Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Sábado, 15 de Maio de 2004
Dieter Dellinger: Novo Nome para a República Checa: CESKO

Cesko.gif As duas Câmaras da República Checa aprovaram o novo nome para o seu país; CESKO com um acento circunflexo ao contrário sobre o C. Em português será CESKO, CESCO ou, talvez, CÉSQUIA ou Chesquia ou Chésco????

 

A República Checa situa-se aproximadamente no centro geográfico da Europa e tem uma superfície de 78.866 km2. É um país sem acesso ao mar, distando 326 km do Báltico e 322 km do Adriático. Tem fronteiras com a Alemanha (810 km), Polónia (762 km), Áustria (466 km) e Eslováquia (265 km). O pico mais elevado é o do monte Snežka (1 602 m) e o ponto menos elevado do território situa-se nas proximidades de Hřensko, onde o rio Labe sai do território checo (117 m).

 

TOPOGRAFIA

 

A linha divisória entre os dois principais sistemas montanhosos na Europa, o Herciniano e o Alpino-Himalaio, atravessa o território checo. A topografia do país é, portanto, bastante variada: planícies (4.5% do território), colinas (50.1%) terras altas (33.9%) e montanhas (11,6%). Níveis de altitude: as terras baixas, com altitudes inferiores a 200 m, correspondem a 4.95% do território, as terras entre 200 e 500 m correspondem a 74.1%, as regiões nos 600 - 1,000m são 19.3% e as regiões acima dos 1 000 m são 1.6%.

 

CLIMA

 

República Checa situa-se na zona de clima temperado da Europa, com Verões suaves e Invernos com um nível moderado de precipitação. As temperaturas médias nas terras baixas em Julho sao de 20 °C (Praga 19,5 °C) e nas áreas montanhosas situam-se entre 8 e 11 °C. As temperaturas médias nas terras baixas em Janeiro são de -1 a -2 °C, nas montanhas de -5 a -7 °C.

 

POPULAÇÃO

 

Segundo o censo de 2000, a República Checa tem uma população de 10,3 milhões de habitantes, sendo aproximadamente 5 milhões de sexo masculino e 5,3 milhões de sexo feminino. Três quartos da população vivem em zonas urbanas. A densidade populacional é de 131 habitantes por km2 e o crescimento total da população na República Checa é de 0,8 por 1 000 habitantes. Crescimento da população Até 1994 verificou-se na República Checa um crescimento continuado da população, com excepção dos períodos das duas Guerras Mundiais. No entanto, desde 1994, a população tem vindo decrescer, calculando-se que diminua para 10 milhões até 2020. Taxa de natalidade Após a 2ª Guerra Mundial, o número de nascimentos decresceu de mais 200 000 por ano para menos de 150 000 em 1970. Em 1974 este valor tinha voltado a aumentar até 195 000, mas voltou a decrescer gradualmente até 1996, ano em que foi de 90 000. O número de neonatos por 1 000 habitantes foi de 8,8 em 1996. Mortalidade O número de mortes por 1 000 habitantes cresceu gradualmente desde o final da 2ª Guerra Mundial até 1983 (13,0). Desde esse ano, passou a decrescer, alcançando 10,9 em 1996, um valor que corresponde aos níveis da Europa ocidental. Grupos étnicos A maioria dos habitantes da República Checa são de origem checa. No entanto, a situação é diferente de região para região, consoante a região se considere checa ou morávia. Só nas regiões do Sul da Morávia é que as populações reivindicam a origem morávia. -Checos 9.270.615 - Morávios e Silésios 384.542 - Eslovacos 183.749 - Polacos 50.971 - Alemães 38.321 - Ciganos 11.716 - Outros ou não identificados 353.019 Os dados relativos à evolução a longo prazo da estrutura étnica da população indicam que entre 1950 e 1991 não ocorreram modificações significativas, excepto no que diz respeito ao número relativamente elevado de ciganos oriundos da Eslováquia. Embora apenas 11 716 se declarem de origem cigana no censo de 2000, as estimativas actuais apontam para cerca de 200 000 ciganos na República Checa, isto é, quase 2% da. Muitos declaram ser de origem checa, a maior parte declaram-se eslovacos. RELIGIÃO Após ter estado durante quarenta anos oficialmente suprimida das estatísticas, voltou a ser incluída uma pergunta sobre orientação religiosa no mais recente censo de 2000. Os resultados mostram que mais de 50% da população se declaram agnósticos ou ateus; no Norte da Boémia, este grupo corresponde a cerca de três quartos da população. Percentagem da população que se declara "religiosa": 31,7% Igreja Católica Romana 2.709.953 Igreja Evangélica Checa de Brethren (Protestante) 137.070 Hussitas 96 352,2 Outras 314 519,8 Sem religião / Ateus 58,3 %

 

EDUCAÇÃO

 

O nível de conclusão de estudos no ensino elementar, secundário e universitário é muito elevado na República Checa, comparativamente com os padrões internacionais. O ensino é obrigatório, vigorando na República Checa a obrigação de frequência da escola elementar até aos 15 anos de idade. Após a conclusão do ensino elementar, 52% dos alunos prosseguem a sua educação nas escolas de formação profissional e 48% ingressam no ensino secundário. 7,2% dos checos concluem estudos universitários. No período de 1980-1991, registou-se um crescimento do número de alunos que concluem cada um dos níveis de ensino. A proporção de alunos que apenas concluíram o ensino primário diminuiu drasticamente (índice 76,8%), enquanto cresceu consideravelmente a dos que concluíram estudos superiores. O maior aumento registou-se nos estudos universitários (índice 148,1%) e nos estudos de pós-graduação (índice 139,0%). Segundo o censo da população de 1991, 33% da população com mais de 15 anos recebeu formação de base, 30% concluíram uma formação profissional de nível secundário, 28% concluíram estudos secundários de cariz universal ou o ensino profissional e 7,2% concluíram estudos universitários, com um mínimo de quatro anos lectivos. 1,8% da população não declararam quaisquer estudos ou declararam expressamente não ter frequentado o ensino. Entre 1991 e 1996, 93 531 pessoas concluíram estudos universitários, isto é, uma média um pouco inferior a 19 000 pessoas por ano. Em 1997, 23,9 % da população com mais de 15 anos tinha apenas frequentado o ensino elementar, 34,1% haviam concluído uma formação profissional de nível secundário, 29,2 % concluído estudos secundários de cariz universal ou o ensino profissional e 7,8% da população com mais de 15 anos tinha concluído estudos universitários. 1,8% da população com mais de 15 anos não tinha frequentado o ensino.

 

EMPREGO

 

O sistema de planeamento central distorceu a estrutura do emprego devido à prioridade altamente desproporcionada dada à indústria, em detrimento do sector dos serviços. As transformações económicas em curso estão a corrigir este desequilíbrio, com o aumento dos postos de trabalho nos serviços e o respectivo declínio na indústria. Em 1989, já só trabalhava na agricultura uma percentagem relativamente diminuta da população. Essa percentagem tem continuado a diminuir. Emprego na República Checa por sector (%): 1990 1993 1997 Primário 16,8 9,17 6,0 Secundário 40,5 42,4 39,4 Terciário 42,7 48,5 53,0 A taxa de actividade economica da população (empregados ou desempregados) com mais de 15 anos de idade é actualmente de 61%. Em 1997, 4 941 000 pessoas, ou seja, 48% da população, estavam empregadas. Total do número de pessoas ocupando um posto de trabalho na economia nacional:

 

1989: 5 408 000

1991: 5 059 000

1992: 4 927 000

1995: 5 155 000

1996: 4 941 000

 

 

 



publicado por DD às 22:04
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6 comentários:
De lesteparaiso a 15 de Maio de 2004 às 22:12
Isto é tudo mas uma grande "chezada", hehehehe.


De Jan Blanicky a 11 de Janeiro de 2012 às 16:40
ČESKO não é novo nome. Em Português é Chéquia !


De DD a 18 de Janeiro de 2012 às 22:05
Obrigado pela informação e pelo enorme texto histórico-geográfico. O meu pai já foi cidadão checoslovaco quando nasceu a república, apesar de ter sido russo primeiro e depois alemão porque o meu avô era sudeta. A minha família paterna só conseguiu sair da URSS nos tempos de Estaline porque arranjaram passaportes checoslovacos , mas foram viver para null , acabando todos queimados vivos pela bombas de fósforo lançadas pelos anglo-americanos em 12 e 13 de Fevereiro de 1945. Enfim, cada cidade alemã é também uma infeliz null do lado anglo-americano. Só que os alemães não gostam de passar por vítimas e fracos e não recordam os bombardeamentos, preferem ter sido maus do que vítimas das bombas anglo-americanos lançadas sobre as cidades a grande altitude porque os pilotos ingleses e americanos eram cobardes e assim atingiram os grandes bairros residenciais, mas nunca as fábricas de armamentos e de gasolinas sintéticas. Para isso tinha de atacar a altitudes muito mais baixas e não o faziam porque tinham medo da artilharia antiaérea . Se o tivessem feito em 1942 ou 43, a guerra teria acabado logo nesse ano com a derrota alemã.


De DD a 18 de Janeiro de 2012 às 22:08
Onde está escrito null deve ler-se Dresden. Não sei como apareceu a palavra null.


De DD a 18 de Janeiro de 2012 às 22:26
A segunda palavra mull deveria ser Auschwitz . O que eu pretendi dizer é que a matança de três milhões de civis alemães pelas bombas explosivas e incendiárias anglo-americanas foram crimes também que só um neutro português como eu avalia, pois os alemães não têm sequer um museu dedicado aos bombardeamentos ou à guerra, excepto ao holocausto. Antes mau que fraco, lieber schlecht als schwach ". Para mim é indiferente, o que conta é a realidade, seja boa ou má.
No fundo, os portugueses também foram assim, lutaram sempre com a Espanha para defender a sua independência e contra holandês , franceses, magrebinos, etc. E mantiveram o seu Império Colonial até 1975. Entre 1640 e 1672, os portugueses derrotaram sete vezes os espanhóis, expulsaram os holandeses de Angola, Moçambique e Brasil e os franceses também do Brasil. Também em Macau, na China, os portugueses derrotaram os holandeses que queriam também ter uma cidade na China e nunca conseguiram. E ainda vamos derrotar os alemães e a troica da União Europeia, fazendo cair este governo de fracos com o palerma do Passos Coelho. Sócrates, o Forte, vai regressar daqui a um ou dois anos.
Temos de salvar a Europa do dinheiro que está completamente desarmada para poupar uns euros. Qualquer tirano pode fechar o Estreito de Ormuz, destruir o Canal do Suez ou do Panamá e a Europa não tem forças navais para se opor seja a quem for. A Europa é fraca porque é governada por uma "dona de casa".


De Jan Blanicky a 11 de Janeiro de 2012 às 16:41
http://www.czechia-initiative.com/czechia_name.html


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