Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Sábado, 11 de Novembro de 2017
Putin: O primeiro Czar de Todas as Rússias de fato e gravata.

 

Para o presidente Putin, a Revolução de Outubro é algo de muito pouco agradável. Não pode apagar a História, mas as ideias soviéticas não são as do seu partido liberal nacionalista, herdeiro de toda uma construção que tem tudo a ver que as muitas décadas de governo Comunista Soviético.

A ideia de Revolução aflige Putin, pois toda a gente sabe que o Putinismo não é algo que possa ser substituído pela via democrática.

 

Putin domina toda a comunicação social e persegue os seus adversários mais fortes. Aceita alguns partidos na Duma (parlamento) desde que não tenham a possibilidade de ganhar as eleições. Entre eles está o pequeno Partido Comunista.

 

Por isso, só uma revolução poderia deitar abaixo o "putinismo", mas não há nenhuma condição na Rússia para uma revolução desde que Putin não se meta nalguma guerra estúpida para reconstruir a imensa Rússia de 22 milhões de km2 do Czar Nicolau II.

 

A elite russa e Putin não sabem em que classe do antigamente se podem agregar. A nobreza não existe, mas formou-se uma oligarquia que não goza de grande prestígio que existe enquanto fizer aquilo que Putin quer. A classe média está em construção e se sabe alguma coisa do que se passa nas cidades; no campo é desconhecido. Parece que algumas Sovkozes e Kolkozes se mantêm por não haver capitais no Mundo rural e essa novidade que são os grandes centros comerciais preferem importar grande parte dos bens alimentares. Parece que só com as sanções à Rússia é que Putin começou a orientar-se para o mundo rural.

 

Putin, no fundo, pelo monumento que mandou construir em frente á sede do Governo, considera-se como um seguidor do ministro liberal monárquico Piotr Stolypin que governou entre 1905 e 1911 e que fez importantes reformas, nomeadamente, redistribuindo cerca de metade das terras dos príncipes e Grãos duques por um campesinato ativo que soubesse cultivar as terras, designados por Djgashvilli de Kulaks e por alguns exagerados de latifundiários. Não eram, apesar da terra russa ser tão vasta que qualquer propriedade poderia ser tida como um latifúndio, mas o que contava era o número de trabalhadores que empregava e esses eram geralmente poucos, apesar da população russa de então crescer em cerca de dois milhões de pessoas por ano.

 

A Rússia era e continua a ser a maior nação do Mundo, mas não em população. Nos tempos do último Imperador tinha mais de 25 milhões de km2, quase tanto como EUA, China e Canadá. A URSS ficou sem a Finlândia, Polónia e Repúblicas Bálticas com 22,5 milhões de km2 e hoje a Federação Russa abarca 17 milhões de km2.

 

O problema dos Soviéticos é que nacionalizar a terra ou a indústria sem os trabalhadores não valia de nada. A verdadeira estatização foi a das populações trabalhadoras que mudaram a Rússia à custa de sacrifícios tremendos e de uma exploração nunca vista, a não ser na China de Mao com barragens, canais e estradas feitas com pás, enxadas e carrinhos de mão e trabalho durante doze ou mais horas por dia.

 

Rússia de hoje tem quase 150 milhões de habitantes, dos quais 105 milhões vivem nas cidades e apenas 45 milhões no Mundo das pequenas aldeias de cidades, cujo modo de vida é pouco conhecido no Ocidente e, como acontece em quase todo o Mundo, ninguém se interessa pelo campo. Os rurais não têm força por serem poucos e dispersos, enquanto os citadinos das grandes capitais são os donos do Mundo ou consideram-se como tal.

 



publicado por DD às 00:36
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