Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Sábado, 28 de Junho de 2008
Pessimismos???

 

 

 

 

            Há um ano atrás o preço do barril de petróleo rondava os 60 dólares e o euro pagava 1,3438 dólares. Hoje, o petróleo chegou praticamente aos 142 dólares, ou seja, mais 229% e o euro subiu apenas 17% para 1,5748 dólares.

            Se há um ano me tivessem perguntado como encararia o petróleo a 142 dólares com possibilidade de chegar aos 170 ainda este verão e aos 200 no fim do ano e, mesmo, aos 300 daqui a um ano, eu diria que as economias dos países não produtores estariam já em colapso e, em particular, a portuguesa.

            Apesar do pessimismo reinante, a realidade é que não assistimos ainda ao colapso das economias; na portuguesa diminuiu ligeiramente o desemprego, o PIB cresceu um pouquinho e até os automóveis viram as suas vendas aumentadas em 3,8% nos primeiros cinco meses do ano. Mesmo o tão propalado aumento dos preços dos bens alimentares não se verificou ao nível divulgado pelos meios de comunicação social. O Sr. Soares dos Santos, presidente do grupo Jerónimo Martins até afirma “Não vejo onde está a crise”. Além disso, em entrevista ao Diário Económico, Soares dos Santos diz não acreditar nos muito falados 20% de pobres, o que não é revelado pelas vendas nas suas lojas, muitas das quais estão situadas nas proximidades de bairros de realojamento, problemáticos e regiões esquecidas da província. As agências de viagem anunciam que os portugueses não reduziram muito as viagens de férias ao estrangeiro.

            Não há motivo para optimismos, mas espanta o facto de, pelo menos, até agora, as economias dos países não produtores terem aguentado muito mais do que qualquer pessoa admitiria há um ano atrás.

            Claro, as expectativas são sombrias e com excepção das indústrias de equipamentos para energias renováveis, não se sabe bem o que pode acontecer. A General Motors anunciou o fecho de quatro fábricas e, naturalmente, os fabricantes de viaturas de grande consumo estão a sentir quebras nas vendas.

            Segundo o “Energy Watch Group”, a produção mundial de petróleo atingiu já o máximo de 81 milhões de barris diários e em 2020 não será possível produzir mais de 51 milhões. Mas, para a “Agência Internacional de Energia”, a produção poderá então ser de 105 milhões de barris, considerando que os preços actuais estão a permitir a passagem da exploração a 2 km de profundidade para 4 km, naturalmente mais cara e mais arriscada, pois o falhanço numa perfuração significa uma enorme perda de capital.

            O nível dos protestos em Portugal foi limitado, apesar do trabalho de incitamento por parte dos partidos da oposição, a concertação social funcionou e o país não foi propriamente paralisado pelos camionistas e agricultores ou pescadores e hoje começa a ser compreendido pela população que há aqui um problema que vem de fora e é mundial, relativamente ao qual não há soluções imediatas. Só a nível da União Europeia pode chegar-se a qualquer remédio; nunca a nível de uma das mais pequenas economias europeias.

           

 



publicado por DD às 00:31
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Afeganistâo: A Guerra que a NATO não consegue vencer.

 

            A guerra do Afeganistão na chamada fase Nato após a invasão ocidental já dura há seis longos anos. É cada vez mais a guerra que a NATO não é capaz de ganhar, pois como escreveu o general Ruppert, referindo-se às potências industriais em guerra: “sem uma vitória rápida e decisiva, o emprego da força maciça não tem utilidade”. A guerra, diria eu, é saber onde empregar o fogo, o equivalente do golo no futebol, e quando não se sabe para onde ir, a guerra está perdida.

            Os talibans conseguiram uma vitória memorável quando na semana passada entraram na segunda maior cidade do país, Kandahar, e atacaram a prisão, libertando mil prisioneiros, enquanto a norte dessa cidade, uns 600 talibans ocuparam uma série de aldeias e vilas.

            As velhas Kalashnikov AK-47 e os lança-granadas RPG-7 estão a levar a melhor às armas bem mais modernas da ISAF (Força Internacional da Nato no Afeganistão), incluindo a poderosa G-36 empunhada na foto por uma militar alemã que na vida civil é uma funcionária pública. O que estará ela a fazer no Afeganistão? A posar para umas fotos, isso mesmo.

            Tropas de muitas nações ocupam o Afeganistão e estão neste momento a travar combates ferozes perto de Kandahar em perseguição dos talibans, enquanto a norte, junto à fronteira com a China na zona do Pamir, esconde-se o famoso Bin Laden e o seu estado-maior, obviamente apoiado pela China que no seu lado da fronteira, província de Xinjiang, combate o Movimento de Libertação do Turquistão do Leste, algo que terá sido formado pela CIA e pelos serviços secretos turcos para combater a China, mas sem qualquer confirmação oficial e sabe-se de fonte chinesa que não é necessariamente verídica.

            Naquelas paragens toda a gente tem motivos para combater seja quem for e a China sempre conheceu movimentos islâmicos turcomanos de resistência ao seu poder que é estranho àqueles povos de origem e fala turca. Não é pois de admirar que Bin Laden esteja na própria China e daí ser inacessível às forças da NATO e, talvez, interesse à China apoiar a resistência à NATO, mas o mais discretamente possível.

            De resto, a China conseguiu criar uma pequena NATO sua que dá pelo nome de SCO-Shangai Cooperation Organization, sendo formada pela China, Federação Russa, Casaquestão, Quirquizistão, Tajiquistão e Usbequistão. O objectivo era juntar forças em comum para combater o terrorismo e reduzir tensões fronteiriças resultantes da presença de muita tropa, principalmente russas. Sendo uma Aliança poderosa, a SCO pretende ter uma palavra a dizer na região e, talvez, os seus exércitos venham um dia a substituir os da NATO, pois o fundamentalismo islâmico dos talibans não é do agrado da China, a não ser que tenham firmado um pacto com Bin Laden para o proteger a troco de imunidade nos territórios dos referidos países da SCO.

            As forças da NATO totalizam actualmente uns 60 mil homens que apoiam mais de 100 mil homens do exército do presidente Amir Kazai, cada vez mais apelidado de presidente da autarquia de Kabul, pois os talibans dominam mais de 60% do território, principalmente a sul e deslocam-se no resto sempre que lhes apetece. No Sul, os combates tornaram-se violentíssimos com muitas perdas de vida de soldados da NATO. Ao todo acredita-se que já morreram mais de 13 mil homens, sendo a maior parte deles talibans, o que não impede que o recrutamento forneça tropas frescas aos talibans que esperam entrar um destes dias em Kabul quando a NATO se cansar da guerra.

            Os generais da NATO não foram treinados nem estão preparados para as guerras de povos, apesar de terem participado nalgumas, nomeadamente na antiga Jugoslávia, mas aí a geografia é já industrial, o que permite uma guerra destrutiva, enquanto no Afeganistão faltam objectivos. As montanhas altas, a paisagem desértica e as inúmeras grutas não são objectivos e, menos ainda, as paupérrimas aldeias de famílias islâmicas, provavelmente algo favoráveis aos talibans, mas sem que se saiba ao certo. Os talibans não usam fardas e vestem-se como os aldeões; as tropas da NATO tem de esperar que disparem para saberem se são inimigos.

            Os americanos estão convencidos que estão no Afeganistão e no Iraque a fixar os terroristas a campos de batalha distantes dos territórios ocidentais e assim a proteger europeus e americanos. Pode ser, mas resta saber qual a eficácia final do bombista suicida e do portador das AK-47 e RPG-7 e se está a impor à NATO um combate nos seus termos em que o alvo é sempre invisível para o Ocidente e altamente visível para os guerrilheiros.

            De qualquer modo, é evidente que aqueles aldeões talibans que combatem a NATO nunca seriam terrorista para atacar Nova Iorque, Londres ou Madrid. Aí, o terrorista está dentro e até nasceu nos países dessas cidades e é bem visto pela vizinhança, tendo mesmo frequentado as universidades locais.

            No Afeganistão, o que sucede é que está a falhar a táctica de substituir a guerra de ocupação por uma guerra civil, apoiando uma dada força política nacional e aliada como é a do exército do norte que ocupou Kabul depois da frente taliban ter sido bombardeada com as bombas de 9 toneladas americanas, a maior bomba convencional que alguma vez existiu nos arsenais bélicos.

            Enfim, após seis anos de guerra ocidental no Afeganistão, a NATO está quase na mesma situação dos soviéticos quando combateram anos a fio para apoiar um governo comunista em Kabul. Lutaram com um Bin Laden, armado e financiado pelos americanos que agora têm de combater esse seu antigo aliado para um dia passarem o combate para os chineses. Parece que ninguém aprende alguma coisa com as guerras perdidas deste nosso pequeno planeta.

 

 

 

 O blindado da aldeia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Forças de 14 paíse lutam no Afeganistão, se contarmos com quase insignificante presença portuguesa.

 



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Combustíveis mais Caros na China

 

 

            O governo central chinês decidiu ontem elevar os preços das gasolinas em 16% e do gasóleo em 18%, justificando as medidas pelo aumento desmesurado do preço do petróleo bruto.

            A China subsidiava os preços dos combustíveis e não permitiu que as suas empresas petrolíferas repercutissem nos consumidores os aumentos do custo do barril. Isso conduziu a fecho de algumas refinarias por falta de verba para compensar os prejuízos e adquirir mais petróleo bruto

            O aumento referido é ainda insuficiente, pelo que se esperam novos aumentos; alguns moderados antes do Jogos Olímpicos, mas depois será a doer.

            Apesar da reduzida penetração do automóvel na população chinesa, as suas cidades estão cada vez mais engarrafadas e poluídas com CO2 e os tradicionais poluentes do gasóleo que são muito mais perigosos.

            Saliente-se que a indústria automóvel chinesa não pára de crescer; quase não há mês em que não seja lançado um novo modelo e os chineses estudam cuidadosamente as alternativas em termos de viaturas híbridas e totalmente eléctricas.

 



publicado por DD às 12:02
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008
Incidência do ISP no PVP do Gasóleo e da Gasolina 95

 

 

 

O valor do Imposto sobre Combustíveis (ISP) é determinado em cada Orçamento de Estado como percentagem do Preço de Venda ao Público do combustível sobre o qual incide.

            Pelas tabelas mostradas abaixo verifica-se que o ISP desceu acentuadamente entre 2002 e 2008, sendo este ano aquele em que foi mais baixo. Sem ter em consideração os valores da inflação o ISP desceu cerca de 10% no gasóleo e gasolina 95 desde 2002 e particularmente desde 2005.

            A receita fiscal obtida com o ISP foi em 2007 a mais baixa desde 2002.

            Isto contraria a ideia de que o governo actual aumentou as respectivas taxas. O que aumentou foi o preço base feito pela Galp com base no aumento do “bruto”, cujo barril passou de 10 dólares em 1985 para o máximo de 139 há dias. Foram só 1.390% de aumento, enquanto o dólar apenas desvalorizou em um pouco menos de 60%.

 

 

 

Incidência da Carga Fiscal (Imposto s/ Combustíveis) no Preço de Venda ao Público

 

 

Ano                 Gasóleo           Gasolina S/Chumbo 95

 

2002                39,7%                         50,9%

2003                41,3%                         51,4%

2004                39,3%                         50,7%

2005                33,5%                         46,3%

2006                32,1%                         43,7%

2007                33,8%                         44,2%

2008                28,6%                         41,6%

 

 

ISP Total na Receita Fiscal

 

 

2002    2003    2004    2005    2006    2007

9,6%    10,3%  10,4%  9,8%    9,3%    8,9%   

 

 



publicado por DD às 23:14
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
Enquanto o sol brilhar no firmamento e o vento soprar

 

 

 

 noite e dia não haverá uma verdadeira crise energética mundial.

            Efectivamente, toda a energia do planeta Terra provém do sol. Os próprios combustíveis fósseis foram o produto das transformações energéticas produzidas pelo sol. Mas, actualmente, esses combustíveis começam lentamente a aproximar-se do esgotamento relativo, como foi previsto pelo Clube de Roma em 1972 quando do início da primeira crise do petróleo.

            Hoje, dependemos um pouco menos dos hidrocarbonetos para a produção de electricidade, mas em compensação o parque automóvel mundial aumentou muito, pelo que o consumo mundial de petróleo atinge praticamente os 87 milhões de barris diários. Além disso surgiram muitos novos países consumidores que sem atingir os níveis per capita dos países mais desenvolvidos não deixaram contudo de representar um factor de crescimento contínuo do consumo de petróleo bruto.

            O paradigma do petróleo como factor energético número um está a sofrer uma profunda transformação, pelo que os meios de transporte têm de depender mais da electricidade ou de outras fontes de energia, nomeadamente o automóvel que começa a ser híbrido e poderá vir a ser completamente eléctrico com as futuras baterias em nanotubos de carbono que permitem o carregamento quase instantâneo e o aumento das distâncias percorridas para valores iguais aos de um depósito de gasolina ou gasóleo.

            Antes do aparecimento das novas super-baterias mais leves e com mais carga, o transporte pode passar para a electricidade com o comboio, os metros de superfície e em túneis e, principalmente, com autocarros eléctricos para o serviço urbano e suburbano, os quais com os seus percursos previamente definidos podem ser utilizados por toda a parte e terem estações de carregamento em determinados locais das suas linhas de operação.

            A produção de electricidade pela via hídrica e eólica é uma realidade, mas tem limitações; o futuro está, sem dúvida, na energia solar.

            A captação pela via fotovoltaica é conhecida e permite bons resultados com investimentos quase astronómicos. Com placas de silício para o fotovoltaico a cobrirem completamente 32 km2 seria possível abastecer Portugal, mas a placas pesada está a ceder o seu lugar ao filme fotovoltaico de produção futura eventualmente mais fácil e de aplicação também mais maneável, mas a captação de grandes quantidades de energia solar transformada imediatamente na placa ou no filme em energia eléctrica continua a estar ligada a superfícies muito grandes e, como tal, boas para regiões desérticas e não tanto para áreas com muita agricultura e ocupação urbana com edifícios em altura e, portanto, menor superfície solar por consumidor.

            O futuro parece vir muito mais da chamada energia termo-solar, ou seja, de grande centrais térmicas com uma fonte de calor produzida pela concentração por meio de espelhos parabólicos da radiação solar em feixes de tubagens absorventes do calor nas quais circula um óleo térmico como o que é utilizado nas centrais nucleares. A partir daí, mas sem radioactividade, o óleo aquecido a 400ºC vai circular em permutadores de calor que transformam a água de um potente circuito em vapor de alta energia para accionar turbinas a vapor ligadas a geradores eléctricos. Tudo como nas centrais nucleares, só que o coração radioactivo é substituído pela referida concentração de raios solares. O sistema idealizado pelo Clube de Roma com a designação de Desertec destina-se a ser utilizado em larga escala no Sul da Europa e Norte de África e, principalmente, no deserto do Saara, onde há espaço e muito sol.

            Os custos destas centrais são muito elevados, pois correspondem por Megawatt aos de uma central a carvão mais o carvão para uns 20 a 25 anos. Isto com os actuais preços da electricidade.

            Contudo, em Espanha estão já 30 centrais deste tipo em construção, sendo três na região de Granada, a primeira das quais, a PS10, já funciona peto de Sevilha, e este ano começará a produzir electricidade uma das grandes centrais de Granada com capacidade para alimentar uma população de 200.000 pessoas. Claro, graças a uma generosa bonificação governamental que permite ao produtor encaixar 20 cêntimos por kilowatt. Recordemos aqui que pagamos nas nossas casas cerca de 11 cêntimos com o IVA e fora a taxa de potência contratada. Um kVA (mil volts amperes) referido nas nossas facturas corresponde a 0,85 kW (mil watts).

            Com o aumento do preço do petróleo que é acompanhado um pouco à distância pelo carvão e gás natural, as novas centrais térmicas podem ser rentáveis.

            Em países como a Espanha e Portugal e Norte de África, significam em primeiro lugar uma produção com meios nacionais, já, no caso peninsular, uma central pode ser inteiramente construído com produtos nacionais. Portugal tem tecnologia suficiente para fabricar os espelhos parabólicos e, bem assim, todo o resto, incluindo a turbina a vapor e os geradores eléctricos.

            Nesse aspecto, a produção de energia eléctrica sem emissão de dióxido de carbono e de base nacional tem uma importância fundamental, mesmo que num próximo ciclo económico rebente a bolha petrolífera, isto é, que as energias alternativas e a redução do crescimento económico produzam uma quebra brutal nos preços do petróleo bruto. Mas, para já vê-se tudo a subir.

            Saliente-se que para além das 30 centrais espanholas em construção há mais uns 50 projectos no Mundo em vias de concretização, principalmente nos EUA. Uma empresa alemã especializou-se no fabrico de tubagens para a absorção da radiação termo-solar.

            A Europa pode instalar grandes centrais termo-solares no Norte de África e receber a energia eléctrica respectiva através de cabos no Mediterrâneo. Por isso, países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Egipto estão altamente interessados, mas excepto, talvez, a Argélia os outros países referidos não possuem os capitais.

            Mais para o sul, nas costas do Marrocos, ex-Saara espanhol, e Mauritânia, as centrais termosolares podem servir para instalar grandes fábricas de dessalinização da água do mar, além de também poderem servir para a produção de hidrogénio e daí para o fabrico de hidrocarbonetos sintéticos com pouca emissão de CO2. Enfim, a alta do preço do petróleo pode gerar uma vaga de fundo de novas indústrias e tecnologias capazes de revolucionar toda a técnica actualmente utilizada e baseada nos combustíveis fósseis.

 

Foto: Central em Espanha.

 

Texto de Dieter Dellinger

           

 



publicado por DD às 23:52
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
O Não Católico da Irlanda

            A vitória do Não da Irlanda ao Tratado de Roma deve-se, sem dúvida, à Igreja Católica que naquele país é fundamentalista e terrorista como se viu na longa guerra que os católicos travaram contra os anglicanos maioritários na Irlanda do Norte.

           A Igreja Católica fez uma campanha de mentiras; os padres disseram nas missas que o Tratado de Lisboa obrigava a permitir o aborto e que o divórcio seria absolutamente livre e o casamento entre homosexuais e muitas outras mentiras que nada têm a ver com o Tratado ou a União Europeia.

            A Igreja Católica é como as outras confissões, nomeadamente a muçulmana, muito prudente quando não tem poder ou o número de fiéis é reduzido como sucede em Portugal, Espanha e no resto da Europa continental, mas raivosa e terrorista quando tem poder.

            Os países que criaram problemas à evolução da União Europeia foram os dois únicos que podem ser considerados verdadeiramente como católicos, ou seja, a Polónia e a República da Irlanda. Aí a Igreja Católica assume a sua habitual posição de ser contrária a todo o tipo de evolução. Desde o Século das Luzes com Voltaire, Diderot e outros que a Igreja Católica se opõe e combate todas as inovações do espírito humano, tanto no plano político como intelectual, científico, artísticos, etc. Só séculos depois quando as inovações foram adoptadas por quase toda a gente é que a Igreja Católica vem rever a sua posição, mas é tarde e sem qualquer significado, ridicularizando-se na sua “mea culpa”.

            Não interessa que Igreja Católica se pronuncie a favor da democracia  quando inventou a doutrina base do fascismo nas suas Encíclicas “Rerum Novarum” e “Quadragésimo Ano” que causou milhões de mortos e o holocausto dos judeus da Europa.

            A Igreja queria que o Tratado de Lisboa considerasse a Europa como uma consequência do cristianismo e a Igreja a sua raiz quando isso não é verdade; os fundamentos da Europa estão na civilização etrusca, helénica e romana. A Europa é greco-latina com o acréscimo dos povos germânicos que lentamente se deixaram civilizar e os celtas que na Irlanda ainda não chegaram à mais completa civilização com as liberdades religiosas e de consciência para todos os cidadãos. Aí, os mandamentos e os princípios religiosos imperam quase como as leis corânicas em muitos países muçulmanos. Claro, a Irlanda deve a sua independência ao catolicismo que a distinguiu do anglicanismo inglês e, como tal, tornou-se uma religião política que mostra o que pensa do Mundo e, particularmente, da pacificada União Europeia; é simplesmente contra. Esquece as duas catastróficas guerras do Século XX e as muitas guerras do passado e quando, finalmente, a Europa se une e conquista definitivamente a Paz no seu centro, a Igreja Católica, onde pode, é contra e fê-lo com êxito na Irlanda e com insucesso na Polónia onde acabou por averbar uma derrota assinalável. A Igreja Católica é dirigida por um grupo de cardeais sempre muito idosos e conservadores que não toleram nada de novo nem que isso seja a PAZ definitiva no núcleo principal da Europa. É um tique impensado dos papas, cardeais e bispos. Quando não mandam e nas democracias foram arredados do poder são contra. Não toleram não serem religiões de Estado nem terem de aceitar a igualdade de todas as confissões. Não entendem o imenso valor da PAZ.

            Em Portugal, não há conferência episcopal que não produza duras críticas aos partidos da raiz mais democrática e que não possuam no seu seio os resquícios da antiga ditadura clerical-fascista. Essas críticas são tanto mais duras quanto mais no poder estiver algum desses partidos, nomeadamente o único que exerce e exerceu o poder, o PS.

            O catolicismo é cada vez mais visto como uma múmia do passado que não se conforma com o facto de lhe terem tirado o direito de queimar pessoas no mais atroz dos sofrimentos possíveis como foram as fogueiras da “Santa Inquisição”.

 



publicado por DD às 22:34
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Motor a Água do Mar

 

 

 

 Motor Stirling a Gás Aquecido e Arrefecido que faz Mover o Êmbolo num Cilindro

 

            O engenheiro americano John Kanzius de Pittsburgh poderá ter descoberto o princípio de um motor que funcione a água do mar. Sim, apenas água salgada e não doce. A sua descoberta está a ser estudada por diversos departamentos de investigação universitários norte-americanos no sentido de chegar a uma utilização económica.

            O engenheiro americano não estudava a água para accionar um motor, mas sim para curar tumores cancerosos, sujeitando vários tipos de água à acção das micro-ondas.

            A descrição da descoberta foi publicada em várias revistas científicas e na Net, nomeadamente no “Journal of Materials Research Innovations”, na “Science et Vie”  e no sítio do físico Rustum Roy da Universidade da Pensilvânia, http://www.rustumroy.com.

            Fundamentalmente, tratou-se do seguinte: John Kanzius submeteu um tubo cheio de água do mar a uma radiação de micro-ondas com uma frequência de 13,56 MHz e potências de 100 a 250 watts, o equivalente a algumas lâmpadas domésticos e verificou que a água atingiu uma temperatura de 1.600º C e repentinamente incendiou-se. Libertou-se pois hidrogénio que se inflamou.

            Ora, o campo das micro-ondas não produz o mesmo efeito em água doce e não provoca a electrólise da água. Provocou sim uma dissociação da água em dois iões, o H30+ e 0H- , os quais não libertam hidrogénio, mas deverão ter reagido com o sal, ClNa, produzindo talvez hidrocloreto de sódio e hidrogénio molecular H2.

                Podemos pois imaginar um motor em que a água salgada passa por um injector que seria um forno envolvente de micro-ondas e projecte o hidrogénio a arder para uma turbina do tipo jacto que alimentaria um gerador eléctrico e carregaria as baterias ou faça mover um motor Stirling como o da imagem.. Ou então encontrava-se uma maneira de controlar o hidrogénio produzido sem entrar em combustão para explodir nos cilindros de um motor de combustão.

             Os motores Stirling são utilizados nos submarinos suecos anaeróbicos, isto é, que funcionam sem recurso a oxigénio do ar e também são utilizados para accionarem geradores eléctricos com o calor solar. Como o gás "quente" não necessita de muito calor para se expandir, basta um pouco mais de 20ºC, são utilizados espelhos que concentram a luz solar na parte do cilindro onde está o gás de expansão.

            Seria interessante que os laboratórios de todo o Mundo se debruçassem sobre esta descoberta, nomeadamente o português LNETI, pois a concretização de tal descoberta libertaria a Humanidade do problema do custo do petróleo que chegou hoje quase aos 130 dólares por barril e pode chegar aos 140 já na próxima semana.

 

Dieter Dellinger

 

 


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publicado por DD às 09:33
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008
Mais vale acender uma vela que chorar pelo escuro

 

 

 

            Um dos piores defeitos dos humanos é sem dúvida a tendência para arranjar bodes expiatórios e acusar uns e outros de todos os problemas e desgraças que nos acontecem a nós, humanos imperfeitos e nem sempre suficientemente “sapiens”. Foi assim com as epidemias do passado e até com os terramotos. No Portugal de 1755, a Santa Inquisição ainda arranjou uns culpados para queimar em sofrimento atroz nas suas fogueiras. Hoje, apesar da nossa pretensa civilização, a loira muito “inteligente” Sharon Stone disse que os chineses estão com um mau “karma” por tratarem mal o Tibete e daí os terramotos que têm sofrido.

            Vem isto a propósito do aumento do preço do petróleo que muita gente teima em ver apenas especulação e impostos quando se trata de um problema muito mais fundo, ou seja, de mais de 6 a 10 mil metros de profundidade. É que a essa distância da superfície parece que há bastante petróleo, principalmente no mar a mais de 250 km das costas como acontece com as recentes descobertas ao largo de Santos no Brasil, mas de extracção caríssima. O mesmo acontece com o muito petróleo existente no Canadá, Venezuela, EUA e outros países misturados com lamas e xistos, cuja extracção é cara e consumidora de muita energia, dado que o material rochoso terá de ser aquecido a temperaturas elevadas para dele se extrairem os hidrocarbonetos.

            Mas, se as descobertas vão permitir um consumo mundial de mais de 130 milhões de barris a partir dos 2025 é problemático. Actualmente a produção anda pelos 85 milhões de barris e o consumo deveria estar sem grandes aumentos nos 87 milhões. Com a alta de preços, o consumo tende a descer para o nível da produção ou mesmo abaixo. Nesse caso, é provável que o preço desça um bocado e tem descido ligeiramente nos últimos dias. Ver o Painel do Petróleo que dá o preço do “crude” logo após qualquer alteração.

            Os actuais poços de petróleo estão a esgotar-se com uma redução de 8% ao ano na produção e o aparecimento de novos poços está a um nível inferior aos necessários oitenta e sete milhões de barris diários e mais no futuro, dado que a procura está a aumentar a 1,5% ao ano, graças ao consumo ainda reduzido da China, Índia e outros países emergentes.

            A oposição teima em obrigar o Governo a descer o Imposto sobre os Combustíveis quando isso seria facilitar um problema geral que um Governo de então reconheceu como existente há mais de dez anos quando iniciou os gigantescos projectos das energias renováveis com 3 mil aerogeradores já instalados e as duas maiores centrais de produção de electricidade fotovoltaica do Mundo. São essas as velas que se acenderam e devem continuar porque ainda só produzimos 42% da electricidade que consumimos a partir das renováveis, o que significa um recorde europeu e um avanço muito grande relativamente à meta de 39% proposta pela EU para 2010. Portugal ambiciona chegar muito mais longe, projectando investir muito em dez novas barragens. De Janeiro a Março deste ano, a electricidade de origem eólica ultrapassou a produzida nas barragens.

            Portugal é hoje o segundo maior produtor per capita de electricidade de origem eólica e o quinto mundial em volume, logo a seguir à Dinamarca, estando a tornar-se numa potência industrial do sector com capacidade para produzir as gigantescas pás em plásticos reforçados por fibras de vidro, torres, equipamento eléctrico de transformação, rectificação e geradores eléctricos, além de material mecânico diverso.

            Para além das centrais eólicas e produção de painéis fotovoltaicos, incluindo o filme fino voltaico mais barato. Muitas indústrias nacionais estão cheias de entusiasmo a desenvolver e inventar novos métodos de produção de electricidade a partir do sol, havendo quem tenha inventado novos sistemas da base da concentração do calor por meio de espelhos. E na biomassa, o INETI está a trabalhar activamente em novos modelos de produção de metano de origem orgânica, nomeadamente a partir de certas algas.

            Enfim, as velas estão acesas, não há necessidade de chorar por estar escuro.

 



publicado por DD às 23:39
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Painel do Brent

 

 

O indicador de cima mostra sempre o último preço do barril de petróleo bruto Brent que serve de referência aos fornecimentos europeus, portanto, a Portugal. E isto a qualquer momento em que se verifique uma alteração de preço a toda a hora do dia ou da noite.

 

Desde o valor máximo de 135 dólares, o barril desceu para 122,14 e, como tal, para o nível de Janeiro deste ano, como se observa no gráfico aqui apresentado.

 

Porque espera a Galp para fazer descer o preço dos combustíveis? Foi só um cêntimo no Sábado passado?

 

Às 22 H de 05.06.08: Infelizmente, o preço do "crude" voltou a subir. Por incrível que pareça, cerca de cinco dólares em poucas horas.

 

Não é possível tirar quaisquer ilações sobre a evolução dos preços nem admitir a possibilidade de fazer previsões sobre o petróleo e tudo o que diz respeito à economia mundial e, como tal, também nacional. Actualmente, só mesmo os parvos é que falam em previsões correctas.

 

Talvez amanhã seja um dia melhor.

 

Esperemos pelo 6 de Junho e dias seguintes.

 

6 de Junho: Afinal a tendência de baixa inverteu-se subitamente e o "crude" chegou quase aos 140 dólares.

 

Para onde vamos? Para uma gigantesca crise económica mundial?

Tudo a bater no ceguinho.

O pior é que muitos povos do Terceiro Mundo que não possuem petróleo vão entrar em grande crise.

 

O Governo Sul-Africano do ANC foi muito estúpido quando acabou com as fábricas de gasolinas sintéticas deixadas pelos brancos. Agora tem de pagar bem caro o gasóleo e as minas já não podem trabalhar uma semana inteira; trabalham dia sim dia não ou menos ainda porque não há dinheiro para os combustíveis que gastam os seus equipamentos.


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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
É Fundamental Poupar Combustível

 

É fundamental poupar combustível; seja gasóleo, seja gasolina. E quem mais que o cidadão privado o pode fazer. Os privados possuem mais de cinco milhões de viaturas em Portugal, pelo que basta que dois ou três milhões façam o esforço de não utilizarem os seus carros para que haja uma queda brutal nas vendas, tanto de combustíveis como de petróleo bruto à entrada das duas refinarias da Galp.

            Há noticiário que aponta para uma quebra brutal da venda dos grandes carros nos EUA, principalmente dos SUV e semelhantes. A Ford anunciou uma quebra de vendas de mais 20 mil SUVs este ano. Em contrapartida, os americanos estão a comprar mais carros pequenos que são económicos. E nos EUA o galão (4,5 litros) de gasolina está a ser vendido a um pouco mais de 2 dólares, o que dá 44 cêntimos do dólar ou 0,275 cêntimos do euro. Apesar de o preço ainda estar baixo, muita gente protesta nos EUA e os carros com motores de 200 cavalos e cilindragens de 3 a 4,5 litros estão a ser postos de lado. Saliente-se que os grandes camiões Mack dos EUA funcionam a gasolina com consumos de 100 litros aos 100 km.

            A União Europeia tem cerca de 250 milhões de viaturas, pelo que a paragem de todas as que não são absolutamente necessárias para ir para o trabalho, ou trabalhar mesmo, significa bem mais de 150 milhões de carros e uma quebra brutal nas vendas de petróleo bruto por parte dos países produtores e combustíveis pelas empresas gasolineiras, além da redução na receita dos impostos.  Para além disso, os especuladores que apostam nos futuros e colocam o seu dinheiro em petróleo bruto acompanham o nível de vendas e se verificarem que estas descem abruptamente, retiram logo o seu dinheiro com ordens de venda e assim a especulação vira-se ao contrário, pois vai induzir uma quebra ainda mais acentuada nos preços.

 

            Por isso, seria aconselhável que não se saísse para fora nos feriados e utilização de viaturas fosse limitada.

 

            Digo isto porque o sector profissional com os transportes públicos não pode poupar muito. Estes últimos têm mesmo de gastar mais dada a afluência de passageiros. Claro, os camionistas TIR não devem ser poupados, pois chegam carregados de mercadorias europeias e chinesas que vão buscar a Roterdâo e vão para fora vazios. Não vejo algum mal que os produtos chineses sejam mais caros como as maças francesas, os morangos espanhóis, as batatas irlandesas e a uva chilena que vão buscar a Roterdão ou Luxemburgo. Além disso, abastecem-se com o gasóleo tão, tão barato em Espanha e França, que os camionistas desses países também protestam. Curiosamente, não por ser barato, mas por ser caro.

 

            Os serviços públicos com as autarquias também devem analisar os movimentos das suas viaturas e saber se podem ou não poupar e podem mesmo.

 

            Pergunta-se aqui ao Sr. Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Tavira, se precisa mesmo de 200 viaturas numa cidade tão pequena. E se não pouparia muito mais se fizesse uma análise séria das viaturas que necessita e das que estão entregues a funcionários, vereadores e ao próprio presidente da autarquia no sentido de saber se necessitam do carro dado pelo Município e se vivem tão longe assim da CMT. É incrível que o Macário não tenha vergonha de vir dizer ao País que tem 200 viaturas ao seu serviço e, ainda por cima, vai abastecer-se a Espanha, fazendo cada viatura bem uns 40 km para o ir e vir a Ayamonte. Cada reabastecimento das 200 viaturas significa uns 8.000 kg percorridos com um gasto de uns 1.200 litros de gasóleo e gasolina, no qual economiza uns 40 cêntimos por litro se a Espanha não aumentou agora os combustíveis. Poupava pois 480 Euros e quanto custam os 1.200 quilómetros das viaturas? Certamente, mais de  500 euros.

 

 

 

            Parece que o Macário não deve ser lá muito bom de contas e  vai gastar bem mais com o reabastecimento em Espanha.

 

            Poupemos pois combustíveis para CASTIGAR toda a gente: Galp, Repsol, erc.. Mais OPEC, outros países produtores, especuladores e Governo, além de fazermos muito bem às nossas carteiras e contas bancárias.

 



publicado por DD às 16:30
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