Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Quarta-feira, 21 de Junho de 2017
Os Fogos em Portugal

 

A ideia que Portugal poderá um dia deixar de ter fogos no verão seco e quente em que nem um pingo de chuva cai é irreal e significa transformar o país numa zona árida como o Peloponeso grego ou certas regiões do Norte de África.

No fim do Século dezoito Portugal era um país com as serras todas "carecas". O arvoredo tinha desparecido com a utilização da madeira na construção naval e habitacional e muitos objetos de uso comum como meios de transporte, etc.

Foram os dois o governos do conselheiro Ernesto Hintze Ribeiro no fim do Século XIX e início do XX que deram início ao Plano de Organização do Serviço Florestal e criação dos cursos de silvicultores no também criado Instituto Agrícola de Lisboa que começaram o processo de reflorestação de todos os baldios do País e, principalmente, as zonas montanhosas e ingremes com ravinas e vales profundos como as que ladeiam a estrada em que num espaço de 400 morreram mais de 50 pessoas.

O Plano de Reflorestação continuou na República, no Estado Novo e depois.

Cavaco implementou ao máximo a plantação de eucaliptos por considerar uma matéria prima valiosa para o fabrico de papel caro do tipo dos utilizados nas fotocopiadoras, etc.

Hintze Ribeiro e os seus técnicos estavam convencidos que a floresta iria reter humidade nos solos e, como tal, impedir fogos florestais.

Claro que na altura havia mais gente nas aldeias e o mato seco era utilizado para cozinhar e aquecimento das casas, dado não haver eletricidade nem gás e, menos ainda, água canalizada.

Mesmo em 1902, já havia uma imensa emigração para o Brasil e para o litoral que começou a esvaziar as aldeias e que continuou com grande aceleração nos anos 60 de Século XX até chegarmos aos despovoamento atual e que tende a ser mundial,

Mesmo em África e na China que sofreu um gigantesca redução do número de habitantes, tendo hoje menos pessoas que a Índia, onde também se verifica a emigração para as gigantescas cidades e para o estrangeiro. No Brasil, por exemplo, só 10% da população já vive no meio rural, 90% está urbanizada em cidades.

Por isso, podem proteger-se as bermas das estradas, mas se as árvores não servirem de suporte e fixação de bermas frágeis teremos outras catástrofes com as chuvadas do Inverno. Na Índia foram destruídas muitas zonas florestais que deixaram de reter as águas dos rios Ganges e Bramaputra, provocando graves inundações em Bangala e no Bangla Desh.

A única maneira de acabar com os fogos seria "destruir" toda a vegetação não cultivada e não irrigada do País que abrangeria mais de 80% da área nacional com consequências gravíssimas no clima e na pluviometria.

Daí que, sejamos honestos, o fogo no mato com ou sem árvores vai continuar e os fenómenos verificados em Pedrógão Grande vão repetir-se de uma outra forma.

A melhor maneira de o evitar em parte é repor as unidades de sapadores florestais a funcionar em todo o País como projetou o engenheiro Sócrates, mas com custos avultados e aumento do número de servidores do Estado, sejam diretos ou indiretos através das empresas de prestação de serviços.

Mesmo assim, não acredito que impeçam de todo o fogo da estrutura florestal do País e os eucaliptos devem ser cultivados em áreas organizadas como fazem as empresas celulósicas que retiram o mato seco com máquinas adequadas para a co-geraçaão de eletricidade.

 


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publicado por DD às 23:07
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2017
Portugal em Forma e António Costa em Alta

 

 

Pode ler-se no jornal "Negócios" do grupo do Correio da Manhã que os números da sondagem encomendada à Aximage são "arrasadores para o PSD e e para o CDS". O PS subiu 11% para 43,7% no mês atual e a Geringonça passa dos 60%. O PSD desceu para 24,6%, o valor mais baixo desde que há 40 anos atrás teve 24%. O CDS recolhe 4,6%, valor dos tempos em que era o partido do táxi porque cabia aí todo o seu grupo parlamentar. Ao todo, só 29,2% dos inquiridos mostraram a intenção de votar na direita, PSD e CDS.

O BE e a C DU sobem um pouco.

Apesar dos ataques dos meios de comunicação social e em particular de pasquins como “O Correio da Manhã” e o “Sol” , além das televisões, acompanhados pela campanha dos magistrados para esmagarem o PS através da ficção Sócrates, o PS sobe cada vez mais.

Portugal saiu do procedimento dos défices excessivos e viu a sua economia crescer mais que a da União Europeia em conjunto. A criação de emprego com 3,3% dois também uma das maiores da Europa, só ultrapassada pelos 3,5% da Irlanda e 3,4% de Chipre e 6% de Malta.votarem na direita, PSD ou CDS. O BE e a CDU sobem um pouco. Apesar do esforço dos magistrados em destruir o PS através do esmagamento de Sócrates, o PS sobe cada vez mais. A procuradora Joana Marques Vidal mais os seus acóilitos recolhem o preço da desonestidade em arquivarem o processo de CORRUPÇÂO contra Portas e Barroso respeitante à compra dos submarinos e Pandur e manterem a ficção Sócrates. O eleitorado não é estúpido e já percebeu que o tempo condenou a magistratura à vergonha da infâmia.



publicado por DD às 16:16
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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
O "Crime" da EDP

O Crime da EDP/REN resultou das da decisão cavaquista de garantir à empresa que em 1994 começou a privatizar rendas especiais para compensar a disponibilidade de existirem centrais térmicas para produzirem eletricidade em anos de muita seca e antes das eólicas estarem todas a funcionar.

A questão que permite falar de negócio ilícito reside nas duas sedes da EDP na Holanda, uma para permitir aos acionistas CHINESES e AMERICANOS FUGIREM AO PAGAMENTO DA TAXA LIBERATÓRIA DO IRS DE 28% e a parte do IRC.

A outra sede denominada EDP Finance permite manobrar com as gigantescas taxas de juro pagas aos investidores a quem foram vendidas as dívidas do Estado à
EDP pelas rendas que quase nunca foram pagas e que valem mais de 5 mil milhões de euros e que vencem juros de aproximadamente 200 milhões de euros ao ano.

O lucro do investidor estrangeiro que terá comprado dívida através da EDP Finance é tal que permite admitir que haja desvio de dinheiros para acionistas chineses e americanos com uma percentagem para os atuais administradores.

Será assim? Não sei e compete à justiça verificar.

Mas, o que faz a EDP faz a família Soares dos Santos, a Azevedo e todos os investidores e empresas com sedes na Holanda, Malta, etc., incluindo o homem da Douro Azul com o seu fabuloso negócios com um navio comprado a menos de 8 milhões de euros e vendido a noruegueses a mais de 17 mil milhões.
Torna-se necessário legislar como pretende o Bloco de Esquerda e acabar com as tais rendas que não se justifiquem e serem pagas pelos consumidores ou pelo Estado.

Nos anos 90, a União Europeia favoreceu a privatização das empresas públicas de produção e abastecimento de energia, em nome dos grupos capitalistas espanhóis e portugueses interessados no monopólio da energia. Nessa época, para valorizar a EDP, o governo Cavaco assegurou duas a três décadas de negócio das centrais da empresa, celebrando contratos de aquisição de energia (CAE). Estes CAE garantiam alta rentabilidade por bons anos e tornaram-se na maior parte do valor da própria EDP em privatização: quem comprava a empresa ficava com os ativos físicos e com este negócio garantido. Mais tarde, em nome da liberalização e da “livre concorrência no mercado ibérico de energia”, a Comissão Europeia mandou antecipar o fim dos CAE, mas não impediu que fossem definidas e pagas, de 2007 até 2024, enormes compensações às elétricas, apresentadas como “custos de manutenção do equilíbrio contratual” (CMEC) ainda mais chorudas que os próprios CAE anteriores. Assim nascia um mercado liberalizado.

O peso dos CMEC representou um terço dos lucros da EDP antes de impostos, entre 2009 e 2012

Segundo a Autoridade da Concorrência, o peso dos CMEC representou um terço dos lucros da EDP antes de impostos, entre 2009 e 2012. E nada de substancial mudou depois disso. As centrais com contratos CAE/CMEC atingem hoje taxas de remuneração anual de cerca de 14%, ao nível das PPP mais ruinosas, contas do regulador, a ERSE. Estas rendas - o valor pago por megawatt-hora (MWh) acima do preço médio - representam 370 milhões de euros na fatura dos consumidores em cada ano.

A única tentativa de tocar de forma significativa nestas rendas, consideradas excessivas pela própria troika, aconteceu em 2011 e acabou depressa, no ano seguinte, com a queda do secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, do PSD, obrigado a demitir-se sob a pressão das elétricas.

As renováveis são insustentáveis?
Os opositores ao investimento em energias renováveis têm-se apoiado no grande peso das remunerações que lhe são asseguradas por contrato. Praticamente toda a chamada Produção em Regime Especial (eólica, cogeração, solar, biomassa, minihídrica) tem a sua venda garantida, porque entra primeiro na rede para consumo. Além da venda é também assegurada a estes produtores de renováveis, ao longo dos primeiros 15 a 20 anos, uma tarifa fixa sem concorrência. O objetivo é que rentabilizem o seu investimento inicial. Essa tarifa é mais elevada que o preço médio de venda da eletricidade produzida em barragens ou em centrais a carvão e a gás. O total dessa diferença corresponde, em 2016, a 1250 milhões de euros, cerca de dois terços dos tais Custos de Interesse Económico Geral (CIEG).

Este valor impressionante pode enganar-nos: a taxa de remuneração praticada em média nas eólicas é dois terços da que é paga às centrais CMEC. De resto, estas contas não incluem custos das centrais convencionais, desde logo a despesa pública da sua instalação e desmantelamento.

Portugal tem hoje um desempenho notável na transição energética, sendo um dos países do mundo com maior parte do seu consumo elétrico assegurado por fontes renováveis. Esta evolução tem vantagens que, sendo difíceis de contabilizar, devem ser valorizadas, como o efeito na balança energética e comercial, diminuindo as importações de combustíveis fósseis e tornando possível o aumento das exportações de energia. Isto significa aumentar a soberania energética, resguardando o país das flutuações cíclicas dos preços das matérias-primas e dos combustíveis fósseis, nomeadamente uma eventual escalada dos preços do petróleo.

Mas quem paga a conta deve conhecer exatamente o que está a pagar. De facto, a falta de transparência pode comprometer a confiança e a adesão popular ao prosseguimento de uma estratégia de transição para as renováveis. Basta consultar o relatório e contas de uma das maiores empresas do setor - a EDP Renováveis, com 25% do mercado renovável português - para verificar que a tarifa garantida a esta empresa em Portugal resulta em preços incomparavelmente superiores aos que a mesma empresa pratica noutras geografias (ver gráfico). É assim que, com apenas 7% da sua produção situada em Portugal, a EDP-R obtém aqui 21% dos lucros.
A falta de transparência pode comprometer a adesão popular à transição para as renováveis

Assim, não se compreende que as empresas do setor renovável estejam dispensadas de contribuir para conter a dívida tarifária (que abordarei a seguir), nomeadamente através do pagamento da contribuição extraordinária sobre o setor energético já cobrada às empresas da produção convencional e que deveria ser adaptada e cobrada também às empresas de renováveis.
Além disso, a par do corte das rendas CMEC/CAE nas hídricas e térmicas, deve ser escrutinada a capacidade renovável do país, de modo a permitir corrigir remuneração excessiva em alguns projetos - sem os inviabilizar nem prejudicar novos investimentos em produção limpa. Esse escrutínio deve ser organizado pelo governo junto das dezenas de empresas do setor, que detêm centenas de unidades produtoras com diferentes regimes de tarifa. Estas empresas deverão colaborar, informando sobre os seus custos e remunerações, ou aceitar desde já uma contribuição adicional.

É escusado especular sobre novas transformações no modelo energético sem resolver o problema que o tem tornado insustentável - as rendas e subsídios excessivos que se arrastam e pervertem todo o sistema. Essas remunerações privilegiadas fazem crescer os dividendos pagos ao capital acionista à custa do agravamento das tarifas dos consumidores e da dívida tarifária. Terminar esses privilégios não só melhoraria o rendimento disponível das famílias como permitiria ainda libertar recursos para um modelo sustentável, com mais eficiência energética, mobilidade elétrica e armazenamento da produção intermitente (eólica e solar).



publicado por DD às 23:51
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2017
Dieter Dellinger: BOAS NOTÍCIAS ECONÓMICAS


As ações do Banco Montepio s subiram 77% nas duas últimas sessões, valorizando a posição da mutualista em 674 milhões de euros.



E era mais um banco que a o governador do Banco de Portugal queria ver entregue a estrangeiros por NADA como conseguiu com o Novo Banco que se fosse vendido agora e não fim do ano passado já deveria valer 500% mais.



O governador quis separar a Mútua do Banco e esta adquiriu o banco ao trocar um título da Mútua por uma Ação do Banco Montepio.



O governador do BP não conhece a essência de qualquer atividade económica em que a pressa em vender é sempre um DESASTRE ou uma CORRUPÇÃO com estranhos interesses financeiro por detrás.



Nos últimos meses temos tido uma chuva de boas notícias económicas, a Bolsa Portuguesa subiu 18%, o PSI 20 valoriza o dobro dos índices análogos europeus e o PIB de Portugal já regressou aos níveis anteriores aos da Troika. Foi preciso o regresso da ESQUERDA com o PS à frente para que se concretizasse aquilo que era a vontade de Sócrates com o seu PEC. Chegou o momento dos investidores em Portugal, ainda podem fazer a preços razoáveis, mas daqui a uns meses terão de desembolsar muito mais.



A construção civil arrancou de novo depois de anos parada.



As exportações de MERCADORIAS explicam 70% do aumento das exportações no primeiro trimestre, ao contrário do que disse esse comentador incompetente de nome José Miguel Júdice que falou há dois dias apenas da economia de todo o ano de 2016, esquecendo o arranque lento no terceiro trimestres desse ano e mais acelerado no quarto e muito mais ainda no primeiro trimestre de 2017. 



Não foi só o turismo a pouxar pelas exportações.



Júdice mostrou que não comenta NADA, apenas faz propaganda política pela DIREITA E NADA PERCEBE DE ECONOMIA. 



O palerma não percebeu que o PIB cresceu ainda mais em Abril passado e podemos ter um crescimento anual de 2,5% a 3% e no primeiro trimestre deste ano o investimento aumentou 5,5% e as exportações 9,9%. 



As taxas de juro dos empréstimos a 10 anos desceram para 3,06%, admitindo-se que venham em breve cair para menos de 3%.



Perante isto tudo, o noticiário de hoje da TVI passou quase todo o tempo a falar de uma professora que teria sido agredida pela mãe de uma aluna como se isso fosse o problema principal num país com mais de 1,5 milhões de alunos e mais de 100 mil professores.


 


VIVA PORTUGAL - VIVA A GERINGONÇA




publicado por DD às 17:36
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Sexta-feira, 28 de Abril de 2017
Dívida Pública: Acordo BE e Governo

 

O BE e o Governo (PS) Chegaram a um Acordo de Solução para a Dívida Portuguesa que prolonga o pagamento da dívida às Instituições Europeias dos atuais 15,6 anos para 45 anos com juros a 1% em vez dos atuais 2,4%.

 

Claro que há um problema intransponível para já que se chama Schaeuble/Merkel e o holandês inimigo do Sul. Mas, ninguém sabe quem vai governar a Alemanha depois das eleições lá para o fim do ano.

 

Também há o problema francês. Marine está ganhando pontos nas sondagens e pode ganhar as eleições, fazendo rebentar toda a União Europeia e, nesse caso, talvez a dívida rebente também. A não ser que mude logo de opinião que não seria de estranhar por ser típico da política.

 

Fundamentalmente trata-se de 51,6 mil milhões de euros devidos ao FEEF e MEE (instituições de estabilização financeira da União) mais os 28 mil milhões de euros de compras de dívida por parte do BCE no programa de alívio financeiro.

 

Outro dos problemas é há nações tão endividadas como Portugal; Grécia, Itália, Espanha e Chipre e até a França vão querer o mesmo, pelo que o custo global pode ser muito elevado, mas algo terá de ser feito antes de ver implodir a União Europeia.

 

A dívida portuguesa é um pingo de água no oceano das dívidas europeias, do PIB e dos Agregados Monetários da zona euro.

 

O grupo de trabalho que juntou BE e governo para estudar a dívida propõe uma renegociação a nível europeu. O relatório final que será hoje apresentado defende que se procure diminuir juros e aumentar a maturidade da dívida contraída junto de credores oficiais não residentes, excluindo dívida ao FMI.

Em causa está uma mutualização da dívida ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) no valor de 51, 6 mil milhões de euros.

 

Os autores do relatório consideram que, com esta solução, “não seria necessária uma reestruturação do valor facial dessa parte da dívida pública” e que “a reestruturação não constituiria um evento de incumprimento uma vez que seria realizada através de acordo com os parceiros europeus”.

 

Esta solução é, contudo, apenas parte da estratégia proposta pelo grupo de peritos que inclui nomes como Francisco Louçã, Ricardo Paes Mamede e Paulo Trigo Pereira.

 

Para este plano funcionar, os autores assumem que existiria “um consenso no Conselho do Banco Central Europeu para manter indefinidamente no seu balanço e no do Banco de Portugal a dívida pública que foi adquirida no âmbito do Programa Alargado de Compra de Ativos (PSPP)”.

 

Ou seja, estas soluções teriam sempre de ser aceites por Bruxelas para funcionarem. O documento diz que estas são “ideias que Portugal deve defender a nível europeu num quadro de diálogo multilateral”.

 

Essa seria a fatia de leão da saída para o problema de uma dívida que neste momento pesa cerca de 130% do PIB e custa todos os anos oito mil milhões de euros só em juros aos portugueses. Mas o grupo de trabalho tem algumas propostas que não dependem da Europa e que ajudariam a aliviar os encargos com a dívida pública.

 

Uma destas ideias passa pelo “ajustamento da política de constituição de provisões para riscos gerais por parte do Banco de Portugal”, reduzindo-as de forma substancial.  

 

Críticas a Carlos Costa

“As provisões passariam a ser constituídas apenas para fazer face a riscos gerais devidamente identificados e fundamentados”, defende o relatório, que não poupa críticas à forma como Carlos Costa tem decidido os montantes das provisões sem ter em conta o papel que poderia ter em programas de compra de dívida.

 

“O BdP exerce o seu mandato com independência e com os recursos que o seu acionista lhe entregou para o efeito, mas não deve ter independência, muito menos um grau tal de discricionariedade que se confunda com arbitrariedade”, argumenta-se.

 

Além disso, os autores defendem que é preciso repensar a gestão de títulos de dívida feita pelo IGCP, diminuindo as maturidades das obrigações emitidas.

 

“Se se reduzisse a maturidade média residual da dívida direta do Estado (excluindo dívida às entidades oficiais) de 6,6 para 4,9 anos, estima-se que seria possível reduzir a taxa de juro implícita da dívida direta do Estado de 3,2% (do stock de dívida no final de 2016) para entre 2,7% a 2,8% (às taxas de juro de dezembro de 2016)”.

 

Com esse valor “seria mais fácil ao país atingir taxas de crescimento nominal da economia mais elevadas do que a taxa de crescimento da dívida, fator importante para assegurar a sustentabilidade da dívida pública, bem como da dívida externa”.

 

Além disso, propõe-se que o IGCP passe a funcionar como um banco para as instituições públicas que não estão sujeitas à Unidade de Tesouraria do Estado.

 

A ideia seria oferecer-lhes taxas de juro mais elevadas do que as da banca, “mas inferiores ao custo médio de financiamento da República, para as aplicações financeiras (depósitos à ordem e a prazo)”. Uma medida que serviria como um incentivo para que as Administrações Públicas depositassem “as suas disponibilidades líquidas junto do IGCP, que atuaria como agente orçamental dessas instituições”.

 

Somando a reestruturação da dívida ao setor oficial europeu às medidas de otimização da gestão da restante dívida pública propostas, o grupo assegura que “a dívida direta do Estado seria reestruturada em cerca de 31%, atingindo-se uma redução do valor presente da dívida pública de cerca de 39% do PIB”.

 

O plano proposto pelo grupo de trabalho completa-se com o pagamento antecipado daquela que é a dívida mais cara, ou seja, o empréstimo do FMI.

 

“Propõe-se o reembolso antecipado ao FMI, em 2017, do montante de dívida superior a 187,5% da quota de Portugal no FMI (5 000 milhões de euros), dado que este é o valor que está sujeito à sobretaxa de 300 pb e que é o principal fator de penalização deste empréstimo e porque se adota o mesmo critério que a Irlanda. Esse montante é estimado em 7 920 milhões de euros que acrescem aos 3 500 milhões de euros cujo pagamento antecipado já estava previsto pelo IGCP”, sugerem os autores.

 



publicado por DD às 19:55
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Sábado, 22 de Abril de 2017
Suicídio da Europa segundo a revista alemã "Der Spiegel"

 É assim que a revista "Der Spiegel" retrata a situação actual da União Europeia.

Suicídio por anos de austeridade e pela incapacidade de absorver milhões de muçulmanos e africanos sem emissão de moeda e políticas de crescimento em conjunto com planos de formação profissional rápida e média.



publicado por DD às 00:18
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2017
Marcelo Condecora Soares dos Santos sem pensar na Fuga ao Fisco

 

 

O PR Marcelo R. de Sousa comete o Primeiro ERRO. A fuga ao Fisco é uma traição à Pátria e o acto não deve merecer qualquer condecoração ou elogio. Soares dos Santos deve ser investigado e preso por prejudicar a Pátria de Todos os Portugueses da qual MRS é Presidente com a máxima das responsabilidades em todos os domínios. Soares dos Santos deve ter fugido ao fisco com valores da ordem global de mais de mil milhões de Euros. Um ladrão fiscal, um homem que não cumpre as suas obrigações com a lei e a Pátria não merece qualquer condecoração.

O homem fechou muitas fábricas para passar a importar e abriu muitas grandes mercearias que levaram muitas mais à falência.

Os trabalhadores que explora não são mais que os das lojas fechadas e não acrescentam quase nada à riqueza nacional.igações é um ser desprezível que não merece uma condecoração. Este Santos fechou uma série de fábricas e lançou muitos trabalhadores no desemprego para passar a importar os produtos que antes eram fabricados na Pátria. Ele sempre trocou a Pátria por Dinheiro. Criou muitas lojas que substituiram muitas mais que foram à falência, pelo que os seus explorados não são postos de trabalho acrescidos nem significam mais riqueza nacional. Todos os amigos do Facebook devem divulgar este ato miserável em todas as redes sociais. Já que a Justiça não atua nestes casos, que sejam estas redes a fazê-lo. VIVA PORTUGAL - FORA OS TRAIDORES - NÃO COMPREM NOS PINGOi



publicado por DD às 23:50
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Comissária Desconhecida que Manda em Portugal

 

 

 

 

Quando penso que esta funcionária subalterna de Bruxelas manda em Portugal mais que o Governo, a AR e o PR e que se a Carris quiser comprar um autocarro terá que obter a autorização do raio desta dinamarquesa, desejaria que a Marine Le Pen ganhasse a presidência da França e rebentasse de vez com a União Europeia atual para recomeçar depois de novo com respeito pela soberania e democracia dos diversos países.

Esta Verstagen não foi eleito pelos portugueses que nunca ouviram falar no seu nome.

O FDP Schaeuble não gosta da Geringonça e faz tudo por prejudicar a Pátria de todos os portuguesesPátria de todos os portugueses. Será que o FDP tem direito a gostar ou não daquilo que os parlamentos nacionais votam quando não há mutualizalção da dívida e não há financiamento da dívida por parte da União e da Alemnanha em particular.

O resultado da política alemã foi já o afastamento cada vez maior da Polónia e da Hungria da ideia de uma União Europeia. No fundo sou a favor da União Europeia, mas na da dirigida por aquela senhora e pelo Schaeuble.

 

 

 



publicado por DD às 23:13
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Terça-feira, 11 de Abril de 2017
Produção de Automóveis

 

Principais países produtores de veículos

Os 10 países produtores de automóveis en el 2014 son:[1]

Posición

País

Producción

1

China

18,400,000

2

Estados Unidos

8,700,000

3

Japón

8,000,000

4

Alemania

6,300,000

5

Corea del Sur

4,700,000

6

India

3,900,000

7

México

3,219,786 (2014)[2]

8

Brasil

2,973,215 (2014)[3]

9

España

2,400,000

10

Francia

2,300,000

 

Top 20 motor vehicle producing countries 2015

Country

Motor vehicle production (units)

 China

24,503,326

 United States

12,100,095

 Japan

9,278,238

 Germany

6,033,164

 South Korea

4,555,957

 India

4,125,744

 Mexico

3,565,469

 Spain

2,733,201

 Brazil

2,429,463

 Canada

2,283,474

 France

1,970,000

 Thailand

1,915,420

 United Kingdom

1,682,156

 Russia

1,384,399

 Turkey

1,358,796

 Czech Republic

1,303,603

 Indonesia

1,098,780

 Italy

1,014,223

   

 

 

Saliente-se a enorme produção chinesa e a decadência industrial europeia. Contudo, muitos dos carros produzidos em países como Brasil, México, República Checa, etc. são de empresas alemãs, francesas e italianas ou americanas.

A foto é a da produção do Jeep mais moderno no Brasil pela italiana Fiat que é proprietária da Chrysler com fábricas nos EUA e em vários países.

Mesmo uma parte importante da produção chinesa tem origem em multinacionais europeias, japonesas e americanaS.

 



publicado por DD às 15:33
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Sábado, 25 de Março de 2017
Défice de 2%


O INE reportou oficialmente ,segundo as normas europeias, que o défice em 2016 ficou nos 2% depois de ter sido de 4,4% em 2015 de acordo com o orçamento e execução do governo Passo-Portas-Maria Luís.

 



Os comentários foram curiosos. O PSD declarou que foi devido a habilidades como se para tudo na vida não houvesse a necessidade de habilidade e o CDS fala na redução do investimento público e que teve o seu custo quando foi o partido mais crítico do investimento do Estado.

 



É evidente que a redução do défice não foi milagre de Fátima como afirmou a bruxa Teodora, foi apenas uma gestão criteriosa com aumento da receita pública e contenção das despesas do Estado, principalmente em obras que não são necessárias no imediato, pois investimento empresarial não é da conta do Estado, nem nos setores estratégicos como eletricidade, gás, aeroportos, etc. porque foram vendidos pelo governo anterior.

 



Houve um aumento da receita pública por via do PERES (Programa Especial de Redução do Endividamento das Empresas e Pessoas Singulres com perdão de juros, os quais não são muito importantes numa época de inflação quase 0%. Este programa proporcionou a entrada de 588 milhões e continuará a produzir receita porque a AT fez acordos de dívidas fiscais a pagar em prestações anuais. Sim, para isso é preciso habilidade para utilizar a realidade.

 



Do Fundo Europeu FEEF vieram 302 milhões de euros, resultante de uma boa negociação com Bruxelas apesar dos Schäuble e dos Jeromes que eram contra esse fundo.

 



Nas despesas, não se cortou nas reformas e salários e devolveu-se algo do foi roubado pelo governo anterior, mas o Estado geriu tudo com parcimónia e grande cuidado.

 



O resultado foi bom para a Pátria e péssimo para o PSD e CDS. Passos e Cristas desesperam e percebem bem que o custo não foi tão grande. Não foi preciso vender toda a TAP nem os transportes terrestres de Lisboa e Porto e mais coisas.

 

Os grandes economistas da UTAO e CFP com a Teodora enganaram-se nas contas. Não previram um défice de 2,06%. São todos/as ums bestas.

 



O governo com o atual ministro das Finanças fez um excelente trabalho e deixou o FDP holandês de rastos onde já estava devido à derrota colossal do seu partido nas eleições.



É preciso ver que há um verdadeiro Partido Socialista na Holanda que conseguiu mais lugares no parlamento que o do palerma Jerome.




publicado por DD às 17:22
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