Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Domingo, 24 de Agosto de 2008
Pequenas e Grandes Coisas

 

 

 

            Sócrates foi a Santo Tirso inaugurar um “call center” da PT que dará trabalho a 1.200 pessoas. Foi criticado por isso. No Expresso, um tal Oliveira não achou bem e criticou o facto de os empregos virem de empresas fornecedoras de mão-de-obra e que seria mesmo de fora de Santo Tirso, apesar de aí o desemprego ser elevado, mas principalmente entre pessoas com a quarta classe. Esses, na minha opinião são já muito idosos; os desempregados da região têm mais habilitações que isso, mesmo que não tenham completado o 12º ano. De qualquer maneira, são empregos com salários da ordem dos 500 a 600 Euros. Pouca gente se vai deslocar por isso. A PT ou quem quer que seja não pode deixar de contar com a prata da casa que é dizer da região.

            O PM é um político e aproveita a deixa para incentivar a economia e veicular a mensagem que se pode fazer mais pelo emprego. De resto, com 135 mil novos empregos criados, Sócrates está quase a cumprir a promessa dos 150 mil e não tenho dúvidas que o conseguirá até Outubro ou Novembro de próximo ano, tanto mais que a terrível crise da alta do petróleo e dos produtos alimentares está a revelar-se como uma falsa crise, tão grande foram as quebras nos preços respectivos verificadas nas últimas semanas e dias, revelando que os grandes economistas do país e deste e daquele Mundo não tinham a mais pequena compreensão dos mercados mundiais. O Sr. Trichet com os governadores dos Bancos Centrais e os muitos economistas dos sectores de estudo e prospecção falharam em toda a linha. Onde viam uma catástrofe mundial e uma gigantesca depressão americana, está agora uma situação a normalizar-se. Ninguém sabe nada do futuro; só depois é que somos inteligentes.

            Mas, Sócrates como PM e político tem o direito de inaugurar o que entender e o tal Daniel de criticar. Só que a crítica tem levado a melhor sobre o partido do governo. Ainda ontem, a TSF esteve 24 horas a dizer de meia em meia hora que a Maternidade Alfredo da Costa está com cinco médicos nas urgências quando devia estar com oito. É lamentável, mas estamos no verão, em Agosto, e há quem queira e tenha o direito de gozar férias neste período; nas gavetas do Ministério da Saúde não há médicos especialistas arquivados para serem utilizados na época das férias ou para substituir médicos doentes ou acidentados. Que venha algum governo com uma solução para isto. A própria TSF reduziu os seus noticiários a um mínimo dos mínimos e repete-os até se tornarem insuportáveis. Claro, a TSF tem jornalistas de férias. Porque não?

            Todos os anos, o drama de verão vem noticiado como se fosse estrutural. É a falta de médicos ou enfermeiros um pouco por toda a parte em unidades que não pararam a sua actividade e que estão a pagar horas extraordinárias para que o pessoal que ficou consiga evitar paragens de funcionamento. Será sempre assim no futuro.

            Nos meios de comunicação, quase com excepção do Expresso que é muito isento, os pequenos problemas do dia-a-dia são batalhados como se fosse a catástrofe final do País e ajudam muito a desmotivar as pessoas. Até entre os crimes violento vêm enumeradas pequenas situações de um homem que apontou uma faca a uma empregada de uma bomba de gasolina para sacar 150 euros e fugir. Outros são bem mais importantes como o assalto a uma carrinha blindada com explosivos, sem vítimas. Pena foi que tivesse sido revelado o montante roubado, o que não deixará de atrair muito mais gatunagem, incluindo estrangeira, no futuro. Foi erro extremamente grave da Prossegur ou da polícia ou seja de quem for. Essa revelação veio pôr em perigo a vida dos empregados da empresa em causa e até de outras.

            Acho mesmo, que deverão ser mobilizadas algumas forças militares para circularem nas auto-estradas e acompanhar carrinhas de transporte de valores e proteger bombas de gasolina, etc., a par das patrulhas normais. Muitos militares destacados para a Bósnia foram, na verdade, fazer o papel de polícias, patrulhando estradas e vilas, pelo que não vejam que o não possam fazer na terra natal. O pessoal da PSP e GNR trabalha seis horas por dia e tem direito a um mês de férias e, provavelmente, não está disposto a gozá-las no Inverno ou serem escaladas ao longo de todos os 12 meses do ano.

            Mas, a crítica essencial que ouvimos todos os dias é a das pequenas coisas e cada vez mais pequenas que dão a impressão que está tudo mal. Num país de 10,4 milhões de habitantes, há, evidentemente, todos os dias um acontecimento nefasto. E se não houver nada de especial, há, no verão, um bocado de mato que ardeu ou um ou mais acidentes de automóveis. Quem os não teve ao longo de uma vida de condutor? E quem não foi culpado?

            O noticiário que vem de fora revela bem que não há máquinas nem homens infalíveis. Porque os haveria de haver por cá?

 

           

           

 



publicado por DD às 20:39
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
Afinal, os Submarinos são necessários

 

 

Afinal os submarinos são bem necessários, contrariando as declarações do Ministro da Economia, que considera o seu custo uma despesa extravagante.

            Custam muito dinheiro é certo, como custaram as auto-estradas, as barragens, etc., etc.

            Mas, os submarinos adquiriram uma nova actualidade com as palavras do líder do PSD na Madeira, Alberto João Jardim, ao ameaçar Portugal de receber uma ordem de despejo do Arquipélago e de que quem quer ter ilhas no Atlântico tem de as pagar.

            Relacionando estas palavras com o sucedido no Kosovo e agora na Ossétia do Sul com apenas 70.000 habitantes, chegámos à conclusão que o soba madeirense pode querer vender a Pátria a quem der mais dinheiro, já que de há muito que a sua política é o dinheiro.

            E pode dar-se o caso de outro soba PSD vir a ser eleito nos Açores e querer também vender a Pátria aos americanos, por exemplo, porque a outros eles não deixarão.

            Numa situação dessas, os novos submarinos são uma excelente arma para bloquear portos e evitar o acesso de material de guerra ou forças de apoio aos eventuais separatistas.

            Os novos submarinos podem navegar sem serem detectados e, como tal, serão uma ameaça a qualquer agressor. E não devemos esquecer que uma defesa intransigente pode derrotar uma grande potência, pois atrás estará sempre do lado do agredido a força imensa da opinião pública mundial. Só esperamos é que não seja verdade que o 209PN é o modelo U-214 rejeitado pela Grécia por deficiências várias e que a designação U-209 serve para disfarçar dado o êxito obtido com esta classe de navios que são construídos há muitos anos. Excepto os hélices, tudo no U-209PN permite dizer que são, pelo menos, uma versão, talvez, simplificada do U-214 e corrigida dos seus defeitos.

            O navio de apoio logístico seria igualmente muito útil. Pena é que não haja dinheiro para o mandar construir, mesmo com os desenhos fornecidos gratuitamente.

            Parece que falta verba para comprar os motores e radares para os dois navios patrulha oceânicos NPO200, cujos cascos estão feitos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

            Com os submarinos, o navio de apoio logístico e sete modernas fragatas, não seria possível separar a Madeira e os Açores da Pátria Portuguesa a que sempre pertenceram e por portugueses sempre foram povoadas.

            Se há não portugueses como Alberto João, há muitos mais patriotas, tanto aqui no Continente como nas Ilhas Portuguesas do Atlântico.

 

           

 



publicado por DD às 21:43
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Uma Obsessão

 

 

 

 

Devemos acabar com a obsessão do crescimento pois todos os dados aprofundados das economias mundiais revelam que o crescimento é sempre uma consequência do aumento de valor próprio do produto.


Valor próprio do produto é a taxa de exploração da mão-de-obra ou mais valia absorvida pela empresa e Estado, portanto, a diferença entre o custo real do bem ou serviço e o preço de venda.


Portanto, só quando a taxa de exploração do trabalho aumenta é que são libertados capitais para investir e só nessa medida é que vem capital estrangeiro ou nacional empregar trabalhadores.


Em países como a Alemanha, a Suécia, a Dinamarca, etc. a taxa de exploração aumentou muito e com os respectivos resultados tornou-se possível lançar novas marcas e aumentar o capital fixo (máquinas, etc.) no ciclo de produção.


O país que mais aumentou a taxa de exploração foi a China que entregou à gula capitalista centenas de milhões de trabalhadores, sendo a maior parte oriundos das cooperativas agrícolas e industriais de aldeia, vila ou cidade. Na cooperativa, o produto não crescia muito dado o equilíbrio entre estrutura cooperativa e trabalho. Com o capitalismo multinacional, o trabalho foi quase escravizado e passou fazer prodígios em termos de valor próprio dos bens produzidos.


O próprio desemprego, infelizmente, só diminui se aparecerem mais estruturas a intensificar a taxa de exploração do trabalho. Os capitais procuram a reprodução com o trabalho desempregado ou emigrante se o valor próprio dos seus bens aumentar.


As leis da economia são leis infelizes, agressivas e extremamente competitivas em que o trabalho serve o apetite do capital. É assim, mas na prática não foi encontrada qualquer alternativa de grande dimensão. E capital tanto é o privado como o estatal e o colectivo, neste último caso, estradas, barragens, jardins, etc. que servem a colectividade, mas não deixam de ser produto de trabalho com valor absorvido pelos "brokers" ou intermediários do poder, os políticos e administradores.

O trabalho explorado começou a concretizar a primeira agricultura há dez mil anos, construiu as primeiras civilizações sumérias e depois as pirâmides do Egipto até chegar às grandes obras da actualidade, incluindo a objectos tão admirados como o Airbus 380.


O Mundo é mau e serve os interesses dos humanos organizados em forças de pressão e conquista de poder, mas somos todos iguais; conforme as condições e situações, todos fazemos o mesmo que é explorar tudo desde a natureza aos outros humanos. A minha consciência é a de que sou igual a todos e todos são iguais à minha pessoa. O todo humano é uma única pessoa. Devemos talvez alterar as circunstâncias?

 

 

 

 

 



publicado por DD às 21:55
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Rússia: Velhos soldados com material antigo

 

Míssil anti-tanque Spyke israelita também em uso no exército da Geórgia.

 

 

 

Nas imagens televisivas e fotográficas do exército russo na Geórgia salta à vista a “velhice” dos seus soldados, aparentemente tão ou mais velhos que os seus tanques T-72 modelo de 1971 com peça de 125 mm e as suas “Avtomat Kalashnikova Model 1974”. Homens com 35 a 40 anos em material da mesma data em termos de modelo ou mesmo de fabrico e oficiais com muito cabelo branco. Trata-se do resultado de as Forças Armadas russas serem constituídas em grande parte por profissionais e terem um serviço militar obrigatório de 12 meses, o que não dá para criar verdadeiros especialistas, mas permite mobilizá-los e continuar a sua preparação durante algum tempo em escolas de armas.

Os velhos T-72 fazem muito barulho e expelem muito fumo dos seus motores diesel de 12 cilindros e 500 cavalos, o que é pouco para fazer andar uma máquina que pesa mais de 40 toneladas. Os “poderosos” canhões de 125 mm provocam geralmente um recuo muito forte que parte as transmissões se for disparado a andar e engrenado. O comandante do tanque dá duas vezes a ordem de fogo. A primeira é para o motorista desengatar a caixa de velocidades e a segunda para o atirador disparar.

São visíveis nas imagens, as velhas torres redondas em aço vazado ou fundido sem a laminagem frontal de alguns modelos mais modernizados. Os georgianos usam os mesmos tanques de fabrico ucraniano, mas cobertos com “tijolos” de um material reactivo que ao receber um impacto de bala de canhão ou míssil reage explosivamente em sentido contrário para reduzir a pressão sobre a blindagem do tanque.

Os tanques são extremamente vulneráveis aos excelentes mísseis israelitas anti-tanque “Spyke” que podem ser auto-dirigidos ao alvo ou filo-guiados pelo atirador. De resto, perante a eficácia deste tipo de míssil e de outros, os próprios israelitas pretendem deixar de possuir tanques, tendo mesmo cessado a produção dos seus notáveis tanques “Merkva”, tidos como dos melhores do mundo. Claro, mesmo com esses mísseis, utilizados a pé pelos georgianos ou numa viatura blindada de fabrico turco “Cobra”, a diferença em termos de concentração de fogo é imensa da parte da Rússia, principalmente devido ao poder da sua força aérea comparada com a quase inexistência de arma aérea da Geórgia, limitada a pouco mais de vinte aviões subsónicos de ataque ao solo.

 

            Tanto o exército russo como o georgiano utilizam a Kalashnikova AK-74M, uma excelente modernização da velha AK-47, a arma que mais gente matou em toda a História da Humanidade e sem ter entrado numa guerra mundial ou de grande escala. A AK-74M foi uma resposta soviética à redução de calibre das armas da Nato, pois dispara uma bala de 5,45 mm com um alcance letal de 1.350 metros e foi introduzida nas forças soviética em 1974, sendo já a arma mais utilizada no Mundo por ter sido adoptada pela Rússia, Ucrânia, China, Índia e muitos outros países ex-soviéticos e do Terceiro Mundo.

 

 

A Rússia possui umas forças armadas com 1 milhão e 37 mil homens e anunciou que foi atacada pela Geórgia, cujas FAs se limitam a 32 mil homens organizados em cinco pequenas brigadas de infantaria, uma de artilharia e uma de blindados.

Além disso, a Federação Russa abrange 17 milhões de km2 de terra com a linha mais longa entre leste e oeste de 8 mil km. A Geórgia compreende 52 mil km2, um pouco mais de metade de Portugal. Enquanto que os russos são 145 milhões, os georgianos andam pelos 4,9 milhões.

 

Enfim, a Guerra do Cáucaso parece ser a da formiga contra um velho paquiderme.

 

 

 

                    T-72 com os “tijolos reactivos” do exército da Geórgia

 



publicado por DD às 00:13
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
2.º Trimestre de 2008: a economia portuguesa melhorou
 
A taxa de desemprego do 2º trimestre de 2008 foi de 7,3%
A taxa de desemprego estimada para o 2º trimestre de 2008 foi de 7,3%. Este valor é inferior ao observado no período homólogo de 2007 em 0,6 pontos percentuais (p.p.) e ao observado no trimestre anterior em 0,3 p.p.. A população desempregada foi estimada em 409,9 mil indivíduos, correspondente a um decréscimo de 0,69% face ao trimestre homólogo e de 0,4% em relação ao trimestre anterior. O número de empregados aumentou 1,4% quando comparado com o mesmo trimestre de 2007 e 0,7% relativamente ao trimestre anterior.
Produto Interno Bruto cresceu em Volume 0,9% no 2º Trimestre de 2008
A Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto (PIB) aponta para um crescimento de 0,9% em volume no 2º trimestre de 2008 face ao período homólogo, a mesma taxa registada no trimestre anterior. O PIB no 2º trimestre de 2008 terá aumentado 0,4% face ao trimestre precedente.
Taxa de Inflação Homóloga diminui para 3,1% - Julho de 2008
Em Julho de 2008, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma taxa de variação homóloga de 3,1%, três décimas de ponto percentual (p.p.) inferior ao valor observado em Junho de 2008. A variação mensal situou-se em -0,6% e a variação média dos últimos doze meses manteve-se em 2,7%.
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação de 3,1% face a Julho do ano anterior. O IHPC apresentou uma variação de 0,5% entre Junho e Julho de 2008. A taxa de variação média dos últimos doze meses manteve-se em 2,7%.
INE - Instituto Nacional de Estatística


publicado por DD às 21:29
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Rendimento Social e Pobreza em Portugal

 

pobreza na Alemanha

 

 

O Expresso conseguiu encher duas páginas inteiras sobre o Rendimento Social de Inserção com casos de pessoas e a informação de que 334 mil pessoas vivem de subsídios, mas nada diz sobre o que é verdadeiramente o RSI e quais os montantes tidos como rendimentos que as pessoas devem auferir como mínimos.

O Semanário de Balsemão informa que o Estado paga em média 231,23 Euros por família e 88,08 por pessoa, o que são valores extremamente baixos que nos dariam a ideia que seriam esses os mínimos reais e nos encheriam de vergonha.

Na verdade, a Lei 53B/2006 instituiu o “Indexante de Apoios Sociais” (IAS) que substituiu a “Retribuição Mínima Mensal Garantida” (RMMG) e que no Orçamente deste ano foi atribuído o valor mensal de 407,41 com duas prestações adicionais por ano. Isso de 14 salários ou prestações é coisa muito rara na Europa.

O Artigo 10 do RSI atribui a uma família um IAS por cada um dos dois adultos e 70% do mesmo por cada outro indivíduo maior que pode ser filho ou pai ou mãe de um dos membros do casal, por exemplo, e 50% por cada filho menor.

Assim, uma família normal com dois cônjuges e um filho teria direito a um rendimento mensal ilíquido de 1.018,52 euros e com dois filhos a 1.222,22 euros. E sem filhos a 814,82 euros. Estes valores são inferiores ao limiar da pobreza verdadeira, seriam antes valores limites entre a pobreza e a miséria, mas, mesmo assim, foram muito criticados pela direita e Bagão Félix elaborou a lei de modo a considerar como indexante, ou valor da prestação máxima por adulto, a Pensão Social que na altura andava pelos duzentos e tal euros e teria ficado por aí se não estivesse no poder o PS.

No mesmo jornal Expresso (Economia) vem a queixa de um industrial de sapatos que não consegue os 15 trabalhadores de que necessita, especializados em montagem e costura de sapatos, a quem pretende pagar um salário bruto de 600 Euros que é capaz de dar uns 530 euros líquidos mais coisa menos coisa. Claro que o desemprego em Portugal não é tanto que permita encontrar especialistas em qualquer ramo de actividade a 600 euros mensais. O Expresso coloca o limiar da pobreza de uma família com dois filhos nos 768 euros mensais, que eu diria ser o limiar da extrema miséria. Assim, o industrial Joaquim Moreira da empresa Felmini de Felgueiras quer mesmo pagar salários de extrema miséria e a besta ainda se queixa que ninguém quer trabalhar para ele, o explorador ganancioso.

Numa situação de salário de 600 euros; se os dois elementos do casal forem trabalhar para a fábrica, teriam eventualmente direito a um pequeno apoio, mesmo sem filhos, e com filhos a mais se os abonos de família não cobrirem as diferenças, mas se for só um elemento a trabalhar, então o Estado terá de entrar com alguns 600 a 700 Euros ou coisa que o valha ou mais conforme o número de filhos. O Expresso coloca o limiar de pobreza de uma família com dois filhos nos 768 euros mensais; antes limiar da miséria extrema. Claro, a maior parte das famílias em situação de grande pobreza vive em casas sociais em que paga rendas mínimas e que correspondem a um acréscimo de rendimento real de 250 a 500 euros conforme a tipologia do apartamento.

Bagão Félix deixou na sua lei uma injustiça que não foi reparada pelo actual governo que é a do RSI terminar nos 65 anos. É certo que há pensões sociais e apoios diversos para pagamento de renda de casa, mas talvez o valor do RSI devesse coincidir com o valor indexante para quem esteve inscrito na Segurança Social e descontou, pelo menos, quinze anos.

O problema da pobreza tem a ver com os baixos salários, por um lado, e algumas situações de vida resultantes de deficiências de saúde ou simplesmente de sociabilidade ou inserção social. Para estas últimas há cursos e esforço estatal para conseguir empregos e inserção, mas nem sempre com êxito como revela o Expresso nalguns exemplos.

 

Portugal tem 18% de pobres contra 16% na Europa, o que contrasta com as diferenças do PIB ou RNB (Rendimento Nacional Bruto), já que a diferença em termos de pobreza é de 12,5% mais que a média europeia e o PIB é inferior em mais de 25% e o RNB em mais de 32% e é este último indicador que conta mais, já que é o PIB expurgado dos rendimentos transferido para o exterior menos os que vieram de fora. Isto pode significar que os rendimentos em Portugal estão mais distribuídas, mesmo que a diferença entre o homem mais rico e o mais pobre seja muito grande. Mas, na Alemanha, por exemplo, a riqueza de um Amorim é quase uma pobreza comparada com o que tem  a família proprietária da VW e da Porsche ou a da BMW, empresas que quase ultrapassam o PIB português.

 

PS:

Artigo 10.º
Montante da prestação do rendimento social de inserção

1 - O montante da prestação do rendimento social de inserção é igual à diferença entre o valor do rendimento social de inserção correspondente à composição do agregado familiar, calculado nos termos do n.º 2, e a soma dos rendimentos daquele agregado.

2 - O montante da prestação a atribuir varia em função da composição do agregado familiar do titular do direito ao rendimento social de inserção e de acordo com as seguintes regras:

a) Por cada indivíduo maior, até ao segundo, 100% do montante da pensão social;    (407,41 x 2 = 814,82) – colocado pelo autor do blog.

b) Por cada indivíduo maior, a partir do terceiro, 70% do montante da pensão social; (285,12)

c) Por cada indivíduo menor, 50% do montante da pensão social; (203,70)

família com 1 filho = 1.018,52 / com 2 filhos = 1.222,22

d) Por cada indivíduo menor, 60% do montante da pensão social, a partir do terceiro filho. (244,45)

 

 



publicado por DD às 19:16
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Guerra no Cáucaso: A Culpa é de Lenine

 

 

            É curiosa uma guerra travada por uma potência com mais de 17 milhões de quilómetros quadrados de superfície e 147 milhões de habitantes por um território de 3.200 km2 e 70.000 habitantes que pertenceu à República da Geórgia, ex-soviética e que se tornou independente em 1991. Efectivamente, a Ossétia do Sul tem menos de um terço da área da Região de Lisboa e Vale do Tejo (11.000 km2) e tantos habitantes como duas grandes freguesias de Lisboa.

            Claro, junta-se aqui o território da Abcásia com 8.600 km2 e 250.000 habitantes, cuja minoria de habitantes russos tem sido instigada a revoltar-se contra a Geórgia, cuja área também não é muito grande, ou seja, 59.700 km2 e quase cinco milhões de habitantes, contando com as duas regiões que a Federação Russa pretende e conseguiu praticamente desligar da Geórgia.

            O conflito é complexo e mostra que a Rússia não aceita as muitas independências que saíram do imenso Império Soviético. Lenine denominava o Império quando era czarista como uma prisão de nações e depois ordenou a conquista de todas as que se declararam independentes na sequência da Revolução Bolchevista de Outubro de 1917.

            Em Janeiro de 1921, Lenine assina em Moscovo um Tratado que reconheceu a independência da Geórgia e em Fevereiro do mesmo ano ordena ao 11º Exército Vermelho que conquiste aquele país como o fez também com a Ucrânia e muitos outros territórios colonizados que se declararam independentes.

            Estaline, apesar de georgiano, tudo fez para que a República Soviética da Geórgia não fosse independente e criou a situação actual ao promover a imigração para partes daquele território de uma população russa.

            Dada pois a pequenez do território em causa é óbvio que os dirigentes da Federação Russa estão dispostos a voltar a imperar naquilo que foi o seu longo império que durou dos tempos dos Czares ao fim do Comunismo.

           Putine avisou que não queria a Ucrânia na Nato e se fosse por esse caminho apontaria armas nucleares aos ucranianos, o que estes responderam que estão a pensar em voltar a ter bombas atómicas, já que dispõe do conhecimento tecnológico e de plutónio ou urânio enriquecido em quantidade suficiente. Recorde-se que a Ucrânia entregou aos russos todos os mísseis e ogivas nucleares que estavam no seu território antes da independência.

            O problema complica-se muito porque os antigos países oprimidos voltam-se para o Ocidente e, em particular, para os EUA à procura de apoios, enquanto a Europa e os EUA não querem entrar numa situação de conflito com a grande Federação Russa que se está a tornar num importante parceiro comercial da Europa. Talvez para os fabricantes de armamentos a situação parece vir a ser óptima, tanto mais, que a maior parte dos países europeus utilizam muito material antigo como aviões de transporte e helicópteros com trinta ou mais anos de idade, etc., tanques e canhões com décadas de existência, etc.

            Mas, não há alternativa, a Geórgia sairá derrotada, apesar do apoio dado pelos presidentes de um vasto conjunto de países que estiveram sob o jugo moscovita soviético.

 

            Curiosidade: O petróleo não aumentou com o conflito, até está descer. Vá-se lá perceber isso.

 



publicado por DD às 23:22
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Domingo, 10 de Agosto de 2008
Os Russos Falham o Primeiro Bombardeamento ao Oleoduto Baku-Cehyan

 

O poderoso caça-bombardeiro SU-34           

  

 

          Caças bombardeiros russos do último modelo – SU-34 – tentaram aumentar o preço mundial do barril de petróleo em cinco ataques contra o oleoduto que leva petróleo do Azerbeijão, Baku, para o porto turco de Ceyhan no Mediterrâneo. Com isto, a Federação Russa quer impor ao Mundo a sua vontade de separar da Georgia a Ossetia. Os vários mísseis lançados pelos caças-bombardeiros russos caíram em campos de produção de cebolas, falhando todos o oleoduto, mas é provável que tenha sido suspensa a actividade do “pipe line” para evitar a eventual destruição de grandes secções do mesmo por incêndio do petróleo contido no seu interior.

 

            Ambos os lados acusam-se mutuamente de promover “limpezas étnicas”; os russos dizem que os georgianos estiveram a expulsar ou matar habitantes russos da província de Ossietia, enquanto os georgianos afirmam o mesmo, mas relativamente a pessoas etnicamente georgianas.

            O embaixador russo junto da Nato, Dmitry Rogozin, referiu mesmo que estaria em curso um holocausto de uma parte do povo da Ossietia do Sul e que 30.000 russos já se teriam refugiado na vizinha Rússia.

            Trata-se de mais uma guerra de povos, mas que entra uma potência altamente industrializado e que está a causar destruições típicas das guerras de país com grandes indústrias, prosseguindo também objectivos industriais como o ataque falhado ao oleoduto Baku-Ceyhan. Até agora, o barril mantém-se ao "baixo" preço de 115,20 dólares. Por quanto tempo mais?

            É evidente que a Geórgia com os seus 56 mil km2 e menos de cinco milhões de habitantes não tem meios para enfrentar o poderoso vizinho com uma população de 145 milhões, a não ser numa guerra assimétrica ou de guerrilha, o que pressupunha a ausência de “limpezas étnicas” por parte dos russos.

            A Geórgia pode possuir um certo número de mísseis anti-aéreos fabricados na Ucrânia, mas não tem uma força aérea digna de nota. Recordemos que o PIB por habitante da Geórgia é cerca de um quinto do português e andamos todos a chorar a acreditar que somos os mais pobres do Mundo. Estaline, apesar de ter sido georgiano, não deixou muito desenvolvimento naquelas paragens.

 

 

                                  Os mísseis do SU-34

 

 

 

 

O que está verdadeiramente em causa; a venda do petróleo do Azerbeijão e do Turquemenistão à União Europeia, sinal que há problemas de concorrência que justificam as últimas quedas no preço do barril



publicado por DD às 00:08
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Revista de Marinha - Agosto/setembro de 2008

             

 

            A Revista de Marinha de Agosto/Setembro já saiu e pode ser adquirida nas principais casas especializadas em revistas.

            Na capa traz uma foto da cerimónia de lançamento do novo submarino para a Marinha Portuguesa, o NRP Tridente que deverá ser entregue em 2009.

            O artigo de abertura é dedicado a este submarino, já largamente divulgado em números anteriores da RM. Trata-se de uma unidade designada por U-209PN quando, na verdade, corresponde mais ao U-212, tanto pela forma do casco como pelo facto de vir equipado com as famosas células de combustível que permitem carregar as baterias no fundo do mar sem recorrer ao motor diesel.

 

O NRP "Tridente" já a flutuar

 

            O NRP “Tridente” será capaz de atingir os 20 nós em imersão e terá uma autonomia de 45 dias, podendo estar uma parte desse tempo imerso sem provocar o mais pequeno ruído, o que o torna uma temível arma de defesa da costa e interdição de qualquer porto de mar. Enfim, a Armada nacional vai ficar dotada com duas excelentes armas que serão sem duvido uma importante contribuição para a independência e soberania de Portugal neste Mundo excessivamente aberto e globalizado. Pode mesmo dizer-se que só as Forças Armadas são verdadeiramente nacionais e não podem ser privatizadas nem vendidas a estrangeiros, excepto as suas instalações fabris como aconteceu com as OGMA entregues pelo Governo PSD/CDS aos brasileiros da Embraer que assumiram assim uma espécie de controlo da FAP. Esperemos que não aconteça o mesmo ao Arsenal do Alfeite.

            A Revista apresenta o terceiro artigo sobre a actual marinha russa, escrito por Dieter Dellinger e dedicado aos submarinos estratégicos da Federação Russa que começaram a ser substituídos por novas unidades, pois a última foi incorporada há dezoito anos.

            Noutro artigo do director da Revista vem a descrição das novas corvetas SIGMA da Armada Holandesa, as quais parecem ser quase cópias dos NPO2000 em construção nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

            Para além de muito noticiário sobre navios, portos e marinha desportiva, vem na Revista um interessante artigo do vice-almirante Alexandre da Fonseca sobre o caíque “Bom Sucesso” de Olhão que em 1808 foi ao Brasil informar o Príncipe Regente D. João, futuro D.João VI, do êxito do levantamento do Algarve contra os franceses de Junot e das disposições governativas tomadas pelos resistentes ao inimigo externo e da necessidade do aval real.

            Foi uma notável viagem num barco de 18 metros apenas de comprimento destinado à pesca costeira, digna dos grandes navegadores portugueses das descobertas.

            Num pequeno texto vem a notícia do embarque em Setúbal de três caldeiras de recuperação de grande porte destinadas à Central Térmica de Grain, no Reino Unido, fabricadas pela fábrica Alstom de Setúbal no valor de 17 milhões de euros. A fábrica do grupo Alstom na Mitrena, Setúbal, emprega 350 trabalhadores e exporta quase toda a sua produção. Sem sair da península de Mirena, a RM apresenta os excelentes resultados da actividade de reparação naval da Lisnave no primeiro semestre deste ano.

            O comandante Augusto Salgado voltou a brindar a revista com um excelente artigo de arqueologia naval dedicado sob o título “O Egipto Submerso”, relatando o muito que arqueologia submarina tem feito naquele país para encontrar os restos de uma fascinante civilização velha de muitos milénios.

            Ainda encontramos na RM, uma descrição detalhada das principais embarcações olímpicas que foram a Beijing com tripulações portuguesas, das quais há razões para acreditar que tragam algumas medalhas para Portugal.

 

            A assinatura anual da Revista de Marinha custa 12,50 e pode ser requerida por e.mail para revistamarinha@netcabo.pt ou para o Fax 21-3019081 ou telefone 213012323.

            A sede é na Rua Fernam Gomes, 20 / 1400-143 Lisboa, perto de Algés.

           

 



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Domingo, 3 de Agosto de 2008
O Insulto dos Oficiais das Forças Armadas

 

            Os oficiais das Forças Armadas insultam o Governo ao dizerem que há pouca transparência na venda do património militar, isto é, antigos quartéis, depósitos de material de guerra, etc.

            Os oficiais em questão não foram eleitos para governar o País e devem saber, a não ser que as queixas venham de reformados estúpidos, que a herança deixada pelo Portas em termos de compras de material de guerra ultrapassam em mais de dez mil vezes o valor do património das Forças Armadas agora vendido ou a vender e não tomaram conhecimento que muito desse património, terrenos, etc., passou para o domínio público, principalmente autárquico.

            Mais de 900 milhões  vão custar os dois excelentes submarinos adquiridos pelo Portas aos Howaldswerft.

            Para além disso, Portas deixou uma compra de 260 carros blindados Pandur II de oito rodas do tipo Chaimite que eram mais pequenos e só de quatro rodas. Portugal, durante os 13 anos de guerras coloniais, nunca chegou a possuir 260 Chaimites. Para que guerra é que Portas quis os Pandur II vindos da Áustria. O governo negociou entregas mais proteladas e este ano vieram apenas 15 unidades, podendo chegar mais umas tantas até ao fim do ano.

            Foram adquiridas duas fragatas holandesas em segunda mão para substituir, com as 3 “Vasco da Gama” compradas pelo Cavaco, as sete fragatas já abatidas ao serviço. Parte das 10 corvetas que foram e ainda estão a ser abatidas vão ser substituídas pelos NPO200 (Navios de Patrulha Oceânico) mais adequados ao serviço de vigilância, patrulha, salvamento e combate à poluição nas nossas costas e ilhas atlânticas.

            Portas adquiriu muito material para os F-16 e comprou uns tantos encaixotados que vieram em parte como compensação da cedência da base dos Açores. Os F-16 estão a ser montados e modernizados com o chamado equipamento da meia vida.

            Além disso foram adquiridos há anos os novos helicópteros para substituir os “Puma” que estão no fim da sua vida operacional.

            Houve ainda muito material adquirido para as missões da ONU e NATO, nomeadamente viaturas Hummer fabricadas na Galiza sob licença.

            Enfim, os oficiais querem ficar com o dinheiro do património militar enquanto os contribuintes pagam os milhares de milhões de euros em material de modernização das FAs.

            Eles estão convencidos que o contribuinte é parvo de todo e basta insultar um governo e veicular a ideia que os pequenos valores resultantes do património é “desviado” para o Ministério das Finanças que não teria direito de encaixar esse dinheiro, mas apenas de pagar os milhares de milhões. Tenham juízo senhores militares, portem-se com disciplina e lembrem-se que os contribuintes, nomeadamente as classes médias, estão longe de serem ricos. Somos todos pessoas de cêntimos bem contados e não podemos pagar para o pequeno Portugal os custos astronómicos de Forças Armadas de grandes países. Por isso, fazemos parte da União Europeia e da OTAN.

            E lembrem-se que durante muitos séculos, foi a política de alianças que garantiu mais a independência nacional que o poder militar nacional, apesar de este ser igualmente necessário e indispensável à soberania nacional exercida pelo Estado, nunca por auto-gestão de militares ou quaisquer associações profissionais.

 



publicado por DD às 17:06
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