Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
O Segredo Americano de Auschwitz-Birkenau
     

Os nomes desses campos de morte ficaram na história como palco de um dos maiores crimes perpetrados na História da Humanidade. Aí, os nazis mataram milhões de judeus. Havia uma fábrica de combustíveis sintéticos num determinado local perto de Birkenau, a uns quilómetros das câmaras de gás e fornos crematórios para os quais os SS mandavam logo os judeus velhos, as crianças e outros enfraquecidos ou doentes. Os mais capazes fisicamente iam trabalhar nas muitas fábricas instaladas em torno dos referidos campos.
A direção mundial da Comunidade Judaica tinha conhecimento do que se passava em Auschwitz, e a Inglaterra também porque decifrava todas as comunicações do "Reich", e pediu posteriormente que os americanos bombardeassem os fornos crematórios, as câmaras de gás e a estação de caminho de ferro e respetivas linhas para dificultar o assassinato em massa de judeus. Os americanos responderam que não tinha capacidade para bombardear com precisão essas instalações quando tinham já destruído em Copenhagen e na Holanda edifícios da Gestapo com grande precisão, quase sem provocarem danos colaterais em edifícios vizinhos. Além disso, enquanto as fábricas de gasolinas sintéticas tinham artilharia anti-aérea para a sua defesa, os campos de concentração nada tinham porque para os nazis a maior parte do pessoal era para matar de qualquer maneira.
A fábrica de combustíveis sintéticos a partir do carvão foi no dia 20 de Agosto de 1944, bombardeada por 127 Superfortalezas B-17 com grande precisão no âmbito daquilo que era o ataque às muitas fábricas de gasolinas sintéticas.
Antes do ataque, os ingleses fotografaram com perfeição os campos de concentração com os seus bimotores "De Havilland Mosquito" muito rápidos e sabiam tudo sobre os crimes nazis.
O grande historiador britânico Martin Gilbert escreveu o livro "A Segunda Guerra Mundial", já publicado em português pela D. Quixote, quase todo baseado nos textos de comunicações TSF alemãs decifradas pelos britânicos no célebre "Blechley Park". Nesses documentos, os nazis relatavam com minúcia burocrática quase todos os crimes perpetrados e o número de judeus assassinados e quantos estavam a trabalhar num ou noutro local e quais eram os auxiliares ucranianos e polacos na tarefa, etc.
Tanto Churchill como Roosevelt sabiam de tudo e mostraram-se muito espantados quando a guerra acabou como se não soubessem de nada. Claro, não convinha dar a conhecer aos alemães que eram capazes de decifrar as mensagens, mas o que era visto do ar podia ter sido atacado e não foi. Nem ingleses nem americanos mexeram uma palha para salvarem o povo judeu do tremendo massacre que sofreu e podiam ter feito muito com a sua gigantesca superioridade aérea. Saliente-se ainda que junto a muitos campos de concentração, os prisioneiros judeus eram também obrigados a fabricar explosivos, munições, etc., pelo que o corte dos acessos a esses campos permitiria também que essas munições não fossem para a frente de batalha, além de que matar guardas SS era um excelente sinal para os fazer compreender que não estavam impunes. Com os seus "Mustangs", os americanos metralhavam e matavam agricultores alemães a trabalhar nos campos, mas nunca foram aos quartéis dos SS policiais que eram os encarregados do assassinato de judeus, ciganos, socialistas, comunistas, democratas, etc. Perto de Dachau, chegaram a metralhar o pessoal que saia de uma missa, mas não tocaram nos edifícios dos oficiais e guardas SS do campo de concentração da morte. Enfim, a mentalidade humana é indecifrável.


publicado por DD às 23:57
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O Sem-Abrigo Condenado pelo Tribunal a Pagar 250 Euros de Multa e os Milionários?

 

 

O anti-português Alexandre Soares dos Santos, maioritário do Pingo Doce, que foge ao fisco, pagando os seus impostos na Holanda, conseguiu que um pobre sem-abrigo fosse obrigado a pagar uma multa de 250 euros por ter sido apanhado numa tentativa frustrada de furto de um champô e uma lata de polvo.
Com isto, tanto o magistrado como a gigantesca empresa Pingo Doce/Jerónimo Martins mostraram a sua verdadeira e impiedosa face de direita gananciosa sem perdão. Tanta gente tem sido condenada pelos tribunais portugueses a penas de prisão com pena suspensa. Porque razão o juiz servidor do grande capital não aplicou também pena suspensa por dois ou três meses. Claro, o sem-abrigo não vai pagar nada; só o estúpido do juiz e do Santos é que podem imaginar que um sem-abrigo anda com 250 euros na carteira ou tem conta bancária. O caso ocorreu há dois anos e sabe-se lá se o pobre sem-abrigo ainda vive.
À impiedade junta-se a estupidez, duas características típicas da direita ilimitada no seu egoísmo.
Como é que um homem como o António Barreto continua a ser um servo obediente do Santos e a querer punir Sócrates por não ter roubado todos os portugueses como faz o governo e o Soares. 7
Na declaração do IRS a apresentar este ano e respeitante aos salários e rendimentos de 2011 vai ser aplicado um ROUBO de 3,5% sobre a coleta. Uns podem ROUBAR MILHÕES e um miserável sem-abrigo que se arrisca a morrer durante a noite com o frio que faz é condenado a pagar 250 euros.
É de perguntar com raiva. Onde está a Igreja Católica com os seus luxuosos bispos para clamar contra este estado de coisas. Católicos, Cristo não veio ao Mundo para que 2 mil anos depois ainda haja tanta falta de comiseração e piedade pelo nosso semelhante.

 



publicado por DD às 22:38
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Qual o Maior Inimigo? O Dinheiro ou as Bactérias Resistentes?

 

 O inimigo azul (MRSA) ao ataque aos leucócitos

 

 

 

A esquizofrenia dos défices e das dívidas públicas sem emissão de moeda associada à fúria na redução das despesas médicas é suscetível de causar graves prejuízos à Humanidade num futuro não muito distante, principalmente porque os produtores de carnes avícolas, porcinas e outras utilizam na União Europeia quase cinco mil toneladas de antibióticos comuns por ano para evitar doenças nos animais produzidos em espaços muito limitados e fazê-los crescer mais rapidamente.

 

Esses antibióticos estão a dar origem a uma vasta flora bacteriana resistente aos antibióticos ao mesmo tempo que os genéricos reduziram quase a zero a pesquisa médico-farmacêutica que é caríssima e leva, por vezes, mais anos a realizar um novo antibiótico do que dura a sua patente. Os governos querem poupar em tudo, incluindo nas inspeções veterinárias feitas aos produtores. Atualmente, apenas quatro empresas multinacionais farmacêuticas dedicam-se à pesquisa de novos antibióticos, preferindo todas as outras os medicamente contra as doenças crónicas utilizados ao longo de anos como aqueles que combatem a tensão elevada, o colesterol, as restantes patologias cardíacas, o diabetes, o refluxo gastro-esofágico, etc. Alguns novos antibióticos são extremamente caros e apenas fornecidos a hospitais para evitar o uso indevido e o aparecimento de bactérias mutantes com resistência a esses seus novos inimigos. No entender do ministro Macedo do Tribunal de Contas devem fazer parte dos 800 milhões de euros de desperdício.

 

Assim, estão a espalhar-se pelo Mundo dois tipos de bactérias altamente resistentes a todos os antibióticos conhecidos que causaram já numerosas mortes, são as ca-MRSA “comunity acquired methicilin resistant staphylococus aureus”, e a ha-MRSA de “hospital acquired” . As primeiras começam a abundar em balneários que utilizam águas quentes, escolas, cabeleireiros, lares de idosos, cozinhas sociais e comunitárias, etc. e as segundas, mais perigosas, invadem já os hospitais. Contra essas bactérias, o mais poderoso antibiótico conhecido, a meticilina, não tem efeito, antes pelo contrário, ao liquidar as outras bactérias proporciona às MRSA um maior espaço de expansão na corrente sanguínea para onde podem passar por via de feridas, intervenções cirúrgicas simples e infetar os mais diversos órgãos humanos. Na pele podem provocar infeções enormes desde que entrem em contato com áreas desprotegidas pela flora bacteriana normal da epiderme. Segundo a revista médica “Lancet”, as muitas estirpes de bactérias resistentes a vários antibióticos representam já na Europa quase 28% das bactérias que os humanos e animais trazem em si. As MRSA não são perigosas no estômago ou intestino, a não ser que hajam úlceras ou aberturas anormais à corrente sanguínea. Na comida bem cozinhada, essas e outras bactérias morrem, mas podem ter infetado legumes que são ingeridos em cru.

As bactérias das estirpes MRSA produzem peptídeos que destroem com sucesso as membranas celulares dos leucócitos (neutrófilos) do sistema imunológico, causando a morte de pessoas de todas as idades porque, ao contrário do vírus da sida, o seu caráter invasivo no sangue é muito rápido.

 

Calcula-se que 1 a 2% dos habitantes do Planeta são já portadores dessas bactérias sem terem invadido a corrente sanguínea, estando mais concentradas nuns países do que outros, parecendo que mais de 200 milhões de indianos são portadores da bactéria devido à falta de higiene e à existência de uma vasta população rural que está em contato com animais e estrumes.

 

Enfim, a desgovernação da Europa pode produzir catástrofes imensas no futuro porque se entende cada vez que governar é empobrecer a sociedade e, como tal, reduzir todos meios médicos e científicos ao dispor dos seres humanos, evitando que estes evoluam para tratar situações novas. Quem tem saúde e é ainda jovem, mesmo que relativamente, julga-se eterno e vê num Serviço Nacional de Saúde um desperdício enorme e se o Estado fizesse investigação científica no campo das ciências médicas ainda seria considerado mais desperdício pelos contabilistas da morte como o Macedo, a Manuela F. Leite e o António Barreto para citar outros nomes. Claro, numa Europa dita unida com 501 milhões de habitantes há que deviam existir organismos comuns de investigação científica em todos os domínios e um esforço de desenvolvimento comum.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por DD às 21:57
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012
A Pobreza Alastra-se em Lisboa

 

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    Esta manhã fui abordado por um senhor visivelmente de classe média, mas já relativamente mal vestido, a vender livros pois dizia que estava desempregado há bastante tempo e anda a vender os livros da sua biblioteca.  

    
    Noto também que há cada vez mais pessoas muito mal vestidas, quase andrajosas na rua, coisa que tinha deixado de ser visto há muito tempo porque há roupa barata, que mais não nas lojas... dos chineses, e, por outro lado, a moda deixou de diferenciar muito a roupa de uns e outros, exceto nalguns putos armados em quadros e gestores que andam vestidos à ministro, mas que não conseguem disfarçar que os fatinhos cinzentos são do tipo Maconde ou mais baratos porque nunca assentam bem.

       
    Os jeans são calças utilizadas por toda a gente, principalmente mulheres apesar da sua origem masculina, o que reduz as diferenças como os blusões e outra roupa do género que pode ser muito cara de marca e muito barata, mas a diferença não é muito visível. Andar bem vestido, considero andar com roupa que não está rota nem coçada de qualquer tipo.  

     
    Nos meus tempos de juventude, a roupa esfarrapada marcava bem a diferença entre um pobre e um remediado, como se denominavam então os não pobres. Agora, começo a ver de novo nas ruas alguns verdadeiros pobres e tudo indica que o número está a aumentar.

 



publicado por DD às 23:20
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Sábado, 21 de Janeiro de 2012
HENRIQUE MONTEIRO - Um Jornalista Asnático

 

 

Airbus - Não é um castelo de fidalgos arruinados

 

 

 

 

O jornalista do Expresso Henrique Monteiro escreve uma data de asneiras na edição de hoje, como: "a Europa deixou de marcar o ritmo de desenvolvimento e de produção mundial. Sendo ainda a zona mais rica do Mundo, não tem dinheiro. Parecendo isto uma contradição, explica-se com o exemplo daqueles fidalgos de província arruinados, com grandes quintas e casarões, de certa forma ainda os senhores da terra, mas agora sempre endividados na mercearia, na farmácia, no café."

 

O homem não percebeu que a Europa e, principalmente, a Zona Euro não tem dinheiro porque esteve quase 10 anos sem emitir moeda, criando a sua rarefação, o que levou os mercados a extorquirem os estados com juros de usura. Tudo o que se torna raro vira caro e quanto mais raro mais caro.

 

Por influência da Alemanha, o BCE foi fundado com o único objetivo de manter a estabilidade da moeda para impedir a inflação, mas esquecendo o desemprego, o fecho de milhares de fábricas e a ausência de crescimento.

 

O comércio externo entre a UE e o resto do Mundo tem estado sempre equilibrado com saldos positivos ou negativos raramente superiores a 1 a 2% . Por outro lado, a Europa Unitária com 501 milhões de habitantes tinha a obrigação de criar trabalho para todos, nomeadamente para os jovens, pois com o aumento da longevidade e do número de reformados seria lógico que todos os jovens dos 20 aos 65 anos pudessem ter trabalho e pagar as TSU.

 

A Airbus, a Renault, a Mercedes, a Seat, etc., etc. e centenas de milhares de empresas não são velhos casarões de fidalgos arruinados. Estão é parcialmente manietados por falta de dinheiro na banca, dado não ter sido emitido.

 

Ao longo dos 10 anos da zona euro, a inflação existiu sempre, mas sem emissão, pelo que temos menos meios de troca para produções e matérias primas mais caras. A riqueza não está na moeda, mas na indústria, agricultura e serviços, só que a troca de produtos e serviços pressupõe a existência de meios de troca. Já li que a Airbus tem encomendadas quase mil aviões, mas enfrenta dificuldades de financiamento, pelo que pode estar condenada, apesar de ter os técnicos e todos os meios para fabricar os maiores e os melhores aviões do Mundo e como clientes uma parte importante das companhias aéreas do Mundo.  Sem financiamentos, acabarão por ser um dia os chineses a fabricarem todos os aviões do Mundo.

 

É isso que a mulher mais estúpida da Europa, a Merkel, e o Henrique Monteiro não querem perceber porque para a direita capitalista da Europa, a rarefação da moeda tornou-se num instrumento para reduzir os salários e aumentar os tempos de trabalho, isto é, criar mais exploração. Só que não está nada garantido que seja assim e que muitas empresas acabem também elas "desempregadas. Os políticos de direita continuam a ver na exploração do trabalho (aumento da produtividade) a saída para o problema, mas esquecem-se que, entretanto, as ações da maior parte das empresas da Europa e até do resto do Mundo caíram estrondosamente ao longo de 2011, continuando ainda, fazendo os detentores do capital perderem biliões de euros e dólares. Tudo indica que a política de austeridade exagerada leva toda a gente a perder, tanto trabalhadiores ativos como reformados, patrões, acionistas e até políticos que acabam por perder todas as eleições, desde que estejam no poder.



publicado por DD às 23:48
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
O FANTASMA DE PARIS" por Miguel Sousa Tavares

O fantasma de Paris

 

 

 

 

 

(…) José Sócrates começou a governar em 2004, recebendo um país com défice de 6,2%, após dois governos PSD/CDS, numa altura em que não havia crise alguma nem problema algum na economia e nos mercados. Para mascarar um défice inexplicável, os ministros da Finanças desses governos, Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix, foram pioneiros na descoberta de truques de engenharia orçamental para encobrir a verdadeira dimensão das coisas: despesas para o ano seguinte e receitas antecipadas, e nacionalização de fundos de pensões particulares, como agora.

Em 2008, quando terminou o seu primeiro mandato e se reapresentou a eleições, o governo de José Sócrates tinha baixado o défice para 2,8%, sendo o primeiro em muitos anos a cumprir as regras da moeda única.

O consenso em roda da política orçamental prosseguida e do desempenho do ministro Teixeira dos Santos era tal que as únicas propostas e discordâncias, de direita e de esquerda, consistiam sistematicamente em propor mais despesa pública. E quando se chegou às eleições, o défice nem foi tema de campanha, substituído pelo da “ameaça às liberdades” (…)

Logo depois, rebentou a crise do subprime nos Estados Unidos e Sócrates e todos os primeiro-ministros da Europa receberam de Bruxelas ordens exactamente opostas às que dá agora a srª Merkel: era preciso e urgente acorrer à banca, retomar em força o investimento público e pôr fim à contenção de despesa, sob pena de se arrastar toda a União para uma recessão pior do que a de 1929. E assim ele fez, como fizeram todos os outros, até que, menos dum ano decorrido, mercados e agências se lembraram de questionar subitamente a capacidade de endividamento dos países: assim nasceu a crise das dívidas soberanas. Porém não me lembro de alguém ter questionado, nesse ano de 2009, a política despesista que Sócrates adoptou a conselho de Bruxelas. Pelo contrário, quando Teixeira dos Santos (…) começou a avançar com o PEC, todo o país – partidário, autárquico, empresarial, corporativo e civil – se levantou, indignado, a protestar contra os “sacrifícios” e a suave subida de impostos. Passos Coelho quase chorou, a pedir desculpa aos portugueses por viabilizar o PEC 3 que subia as taxas máximas de IRS de 45 para 46,5% (que saudades!)

(…) O erro de Sócrates foi exactamente o de não ter tido a coragem de governar contra o facilitismo geral e a antiquíssima maldição de permitir que tudo em Portugal gire à volta do Estado (…). Quando ele, na senda dos seus antecessores desde Cavaco Silva (que foi o pai do sistema) se lançou na política de grandes empreitadas e obras públicas (…) o que me lembro de ter visto, então, foi toda a gente (…) explicar veementemente que não se podia parar com o “investimento público”, e vi todas as corporações do país (…) baterem-se com unhas e dentes e apoiados pelos partidos de direita e de esquerda contra qualquer tentativa de reforma que pusesse em causa os seus privilégios sustentados pelos dinheiros públicos. O erro de Sócrates foi ter desistido e cedido a essa unanimidade de interesses instalados, que confunde o crescimento económico com a habitual tratação entre o Estado e seus protegidos. Mas ainda me lembro de um Governo presidido por Santana Lopes apresentar um projecto de TGV que propunha não uma linha Lisboa-Madrid, mas cinco linhas, incluindo a fantástica ligação Faro-Huelva em alta velocidade. E o país, embasbacado, a aplaudir!

Diferente disso é a crença actual de que a dívida virtuosa – a que é aplicada no crescimento sustentado da economia e assegura retorno – não é essencial e que a única coisa que agora interessa é poupar dinheiro seja como for, sufocando o país de impostos e abdicando de qualquer investimento público que garanta algum futuro. Doentia é esta crença de que governar bem é empobrecer o país. Doente é um governante que aconselha os jovens a largarem a “zona de conforto do desemprego” e emigrarem. Doente é um governo que, confrontado com mais de 700.000 desempregados e 16.000 novos cada mês, acha que o que importa é reduzir o montante, a duração e a cobertura do subsídio de desemprego. Doente é um governo que, tendo desistido do projecto de transformar Portugal num país pioneiro dos automóveis eléctricos, vê a Nissan abandonar, consequentemente, o projecto de fábrica de baterias de Aveiro, e encolhe os ombros, dizendo que era mais um dos “projectos no papel do engº Sócrates”. Doente é um governo que acredita poder salvar as finanças públicas matando a economia.

O fantasma do engº Sócrates pode servir para o prof. Freitas do Amaral mostrar mais uma vez de que massa é feito, pode servir para uns pobres secretários de Estado se armarem em estadistas ou para os jornais populistas instigarem a execução sumária do homem. Pode servir para reescrever a história de acordo com a urgência actual, pode servir para apagar o cadastro e memórias inconvenientes e serve, para desresponsabilizar todos e cada um: somos uns coitadinhos, que subitamente nos achámos devedores de 160.000 milhões de euros que ninguém, excepto o engº Sócrates, sabe em que foram gastos. Ninguém sabe?”

 

Miguel Sousa Tavares «Expresso», 17 de Dezembro de 2011

 



publicado por DD às 22:33
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012
A Oligarquia expande-se cada vez mais no Mundo

            Para se chegar a oligarca ou grande patrão são necessárias três características essenciais, próprias dos grandes gestores: Utilizar as ideias dos outros, utilizar o dinheiro dos outros, utilizar o trabalho dos outros. Tudo sempre em seu próprio benefício.

            A história empresarial está cheia de casos elucidativos, mas convém explicar que isso se aplica em todos os conjuntos de atividade. O homem grande utiliza as ideias dos outros para concretizar um projeto técnico ou económico e de outros para arranjar o dinheiro necessário e mais outros ainda para organizarem o trabalho e, por fim, outros para  trabalharem sempre mais horas com cada vez menos ordenados. Isto é tanto sabedoria atual chinesa como tradicional capitalista desde Rockefeller e outros mais antigos como Bolton e Watson aos fundadores do Facebook.

            Mas, o essencial é fazer tudo sem boas maneiras; nada de fidelidades, amizades, honestidades, gratidão, etc. Nada disso, depois do outro estar em vias de esgotar aquilo que pôde dar há que pontapeá-lo o mais rapidamente para fora e nunca deixar que um outro ultrapasse o homem grande e seja tido como pai de uma ideia ou outra coisa qualquer. O grande gestor deve ter um outro a observar e, enquanto outros trabalham na sua especialidade, intrigar uns contra outros, e fazer com que se aniquilem mutuamente. Como nos combates dos gladiadores, o vencedor deverá ser aniquilado no próximo combate, sempre por outro. O génio é o que utiliza em todas as ocasiões os outros, tanto para subjugar internamente todos os outros como para esmagar os concorrentes de fora, os fornecedores e principalmente obter o dinheiro dos clientes. Em última análise é sempre isso que os outros devem fazer a favor do gestor genial.

            O grande economista austríaco Joseph Schumpeter escreveu em “Capitalismo, Socialismo e Democracia” que os grandes construtores de impérios empresariais são igualmente grandes destruidores de tudo o que se possa atravessar à sua frente.

            Mas, o génio também pode ser corrido do seu empreendimento, mas faz geralmente tudo para voltar ou derrotar os seus sócios de modo a estes se terem que render e sair sem um chavo. O exemplo máximo disso foi o de Gottlieb Daimler, um dos criadores do automóvel e da Mercedes Benz, várias vezes corrido da sua empresa, mas regressou sempre com mais sócios corridos a pontapés, porque os seus outros que ficaram dentro foram convencidos a não colaborarem com os candidatos a geniais construtores.

            Há muitas histórias antigas deste género, mas também as há recentes e dos nossos dias, mesmo deste “Facebook”. O denominado criador desta notável ferramenta informática Mark Zuckerberg começou com três colegas da universidade a fazerem uma ferramenta de contato com as namoradas e não só. Quando a coisa começou a funcionar, o Zuckerberg (Monte de Açúcar em alemão) patenteou tudo em seu nome e criou uma empresa que mobilizou alguns financiadores e aos 26 anos de idade era já multimilionário. Chegou a confessar que não foi simpático com o seu primeiro e principal sócio. Utilizou um sistema publicitário inventado por outros que parece não terem patenteado. Os anúncios são pagos pelos anunciantes por clicagem como também faz a Google. Quem clicar no anúncio para ver o seu conteúdo regista automaticamente uma visita e o anunciante paga uns cêntimos por isso. Como estão milhões de pessoas ligados a isto, o valor em bolsa da empresa é agora de milhares de milhões de dólares. Os antigos sócios foram devidamente pontapeados, apesar de terem tido a maior parte do trabalho nesta criação. O verdadeiro criador na selva que é o nosso Mundo é aquele que sabe chutar para fora os criadores e engenheiros das técnicas, finanças quando já não são absolutamente necessários.

            Um caso interessante que tem muito a ver com o meio em que estou a escrever este texto é o do famoso Bill Gates. A IBM, num época já passada e que parece estar a chegar a Portugal, não queria empregados fixos, apenas exteriores a recibos aos quais encomendava tarefas na convicção que o prestígio da IBM era tal que ninguém se iria atrever a trair o gigante inventor do computador. Gates colocou uma equipa de outros a criarem o programa máquina para os computadores pessoais. Surgiu assim o MS-DOS que foi logo patenteado em seu nome enquanto a IBM, completamente aparvalhada, pagava uns recibos quase sem valor quando comparada com o que estava criado. Depois disso, Bill Gates avançou, substituiu a sua equipe por outra melhor, e tornou-se no homem mais odiado do Mundo na informática. Primeiro, levou toda a gente a ter de utilizar o programa máquina e depois foi esmagando os construtores de programas parciais como a Word Star, a Lotus, etc. e inclui o Word, o Excell, etc. nos seus programa e chegou à proeza máxima que foi ancorar o Outlook no seu Microsoft Office e tornar-se no patrão mundial do meio de comunicação por e.mail e bateu até a Apple que tinha melhores programas, mas que cometeu o erro de os utilizar só nos seus computadores, enquanto o Windows conquistava o Mundo inteiro e entrava em todos os computadores, qualquer que fosse a sua origem e nacionalidade. Até com os copiadores dos seus programas ele ganhava, porque se habituavam aos Windows e acabavam por comprar as novas versões, principalmente quando estava tudo amortizado há muito e os MS Office tornaram-se baratos. As pessoas que trabalhava para a Microsoft tinha de estar disponíveis 24 horas por dia, podendo ser chamadas a qualquer momento para realizar algum trabalho, prática muita seguida com as empresas e linguistas que faziam os corretores ortográficos. Bill Gates foi um autêntico gangster da informática e tornou-se a dada altura no homem mais rico do Mundo, agora ultrapassado por um oligarca mexicana que terá começado na droga, o Carlos Slim, e é dono de uma grande parte das empresas de telemóveis da América Latina.

            Bill Gates foi suficientemente esperto para não se meter no setor que dava muito trabalho, ou seja, nos programas específicos para certas funções como contabilidade, tratamento de dados para o Estado e grandes empresas, engenharia de máquinas, etc., nada como reproduzir aos milhões o Windows e o Office, vendidos pela Net sem sequer ter um suporte material.

            Depois de anos de guerra contra tudo e todos e tantos milhares de milhões de dólares ganhos, Bill criou uma Fundação para ajudar as criancinhas com fome em África. Deixa apenas 5% da sua fortuna aos filhos que já é muito, no seu entender, e deve ser. Que façam mais, aconselha ele.

            Num filme americano, cujo nome, não me recordo, o protagonista milionário dizia que para chegar onde ele chegou é preciso fazer o que é necessário. Isso incluía naturalmente matar quando necessário. Duarte Lima terá chegado a isso por causa dos 5 milhões da Rosalinha. Mas quem bateu o recorde nesse aspeto foi, sem dúvida, John D. Rockefeller, cuja prática foi muito bem retratada noutro filme americano, cujo nome também não me recordo.

            Nos anos selvagens e brutais do pós-guerra civil americana, John D. quis unir toda a indústria petrolífera americana, dispersa em centenas de pequenas empresas e exploradores de poços de petróleo, num única empresa majestática, a sua, naturalmente. Para isso utilizou todos os métodos para comprar barato os concorrentes; desde sabotagem com explosivos, assassinato de pequenos empresários, descarrilamentos de comboios de vagões tanques, ameaças a bancos que financiavam os outros produtores. Tudo foi feito pelos outros de John D. Rockefeller até que o seu império abrangeu  90% da produção americana na “Standard Oil” que foi obrigada pelas leis da concorrência a dividir-se em duas ou três empresas, nas quais o John D. tinha comparticipações importantes, principalmente através de bancos, cujo capital dominava.

            Curiosamente, este tipo de capitalismo altamente selvagem nasceu nas Repúblicas da antiga União Soviética após mais de 70 anos de comunismo, no qual era suposto surgir um homem novo, solidário, socialista e capaz de se sacrificar a trabalhar para o bem comum. Os homens novos nunca foram boas rezes. Que o digam os historiadores do cristianismo e escreve Gerald Messadié em “História Geral de Deus”.

            Com a queda do comunismo, num ápice surgem oligarcas com fortunas colossais que ninguém consegue explicar como lhes foram parar às mãos. Uma conhecida jornalista russa descreve a metodologia em que o assassinato de juízes que se recusavam a acreditar uns papéis tidos como ações de certas empresas se tornou comum. Outros juízes aceitavam despachar em conformidade e recebiam luxuosas viaturas. Com o despacho judicial, os atuais oligarcas entravam nas empresas e tomavam conta de tudo. Hoje, Putin tem um oligarca como adversário nas próximas eleições presidenciais. Se o quiser eliminar, basta pôr os seus serviços secretos a investigar como o homem fez a sua fortuna e ele estará arrumado. Não há oligarcas ou multimilionários honestos. A honestidade é coisa de pobres e classes médias mais baixas que altas.

            O antigo ministro da informática da República Federal Russa da antiga URSS, o engenheiro Ievtuchenkov é hoje nada menos que o proprietário de toda a indústria informática, incluindo edifício e terrenos de Selenikov, uma cidade satélite de Moscovo que foi construída para imitar o Silicon Valley da Califórnia. Além disso possui a antiga agência estatal de turismo “Inturist” e uma cadeia de mais de 2 mil lojas de brinquedos, coisa que não existia nos gloriosos tempos soviéticos. Para abastecer essas lojas, instalou 14 fábricas de brinquedos baratos na China.

            Por estranho que pareça, ao fim de vinte anos de capitalismo, Moscovo é a segunda cidade do Mundo com maior número de oligarcas multimilionários; são aí mais de 50. A primeira cidade a abrigar gente desse calibre é Nova Iorque com uns 60 oligarcas e uma tradição capitalista de dois séculos, pelo menos. Mas, em Londres há mais oligarcas russos que ingleses.

            O multimilionário faz fortuna com os outros, estranhos ou da própria família. Quantas vezes, o oligarca ocupa a empresa que deveria herdar em partes iguais com os irmãos e consegue apoderar-se de tudo, caso Champalimaud,  que andou nos tribunais durante décadas, mas ganhou com as habituais más maneiras dos multimilionários.             Depois de enganar o Estado português que lhe deu três bancos de que nunca tinha sido dono a 100% e os vendeu ao Santander, resolveu deixar como legado uma parte do seu dinheiro para criar uma fundação e assim limpar o seu nome, se é que isso é possível. Outros, aproveitam-se da confiança de um patrão fugido ao comunismo no Prec em Portugal e com as procurações passadas apoderam-se de tudo, caso Belmiro de Azevedo que conseguiu o inacreditável que foi a compra por quase nada da cadeia francesa Continente com os franceses aterrorizados com medo do comunismo. Dizem as más línguas que Belmiro financiou o partido para agitar os trabalhadores de modo a tornar aquilo muito mais barato. Belmiro confessou em entrevista que ficou com algo da família do falecido banqueiro, mas que multiplicou de tal maneira o valor da Sonae que os herdeiros acabaram por ficar com mais do que tinham antes. Por isso, as multinacionais mudam sempre os gerentes das suas filiais ao fim de pouco anos para evitar que assumam o controle local do negócio em benefício próprio. Os substitutos podem não saber nada de português e de Portugal, mas evitam que alguém roube aquilo tudo com empresas paralelas ou na própria empresa e quando já sabem dizer bom dia e boa tarde vão-se embora.

            Na China, a situação tem muitas facetas. Para exportar, o Governo chinês autorizou todo o tipo de fabrico e exploração dos trabalhadores a menos de 50 cêntimos do dólar à hora e proibiu a criação de entraves por parte de autoridades locais e concorrentes, mas deixou os chineses copiarem o que quiseram e fabricar em paralelo, pelo que muitas nacionais abandonam agora o país ou fabricam só uma parte dos seus produtos. Para o mercado interno, principalmente a construção civil, restauração, etc. , as autoridades fecham os olhos a todo o tipo de exploração que chega à escravatura. Muitos construtores fizeram fortunas colossais ao irem às aldeias buscar pessoal  e aboletá-lo em armazéns de madeira para trabalharem dez horas por dia quase sem ordenado. Os jovens estudantes de direito e juristas que quiseram defender os trabalhadores acabavam geralmente presos.

            No setor estatal que é grande na China e abrange a banca, seguros, energia, petrolíferas, siderurgias, minas, estaleiros navais etc., só sobe a altos cargos pessoas que mostrem mais fidelidade ao regime que à família e aos colegas. Assim, quem não for delator de algum colega ou familiar que criticou a política oficial não sobe pois mostra uma fidelidade duvidosa. Mesmo no estrangeiro, os chineses são convidados a revelarem o que pensam os compatriotas com que trabalham ou convivem. Fazer mal a alguém faz parte do modo de vida das classes ascendentes, também na China.

            Nunca houve tantos oligarcas no Mundo como hoje, contando-se muitos nos países emergentes como Brasil, México, China, etc. Todavia, o elemento feminino não conta na oligarquia que se fez a si próprio. As multimilionárias são quase todas viúvas ou herdeiras como a Christy Walton que herdou do pai a maior empresa do Mundo, a ceia de supermercados Walmart. Só na Ásia, principalmente na China, é que há algumas milionárias que fizeram a sua fortuna, utilizando os outros fora da cama, mas mesmo assim, não se contam entre a verdadeira oligarquia mundial do dinheiro.

            Os Estados enfrentam com cada vez mais dificuldades as más maneiras das oligarquias que quase por toda a parte pagam 20 a 25% de taxa liberatória sobre os milhares de milhões de juros auferidos pelos seus gigantescos pacotes de ações, enquanto os seus quadros mais bem pagos têm de desembolsar até 70% ou mais em imposto dos rendimentos do trabalho. O trabalho dos ditos outros é muito mais taxado do que dos que deles tiram proveito. É uma injustiça mundial, pois com uma população cada vez maior, os Estados são reféns das empresas que eles julgam que criam empregos quando isso é tudo menos verdade. O emprego está cada vez na pequena empresa, mas por falta de poder as PME são espremidas até ao tutano pelos Estado, juntamente com os seus trabalhadores e patrões. Foi por isso que o governo do Coelho aumentou o IVA da restauração para 23%.

 



publicado por DD às 18:39
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