Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013
Como Chegar a Papa

 

 

É evidente que para chegar a Papa é preciso fazer uma carreira de sucesso na Igreja Católica e chegar a Arcebispo/Bispo e Cardeal muito antes de completar os 75 anos de idade.

 

Mas, como se chega a bispo na Igreja? Eis a questão crucial.

 

Primeiro há que fazer com boas notas os estudos no seminário e ser ordenado padre. Mas isso não chega e não há na Igreja nenhum sistema de promoções por antiguidade ou mérito. Todos os cargos são de nomeação e os mais altos por coopetação.

 

A regra fundamental é fingir que não se ambiciona mais que ser um simples clérigo de aldeia pobre e pretende-se estar ao serviço dos pobrezinhos, coitadinhos. Mas, no entretanto, encostar-se a um bispo influente, ajudá-lo e até transportar-lhe a pasta e, se necessário, engraxar-lhe os sapatos. Só assim, o jovem padre consegue entrar no curso fundamental para subir na Igreja; teologia na Universidade da Santa Cruz em Roma, pertencente à Opus Dei. Para isso há que ser conservador e o mais possível de direita. Nada de falar em sociedades justas ou defender a democracia, salvo se receber ordem do Bispo para dizer qualquer coisa no género. Também ajuda ter uma “paixão” pelas missas antigas em latim. Isso de pôr jovens a tocar guitarra e cantar modernices não ajuda nada.

 

Para impressionar o bispo e muita mais se for para Roma, usar sempre o “cabeção”, aquele colarinho duro usado pelos sacerdotes mais conservadores.

 

Para conseguir ir para Roma não é propriamente necessário fazer-se membro da Opus Dei que, no fundo, é para os leigos, mas é imprescindível estar disposto a servir a organização, rezando missas e ouvindo confissões e até saber explanar a doutrina da fé de uma forma convincente nas reuniões privadas. Ter sido diretor espiritual na Opus pode ajudar, mas há o perigo de o quererem conservar. Ser prestável e humilde e dizer sempre que está ali provisoriamente porque lhe pediram, dado que numa paróquia pobre ou numa missão em África é que gostaria de estar.

Conseguida a almejada nomeação como estudante da Universidade da Santa Cruz em Roma há que estudar com afinco e ter muito cuidado com as vestes. Antes e depois mostrar-se inimigo dos homossexuais e do casamento entre eles, combater o aborto e todas as práticas pecaminosas. Mais do que saber a Bíblia que deixou de ser muito importante para a Igreja é preciso conhecer o catecismo do último Papa, as suas encíclicas e a parte mais direitista da doutrina atual. 

 

Na Opus Dei há que conhecer os leigos acima e abaixo da cintura, isto no sentido espiritual do termo. Dar algumas dicas ouvidas na confissão, mas nunca de uma forma clara, só impressões e nunca satisfazer toda a curiosidade de quem quer saber mais. Isso coloca-o numa posição de superioridade e não o torna indispensável nem dependente da organização. Saber que a Opus Dei pode ajudar sim, mas que se trata de uma organização perigosa, mesmo para um sacerdote. Falar indiretamente com alusões ao Espírito Santo e deixar o exemplo de Jesus Cristo um pouco de lado, sem pronunciar o nome de Deus. Dizer aquilo que na organização ninguém sabe, mas na neblina das meias verdades e meias mentiras..

 

Acabados os estudos há que criar amizade com alguém importante no Vaticano; de preferência um secretário do Estado papal. Mas, sempre com humildade e nunca candidatar-se a qualquer cargo. Nunca esquecer de falar na aldeia de granito de Trás-os-Montes ou da Beira Alta, mesmo que a conheça só dos livros de Ferreira de Castro ou Miguel Torga, mas não mostrar que lê essas obras nada populares na hierarquia eclesiástica.

 

Se vier para Portugal, o futuro arcebispo deverá tentar servir um bispo ou o cardeal patriarca para ver se consegue chegar a bispo auxiliar. Aí há que mostrar que se sabe guardar segredos e só dizer aquilo que o bispo quer ouvir. Tornar-se indispensável para não se ser desterrado para a paróquia da aldeia de onde ninguém o vai chamar, apesar de mostrar vontade de ir para lá.

 

A indispensabilidade, o professorado num Seminário, a escrita em papéis da Diocese ajudam muito e, nada como, humildemente deixar-se nomear bispo auxiliar. Nessa condição manter boas relações com a Nunciatura, o que significa entregar uns bons dinheiros para o Vaticano.

 

Também não esquecer de ir muito ao Vaticano, aproveitando todas as ocasiões e manter relações com os cardeais mais importantes porque é daí que vem a nomeação para bispo e arcebispo e, por fim, cardeal se tiver muita habilidade e sorte.

 

Falar espanhol, italiano, inglês, alemão e polaco ou checo são uma ajuda importante. Há sempre gente no Vaticano para falar em qualquer língua estrangeira, mas aprender chinês ou japonês é uma tarefa quase impossível.

O melhor é tornar-se membro da Cúria Romana, mas não é indispensável. Por vezes são eleitos Papas que não foram membros da Cúria. Uma vez arcebispo cardeal sem mácula há que esperar que o seu Continente ou País seja escolhido e mostrar muitas ideias convincentes no Conclave. Se verificar que a geografia não ajuda, deverá votar no candidato mais velho e que quase se arrasta para mover-se. Será alguém que morre mais depressa e permitira que o humilde candidato volte a ter possibilidades, sempre “desgostoso” de não ser um pároco da aldeia mais pobre do seu País.

 

Perguntar-me-ão: e as mulheres? O que podem fazer para subir na Igreja salvo ser abadessa de um convento e viver toda a vida quase enclausurada.

 

A mulher tem possibilidades. Mas só saindo da Igreja para dar à luz outras mulheres para que daqui a mil anos haja uma Papisa.

 

 

 



publicado por DD às 19:44
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2013
A Solução para a Crise Financeira Portuguesa e Europeia

 

 

 

A Cara de Hamilton nas Notas de 10 Dólares

 

 

 

A ideia de Gaspar e do Governo de que há uma solução interna baseada na austeridade para a dívida portuguesa de quase 119 mil milhões de euros é totalmente errónea, tal como o é para as dívidas de todos os países da Zona Euro e UE em geral.

 

Os números de execução orçamental mostram há muito que a cada aumento de impostos há uma quebra de receita para o Estado devido à espiral recessiva que o Governo teima em não considerar como uma realidade. Basta ver a enorme diferença entre as receitas do IVA orçamentadas e as obtidas na realidade.

 

Por isso, segundo a revista alemã “Der Spiegel”, o economista alemão Hans Werner Sinn, diretor do IFO, vai propor esta semana uma solução para a crise financeira dos países da zona euro.

 

Para Sinn, trata-se de criar uma autoridade financeira europeia que reterá todas as dívidas dos países da Zona Euro e até dos restantes. A nova AFE irá financiar-se com um imposto geral sobre transações financeiras e com direitos aduaneiros respeitante a produtos importados do exterior, eventualmente acrescentados com uma taxa de 5% ou mais para produtos originários de países como Brasil, a China, Índia e outros que aplicam altos direitos aduaneiros às mercadorias oriundas da UE. Assim, não seria prejudicada uma União Aduaneira entre os EUA e a UE proposta pelo presidente Obama. Também poderá ser levantado um imposto europeu sobre em a zona euro ou sobre a UE que permitirá pagar parte das dívidas. A dívida portuguesa é grande, mas representa cerca de 2% do PIB da Zona Euro.

 

O reputado economista alemão que dirige o principal instituto de investigação económica da Alemanha preconiza mesmo a gestão da dívida europeia a partir de um IVA mais baixo a recolher pela nova Autoridade Fiscal, a qual poderá emitir títulos de tesouro. Para Portugal não seria solução dado que a receita prevista para o IVA este ano é de 13,2 mil milhões, portanto, muito superior aos juros a pagar que devem ser um pouco superiores a 7,5 mil milhões de euros. Saliente-se, contudo, que o défice primário português (sem serviço da dívida) é ligeiramente negativo e com algum crescimento poderá equilibrar-se. Com o IVA todo entregue à referida Autoridade Fiscal Europeia, está terá a seu cargo o pagamento de certas funções do Estado. Por outro lado é imperioso acabar com os modelos europeus de financiamento dos Estados que são ligados a obras e gastos do Estado como auto-estradas, etc. Sem fazer obras, Portugal e qualquer outro paíse será um contribuinte líquido e perderá aquela parte do IVA que entrega anualmente à União Europeia. Os fundos europeus devem financiar serviços sociais, subsídios a empresas portuguesas, etc. e não restringir-se apenas a obras públicas e apoios para agricultores e pescadores não produzirem algo sob o pretexto de apoiar o ambiente. A União Europeia tem financiado o descalabro económico do Sul da Europa.

 

A Autoridade Fiscal Europeia será pois a única a emitir títulos de dívida pública para trocar por emissões de moeda do BCE e a única a emprestar aos Estados. Claro, que esta ideia está a causar uma profunda irritação à Merkel e à direita alemã e aos bancos. Os  governos favoráveis a esta ideia poderão juntar-se sem a Alemanha, o que corresponderá a uma quase saída da Alemanha da Zona Euro ou da própria União Europeia.

 

Hans Werner Sinn foi buscar a ideia de uma autoridade credora comum à História Económica dos EUA, nomeadamente a Hamilton que há 200 anos atrás organizou um sistema assim para unificar fiscalmente as colónias americanas tornadas independentes, mas pouco solidárias entre si, dado que algumas ficaram muito endividadas com a guerra da independência e outras não. Segundo a revista alemão, foi a partir dessa solução do endividamento que foram construídos os EUA com estados largamente autónomos em muitos aspetos menos na política externa, na defesa e nas emissão de moeda. Ainda hoje, a cara de Hamilton aparece nas notas de 10 dólares quando na altura não se acreditava no êxito da política proposta por aquele jurista americano. O sistema continua a existir e Obama acabou de nomear o 75º sucessor de Hamilton.

 



publicado por DD às 14:23
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013
Alta Traição à Pátria por parte do Expresso

 

 

 

 

O Expresso traz hoje na primeira página com título em caixa alta uma notícia que só pode ser classificada de alta traição à Pátria. Notícia elaborada em conivência com os juízes de instrução do DCIAP que têm nas suas mãos o Processo 1764/11 contra o Procurador Geral da República de Angola.

 

A investigação resulta de o referido alto magistrado angolano ter transferido de uma offshore para o Banco Espanhol Santander a quantia de 92 mil euros. O Santander comunicou ao BP com base numa legislação da besta do Gaspar que tinha como sujeitos os residentes em Portugal que transfiram dinheiro de contas offshore para Portugal. Tal como outras leis, essa foi mal feita e não diferencia entre residentes e não residentes. Por outro lado, os magistrados do DCIAP que ventilaram a existência do Processo 1764/11 para a comunicação social são uns autênticos traidores à Pátria e tornaram-se merecedores de todos os cortes salariais e de uma investigação em processo disciplinar seguida da expulsão da magistratura.

 

O diretor do Expresso Ricardo Costa e Balsemão associaram-se a esse processo de traição a Portugal porque a notícia e o processo estão já a causar perturbações no envio de dinheiros para Portugal por parte de empresas que laboram em Angola e até por cidadãos portugueses que estão lá a trabalhar. Sei de casos em que o Banco de Angola exige provas e mais provas de que as empresas que precisam de fazer pagamentos de faturas respeitantes a produtos importados de Portugal pagaram os seus impostos e os produtos estão mesmo em Angola e arranjam sempre mais um certificado para ser apresentado e mais uma inspeção, etc.

 

O DCIAP é, sem dúvida, um organismo a extinguir porque só fez política contra Portugal e os governos portugueses ao longo dos últimos dez anos. Mesmo sem provas teimaram em tentar acusar Sócrates, tendo feito em termos de opinião público como quiseram meter Ferro Rodrigues e Pedroso no caso Casa Pia sem ter provas, mas deixando a acusação circular livremente nos meios de comunicação social.

Para Portugal, o mercado angolano foi um dos pilares do aumento das exportações portuguesas e foi o governo Sócrates que muito fez para que fosse aberto. Mas, atrás dos esforços anteriores e atuais para exportar mais, há juízes transformados em bestas anti-portuguesas e há um Ministro das Finanças que não sabe fazer leis e pretende taxar os dinheiros que os estrangeiros depositam em Portugal, incluindo mesmo dos reformados estrangeiros a viverem no depauperado Algarve, quando tudo o que entra é bem-vindo nas condições atuais de extrema penúria.

Eu não defendo a tese do quanto pior melhor e acho que todos os portugueses devem ter um comportamento especial com os interesses da Pátria, mas parece que não é assim da parte das Finanças, do Banco de Portugal e da Magistratura Portuguesa.

Portugal tem dezenas de milhares de cidadãos a trabalhar em Angola e os ataques do DCIAP e do Ricardo Costa contra o PGR angolano estão já a provocar retaliações contra esses portugueses, já que se sabia disso há tempos em Angola. Balsemão tem de despedir já o Ricardo Costa, o Nicolau Santos e outros, pois sendo pessoas contra o atual governo não sabem distinguir a Nação do Governo e os cidadãos portugueses dos governantes. Gente assim estúpida deve ir engrossar as fileiras dos desempregados porque estão a provocar ainda mais desemprego na Pátria que deveriam ter aprendido a defender e respeitar.

 


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publicado por DD às 16:13
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
José António Seguro foi Brilhante

 

 

 

Seguro foi brilhante”, disse Miguel Sousa Tavares hoje na SIC e salientou que a troika tem hoje dois interlocutores e eu acrescentaria nõ os subalternos que veem a Portugal, mas os dirigentes com os quais Seguro com Barroso e Van Puy estão a falar em Bruxelas.

Como é habitual, Jerónimo de Sousa desvalorizou a situação, afirmando que se deve rasgar o “pacto de agressão” sem dizer o que pode acontecer depois, ao mesmo tempo que diz que Seguro não apresentou uma solução para o problema financeiro do País quando se trata em primeiro lugar de negociar.

 

Semedo do BE foi mais honesto, disse que mais vale tarde do que nunca, elogiou o passo de Seguro, mas também queria uma solução tipo de “chave na mão”.

 

Os líderes dos dois partidos de esquerda não perceberam que o OE2013 com toda esta austeridade prevê um saldo positivo primário de apenas 329,5 milhões de euros e uma necessidade financiamento de 7.493,9 milhões de euros para pagar juros deduzidos de receitas de capital, ou seja, empréstimos do Estado à banca. O País pode reestruturar a dívida, mas na melhor das hipóteses poderia reduzir as necessidades de financiamento anuais para um valor menor se o BCE fizesse um grande empréstimo a Portugal para liquidar em 100 anos e a um juro de 1%. Assim, em 190 mil milhões de empréstimo, a prestação anual seria de 1,9 mil milhões e o juro inicial de outros 1,9 mil milhões, ou seja, no início seriam 3,8 mil milhões, portanto cerca de metade dos juros pagos atualmente. Ao fim de 50 anos, os juros estariam reduzidos a metade se não houvesse alterações do tipo inflação intensa, etc. De qualquer modo, um empréstimo assim não teria sentido se fosse para recomeçar o endividamento através dos mercados porque rapidamente se voltava a uma dívida e juros atuais. Só o crescimento da economia é que pode provocar uma alteração profunda da situação, mas para isso são necessários empresários de grande gabarito e não as atuais empresas monopolistas que exploram o mercado nacional e alguns exportadores que pagam salários mínimos.

Isto seria a solução ótima, mas pouco provável, dado que ao BCE apareceriam pedidos do género e a fazê-lo na generalidade a todos os países poderia resultar numa tremenda pressão inflacionista.

 



publicado por DD às 21:34
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
Deus de Cristo não é o Dinheiro

 

 

Ouvi no “Prós e Contras” o economista César das Neves dizer que o Papa é o Cristo na Terra. Não, isso não é verdade, um homem com sapatos vermelhos Prada a viver num luxuoso palácio e orar numa basílica com as melhores pinturas da época está nos antípodas de Jesus Cristo. O cristianismo devia ter sido a Igreja dos pobres bem-aventurados e não foi por acaso que Cristo exaltou a pobreza simples e criticou duramente a riqueza com a célebre frase: “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no reino dos céus”. De alguma maneira, Cristo fundou o socialismo e deixou por mais de dois milénios as ideias da solidariedade e igualdade entre os homens, apesar de que vai um oceano entre a teoria e a prática. Recordo que os jesuítas e cristãos foram chacinados no Japão no Século XVI porque os missionários esqueceram-se de explicar aos senhores feudais que isso de igualdade era mais para os céus do que para terra.

 

O Papa Bento XVI viu Deus como o resultado da razão humana, colocando a fé como uma verdade quase científica quando não se pode provar em termos científicos a sua existência nem a sua não existência. Deus é uma ideia a que se dá crédito ou não e produz a fé. Outra coisa é o chamado Deus guia dos atos humanos, o sempre repetido “Se Deus quiser”. Quando li pela primeira vez a história da Batalha de Verdun disse para comigo que o Deus guia não podia deixar que se cometessem tais massacres entre cristãos ou outras pessoas e escrevi o meu conto “A Morte de Cristo em Verdun” que está no blog “Contos e Novelas de Dieter Dellinger” e que deu o título a um livro de contos. Nessa pequena novela salientei o papel dos capelães dos dois exércitos.  Mas, de massacres está a História humana cheia até ao dia de hoje em que rebentou uma bomba num mercado de uma cidade paquistanesa, matando um grande número de pessoas. E amanhã qual será o massacre; em Bagdad, na Líbia, no Afeganistão, etc. Isto para muitos nada tem a ver com o Catolicismo, mas o crente cristão acredita num Deus de todos os homens e que os guia sem conseguir uma explicação para tantas malfeitorias. Veja-se a democracia cristã alemã, liderada por essa filha de um pastor empenhada em levar toda a Europa para a ruína devido a um excesso de egoísmo e cupidez alemã e, principalmente, porque os democratas-cristãos alemães colocaram o dinheiro e, em particular, o Euro no lugar de Deus. Qualquer desvalorização desse deus da democracia cristã é o maior dos sacrilégios, mesmo que seja para reduzir o profundo sofrimento de mais de 30 milhões de desempregados. Saliente-se que o setor mais reacionário e cúpido da democracia cristã alemã é o bávaro que tem a lata de se auto-denominar "União Cristã Social".

 

A Igreja Católica está cheia de grupos humanos contraditórios; franciscanos, dominicanos e outros puros com alguns impuros à mistura e grupos que fazem do dinheiro um segundo deus, por ventura por cima do Deus verdadeiro que deveriam acreditar. É o pessoal da “Opus Dei” com o seu mais conhecido militante, o Eng. Jardim Gonçalves, homem de uma cupidez insuscetível de ser narrada que só podia estar na organização fundada pelo Marquês Escriva de Balaguer, um verdadeiro fascista franquista que quis organizar uma intelectualidade católica para combater o pensamento marxista e socialista quando este até deriva dos princípios básicos do cristianismo.

 

Por isso aconselho a todos os crentes. Adorai Deus, mas  NÃO  coloquem o dinheiro a seu lado. O vil metal serve para o essencial e não para acumular fortunas imensas. Numa sociedade verdadeiramente cristã, as grandes empresas não deveriam ser fortunas resultantes da cupidez humana, mas sim propriedade de todos através do Estado.

 

 

 

 



publicado por DD às 23:32
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013
Condenados à Morte pelo Trabalho Forçado

 

 

 

 

João Duque que foi muito crítico do Sócrates abriu, enfim, os olhos e vê agora o que grandes economistas como Stiglitz e outros já tinham escrito há dez anos acerca do Euro.

 

Escreve Duque no Expresso Economia: “ A ser conduzida como está, a política monetária europeia condena-nos à morte sem esperança e em regime de trabalhos forçados”.

“Todos parecem de acordo que a salvação, quer de Portugal quer dos restantes países europeus em dificuldades, passa por uma revitalização da economia que possa absorver os níveis de desemprego atingidos e promover a riqueza ...”

 

Até o Medina Carreira no mesmo periódico acordou de repente e, pela primeira vez, tomou conhecimento que há mais países e continentes para além de Portugal e que Sócrates não governou o Mundo.

 

Escreve Medina: “Um imenso desastre está em curso no Ocidente desenvolvido, sem que se eleve a voz de um único alto responsável de dentro ou de fora. É que já não há responsáveis, verdadeiramente!”.

 

Medina escreve aquilo que todos sabíamos, mas que o seu fanatismo político contra o PS e Sócrates não permitia ver, fazendo dele o comentador mais estúpido de sempre. Medina só sabia depois de acontecer e com dez a vinte anos de atraso. Refiro-me à desindustrialização do Ocidente, incluindo Portugal, e ao facto de as novas indústrias da informática e outras não terem criado empregos suficientes.

 

Os milhões de desempregados e a profunda teimosia germânica da Merkel, no que respeita à emissão de moeda e à sádica austeridade, estão a levar toda a Europa para a ruína. Quando os alemães acordarem, mais uma vez será tarde, principalmente para eles. Merkel não percebeu que também na guerra económica a vitória só pode pender para o lado de sempre; “os aliados” e sejam eles quais forem.

 

Estúpidos como estes ainda não escreveram que a culpa do desastre europeu tem a ver com a imposição de um Euro no formato do antigo Marco Alemão. Moeda muito forte que prejudica as exportações europeias e torna os produtos feitos por trabalhadores escravizados da China Comunista, Vietname Comunista e outros países de tal maneira mais baratos que para nada servem os baixos salários portugueses e os cortes de milhares de milhões de euros. O Euro subiu mais de 36% em poucos anos porque não foi emitida moeda e sem moeda não há condições para trabalhar, mas sim para desempregar.



publicado por DD às 23:50
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
Colapso dos Mercados à Vista

 

 

 

Entre a passada segunda-feira e hoje a onça de ouro (31g) caiu 70 dólares para o valor de 1599 porque o oligarca Soros que esteve anos a comprar começou de repente a vender e com ele outros especuladores. Soros criticou muito a falta de emissão de euros e a súbita timidez da Reserva Federal Americana. Todos os que especularam com o ouro vão perder o seu dinheiro e as muitas lojas de compra/venda de ouro acabarão por fechar.

 

É óbvio; tudo o que sobe acaba por descer e tudo o desce tende a subir.

 

Atualmente iniciou-se um processo de quebra de preços de produtos alimentares e de muitas matérias primas e produtos fabricados. O desespero dos fabricantes de viaturas caras é patente na publicidade inexplicável que vemos nas televisões, jornais e revistas. Parece que toda a gente pode comprar o Volvo V40, os Mercedes e os BMWs. Mesmo os que ainda podem não querem e até teriam vergonha em andar no meio de uma pobreza generalizada, mesmo que ainda envergonhada e disfarçada, em carros de 30 a 60 mil euros.



publicado por DD às 23:00
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A China fornece a tecnologia para as bombas do Irão e da Coreia do Norte

 

A China está a fornecer ao Irão pela segunda vez 50.000 magnetos para fazer funcionar os 100.000 centrifugadores de óxido de urânio de modo a enriquecê-lo em U-235 próprio para o fabrico de bombas atómicas, separando do isótopo mais abundante que é o U-238.

 

A China já tinha fornecido os referidos magnetos como forneceu à Coreia do Norte. Com o dinheiro dos ocidentais, os chineses montaram uma gigantesca indústria nuclear para fins bélicos e energéticos, fornecendo aos seus dois peões a tecnologia e o material necessário para o fabrico da bomba como tinham fornecido ao Paquistão, ao qual venderam mesmo algumas bombas nucelares táticas.

 

Os norte-coreanos ensaiaram há dias uma bomba de 7 quilotoneladas, portanto, com um terço do poder da bomba de Hiroshima. Estas bombas ditas pequenas são mais perigosas que as grandes porque se destinam à verdadeira guerra, quer dizer, à destruição de forças militares inimigas e não à matança de civis em cidades e podem ter um poder imenso se forem usadas em quantidade. Três ou quatro bombas de 5 a 7 quilotoneladas podem eventualmente, matar mais que uma bomba de 20 a 30 quilotoneladas.

 

Vislumbra-se na política chinesa, a utilização dos seus peões de brega como a Coreia do Norte e o Irão para fazerem as guerras ou apenas as ameaças que a China já não pode fazer sem perder os seus lucrativos mercados ocidentais. Para a China, a pequena Coreia do Sul é um perigoso concorrente com uma tecnologia muito superior como também é o Japão e, além disso, os chineses aspiram ao domínio de toda o Mar Amarelo até às Filipinas, Indonésia, Japão, Vietname, etc. onde há imenso petróleo e muitas riquezas minerais. Qualquer ataque direto da China contra Taiwan, Japão, Coreia do Sul ou outro país da região podia acarretar o bloqueio das suas exportações e o fim do seu império comercial. Tanto os EUA com a América Latina como a gigantesca União Europeia com 502 milhões de habitantes são capazes de fabricar tudo, apenas um pouco mais caro e nem isso com maquinaria industrial informatizada e robotizada.

 

Obama propôs uma união comercial com a EU, já que uma união militar existe já através da NATO. Por isso, o apoio dos chineses à dispersão de bombas atómicas promove apenas o reforço das alianças tricontinentais com os EUA, a única potência capaz de retaliar em termos nucleares ou fazer frente com armas convencionais de grande precisão. A Coreia do Sul apresentou hoje mísseis de cruzeiro extremamente eficazes e os EUA continuam a desenvolver mísseis anti-mísseis cada vez mais evoluídos, o que aumenta o poder bélico ocidental.

 

O Irão está condenado porque não tem economia para suportar a longo prazo a enorme corrida aos armamentos em que está empenhado, mesmo com a sua produção petrolífera, pois fora disso é uma nação pobre com uma vasta área de solos desérticos ou muito pouco capazes de sustentar uma agricultura condigna. A enorme URSS teve de se render e desmantelar porque não aguentava o custo da corrida aos armamentos. O minúsculo Irão vai ter de fazer o mesmo porque a sua população já percebeu que a bomba atómica não a alimenta, deteriorando antes o seu nível de vida. Qualquer dia os jovens iranianos vão em massa para a rua. Já foram, mas não conseguiram fazer frente aos poderosos guardas de revolução. Em nome de um Deus inexplicável, o Irão pretende obter a arma da destruição em massa para se tornar na potência dominante de toda a imensa região petrolífera que o rodeia.

 

 



publicado por DD às 00:22
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013
TRAGÉDIA ECONÓMICA



Os novos dados estatísticos mostram que o PIB português caiu 3,2% em 2012, ou seja, uns 4,95 mil milhões de euros, e 3,8% no último trimestre do ano passado. A queda em 2012 terá causado uma perda de receita fiscal da ordem dos 2,5 mil milhões de euros. Para governantes que ainda querem cortar 4 mil milhões nas despesas não está nada mal.

A inépcia deste Governo é verificável no diferencial entre o consumo público que caiu 4,5%, enquanto o consumo privado teve uma redução de 5,5%. Mas, o que piora e anula todas as previsões otimistas para o ano em curso e depois é o facto de a Formação Bruta de Capital Fixo ter caído 14,4%, o que é um número verdadeiramente dramático. Com menos equipamentos e matérias primas só pode haver maior queda económico e aumento substancial do desemprego. A procura interna de bens por privados e Estado caiu 6,5%.

Enfim, caminhamos rapidamente para baixo numa escada rolante também a descer. Desce o Privado e com ele desce o Estado; desce o Estado e com ele desce o Privado.

A zona euro registou uma queda do seu produto em 0,6% e a Alemanha, a França e outros países caíram também.

Curiosamente, o Euro desceu relativamente ao dólar, dado que ninguém acredita que a política que a "bovina" Merkel impôs à zona euro possa ter continuidade.

Torna-se necessário que o BCE emita uns largos milhares de milhões de euros para reestruturar a 1 ou 1,5% as dívidas dos países mais endividados com a obrigação de manterem um saldo zero nas suas execuções orçamentais primárias, isto é, sem os gigantescos juros de usura que são obrigados a pagarem. Para Portugal, isso acontece já ou quase. O maior problema são os 8 mil milhões de juros que o País tem de pagar aos bancos que chegam a receber dinheiro do BCE/Troika através do Estado que paga juros mais elevados enquanto não entrega o dinheiro a estes bancos que depois emprestam ao Estado a juros mais elevados. 

Grandes emissões de euros iriam desvalorizar o euro, o que tornaria as exportações dos países do euro mais baratas e as importações de fora, sejam da Roménia, da China ou Vietname, etc. mais caras. Para as exportações portuguesas para Angola, Brasil, etc. seria muito positivo.

A chamada salvação da banca tem de ser feita diretamente pelo BCE, já que este banco só empresta aos bancos privados. Se o faz nas épocas boas e a juros muito baixos, também deve fazer nas épocas más. Não é utilizar o Estado para dar grantias e pagar juros de empréstimos que não pode contrair fora dos acordos com a troika.



publicado por DD às 19:07
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2013
A Grande Tragédia Portuguesa

 

 

O desemprego atingiu os 16,9% com 923.200 pessoas registadas como desempregadas, sendo que pouco mais de terço recebe subsídio de desemprego.


41% dos jovens portugueses estão desempregados.


Devemos ainda referir que admite-se, sem números corretos, que mais de 200 mil pessoas, principalmente jovens, emigraram ao longo de 2012 e continuam agora, havendo ainda uma avultada quantidade de pessoas que não estão registadas e já nem procuram empregos.

E o desemprego não pára. A banca continua a desempregar milhares de funcionários; o Barclays anunciou o fecho de mais de uma centena de balcões e despedimentos de várias centenas de empregados.


O Governo tem como política reduzir o funcionalismo público em muitos milhares de homens e mulheres. As forças armadas querem despedir cerca de 10 mil elementos e a grande maioria das empresas estão a fazer o mesmo.


Ao mesmo tempo, o Governo criou uma verdadeira ditadura financeira que burocratiza em excesso a criação de empresas, principalmente explorações agro-pecuárias, fábricas, etc. A banca não empresta às empresas; o BES desse pouco idóneo banqueiro Salgado vai investir os seus lucros na compra de um banco em Espanha quando possui participações importantes em indústrias como a Efacec e em latifúndios nos quais nada faz para aumentar as exportações e empregar mais pessoas.


Para o mais de um milhão de desempregados não há Estado, não há Banca e não há Empresários e nem sequer pessoal administrativo nas autarquias capazes de se esforçarem para que o licenciamento de empresas seja mais rápido e a sua instalação apoiada de todas as maneiras, incluindo com a descida da derrama. Não esquecer aqui, que o orçamento da CML que incluía uma derrama mais baixa e isenção de IMI por cinco anos a todos proprietários que reconstruíssem os seus prédios, foi chumbado na Assembleia Municipal pela Santa Aliança dos Partidos COMUNISTA, PSD e CDS.


O corte das reformas dificulta o apoio que muitos pais podem dar aos seus filhos desempregados. A miséria, ainda muito disfarçada, cresce diariamente.


O desemprego, mesmo da maioria que não recebe subsídio de desemprego, significa queda de RECEITA do Estado, seja da TSU, IRS e dos IVAs em consumos diversos.


A marca de Passos Coelho e Gaspar com FMI, BCE, EU/Merkel que fica para a história de Portugal é, sem dúvida, o DESEMPREGO.

Se não for possível parar esta TRAGÉDIA há que encontrar um processos revolucionário.

 



publicado por DD às 19:28
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