimestral aumentou para 483 milhões de euros com as receitas do Estado a caírem e as despesas a aumentarem.

O governo cometeu a asneira de “nacionalizar” o fundo de pensões da banca e gastou 130 milhões de euros em reformas de bancários no primeiro trimestre e gastará mais de 520 milhões no ano completo.

A situação piorou emtodos os domínio com a paralisação dos projetos de energias renováveis e das obras do Parque Escolar e em estradas, etc. O TGV e o novo aeroporto foram à vida. A mortalidade quase duplicou; a ida às urgências hospitalares sofreu uma queda de 58.000 e as cirurgias nos dois primeiros meses do ano foram menos de mil e tal que nos dois meses de Sócrates por via da burla do ministro Macedo
que, recebendo uma parte importante dos quase 30% de TSU pagos pelas empresas e trabalhadores sobre os respetivos salários voltou a cobrar dinheiro nos atos médicos, afirmando que a gratuidade seria impossível como se os descontos salariais não fossem o pagamento para reformas e atos médicos do SNS.

O governo de direita ou, mesmo, extrema-direita quer, aconselhado pela direita europeia, desmantelar o Estado Social está também a quebrar a espinha a grande parte dos detentores do capital em Portugal. Berardo não tem como pagar as dívidas à CGD. Adquiriuações do BCP por 10 mil milhões de euros que só valem 35 milhões agora, ou 11 cêntimos. O mesmo se passa com quase toda a banca.

Para privatizar a TAP? O governo concedeu regalias extraordinárias à “low cost” Easyjet, a tenebrosa empresa de transporte aéreo que só quem viajou nela pode contar, mas é mais barata. Como, nestas condições, a TAP não vale quase nada com todos os seus “leasings” e dívidas, apesar do resultado operacional ser relativamente positivo, o governo quer juntar ao negócio a venda dos aeroportos nacionais, um típico espaço de soberania nacional.

Mas, há curiosidades inexplicáveis, o BPI diz que chegou a hora de privatizar a CGD, mas as suas ações estão a 40,7 cêntimos. O BES ficou-se nos 60 cêntimos e o BANIF desceu para 19 cêntimos, enquanto o BCP já está a 10,9 cêntimos. Com a bica a valer
mais que a maior parte das ações dos bancos e das financeiras (Cofina vale 0,36 euros), há banqueiros que querem a CGD privatizada. Só se for para os chineses adquirirem.

A desonestidade dos banqueiros é tal que o BANIF recomenda aos seus “papalvos” que comprem ações das renováveis no preciso momento em que o Governo trava todos os projetos de produção de eletricidade pela via das renováveis, eólicas e hídricas.

Falta honestidade no mercado português como falta dinheiro, espírito de iniciativa e uma linha de rumo político na economia. Os nabos Passos, Álvaro e Gaspar deveriam regressar à escola primária com o Nuno Crato, pois parece que ninguém sabe fazer contas e o Jornal de Negócios permite a um alemão Hans Werner Sinn escrever esta estupidez: “a esses países em crise que não querem assumir a carga de uma deflação, devia dar-se-lhe a oportunidade de abandonar temporariamente a Zona Euro, para desvalorizar os seus preços e dívidas”. Como é que se desvalorizam dívidas em euros, só obrigando os credores a aceitarem uma nova moeda desconhecida, o que obviamente ninguém vai querer. E deflação é o que estamos a
viver com o País cada vez mais parado. 

 

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Dieter Dellinger



publicado por DD às 18:20
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Sexta-feira, 30 de Março de 2012
PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

 

 

 

 

 

Acabei de ouvir na SIC um "especialista" em economia que não cheguei a saber o nome. O homem de óculos dizia que o Estado não podia aumentar mais os impostos, o que é verdade, e que só nas Parcerias Público Privadas é que poderia ir buscar o dinheiro necessário.

Fui ao relatório das PPP feito por este governo antes de introduzir as portagens nas Scuts e à lista das muitas dezenas de contratos e está aí na Net.

Vi o seguinte: em 2012 as PPP iriam custar 1,4 mil milhões de euros sem as portagens das Scuts, o que parece uma fortuna, mas sucede que no OE estão previstas despesas totais de 80 mil milhões, portanto as PPP custam 1,75% da despesa total.

 

Em 2016, as PPP atingirão o máximo da despesa com as PPP que estão em construção e que será de 2,1 mil milhões de euros ou 2,62% da despesa deste ano e, provavelmente, menos porque então a despesa do Estado pode ser maior por causa da inflação que ronda este ano os 3,2%.

A partir de 2016, o gráfico das despesas desce acentuadamente e em 2041 a despesa nas atuais PPP instaladas e a instalar será de Zero Euros.

Basta ir ao Google e pôr lá Parcerias Público Privadas e estão lá todas com os valores investidos que são de biliões de euros.

As despesas com saúde serão este ano da ordem dos 7,6 mil milhões de euros, estando aí as PPP hospitalares.

Ora, independentemente de qualquer política, não estou a ver que o Governo possa ir buscar muito dinheiro a menos de 1,75% da despesa sem as portagens e o mesmo se dirá do valor máximo de 2,62% sem portagens da despesa deste ano em 2016.

Os que falam em serem os filhos a pagar não viram o gráfico que aponta para zero daqui a 29 anos e valores acentuadamente mais baixos nos últimos 12 anos desse período.

 

Ninguém deve falar de finanças ou economia sem conhecer os números, os quais estão quase todos na Net. Basta um pouco de paciência para ir buscar.

 

Não é por acaso que os jornais, mesmo económicos, nunca revelaram os números do referido relatório deste governo.

Em termos de percentagem do PIB temos de reduzir para menos de metade, dado que o Estado gasta cerca de 45% do PIB e as PPP com as portagens incluídas deve ficar nos 0,75 a 0,8% do PIB. É dinheiro, mas nada tem a ver com o montante da dívida pública que supera
os 175 mil milhões.

O relatório fez a soma do total a gastar nos próximos 29 anos e chega aos 24 mil milhões de euros ou 1,2 mil milhões por ano que será menos de 1% das despesas do Estado até 2041 apesar de estarem em causa milhares de km de auto-estradas, abastecimentos de
eletricidade (REN), água, saneamento básico, abastecimento de água, etc. As PPP mais caras são 10 barragens e já li que a EDP só fará uma e a Iberdrola também fará uma ou duas, o que vai reduzir substancialmente o montante do custo total
das PPP e as 10 barragens estão no relatório



publicado por DD às 00:31
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Quarta-feira, 28 de Março de 2012
Luta pelo Poder na China

 

    Interior do Luxuoso Bairro Residencial dos Governantes Chineses       

 

 

 

Em Beijing, o poder esconde-se atrás dos altos muros que rodeiam o imenso bairro de Zhongnanhai. Aí reside o Presidente da República Popular e secretário-geral do Partido Hu Jintao e o Primeiro Ministro Wen Jibao que em breve deixarão os seus cargos e quase todos os ministros e membros do comité central do partido. Para o lugar de Hu Jintao foi escolhido há quatro anos o dirigente Xi Jinping que, curiosamente, não tem aparecido nas televisões e jornais, o que causa a ideia que Hu Jintao não quer ceder o seu lugar de líder do partido este ano e de presidente em Março de 2013 como está previsto. Hu Jintao tem-se desdobrado em discursos contra o radicalismo maoísta defendido pelo derrubado Bo Xilau, filho de um herói do partido na guerra contra o Japão e na revolução levada a cabo por Mao Zedung.

 

Em linguagem cifrada, muitos blogers e jornalistas estrangeiras relatam uma inusitada entrada de viaturas militares de um lado e da polícia de outro. No meio passaram as limusinas dos altos dirigentes do partido e do Estado. Como já relatei, Bo Xilau, o secretário do partido em Xongqing, município
de 32 milhões de habitantes, demitiu-se ou foi demitido e o seu chefe de polícia preso, mas o seu aliado e amigo Zou Yong, chefe da segurança chinesa no Politburo do Partido, continua a exercer o seu cargo e a comandar as forças policiais, enquanto o presidente e o primeiro ministro detém o poder sobre as forças militares. Há quem tenha dito ter ouvido tiros vindos do interior do
bairro residencial do poder.

 

Em termos de noticiário nada se sabe, a não ser que o atual presidente continua a ser a estrela da televisão, aparecendo quase todos os dias, ao
contrário do seu sucessor designado. O partido tem silenciado tudo a seu respeito, pelo que o aparecimento do Zou Yong na televisão foi uma tentativa de mostrar que está tudo normal, mas os ativistas políticos chineses não se deixam enganar porque Zou não era figura habitual nas televisões e não
significa que tenha ganho a partida.

           

A luta é profundamente ideológico e há muito esperada. Um país dirigido por um Partido Comunista não pode ser eternamente a maior nação capitalista do mundo e, enquanto o atual presidente Hu Jintao defende uma linha mais à direita e mais favorável à elaboração de leis que devem ser respeitadas por todos, incluindo qualquer coisa que se possa aproximar ligeiramente de uma democracia, Bo Xilau, Zou Yong e outros querem um regresso ao comunismo. Claro, nestas lutas partidárias, o confronto ideológico é muitas vezes apenas um pretexto porque o que está em
causa são os lugares cimeiros do poder.

 

Consta que Bo Xilau quando dirigia Xongqing, mandava a juventude das escolas cantar as velhas canções revolucionárias dos tempos da Revolução Cultural e antes nos parques e avenidas da cidade, sendo muito aplaudidas pela imensa massa de chineses deserdados e explorados que passavam por aquelas zonas. Também se terá empenhado na construção social e na instalação de cozinhas coletivas para os mais pobres. Os investidores estrangeiros começam a sentir calafrios, pois querem situações estáveis e temem um conflito entre as duas alas do maior partido político do Mundo com 85 milhões de militantes.



publicado por DD às 23:48
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Sábado, 24 de Março de 2012
Morre-se mais agora

 

 

Portugal regista um aumento da taxa de mortalidade anormal em fevereiro, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). Entre 20 e 26 de fevereiro, cerca de 3000 pessoas morreram. Em duas semanas, houve mais de 6000 óbitos. Associação de Médicos de Saúde Pública teme pelos idosos e receia que a subida das taxas moderadoras e o agravamento económico das famílias sejam as razões deste excesso de mortalidade.

O frio provocou gripes e outras doenças graves para grupos vulneráveis, como os idosos, mas essa pode não ser a única explicação para uma realidade que o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge assinala: houve 3000 óbitos em Portugal, entre 20 e 26 de fevereiro, número muito acima da média, para esta altura do ano.

Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), revela que nesta semana de fevereiro “diversas causas” estiveram na base da
mortalidade, sobretudo em idosos, mais vulneráveis às condições meteorológicas, mas também com maiores despesas com medicamentos e cuidados de saúde.

E em duas semanas apenas, houve mais de 6100 mortes. Segundo a Associação de Médicos de Saúde Pública, que está preocupada com o cenário, as medidas do Ministério da Saúde – como o aumento das taxas de moderadoras –, associadas ao agravamento da situação económica das famílias, podem justificar uma fuga aos cuidados de saúde.

O presidente daquela associação, Mário Jorge, fala em “aumento brutal” das taxas moderadoras, ainda que manifeste algumas reservas, ao associar esta medida do Governo ao excesso de mortalidade.

 

DGS preocupada

O recente pico de mortalidade assinalado no mês passado, sobretudo com as 3000 mortes registadas em apenas uma semana, fez soar o alarme nas autoridades.
A Direção Geral da Saúde já admitiu a preocupação com a subida da mortalidade prematura.

Os registos da mortalidade em Portugal têm estado em foco ao longo do último mês. Primeiro, devido a uma semana inusitada, a terceira de fevereiro, durante a qual foram registadas 3000 mortes em Portugal, número muito superior ao habitual. Agora, é a subida da taxa de mortalidade prematura que concentra as atenções.

Segundo os últimos dados disponíveis, um em cada quatro portugueses falece antes de chegar aos 70 anos. As doenças crónicas não transmissíveis são as principais responsáveis, nomeadamente os problemas respiratórios, os acidentes cardiovasculares, as diabetes e o cancro.

A Direção Geral da Saúde está a estudar o problema, embora sejam públicas algumas indicações que deviam ser mais respeitadas, nomeadamente os que se reportam ao controlo dos fatores de risco: tabagismo, hipertensão arterial e o
colesterol elevado. “Mesmo apesar da crise financeira e económica que se vive, é possível melhorar o padrão de alimentação saudável nos portugueses”, reforçou Francisco George.

O INSA vai realizar uma investigação profunda a estes dados da mortalidade, numa parceria com a Direção-Geral da Saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




Sexta-feira, 23 de Março de 2012
Maximização da Mentira
Perante o escandaloso e dramático caso de a mortalidade dos portugueses ter duplicado nos primeirosdois meses deste ano, relativamente ao período homólogo do ano anterior, o pessoal do Governo achou que deveria fazer uma campanha contra o José Sócrates
para se limparem daquilo que está a ser o pior crime da História de Portugal. Nada, nenhuns dinheiros, limpam a morte premeditada com dolo de tantos portugueses por insuficiência deliberada de cuidados médicos e nunca a tantos portugueses foi cortado o acesso ao médico de família e nunca os hospitais debitaram verbas tão elevadas a pessoas que do seu trabalho o Estado recebe ca.
34% de TSU.</p>

Ontem foi a vez do jornal proxeneta que vive da publicidade da prostituição em muitas páginas, o Correio da Mer…, inventar que Sócrates gasta mensalmente uma determinada quantia sem terem tido acesso às contas do ex-PM.

Para além disso, começou a ser hábito multiplicar despesas anuais em PPP e outras coisas por vinte, trinta, quarenta a cinquenta anos, o que permite falar de muitos milhões. O Expresso fala de uma eventual indemnização de 51 milhões de euros pedida pela Lusoponte, colocando em separado que se trataria de uma compensação até ao fim da concessão nos anos trinta deste século. Outros jornais falaram em 100 milhões, tratando-se apenas da derrama de 2,5% sobre o IRC que, segundo a Lusoponte não deveria afetar aquele monopólio quando no contrato não fala-se apenas do IRC e não da derrama. De qualquer modo, é possível multiplicar a derrama de 2011 por vinte vezes ou mais, mas ao certo ninguém na Lusoponte tem o direito de exigir qualquer coisa sobre impostos ou derramas a serem pagas nas próximas décadas e a Lusoponte nada sabe sobre o tráfego que terá nas próximas
décadas.

Por sua vez, o “matemático” Nuno Crato fala de uma derrapagem de mais de 400% nas obras do Parque Escolar quando foram de 66% relativamente a uma estimativa altamente provisória feita em 2007 quando da criação do programa. O “matemático” pegou no custo de uma obra numa escola que consistiu numas pinceladas nas paredes e multiplicou pelo número de escola abrangidas pela Parque Escolar para chegar à tal derrapagem, mostrando a sua pouca honestidade e completa falta de disciplina intelectual, o que é de estranhar da parte de um “matemático”. Ele deve pensar que a disciplina e o rigor é apenas assunto de altas matemáticas, nada tendo a ver com a política
que, no seu entender, deve ser apenas a maximização da mentira.



publicado por DD às 23:18
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012
A Merkel perdeu a Guerra

 

 

           

 

 

 

A Merkel perdeu a “guerra”, ou seja, o controle que detinha no BCE através do Trichet. Draghi resolveu fazer o que era preciso, emitiu em poucos dias mais de um bilião de euros para emprestar por dois a três anos à banca a 1%. Injetou a tão indispensável liquidez no mercado, cuja falta levou Portugal a vender ativos essencias e estratégicos a uma potência comunista, deixando estatizar uma parte da pátria lusa. O próprio Durão com o van Rompuy foram pedir dinheiro à China quando havia no BCE uma plataforma informática dupla, o Target2, que permite emitir moeda e equilibrar os saldos entre países e nos países entre bancos. Merkel queria que o programa não permitisse saldos negativos como foi o português em Dezembro da ordem dos 60 mil milhões de euros, compensado automaticamente pelo saldo excessivo da Alemanha de 500 mil milhões de euros.

 

A Target2 não tem a ver com a palavra objetivo, mas é o acrónimo de “Trans-European Automated Real-Time Gross Settlement Express Transfer System”, funcionando um pouco como a Câmara de Compensação dos cheques. O 2 significa que são duas plataformas iguais e que fazem as mesmas operações para evitar que em caso de avaria de uma não se percam dados importantes, ou mesmo, moeda.

 

O BP tem o Target2 para as transações interbancárias MMI e o BCE para as transações entre países do Euro, operado também com as reservas
depositadas pelos bancos no BCE e com as reservas em divisas obtidas pelos diversos países, fazendo igualmente o tratamento das operações dos bancos com o BCE que podem utilizar a injeção de capital para comprarem dívida pública a juro mais elevado e depositar os respetivos títulos no BCE e obter mais moeda.  Qualquer pagamento português ao estrangeiro vai ao Target2 do BP e deste ao seu homólogo do BCE. A criação de moeda produz duplos excedentes que permitem aos PIGS não irem à falência por cessação de pagamentos.

 

Draghi teve o apoio do Banco de França e de todos os outros com excepção do alemão que parece não ter votado e demitiu-se em sinal
de protesto. Só a Finlândia e a Holanda é que acompanharam a Alemanha.

 

O presidente do BCE foi influenciado pelo grande economista que Monti, o atual PM italiano, e autor da carta que passou por ser da autoria de Cameron.
Monti mandou a carta a Cameron para obter o seu apoio e algumas correções e resolveram que passaria a ser o britânico a apresentar-se como autor. Doze países assinaram, mas o Coelho teve medo e refugiou-se na toca. Agora, percebendo as vantagens que advêm para Portugal de grande parte da Europa se ter libertado da Merkel foi a correr à Itália manifestar o seu apoio a Monti e pedir desculpa de não ter assinado a carta. Muita gente criticou Draghi e Monti por terem trabalhado em grandes instituições e bancos internacionais, mas foram os primeiros que fizeram frente à poderosa Alemanha e são dos melhores economistas que a Europa tem. No fundo é como criticar um bom mecânico que trabalhou para a Ferrari só
porque a clientela é milionária.



publicado por DD às 21:55
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Por Dieter Dellinger: O "Maravilhoso Inferno Chinês"

 

 

 

 

 

De acordo com uma série de artigos publicados no jornal “New York Times”, os iPhones, iPods, as impressoras HP, as consolas da Sony, Nintendo, Microsoft, os computadores da Dell, IBM e muito outro material informático é fabricado pela maior empresa industrial do Mundo, a chinesa Foxconn com 1,2 milhões de trabalhadores ao seu serviço.

As condições de trabalho são duríssimas, os salários inferiores a um dólar por hora e, mesmo os engenheiros não ganham mais de 3 a 4 dólares por hora. A taxa de suicídio dos trabalhadores é enorme. Por dia registam-se cerca de 13 suicídios em média. Os trabalhadores chineses praticamente escravizados não aguentam e retiram-se deste mundo porque não aguentam o trabalho em que um erro num artigo provoca castigos de duas a três horas de trabalho a mais de toda a linha de produção ou montagem.

A Apple é o maior cliente e sócio da empresa e para evitar que a situação dos trabalhadores melhor já instalou uma fábrica escravocrata numa das regiões mais pobres do Brasil e pretende instalar outra no Cambodja onde os trabalhadores ganham em média 30 cêntimos do dólar por hora.

Enfim, o comunismo criou a exploração do trabalho mais dura e brutal que alguma vez se viu na história da Humanidade. Dizem que até os escravos no Império Romano, no Brasil e nos EUA eram mais bem tratados.

Assim, sem Serviço Nacional de Saúde e sistema de reformas fora das cooperativas extremamente pobres das aldeias e bairros, os chineses são obrigados a trabalhar em condições verdadeiramente animalescas e quer uma troica e uma senhora Merkel que os trabalhadores portugueses, os mais mal pagos da Europa, cheguem ao nível chinês para que os juros especulativos e de roubo sejam pagos aos mercados gananciosos da Europa e, principalmente, aos grandes bancos alemães, entre os quais o gigantesco “Deutsche Bank” que é o pior de todo o Mundo, conforme se pode ler na revista “Der Spiegel” Nr. 5 da passada segunda-feira num artigo de 13 páginas que relata tais coisas sobre este banco que deixa toda a gente incapaz de alguma vez ter imaginado roubos de tantos biliões praticados com os seus negócios em todo o Mundo e, em particular, nos EUA.

Enfim, estamos a criar um "Maravilho Inferno Novo" neste Mundo que parecia ser a concretização de todas as esperanças das gerações anteriores.

 

 



publicado por DD às 16:47
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