Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006
PSD diz que Transição custa 9 mil milhões de Euros

Do Diário Digital:

De acordo com o explicado pelo líder laranja, os novos trabalhadores que entrem a partir de agora no mercado de trabalho e todos os trabalhadores independentes com idade inferior a 35 anos passariam a descontar 6% dos actuais 34,75% para uma conta corrente pessoal.

Dessa forma, disse Marques Mendes, esse montante iria para um fundo público ou privado, de acordo com a escolha do trabalhador.

Por outro lado, a transição entre os sistemas seria assegurada pelo uso de um fundo de estabilização financeira e à emissão de dívida de longo prazo: 9 mil milhões de euros em dívida pública.

No entanto, Marques Mendes não esclareceu sobre o impacto da medida no défice. Fim de citação. 

Em Portugal desde há décadas que nascem e morrem anualmente cerca de 103.000 pessoas com pequenas variações.

O número de pessoas reformadas anualmente tem sido ligeiramente superior a 100.000, pelo que o número de pessoas que entram anualmente no mercado de trabalho anda pelos 100.000.

Assim, considerando um salário médio de 500 euros mensais ou 7.000 anuais, teremos 700 milhões de euros, dos quais 6% serão 42 milhões de euros a menos nas contas da Segurança Social logo no primeiro ano de trabalho. Se as pessoas em causa mantivessem por toda a vida o baixíssimo salário de 500 Euros, o que, obviamente, não acontece, teríamos 1.680 milhões de Euros a preços constantes. E não estou aqui a considerar os salários dos profissionais independentes até aos 35 anos de idade que deveriam, segundo, Marques Mendes, passar a descontar, mas cujo número desconheço e, menos ainda, o valor dos seus salários declarados.

Como já referi, quem tem aplicações em fundos, acções, contas a prazo, etc., sabe que o rendimento não ultrapassa nunca a taxa de inflação, pelo que, na melhor das hipóteses, os montantes colocados em fundos deverão render apenas a sua actualização anual em termos de depreciação da moeda e, talvez, uns pozinhos mais.

1.680 Milhões de Euros são o que seria retirado da Segurança Social pelos trabalhadores que entram no mercado de trabalho no primeiro ano de aplicação da lei ao longo da sua carreira contributiva.

Ao longo dos próximos 40 anos, deverão entrar outros tantos anualmente, pelo que o Estado começará a pagar menos reformas a partir do fim do prazo dos próximos 40 anos e deixará totalmente de comparticipar naquele componente dos 6% daqui a 80 anos.

Com os aumentos salariais de uma parte importante dos trabalhadores que não ficará toda a vida a ganhar 500 Euros e muitos até começam a sua vida de trabalho com mais, teremos, sem dúvida, um desvio nos próximos 40 anos de, pelo menos, 80 a 100 mil milhões de euros, ou mais ainda, o que dá 10 vezes mais que a proposta pouco séria de Marques Mendes.

Um conjunto de fundos tão avultados actuarão no mercado livre como redutores das taxas de juro a pagar pela banca pelas aplicações de acordo com a lei da oferta e da procura e nada garante rendimentos adequados dado que a parte rentável do tecido económico não funciona em função do dinheiro investido mas de muitos outros factores

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 26 de Setembro de 2006
A Dissuasão Submarina de Israel

 

Os submarinos israelitas são os únicos navios do género pintados de verde.

 

Para além de uma poderosa força aérea com mais de 250 F-16 de várias gerações e equipados como caças-bombardeiros ou apenas interceptores e alguns F-15, Israel possui uma poderosa força de retaliação constituída por três submarinos da classe Dolphin construídos na Alemanha e que eram até agora, ou ainda são, os melhores submarinos diesel-eléctricos do Mundo. Duas unidades foram doadas pelo Estado alemão e a outra paga por Israel.

            O aspecto fundamental do poder militar destes submarinos consiste na possibilidade de lançarem 16 mísseis superfície-superfície do tipo Harpoon que entregam uma carga explosiva de 227 km a uma distância de 130 km, voando a baixa altitude a uma velocidade de aproximadamente 1.000 km/h. A carga explosiva convencional seria suficiente para destruir a maior parte das refinarias petrolíferas do Irão, por exemplo, localizadas perto da costa e os portos de exportação do petróleo bruto no caso de Israel ser atacado por mísseis pesados iranianos. Contra alvos inflamáveis como refinarias, depósitos petrolíferos, portos de exportação de petróleo, etc., os Harpoon são uma arma temível. Contra alvos protegidos têm um poder relativo, excepto um pouco contra bases aéreas localizadas a não mais de 100 km de uma costa. A capacidade de lançamento de torpedos é igual, pois podem disparar 16 torpedos de 533 mm de diâmetro com uma carga letal de 260 kg, o que permite defender a costa israelita, mas não há forças navais muito poderosas entre os inimigos actuais e possíveis de Israel e, principalmente que não possam ser eliminadas pelas bombas de 2.000 libras lançadas pelos F-16s e Israel este a receber 107 unidades de uma das versões mais recentes, a block 52, até ao início do próximo ano. Para além disso, os submarinos israelitas podem largar veículos de homens-rãs para colocarem cargas explosivas no casco de navios inimigos.

            Os torpedos que equipam os Dolphin levam uma carga de 250 kg de explosivo e são filoguiados para atingirem com precisão um alvo a 23 km de distância e a uma velocidade de 35 nós ou a 28 km a 22 nós de velocidade.

            Segundo alguns informadores, estes submarinos israelitas possuem quatro tubos lança torpedos de 533 mm para mísseis Harpoon e torpedos e dois de 650 mm de diâmetro para mísseis especiais de longo alcance com cabeças nucleares, cujo alcance será bem superior aos Harpoon, mas é mantido secreto. De resto, Israel nunca confessou que possui armas nucleares, mas tudo indica que deverá ter quatro a seis bombas atómicas.

            Os israelitas mantêm, desde que o Irão começou a ameaçar o seu país, um dos seus submarinos no Índico, enquanto outro poderá ou não navegar no Mediterrâneo ou estar em viagem de ida ou volta ao Índico e outro em manutenção em Israel.

            Os Dolphin deslocam 1.640t à superfície e 1.900t em imersão. A velocidade máxima submersa é de 20 nós e de 11 nós à superfície. O casco é gotiforme com 57,3 metros. Conseguem navegar 8 mil milhas a 8 nós e à superfície e 400 milhas imersos a 8 nós.

            No Oriente tão dependente do petróleo, os submarinos israelitas são a única arma de retaliação a grande distância, apesar de se saber os F-16 são capazes de voar a milhares de milhas de distância desde que a carga letal seja reduzida a uma só bomba de duas mil libras e as quatro toneladas disponíveis sejam substituídas por tanques de combustível. Foi assim que destruíram em 1981 o reactor nuclear iraquiano perto de Bagdad, voando a baixa altitude para não serem detectados pelos radares.

            Os Dolphin israelitas são relativamente novos pois o primeiro data de 1999 e o terceiro de 2000. A sua guarnição é de 30 elementos humanos.

 

Para além do armamento, os Dolphin estão bem equipados de electrónica e sensores sonar, nomeadamente um de reboque para detecção a grande distância, sistemas de guerra electrónica e controle de armas, incluindo um receptor passivo de ondas de radar Timnex 4CH(V)2 desenvolvido pela empresa israelita Elbit de Haifa.

 

A Alemanha Fornece mais dois Submarinos a Israel

 

 

No passado dia 6 de Julho foi assinado o contracto para o fornecimento de mais dois submarinos da classe Dolphin a Israel no valor de mil milhões de euros, dos quais um terço são pagos pelo Estado alemão como continuação do processo de compensação financeira pelo holocausto do povo judeu praticado pelos Nazis. Grande parte do resto será pago em compensações de material bélico para as forças armadas alemãs.

 

O preço de 500 milhões de euros por cada submarino está a causar uma certa polémica na Alemanha por ser quase o dobro do custo dos anteriores submarinos apenas diesel-eléctricos da mesma classe.

 

 

Os dois novos submarinos são aparentemente muito idênticos aos três “Dolphin” entregues em 1999 e 2000, mas equipados com células de combustível para carregamento de baterias sem utilização dos motores diesel e, portanto, sem necessidade de ar atmosférico, o que permite prolongar a navegação debaixo de água a velocidade lenta e extremamente silenciosa. Podem pois patrulhar certas águas sem serem detectados.

 

O governo de coligação SPD-Verdes de Schroeder e a sua maioria parlamentar já tinham autorizado a venda, mas com a mudança de governo e a entrada da direita alemã no Governo só agora é que foi possível assinar definitivamente o contracto.

O partido da actual primeira-ministra Angela Merkel estava renitente, mas o bombardeamento de Israel por mais de 4 mil foguetões de campanha BM 21 Grad (Katyushas modernos) e mísseis de médio alcance levantaram todas as reticências do CDU/CSU.

 

Os pormenores das duas unidades não foram dados a conhecer, mas acredita-se que sejam idênticos aos Dolphin, eventualmente com um acréscimo de comprimento para albergar as células de combustível e deverão, naturalmente, sofrer as alterações secretas a que foram submetidos os três primeiros Dolphin em estaleiros israelitas logo que chegaram da Alemanha. Não se sabe é se essas alterações serão concretizadas já nos estaleiros dos construtores.

 

Também devem ser equipados com dois tipos de tubos lança-torpedos, sendo o mais largo (650 mm) destinado a mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares e um alcance de 1.500 km, enquanto os de 533 mm são para torpedos ou minas convencionais.

 

Há não muito tempo, Israel fez um teste de lançamento desses mísseis de cruzeiro no Índico, ao largo de Sri Lanka. Israel deu assim um sinal ao Irão que não pode pensar num ataque nuclear a Israel sem sofrer retaliações terríveis.

 

Com cinco submarinos Dolphin, Israel poderá manter em permanência uma a duas unidades em patrulha no Índico como dissuasores de qualquer veleidade nuclear do regime fundamentalista xiita do Irão.

 

 



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Domingo, 24 de Setembro de 2006
A Guerra Israelo-Hezbollah no Mar

 

 

Missil C-701 de fabrico chinês que atingiu a corveta israelita

 

            Na Revista de Marinha de Abril/Maio fizemos uma descrição da marinha iraniana e referimos a existência de mísseis anti-navio FK “Nour” que seriam uma cópia dos congéneres chineses FK C-802 com um alcance de 200 km que poderiam ser lançado por um helicóptero ou por uma vedeta iraniana da classe “Hudong”. Mal sabíamos, que meses depois esse tipo de míssil, obviamente fornecido pelo Irão, poderia ter servido para atacar um dos mais modernos navio de guerra israelita, a corveta (SAAR 5)  Ahi-Hanit que operava no bloqueio ao porto de Beirute na sequência da guerra iniciada por um partido político bem armado, o Hezbollah ou Partido de Deus(?).

O comando do Corpo Naval Israelita começou por anunciar que o navio foi atingido por um avião sem piloto carregado de explosivos e depois, perante os estragos, anunciou que se tratou do míssil FK C-802, o que me parece inverosímil, dado que o C-802 carece de uma importante infra-estrutura de lançamento e trata-se de uma arma para destruir navios de 10 mil toneladas a grandes distâncias. Se tivesse atingido a corveta israelita, esta teria sido desfeita. E não parece que Hezbollah disponha de meios para lançar o C-802. O míssil que atingiu a Ahi-Nahit deverá ter sido antes o C-701 iraniano, uma versão melhorada do C-701 chinês denominada “Kosar” que utiliza um radar autónomo de ondas milimétricas em vez do sistema electro-óptico chinês. O “Kosar” destina-se mesmo a ser lançado a partir de pequenos camiões em grupos de dois ou mais contra objectivos que estejam à vista. Para além disso, os responsáveis israelitas disseram que o sistema anti-míssil da corveta estava desligado. Não esperavam um ataque tão sofisticado como não esperavam muito do que já sofreram.

 

            A corveta de desenho furtivo (anti-radar) com 1200t de deslocamento máximo e uma guarnição de 71 homens foi atingida no dia 17 de Julho pelas 20.15 quando lançava sobre o aeroporto de Beirute granadas de 76 mm das suas duas peças automáticas Oto Melara. Os militares do Hezbollah dispararam de terra, provavelmente dois mísseis C-701. O primeiro dos foi guiado para um voo em altura para atingir a corveta a meia-nau de cima, mas falhou o alvo e explodiu no mar, devendo ter provocado estragos num navio mercante egípcio que estava por perto. O segundo foi dirigido numa trajectória rente à água como um míssil de cruzeiro e atingiu a plataforma do helicóptero à ré do Ahi-Nahit. A explosão do míssil deflagrou um incêndio e provocou um rombo que começou a provocar o afundamento do navio.

            Aparentemente perdida com o fogo já nos depósitos de combustível do helicóptero e do navio, a corveta foi salva pela acção heróica da guarnição que se lançou com uma incrível energia sobre as chamas para as apagar, o que conseguiram em pouco tempo, antes de haver uma explosão com a destruição do navio que foi salvo com a perda das preciosas vidas de quatro membros da sua guarnição, dados inicialmente como desaparecidos, mas um dos corpos foi encontrado no navio e os outros três no mar.

            O ataque à corveta Ahi-Hanit foi a terceira surpresa desagradável registada por Israel em cinco dias apenas. A primeira foi o ataque por parte de guerrilheiros do Hezbollah que penetraram cerca de 200 metros para o interior de Israel em Zarit e atacaram com lança-granadas RPG-29 e bombas de estrada duas viaturas de patrulha militar Hummer que vigiavam a fronteira com o Sul do Líbano de onde as forças israelitas retiraram há seis anos unilateralmente sem que lhes fossem dadas garantias de segurança e Paz na zona. Os hezbollahs assassinaram oito soldados do exército e raptaram dois. Na sequência desse ataque, os israelitas enviaram um tanque Merkava em perseguição dos raptores, mas estava tudo muito nem preparado, pelo que o tanque foi de encontro a uma bomba de 300 quilos que o desfez inteiramente, matando a guarnição de quatro homens e mais um outro militar. O exército israelita ficou deveras surpreendido com o poder das bombas lançadas ao longo da sua fronteira e lamentou o desleixo militar com que manteve aquela zona ao longo dos últimos anos, nomeadamente a falta de uma rede de informações. Até agora ainda não foi dada qualquer explicação sobre o tipo de lançador das referidas bombas que denominaram em inglês de “roadside bombs”.

            Impossibilitados de atravessarem calmamente a fronteira, os israelitas iniciaram ataques aéreas contra alvos do Hezbollah quase em simultâneo com o disparo por parte dos muçulmanos xiitas de milhares de roquetes Katyushas com um alcance de 25 a 35 km e mísseis Fajr-3 que atingem 45 km, Fajr-5 de 75 km e Zelzal-2 e -3 de 100 a 200 km . Os Katyushas das forças do Hezbollah são na verdade os roquetes mais modernos BM-21 Grad do tipo dos anteriores, mas mais precisos e com uma maior capacidade de transporte de explosivos e mais pequenos com menos de dois metros de comprimento, pelo que podem ser facilmente escondidos em garagens, armazéns e até casas particulares. Contudo, não são auto-dirigidos, pelo que a sua utilização pressupõe apenas o uso em fogo de barragem para a concretização de autênticos tapetes de destruição. Os Zelzal-2  e-3 serão os mais perigosos, pois para além do raio de acção levam uma carga de 600 kgs, mas as suas dimensões são superiores, pelo que podem ser detectados com mais facilidade pelos helicópteros Apaches de Israel.

            O Hezbollah tem atacado com grande quantidade de mísseis cidades como Haifa e localidades bem mais para o sul, pelo que utilizou em larga escala os Fajr-3 e Fajr-4 fornecidos pelo Irão.

            Saliente-se que a reacção relativamente rápida da aviação israelita tem impedido a utilização de milhares de roquetes de uma só vez e, menos ainda, dos mísseis de grande porte como o Zelzal-2 e -3 de origem iraniana, mas provavelmente fabricado pela Coreia comunista

            A televisão do Hezbollah mostrou em voo um pequeno avião sem piloto carregado de explosivos que teria atingido a corveta Ahi-Hanit, o que não foi o caso; tratava-se de despistar a opinião pública e desviar as atenções dos israelitas da Síria para o Irão, pois, enquanto o primeiro desses países é facilmente bombardeável; um ataque a zonas sensíveis do segundo como terminais de carga de petróleo, depósitos ou refinarias teria consequências fatais na subida do preço do barril de petróleo, além de que a distância de Israel ao Irão não permite aos F-16 o transporte de mais que uma bomba de 2.000 libras, o resto de três ou quatro toneladas disponíveis para armamentos terá de ser preenchido com depósitos extras de combustível.

           

            A marinha israelita, denominada de Corpo Naval e comandada por um tenente-general, tem a sua força de retaliação máxima nos três submarinos da classe “Dolphin” de que fizemos um artigo separado.

            Trata-se pois de uma marinha de corvetas e lanchas rápidas de ataque, próprias para defenderem as costas israelitas com os mísseis Gabriel e agora também Harpoon. Anteriormente possuíam todas sistemas anti-míssil Barak de concepção israelita, mas que tem sido substituído pela peça de sete canos americana Vulcan Phalanx MK 15 de defesa curta.

            As principais unidades de superfície são as 5 corvetas da classe Eilat (SAAR 5) a que pertencia a corveta Ahi-Hanit armada com duas peças de 76 mm Oto Melara , 6 peças de 30 mm AA Hispano-Suiza e lançadores do míssil israelita Gabriel. Podem levar dois helicópteros SA-366G Dauphin ou Kaman SH-2F, se bem que no hangar só há espaço para um meio aéreo.

            Para além dos radares de procura e de controle de fogo, têm um Sonar Tipo 796 para o disparo de seis torpedos anti-submarinos Mk 32 e uma arma anti-submarina Bofors RL.

            A maior parte dos restantes navios da marinha israelita são relativamente antigos e pequenos, apesar de muitos deles serem notáveis construções como a classe Reshef (Saar 4) de 450t equipados com 6 mísseis Gabriel, uma peça de 76 mm e um Vulcan-Phalanx. Algumas das onze unidades desta classe têm mais de 30 anos de serviço, pelo que estão em vias de atingirem o seu tempo máximo de serviço.

            A classe Hetz ou SAAR 4,5 são igualmente notáveis lanchas rápidas de lançamento de mísseis com cerca de 500t de deslocamento máximo. São navios com 26 a 15 anos de existência com alguma história de combates.

            Do equipamento naval israelita fazem parte muitas pequenas lanchas rápidas como as Super Dvora de 54t, as Shimrit de 105t e as Dabur de 35-39t.  Todas de excelente construção pelo que muitas foram exportadas para os mais diversos países sul-americanos, africanos, etc.

            Enfim, Israel apostou pouco numa guerra a sério e prolongada, pelo que não se equipou muito. Até uma parte importante dos seus caças-bombardeiros F-16 e F-15 são relativamente antigos, apesar de numerosos. Israel não pretendia atacar o Líbano ou qualquer outro país e estava disponível para encontrar uma solução pacífica com os palestinianos, ao contrário do que dizem os fanáticos do Hezbollah e os ayatolas do Irão.

 

 

 

Publicado por Dieter Dellinger na Revista de Marinha - Agosto/Setembro 2006

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Contra-Reforma da Segurança Social

A  proposta de reforma da Segurança Social de Marques Mendes é um ABSURDO TOTAL.

O pequeno MM quer que 8% dos salários dos portugueses sejam desviados para fundos privados ou públicos, dos quais seriam pagas uma parte das reformas futuras em função da conta individual de cada um e dos rendimentos dos mesmos fundos.

<p>

Ora, se aplicado a todos os trabalhadores e patrões com salários teríamos um desvio da receita do orçamento da Segurança Social da ordem dos 5,5 mil milhões de euros, ou seja, uns 4% do PIB ou uns 8% da despesa do Estado. <p>

<p>

Claro, depois MM viria acusar o PS de deixar aumentar a despesa do Estado, já que o buraco teria de ser colmatado com transferências do OE ou com dívida pública como propôs MM, cujo serviço (juros+prestações) teriam de ser pagos pelo OE, logo por todos os contribuintes. <p>



Seria um absurdo ainda maior se fosse aplicado a pessoas que se vão reformar agora ou mesmo nas próximas duas décadas. <p>



Mesmo aplicado aos que entram este ano no mercado de trabalho ou a todos os que entraram nos últimos cinco anos, teríamos uma contínua redução de receita da SS, logo, um permanente agravamento da SUSTENTABILIDADE da Segurança Social que só seria travado daqui a 40 anos quando os jovens de hoje se reformarem. <p>



É um ABSURDO aumentar uma situação deficitária para daqui a 40 anos. Além disso, o cidadão nunca saberá quanto vai receber de reforma pois desconhece os lucros futuros do fundo em que aplica os seus descontos. Além de ninguém ter certeza quanto à honestidade de quem os vai gerir. Um fundo assim teria de ter um seguro estatal a troca de uma percentagem a calcular.  <p>



Para já, os juros a prazo e os rendimentos de fundos, acções, etc. são NEGATIVOS. Estão todos abaixo da taxa de inflação ou desvalorização monetária. Toda e qualquer aplicação monetária corresponde a uma perda de dinheiro, pelo que o sistema solidário é ainda o que mais garantias dá ao cidadão de receber uma reforma digna. <p>



O governo deve é obrigar os bancos a pagarem o mesmo IRC de todas as outras empresas, o que daria uma receita acrescida de uns 500 a 700 milhões de euros que seriam aplicados na Segurança Social. Não se justifica que um banco pague menos IRC que uma fábrica. <p>



Porque razão a banca paga menos IRC que a Soporcel/Portucel que exportam mais de mil milhões de euros anuais de papel e pasta? <p>

 

O ideal seria o Estado colocar no Fundo de Reserva da Segurança Social os seus 25% na Soporcel/Portucel, as comparticipações que possui na Galp. EDP e todo o capital da CGD. Assim, a sustentabilidade da Segurança Social em termos de reformas estaria garantida para sempre, já que se tratam de empresas altamente rentáveis e o Orçamento de Estado não seria sobrecarregado com transferências anuais para a Segurança Social. <p>

 

Além disso, seria um acto de justiça, pois a verdade é que antes do 25 de Abril, o grande “capitalista” nacional eram as Caixas de Previdência que durante muitas décadas receberam os descontos e pouco ou nada pagaram de reformas. Por isso, tinham dinheiro metido nas hidro-eléctricas, empresas de celulose, Sorefame, Metro, Petrolíferas e Petroquímicas, Siderurgia, Setenave, Lisnave, etc., etc. <p>

 

 

O PSD tem vindo a dizer que os beneficiários dos fundos de capitalização vão receber reformas superiores. É uma afirmação pouco séria porque ninguém sabe como vão evoluir as taxas de juro ao longo das próximas décadas. Mas, tudo indica que o capital não vai ser muito rentável atendendo à presença continuada dos dois gigantes, a China e a Índia, nos mercados mundiais e, como tal, a exacerbar a concorrência. <p>

 

Pela história dos últimos anos, as aplicações rendem abaixo da inflação, logo não chegam a render, pelo que o retorno deverá ser inferior ao valor aplicado devidamente actualizado. Um trabalhador, a ganhar 1.000 euros, aplica 80 euros ao mês vezes 14, o que dá 1.120 euros. Em 40 anos terá um capital equivalente a 44.800 euros aos preços actuais que darão o quê de rendimento anual? Dois por cento, 896 euros ou 1792 euros em termos de renda vitalícia caducável com a morte do beneficiário, portanto, na melhor das hipóteses uma reforma de 128 euros nos 14 meses. Ou, se o capital for devolvido numa média de vinte anos de vida como reformado seriam 2.240 euros por ano mais uns pozinhos de juros. E se o rendimento for um pouco superior à inflação, o dobro por exemplo, terá 256 euros de pensão de reforma multiplicados pelo índice de desvalorização da moeda, mas com o mesmo poder de compra actual. <p>

 

Não, os 80% da média dos últimos anos ou os actuais 92% da média de trinta anos mais 80% da média dos últimos dez vão proporcionar uma reforma bem superior, mesmo com um acerto de décimas pelo aumento da esperança de vida a partir da idade da reforma de 65 anos. <p>

 

De resto, a ideia que o capital gera capital nunca passou dos livros de economia, nomeadamente dos Ricardos e companhia. O que gera lucros é a mais valia produzida pelo trabalhador, incluindo principalmente a criatividade patronal ou laboral. E nisso não há aplicações possíveis numa economia globalizada. Quem tem o poder efectivo de obter o valor acrescentado do trabalho fica com ele. <p>

 



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