Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Terça-feira, 28 de Junho de 2016
SMP (Security Market Program) e QE (Quantitative Easing)

Os programas de compra de dívida pelo BCE denominados SMP (Security Market Program) e QE (Quantitative Easing) são feitos através dos Bancos Centrais Nacionais, fornecendo o BCE a respetiva liquidez ou moeda nova.

 

Assim, o BP compra dívida do Estado português e depois devolve os juros pagos sob a forma de lucros do BP ao seu único acionista, o Estado Português.

Sucede que este ano quando fez as contas, o BP resolveu fazer uma provisão disparatada de 480 milhões de euros e assim sonegar mais de 10% do défice 2015 que foi de -4.594,3 milhões de euros com o objetivo malévolo de aumentar o défice deste ano.

 

Carlos Costa parece que só quer criar dificuldades a este governo e não se mostra como um profissional isento.

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Nos quatro anos anteriores, Costa entregou ao Governo/Estado 1.504 milhões de euros como lucros resultantes dos juros pagos pelos títulos de dívida adquiridos com a liquidez fornecida pelo BCE.

 

Neste momento, o BP tem em carteira 16,7 mil milhões em títulos de dívida adquiridos no mercado no âmbito dos vários pacotes de estímulos lançados na zona euro nos últimos anos.

 

Portugal recebeu cerca de 17,5 mil milhões de euros de liquidez extraordinária do BCE, o que não é nada, pois o total emitido para todos os países do euro foi de 802 mil milhões de euros e Draghi pretende que a emissão total até 2017 ultrapasse o bilião de euros.

 

Os alemães detestam estas emissões que julgam ser inflacionistas, mas a realidade é que a inflação continua quase nos 0% na zona euro e eles foram os maiores beneficiários dado que a distribuição pelos países é em função dos respetivos Pibs e não pelas dificuldades que enfrentam.

 



publicado por DD às 23:36
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Sábado, 11 de Junho de 2016
BREXIT

 

Os votos por correio já foram enviados e no próximo dia 23 os cidadãos britânicos vão diretamente às urnas manifestar a sua boa ou má vontade em relação à União Europeia.

De acordo com a sondagem publicada ontem pelo jornal britânico "The Independent" os cidadãos que pretendem sair da União ultrapassam em 10% os que querem ficar e sabe-se como os eleitorados em geral são temerosos quanto a decisões relativamente às quais desconhecem as consequências.

Merkel e Schaeuble calaram-se e tremem silenciosamente para darem a impressão que não existe uma Europa germânica que ameaça e exerce chantagem sobre países ditos desobedientes, nem que sejam por 2 décimas e retrospetivamente.

Para a Alemanha, e não só, a saída da Grã-Bretanha da União pode ser um desastre se concretizarem as ameaças já proferidas de que não haverá acordo comercial, o que ninguém acredita.

A Grã-Bretanha é o terceiro maior cliente dos produtos alemães no Mundo para a qual exporta 89 mil milhões de euros de mercadorias diversas, funcionando no Reino Unido mais de 2.500 empresas alemãs e ainda mais britânicas na Alemanha.

Grande parte da indústria automobilística britânica pertence a empresas alemãs ou à GM e Ford que trabalham em conjunto em todo o continente europeu.

Merkel e Schaeuble sabem que com a saída da Grã-Bretanha ficam entregues à França sem o contrapeso britânico neoliberal. Merkel e Schaeuble têm de se arranjar com a França controlada por um partido pouco socialista, mas mais que a chamada democracia cristã alemã.

Os britânicos querem sair para não se submeterem às regras dos arrogantes comissários de Bruxelas nem a um Schaeuble que manda num "Euro grupo" que nem é uma instituição legal ou que faça parte de algum tratado.

A Alemanha, segundo a revista "Der Spiegel", teme que os britânicos levem outros países a sair e ameacem com a formação de uma nova EFTA que acabará por impor um tratado de livre comércio com o resto da União que inclua os automóveis, cuja contingentação está limitada na União para não prejudicarem as indústrias alemãs e francesa. Mas isso está a desaparecer porque industriais europeus estão a instalar duas grandes fábricas de automóveis no Marrocos para serem exportados para a Europa. Até agora, alemães e franceses instalavam fábricas em países terceiros como China, Rússia, Brasil, Argentina, África do Sul e outros países apenas para explorarem os mercados locais.

Com a saída da Grã-Bretanha termina a resiliência da União de 500 milhões de habitantes. Ninguém no Mundo vai acreditar que a Europa é uma força, mesmo sem grandes forças armadas, e só por ter uma elevada resiliência ou capacidade de resposta graças ao tamanho e indústrias que possui.

A Alemanha sairá profundamente derrotada e a chantagem sobre Portugal como tem sido feita há meses a pedido de traidores como Durão Barroso e outros terá de terminar. Os tratados de Maastricht e Lisboa terão de ser alterados para terminar com o exagerado neoliberalismo que privatizou a moeda única e a economia. A Grã-Bretanha terá de ser substituído por uma resiliência nova no todo europeu como defendem os pensadores estratégicos nos campos económico, social e militar.

O problema do endividamento tem de ser resolvido pela emissão de moeda a favor dos estados necessitados que tenham orçamentos primários (sem serviço dívida) equilibrados.



publicado por DD às 23:37
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016
Dieter Dellinger comenta: Criminoso condenado a 20 anos acusa Lula

 

O ex-deputado Pedro Correa denunciou de uma forma tosca o ex-PR Lula de ter conhecimento que havia pagamentos a deputados para obter apoios para o PT que não tinha a maioria parlamentar.

Torna-se evidente que o “curriculo” de Pedro Correa fala por si quanto à sua credibilidade e tentativa de obter por uma pretensa delação um aligeiramernto das suas condenações.

“Pedro Corrêa foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 20 anos de cadeia por ter praticado 72 crimes de corrupção e 328 operações de lavagem de dinheiro. Foi para não cumprir essa pena na cadeia que ele aceitou negociar com o Ministério Público Federal uma narrativa falsa envolvendo o ex-presidente Lula.

É repugnante que promotores transcrevam uma farsa histórica em documento oficial e promovam aquilo que é claramente direcionado para atingir a honra do ex-presidente Lula.

O Estado de Direito não comporta esse tipo de manipulação, insidiosa e covarde, nem por parte dos agentes públicos nem dos meios de comunicação que dela se aproveitam numa campanha de ódio e difamação contra o ex-presidente Lula.

Esta farsa é mais uma evidência de que, após dois anos de investigação, a Lava Jato não encontrou uma só prova ou sequer indício de participação de Lula nos desvios da Petrobras, porque o ex-presidente sempre agiu dentro da lei. E por isso apelam a delações mentirosas como a do sr. Pedro Correia.”

COM A PALAVRA, O ADVOGADO CRISTIANO ZANIN MARTINS, QUE DEFENDE LULA:

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins chamou de ‘narrativa tosca’ a delação do ex-deputado. “Se a Lava Jato precisa de uma narrativa tão tosca e vinda de um condenado reincidente, como Pedro Corrêa, para legitimar uma investigação contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, isso só confirma o que dizemos há dois anos: Lula não praticou nenhum ato ilícito antes, durante e depois de exercer a Presidência da República

 



publicado por DD às 23:02
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2016
Dieter Dellinger Comenta: Dilma ainda não perdeu a Presidência

 

 Dilma Rousseff está calada e observa a derrocada da Máfia corrupta que a destituiu provisoriamente.

O presidente provisório não eleito Michel Temer parece que já perdeu os 55 senadores indispensáveis para conseguir o impedimento da Dilma Rousseff. Com 54 senadores não conseguirá confirmar a sua presidência não eleita porque necessita mais de 2/3 dos 81 senadores que são apenas os referidos 54.

Assim, Fabiano Silveira, Ministro da Transparência, Fiscalização e Controlo, apanhado em escutas a ajudar Renan Calheiros, presidente do Senado, a escapar da Lava-Jato já se demitiu e era uma peça chave em todo o processo que provocou a demissão de muitos ministros da mesma pasta nos Estados Federados da República do Brasil.

Fabiano Silveira é a segunda baixa no governo interino do Brasil, apenas uma semana depois de ter sido afastado Romero Jucá (PMDB), que comandava o Planeamento, e 17 dias após a tomada de posse da equipa do presidente em exercício Michel Temer (PMDB). Em causa, novas escutas em torno da Operação Lava-Jato.

Investigado na operação que lida com o escândalo de corrupção na Petrobras, Sérgio Machado, presidente da Transpetro, uma subsidiária da petrolífera, gravou conversas com políticos influentes do partido que o indicou para a função, o PMDB, entre fevereiro e abril, para reduzir a eventual pena na Lava-Jato através de uma delação premiada, expediente usado habitualmente por Sérgio Moro, juiz do processo em primeira instância.

Entre os políticos escutados estão o ex-ministro Romero Jucá, que não resistiu politicamente à gravação, o antigo presidente José Sarney e o presidente do Senado Renan Calheiros, padrinho político do ministro da Transparência. É numa gravação na residência oficial de Calheiros que surge a voz de Silveira, então ainda membro do Conselho Nacional de Justiça, a enumerar as diligências por ele efetuadas e a acertar as táticas para livrar o padrinho político dos investigadores da procuradoria-geral da Republica, a quem faz fortes críticas.

Silveira não nega a conversa. "O ministro esteve só de passagem na residência oficial do senado, não tem relação com Sérgio Machado, nunca tentou obstruir ou interferir em nenhuma operação", reagiu a assessoria do ministério em nota.

Ao longo do dia, foi noticiado que Temer poderia demitir Silveira a qualquer momento. O influente jornal O Globo publicou um editorial a meio da tarde a dizer que não restava alternativa ao presidente em exercício se não aplicar a "receita Jucá" a Silveira. E outros meios de comunicação social já especulavam nomes de eventuais sucessores. À noite, o ministro acabou mesmo por pedir a demissão.

Temer sentia que o afastamento imediato de Silveira irritaria Renan Calheiros. E o governo precisa do Senado, que Calheiros lidera, para aprovar as medidas económicas austeras que vem preparando e para garantir o impeachment de Dilma Rousseff nos próximos meses. Para Temer ser confirmado presidente da República precisa do voto pela destituição da antecessora de 54 de 81 senadores, sendo que na votação do passado dia 11 somou o apoio de 55, apenas mais um do que o necessário.

Mas a situação estava a tornar-se insustentável: ontem dois senadores, Álvaro Dias (PV) e Cristovam Buarque (PPS), pronunciaram-se a favor da demissão do Fabiano Silveira que significa estar contra Michel Temer. Ambos votaram pelo impedimento de Dilma, mas se mudaram de ideias lá se vão os 55 votos para demitir Dilma.

Entretanto, o chefe regional do Rio Grande do Sul do ministério da Transparência colocou o lugar à disposição por "perda de confiança" no ministro. Cláudio Corrêa diz que os outros 25 chefes estaduais farão o mesmo. E em Brasília funcionários ligados ao ministério lavaram as escadas da sede de onde trabalham em protesto contra Fabiano Silveira, que foi impedido de entrar no prédio, e exigindo o regresso da "Controladoria Geral da União", a anterior nomenclatura da pasta.

Em Minas Gerais, um ex-secretário de António Anastásio (PSDB), antigo governador do estado e autor do relatório que conduziu o impedimento de Dilma Rousseff no Senado, foi detido por desvio de dinheiros públicos. Nárcio Rodrigues da Silveira é um antigo jornalista, filiado no PSDB e deputado eleito por Minas Gerais.

E tudo isto vai ainda no princípio. Temer tem a temer a possibilidade de ser acusado por atos de corrupção que nunca poderão ser imputados à presidente ELEITA Dilma Rousseff.

 



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Dieter Dellinger Comenta: Crimes e Condenações de Gente NORMAL

Um Homo Sapiens, pretenso hetero, matou a ex-mulher à paulada e levou 16 anos e meio de cadeia. Se não incomodar os guardas estará cá fora daqui a 7 ou 8 anos. A mulher é que foi enterrada para toda a eternidade.
Entretanto, os juízes de Aveiro depois de aplicarem já penas de 22 anos ao sucateiro Godinho estão ainda a preparar mais condenação para atingir o cúmulo jurídico de 25 anos.
Godinho "assassinou" uns carris da CP abandonados e datados de 1908. Além disso dava umas go...rjetas a uns chefes de armazéns de sucata de grandes empresas. Mas, os juizes de Aveiro não o condenaram por esses "assassínios", mas sim por ser amigo do Varas do PS. Isso é que foi crime pior que matar a mulher à paulada que, de resto, parece um crime habitual perpetrado por tantos seres normais que todo os vizinhos dizem bem e matam mulheres, filhos, filhas. Até uma senhora normal e inspetora superior da PJ deu uns inofensivos 14 tiros na velhota avó do marido, cujos 80 anos a tornaram num elmento da peste grisalha. Os magistrados foram compreensivos para essa desinfeção a respeito da peste grisalha e até a ilibaram. Só os tipos mais velhos e próximos de fazerem parte da peste grisalha é que obrigaram as primeiras instâncias a repetir o julgamento, a fim de saber que a velhota levou mesmo 14 tiros e não 13 ou 12. Seria injusto condenar uma inspetora por disparar da sua Glock 14 tiros quando pode ter disparado apenas 13.



publicado por DD às 21:25
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2016
Dieter Dellinger: O que Quer Hollande?

 

Não se percebe o que quer o presidente francês François Hollande ao mexer na lei do trabalho.

A reforma é pequena; foi maior, mas os deputados socialistas franceses conseguiram minorar alguns dos aspetos mais gravosos.

Hollande está com sondagens péssimas e resolveu alterar uma lei que funciona há anos quando a sua presidência acaba em 2017.

Parece que quer facilitar o caminho da extrema-direita Sarkozy of Le Pen ou julga que os capitalistas, políticos e eleitores de direita vão agradecer as reformas em curso, votando novamente em Hollande?

Nenhum socialista pode pensar um segundo sequer que qualquer viragem à direita terá votos acrescentados e agradecimentos. È também evidente que excessos de esquerda podem não dar resultados; que mais não seja porque os eleitorados nunca contemplam excessos. Mas, o indicado para a França era deixar a Lei do Trabalho como está, até porque estamos numa nova era em que a informática, a racionalização extrema do trabalho e automação e robotização permitem dar mais aos trabalhadores, tanto em indemnizações como em tempo de trabalho, salários, etc. Sem isso, os robots não servem para nada porque produzirão para clientes inexistentes em quantidade insuficiente.

O pessoal trabalhador veio para a rua com o primeiro-ministro Val determinado em enfrentar aquilo que os trabalhadores não querem que é retirada de regalias.

Na Europa, se há regalias a retirar é aos concorrentes chineses, indianos, etc. que pagam ordenados de miséria e provocar a queda do Euro, pois isso é que tornará os fabricos europeus mais competitivos

 



publicado por DD às 20:26
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Segunda-feira, 2 de Maio de 2016
O EO1 - O minicarro Elétrico Português

 

 

 

O E01 é um microcarro elétrico português. Foi concebido por Emanuel Oliveira durante a sua tese de mestrado em Engenharia e Design de Produto da Universidade de Aveiro e o seu autor destaca a estrutura do veículo como principal inovação.

No E01, o chassi e a carroçaria são uma peça única. Uma espécie de exosqueleto cuja ideia foi inspirada nas “cascas” dos crustáceos. Para além disso, este automóvel elétrico foi pensado para ser produzido com o mínimo de recursos possível, olhando à sustentabilidade da sua produção, que é, assumidamente, uma das metas para o projeto.

“Um dos objetivos a longo prazo desta investigação era precisamente a viabilização da mesma [da comercialização]”, revelou Emanuel Oliveira.

Em foco, esteve também o objetivo de criar um carro para a cidade, “desde a possibilidade de transportar quatro pessoas ao rebatimento dos bancos traseiros, permitindo o aumento do espaço destinado ao acondicionamento de carga, todos os aspetos foram pensados para se criar um veículo de caráter utilitário urbano para utilizações em curtas e médias distâncias”, disse o português.

Quanto à possível concorrência, o engenheiro assume que “é forte” no segmento de mercado onde o E01 se insere. No entanto, Emanuel Oliveira considera que, das outras propostas existentes, que vão do Smart Fortwo ao Renault Twizzy e mesmo até aos “mais informalmente conhecidos […] papa-reformas”, todas têm falhas “ora pelo elevado preço, ora por razões de segurança e versatilidade, ou até mesmo por questões estéticas,”

“Em termos estéticos, a proposta revela-se diferenciada da concorrência dada a sua simplicidade formal, a sensação de segurança e as amplas superfícies vidradas, que modificam por completo não só o aspeto, como ainda o ambiente no interior do veículo”, garantiu.

Sobre a possibilidade de Portugal querer fazer parte da indústria dos automóveis elétricos, o autor disse que seria “necessário investimento financeiro” já que o “know how está assegurado” por investigações como esta.

O Veeco, o primeiro carro elétrico português, pretendia começar a produção este ano e os interessados à data do lançamento esgotaram rapidamente a capacidade de encomendas para 2016.

NOTA: A viatura parece ter painéis fotovoltaicos no tejadilho, o que seria extremamente interessante num país como Portugal com muito sol e em que o utente pode deslocar-se para o trabalho e deixar o carro parado durante as horas de mais sol do dia até regressar a casa ou ir à praia com as baterias a serem carregadas pelos painéis. Na minha opinião, o futuro do carro movido a eletricidade depende da organização empresarial de um sistema de troca de baterias. O utilizador do carro não compra as baterias; simplesmente aluga-as e estas poderiam ser trocadas em qualquer bomba de gasolina rapidamente, sendo horizontais e amovíveis como se fossem em gavetas que se abre para tirar a bateria descarregada e colocar outra, havendo uma bateria mais pequena de urgência para a viatura se deslocar ao próximo posto de abastecimento e que produzisse um sinal sonoro contínuo para advertir o condutor e que seria alimentada pelos painéis fotovoltaicos

 



publicado por DD às 22:40
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Quinta-feira, 24 de Março de 2016
Marcelo tomou uma Importante Decisão que merece todos os Elogios

Não posso deixar de elogiar a extraordinária decisão do PR Marcelo Rebelo de Sousa de convidar o governador do BCE, Mário Draghi, e o Carlos Costa para participarem no primeiro Conselho de Estado do PR, naturalmente para discutir em primeiro lugar a dívida portuguesa.
Os problemas financeiros do País só podem ser resolvidos e reestruturada a dívida com negociações e a falar com o agente principal das finanças europeias, o BCE.
Dá a impressão que Marcelo já fez mais em poucas semanas mais que Cavaco em dez anos.
A falar e a negociar é que os países e instituições se podem entender e encontrar soluções. Nada será conseguido à pancada ou com a decisão de não pagar as dívidas.
No Eurogrupo nada se resolve porque que falam 28 países a defenderem os seus interesses mesquinhos que só podem levar à destruição da Europa como está a acontecer.
O BCE é uma instituição independente e tem uma grande importância na banca dos países do euro como cedente de liquidez e comprador de dívidas públicas e privadas detidas pela banca, pelo que a solução virá daí.
Para este ano, Portugal já tem dois terços do financiamento necessário, tanto em termos de juros como em dívida a reembolsar, nomeadamente ao FMI. Com o dinheiro angariado ontem (23-03-16) no montante de 1.007 milhões em títulos a 5 e 14 anos a 2,928%, bem menos que os quase 4% de Fevereiro e mais alguns empréstimos será possível cumprir as metas do Governo.
O objetivo do Governo (IGCP) é terminar este ano com um depósito de 6,5 mil milhões, pelo que terá de angariar ainda 14,1 mil milhões que parece possível, mas não muito fácil.
O Estado português terá de amortizar mais de 6 mil milhões de euros e vai inaugurar aquilo que a banca capitalista nunca quis que é colocar no retalho diretamente as inovadoras OTRV (Obrigações de Retalho de Renda Variável) a vencer um determinado juro acima da taxa de inflação e a prazos diversos. Deste modo, o público pode colocar as suas poupanças numa obrigação garantida com um juro que subirá se regressarmos a uma inflação superior à atual que é de 0,4%.
Em economia só há duas certezas: aquilo que baixou muito vai subir e aquilo que subiu muito vai baixar. Ninguém sabe quando se verificará a inflexão destes movimentos e qual a sua velocidade..



publicado por DD às 21:27
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Sábado, 16 de Janeiro de 2016
China apaga a Nova Presidente de Taiwan

 

 

A nova presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, foi imediatamente apagada da Internet da Ditadura Comunista-Capitalista chinesa que tem um sistema próprio denominado Weibo sem possibilidade de entrada em qualquer motor de busca estrangeiro.

O Partido Democrático do Progresso da nova presidente que obteve a maioria no parlamento de Taipeh também desapareceu do Wobei, mostrando o ódio do presidente chinês Ji Ji ou Xi Xi á democracia e às eleições livres.

A gigantesca China que tem sido mal governada em termos de ambiente e organização territorial, pois sendo todo o território do Estado nunca teve um planeamento de instalação de indústrias e nunca evitou a extrema concentração urbana que leva os chineses nas grandes cidades a saírem à rua com máscaras contra a poluição.

Tsai Ing-wen é favorável à verdadeira democracia de Taiwan e à sua independência de uma China ditatorial. A derrota do partido Kuomintang favorável a uma certa união com a China Continental foi completamente derrotado. Os habitantes de Taiwan não prescindem da sua democracia e liberdade. Mas, a derrota dos pró-China pelos pró-Taiwan tem a ver com a política extremamente agressiva da China no Mar da China com a criação de ilhas artificiais sobre bancos submersos de corais para se tornarem donos de águas territoriais que são também pertença de Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Filipinas, Indonésia, Vietname e Tailândia.

Os dirigentes chineses pensam que há petróleo naquelas águas, mas agora não é o momento para explorar o ex-ouro negro em águas relativamente profundas e há soluções baseadas nos hidrocarbonetos sintéticos produzidos a partir do CO2 atmosférico. Além disso, a destruição dos bancos de corais com pedras e areias acentua a acidificação das águas fronteiras >à China e, como tal, a uma emissão de CO2 em vez da absorção que acontece quando as águas têm pH neutro ou alcalino.

A nova presidente não se considera líder de Uma República da China ou parte da mesma, mas sim de um Estado denominado Taiwan que tinha uma população indígena milenar que foi muito miscigenada com os chineses que se refugiaram da China quando da conquista do poder pelo primeiro ditador comunista, Mao Zedung.



publicado por DD às 19:00
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Ensino de Esquerda ou de Direita

 

Fez em 1015 um Século que Einstein publicou a Teoria da Relatividade Geral e dez anos tinha publicado a Teoria da Relatividade Restrita.

Einstein recebeu dois prémios nobéis pela elaboração teórica de uma dos principais capítulos da física e outras descobertas e é considerado como a personalidade mais inteligente do Século XX.

Contudo, no liceu alemão o seu professor de grego disse-lhe: “Albert tu nunca serás nada na vida”. Posteriormente teve dificuldade em entrar na Universidade em Berlim e foi para o Instituto Politécnico de Zurique onde se formou sem nota suficiente para ficar como professor e assistente. Teve a sorte de encontrar um trabalho mal pago no departamento de patentes de Zurique que não o enchia de trabalho, permitindo pensar naquilo que lhe interessava que era saber o que é a gravidade, o tempo, o espaço e, enfim, o universo.

Isto vem a propósito da nova política de educação e exames do Governo Costa que pretende provas de aferição antes do fim do ano para os professores corrigirem o que os alunos não conseguiram aprender e não para chumbar, atrasando o prosseguimento dos estudos e desmoralizando. O que interessa é ensinar e não apenas selecionar os melhores ou os que têm condições familiares melhores para estudarem.

Ao longo dos últimos 40 anos houve em Portugal uma explosão do ensino, tendo o País chegado a ter 22 mil estabelecimentos de ensino, entretanto reduzidos para menos de metade devido à baixa natalidade, já que o Serviço Nacional de Saúde deixou de “cumprir” a antiga missão de evitar o crescimento excessivo da população através da morte provocada por inúmeras doenças que atingiam as crianças e adolescentes.

A direita vê no ensino um método de impedir as crianças oriundas das classes mais baixas de chegarem à universidade e, mesmo, evitar uma escolaridade generalizada a todas as crianças e adolescentes, independentemente da sua maior ou menor aptidão para aprender pela via escolar.

Apesar do ensino ter sido mais facilistista nas primeiras décadas do pós-25 de Abril, a realidade é que produziu eminentes cientistas e intelectuais que têm dado cartas em Portugal e no estrangeiro.

Todo o sistema que conduz os alunos a um determinado grau de escolaridade permite aproveitar qualidades que nem sempre parecem inatas e surgem mais tarde depois de passarem uma fase de desenvolvimento hormonal no crescimento que pode ter consequências negativas no imediato ou depois de conhecer aquilo que interessa e o seu destino vocacional.

Manuela Ferreira Leite diz que o governo rejeita a cultura da nota como se os exames de aferição realizados no segundo trimestre não tivessem nota e não permitam a aferição da aprendizagem, sendo ao contrário dos exames no fim do ano, corrigíveis e dando a conhecer ao professor o que falta ensinar mais.

O professor deixa de ser uma máquina para dar matéria, o que no futuro poderá ser feito por robots com ecrãs de televisão com um exame final, mas sim alguém que dialoga com os alunos e é obrigado a fazer aquilo que muitos não gostam que são os pontos escritos mais alargados e sérios que têm de ser corrigidos em casa, tirando ao professor tempo para tratar dos filhos ou passear.

Enfim, o objetivo do ensino de esquerda é abrir a porta a todos e criar uma elite a partir da totalidade da população e não apenas de alguma classe social.



publicado por DD às 17:27
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