Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Terça-feira, 17 de Março de 2009
Papa quer Santificar o Ditador Nyerer

 

 

Na Igreja Católica não se chega a Santo sem mais nem menos. Há que passar por alguns postos secundários, tais como: Servidor de Deus, Venerável, Beato e, por fim, Santo.

            Vem isto a propósito de o Papa Bento XVI ter resolvido iniciar o processo de santificação de Julius Nyererer,  elevando-o à categoria de "Servidor de Deus".

O homem foi o ditador da Tanzânia de 1962 a 1985 e líder do partido único Chamma cha Mapinduzi,  Claro, entenda-se "Servidor" do Deus Católico, pois Nyerer foi sempre católico e fez muito para expandir a fé católica no seu país, a Tanzânia, ex-Tanganica,  que faz fronteira com o Norte de Moçambique. A notícia foi dada pela Rádio France Inter reproduzida pela Rádio Europa.

            Em 1964, Nyerer conseguiu absorver a Ilha de Zanzibar, um sultanato islâmico, à força e com grande crueldade,  ajudado pelos seus milicianos que invadiram a ilha.

            O Papa Bento ofende gravemente as pessoas da minha geração. É que nós, quando jovens avidamente interessados no Mundo que nos rodeava, não deixámos de ver os célebres filmes-documentários italianos “O Mundo Cão” – Il Mondo Canni I e II.

            E lembro bem do primeiro deles. Os operadores de câmara voaram por cima de Zanzibar de helicóptero e filmaram em pormenor um dos grandes massacres da história africana, o dos muçulmanos de Zanzibar perpetrado pelas milícias fomentadas pelo ditador Julius Nyerer e comandadas pelo cálebre assassino John Okello.

            Os muçulmanos homens vestiam djellabas brancas muito visíveis de cima enquanto que as mulheres trajam roupa semelhante mas negra e azul. De cima viam-se os milhares de corpos brancos deitados no chão e as imensas valas comuns cobertas pelo branco das djellabas e outras que aparentavam serem buracos negros, mas eram os corpos de mulheres e crianças. Também se viam os atiradores a disparar e os corpos de branco a tombarem. Muito próximo viam-se as djellabas tingidas de vermelho do sangue dos crentes dos seguidores do Profeto, que Alá os tenha consigo.

            Apurou-se depois que foram assassinados naquilo que Okello e Nyerer chamaram mesmo de “Cruzada Cristã” 13.635 muçulmanos de ambos os sexos e foram detidos 21.462 outros que foram trabalhar como escravos na Tanzânia às ordens do ditador, tendo muitos deles sido mortos depois. O ditador instaurou na República do Zanzibar unida à Tanzânia uma espécie de tribunal de inquisição que perseguiu durante décadas as populações muçulmanas.

            Ao desembarcar em Zanzibar no dia 11 de Janeiro de 1964, o “general” Okello ordenou ao Sultão muçulmano da ilha, Abdulalah bin Haroub, para matar as mulheres e crianças e suicidar-se, coisa que o homem não fez, tendo conseguido escapar-se para a Somália.

            Devemos chamar a atenção dos responsáveis da Igreja Católica em Portugal que esta actuação do Papa pode causar graves prejuízos ao catolicismo europeu e africano.

Na Itália, muita gente está a enviar ao Papa cópias do célebre filme para avivar a memória do homem que parece querer ser uma reincarnação do Papa Pio V que organizou a Liga Santa contra os muçulmanos turcos. Nessa época, a da batalha de Lepanto, os turcos eram um perigo para a Europa pois tinham conquistado Chipre aos venezianos e preparavam-se para invadir com uma grande armada o Sul da Europa enquanto mais a norte, tentavam sitiar Viena de Áustria. Mas, hoje, não há uma potência muçulmana capaz de pôr em perigo a Europa e o Papa com as suas provocações está a criar situações de conflito absolutamente desnecessárias, tanto mais que o Mundo Muçulmano está cada vez mais dividido e os mais enfurecidos fundamentalistas são uma minoria que combate quase todos os poderes instalados nas mais diversas nações islâmicas.

 

Foto de cima: Rua de Zanzibar. Já ninguém veste uma djellaba. Vestimenta proibida pelo ditador Nyerer.

Foto de baixo: Massacre interrompido por causa da presença dos "camareman" italianos. Abutres esperam também pela saída dos italianos para se apropriarem dos corpos muçulmanos

 



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Sábado, 14 de Março de 2009
Comunidade Vida e Paz contra Plano de Salvação dos Sem-Abrigo

 

 

Os católicos da “Comunidade Vida e Paz”, sob influência da hierarquia da Igreja, estão contra o Plano Governamental de Integração dos Sem-Abrigo, apesar do Secretário de Estado da Segurança Social ter dito que o seu plano contempla o trabalho conjunto com organizações privadas de solidariedade social. O líder da referida organização veio dizer que o Plano de Integração não traz nada de novo como se 75 milhões de euros não fossem nada de novo. Mas, estamos em ano de eleições, e alguma hierarquia da Igreja Católica está em campanha eleitoral contra o PS.

      Fundamentalmente, o Governo quer criar planos individuais de inserção que contemplem diferentes áreas como habitação, saúde, emprego, protecção social na velhice, etc. de cada um dos sem-abrigos, começando por fornecer um alojamento condigno, apoio alimentar e orientação para uma vida activa ou reforma social. A Segurança Social quer pois  trabalhar com profissionais de psicologia e sociologia, pois as pessoas de bom coração que se têm dedicado a minorar a má sorte dos sem-abrigo pouco ou nada têm conseguido.

      O número dos sem-abrigo ronda as 1.700 pessoas, quase todas em Lisboa e Porto, podendo ser bem menor dado que há uma certa variação contínua e movimentação, pelo que frequentemente são contados a dobrar. Daí que os 75 milhões de euros previstos seja uma verba apreciável, uns 44 mil euros por cada sem-abrigo, tanto mais que Estado e as Câmaras de Lisboa e Porto possuem edifícios livres em quantidade suficiente para alojar os sem-abrigo. Edifícios invendáveis dada a actual crise financeira mundial e por causa da saturação do mercado de habitação em Portugal com 6 milhões de unidades habitacionais para 3,9 milhões de famílias.

      Torna-se pois relativamente fácil resolver o problema dos sem-abrigo dado o seu número exíguo, tal como não foi difícil resolver, numa escala muito mais vasta, o problema de outro tipo de “sem-abrigos”, os habitantes das barracas. Lisboa conseguiu erradicar as barracas e alojar quase 20% dos seus habitantes em 70 novos bairros sociais, tornando-se assim a capital mais social da Europa ou, mesmo, do Mundo. Não só Lisboa como praticamente todo o País.  

     Tanto a Igreja como as Televisões e o próprio presidente Cavaco agitaram muito a questão sos sem-abrigo e referem continuamente o problema da exclusão e inclusão social. Dado o facto de a verdadeira miséria ser estatisticamente reduzida, o problema tem solução. Claro, eles sabem isso e muita informação vem com a questão da “nova miséria”, ou seja, das classes médias que passam fome. É fácil falar de um problema opaco, mais difícil é quantificar e saber se algumas entrevistas dadas nas televisões correspondem á verdade.

      Os sem-abrigo serviam e servem muito bem para a Igreja Católica e Cavaco acusarem o Governo. As televisões entrevistam dois ou três sem-abrigo e é o suficiente para se criar uma imagem de país de miséria. Daí que a Igreja Católica não esteja contente com o Plano do Secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, imediatamente combatido por Jorge Santos, presidente da organização católica “Comunidade Vida e Paz”, que nem se deixou influenciar pelo facto de no plano do Governo estar incluído a cooperação com todas as organizações privadas de solidariedade social.     

      Em declarações à TSF, o presidente da Comunidade Vida e Paz, aplaudiu o conceito de sem-abrigo, mas disse que a estratégia do Governo não é nova em Portugal.

 

A Comunidade Vida e Paz tem «uma equipa técnica num espaço aberto ao diálogo que atende personalizadamente os sem-abrigo», tenta motivá-los e define um «plano individual de recuperação para cada um» deles, disse Jorge Santos, mas na prática não resolveu nada e, principalmente, não foi capaz de começar pelo alojamento gratuito, o factor principal que torna uma pessoa sem-abrigo.

 

O Governante socialista Pedro Marques afirmou que o conceito “Casa Primeiro”, foi herdado dos Estados Unidos, onde foi provado que a melhor estratégia de inserção de um sem-abrigo deve começar por dar-lhe uma «habitação individual de qualidade».

 

Os sem-abrigo que vejo diariamente na zona do Conde Redondo e outras são geralmente pessoas idosas que perderam a casa e a família por razões diversas e que dificilmente podem ser incluídas numa nova vida de trabalho. Por isso, há que dar-lhes o abrigo necessário e um Rendimento Mínimo ou Pensão Social para as necessidades básicos. Alguns, mais novos, podem ser orientados para programas do tipo Novas Oportunidades. O fundamental é que não haja pessoas a dormir ao relento nas ruas de Lisboa e Porto, devido à óbvia falta das condições mínimas de higiene, saúde, segurança, etc. Alguns compatriotas nossas não conseguiram organizar ou manter uma vida normal, pelo que devem ser ajudados.

 

Por exemplo, nessa zona funciona o Hospital Miguel Bombarda que ocupa uma grande área e que está muito desocupado, porque os doentes mentais são cada vez mais tratados em ambulatório. Assim, uma parte dos enormes edifícios pode ser transformada em pequenos apartamentos para o sem-abrigo. Também os muitos hospitais daquela zona podem servir para o efeito, dado que a Área Urbana de Lisboa necessita de hospitais onde as pessoas habitam e não sete unidades de saúde ali num raio de pouco mais de um quilómetro com uma escassa densidade habitacional.

 

Triste é que um tal Jorge Santos não sinta satisfação por o Estado querer resolver o problema que ele com boa vontade não resolveu ou até nem quis resolver. Talvez o objectivo da “Comunidade Vida e paz” seja chamar a atenção para o problema, o que, em si, não deixa de ser meritório por induzir no Governo o uma plano para resolver o problema.

 

 



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Sexta-feira, 13 de Março de 2009
G20 querem intervir na banca

 

Os 20 países mais importantes do Planeta que formam o chamado Grupo dos G20 estão reunidos em Londres com uma agenda de profunda oposição à total liberdade bancária vivida até há pouco tempo. É interessante assinalar que o Governo português tomou algumas das medidas que fazem parte do pacote de muitos ministros das Finanças do Mundo e certamente que acompanhará noutras que venham a ser decididas.

            Há divergências de opinião que podem impedir decisões comuns, mas todos apontam para a regulação da actividade bancária e limitação dos “off shores”. A Alemanha e a França defendem regras muito restritivas para os bancos e estes dois países com 140 milhões de habitantes tem uma força enorme na zona Euro, sendo, em geral, seguidos pela Itália, Holanda e Espanha.

            De um modo geral pode dizer-se que os ministros europeus do G20 vão falar a uma só voz e defendem que nenhum mercado ou produto financeiro fuja à alçada da regulação e a necessidade de os fundos especulativos serem vigiados de perto pelos Bancos Centrais. Além disso, querem um endurecimento muito grande relativamente aos paraísos fiscais. Assim, os bancos que funcionam com “of shores” deverão constituir reservas muito importantes para o caso de “fuga” do dinheiro como aconteceu no BPN e no BPP.

            Manuela Ferreira Leite veio ontem opor-se a medidas deste género com a afirmação de que o Governo não deve aproveitar-se da crise para intervir nas empresas. Claro, o que está em causa são os bancos e as empresas em que o Estado tenha de meter algum dinheiro para evitar falências e mais despedimentos. Como economistas, Manuela F. Leite deveria estar mais informada ou, pelo menos, ler alguns jornais da especialidade.

            O reforço dos fundos do FMI também está na agenda para auxiliar os países mais pobres e evitar que os recursos sejam utilizados apenas pelos países ricos no combate aos efeitos da crise económica mundial.

 


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publicado por DD às 22:42
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Sábado, 7 de Março de 2009
Vitor Bento ou Burro?

 

Um tal Vitor Bento, economista, é um dos homens de mão da Manuela F. Leite, segundo a Revista Visão, pois “acedeu a ajudar MFL no seu projecto de “pôr o PSD a falar Portugal de verdade, em ano de eleições”. A frase é mesmo assim, apesar de escrita ou dita da pior maneira possível, mas isso é com o ou a falante.

A primeira verdade do douto Vítor Bento é fenomenal: “vamos todos ter de apertar o cinto e aceitar uma redução de salários reais” e depois até fala em 20%.

Mas o homem explica-se bem e não se referiu aos salários dos administradores, gestores, economistas, deputados, ministros, etc. Não, o co-autor do famigerado Manifesto dos 40 de 2002, o tal da redução dos impostos, afirma que há uma crise portuguesa independente da crise mundial, a qual resultou do facto de nos últimos dez anos os custos unitários do trabalho terem aumentado em Portugal mais de 24% quando na média dos países (ricos) do Euro o aumento foi de 13% e até diz que os salários aumentaram cá mais que na Alemanha.

O homem é intelectualmente débil e tem uma incapacidade para o raciocínio aritmético, já nem digo matemático.

Em Portugal, toda a gente sabe, os salários industriais e comerciais médios oscilam entre os 500 e os 700 euros brutos, sendo estes últimos muito mais raros. Na Alemanha, por exemplo, não há oficialmente salário mínimo, mas considera-se como o salário profissional mais baixo o dos carteiros que são de cerca de 1.400 Euros e na indústria a média salarial ultrapassa bem os 2.000 euros, ganhando um especialista num fábrica de máquinas uns 4.000 Euros. No comércio e serviços, os salários europeus rondam os 2.000 euros, excepto para estagiários ou aprendizes.

Assim, o Vítor Burro, perdão, Bento, não concluiu que 500 euros de hoje são os 405 mais 24%, logo 95 euros mais. Os 2.000 alemães ou europeus de hoje são 1770 de então mais 230. E se formos à indústria de ponta alemã, temos os 3540 mais 460 euros de aumento. Aqui os aumentos salariais em dez anos foram iguais ao próprio salário português.

O Bento está bem na linha da Manuela que criticou o pequeno aumento do salário mínimo como sendo muito elevado. Passou para 450 euros que deduzidos os 11% para a Segurança Social dão 405 Euros. Será isso um verdadeiro salário? Imagine-se uma família com dois cônjuges a auferir o salário mínimo e uma criança pequena, 810 Euros. Só vivendo em casa dos pais e mesmo assim não dá.

Um homem destes não serve para dirigir qualquer empresa, pois comprar trabalho ou produtos baratos é fácil e vender barato ainda mais fácil. A habilidade de uma empresa e de uma economia nacional não é vender barato, ou oferecer mão-de-obra a custos chineses, cerca de 80 euros mensais. A habilidade é vender caro, ou antes, vender a preços condignos e produzir com pessoal decentemente pago. Isso é que faz um bom gestor.

Depois, o homem fala nos países como a Polónia, República Checa, etc. que desvalorizaram as suas moedas em 20 a 40%. O Bento não tem memória e não sabe que isso não se traduz forçosamente em produtos mais baratos porque tudo o que é importado se torna muito mais caro e puxa a inflação para cima. Surgem assim pressões muito grandes para aumentos salariais. Já tivemos a experiência das grandes desvalorizações do escudo que não implicaram aumentos muito acentuados das exportações e provocaram mesmo o início da desindustrialização portuguesa. O Burro nunca fez a conta das fábricas que fecharam após essas desvalorizações e o facto de a economia portuguesa não ter conquistado posições importantes nos mercados europeus.

Com desvalorizações de 20 a 40%, os combustíveis sobem na mesma proporção e muitos produtos alimentares além do equipamento industrial, semi-produtos, peças e componentes, etc. O gás e a electricidade consumidos pelas famílias trabalhadoras nesses países frios sobe também na mesma proporção, tornando a vida insuportável. O resultado é quase nulo.

Enfim, um economista livre aos 54 anos para governar o País. Que alguém nos livre de tal perigo. Um economista que não sabe fazer contas e confunde percentagens como números reais.

 

Foto: Fábrica de computadores Dell na Irlanda, já deslocalizada para a Roménia.

 



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O que quer Manuel Alegre?

 

            De entrevista em entrevista, Manuel Alegre vem revelando o quer, sempre sem frontalidade e com expressões indirectas embrulhadas num papel sebento de esquerda envelhecida.

            Alegre considera-se senhor e proprietário de um milhão de votos. Consta que foi comprar à Moviflor uns armários baratos para colocar lá o seu milhão de votos.

            Com isso, Alegre quer negociar com Sócrates nada mais nada menos que metade do grupo parlamentar, pois considera que o PS pode ter qualquer coisa como dois milhões de votos. Assim, metade serão dele e a outra metade do Sócrates. Claro, as secções, federações, etc. não contam para a escolha dos candidatos a deputados. Metade serão do Alegre, independentemente de os militantes quererem ou não, votarem ou não.

            A arma dele era a possível transformação do seu MIC num novo partido socialista. Só que Sócrates é um político experiente e muito sabido. Deixou passar o tempo, foi fazendo de conta que cedia muito a Alegre e nunca se zangou nem o atacou em público. O próprio Almeida Santos não diz mal de Alegre. Por vezes chama-lhe grande poeta, o que, obviamente, não é mentira. Só que na idiossincrasia semântica do português, o poeta não é grande coisa para outras tarefas como a política.

            Por enquanto, Alegre tem o seu pequeno grupo parlamentar com a mana Teresa Portugal, a Matilde Sousa Franco e mais não sei quem. Não é suficiente para retirar a maioria ao grupo parlamentar do PS. Por isso, a ambição de Alegre na próxima legislatura seria ter um grupo maior, mas não vai conseguir. Já passou tempo suficiente para inventar um novo partido e o septuagenário Alegre não tem aquela dinâmica para conseguir rapidamente isso. Claro, não se pode dizer que seja impossível e que um novo projecto não possa ter o êxito desejado, mas é cada vez mais difícil.

 



publicado por DD às 20:07
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