Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Terça-feira, 19 de Maio de 2015
Quanto Vale a TAP

 

 

 

 

A TAP possui a seguinte frota com os respetivos custos unitários:

Longo Curso

4 A 330-200 a 228 milhões de dólares a unidade = 912 milhões de USD

14 A 330-200 a 171 milhões a unidade = 2.394 milhões de USD

Medio Curso

44 A 321-200 / 320-200 / 319-100 a cerca de 55 milhões a unidade = 2.420 milhões de USD

Esta frota de 62 aviões custou 5.726 milhões de dólares que são quase o mesmo que euros.

A maioria destes aviões não são muito antigos e ainda podem bem voar uns 10 anos, tanto mais que a TAP possui uma das melhores oficinas de revisão, reparação e “mid life upgrades”, que permite fazer todos esses trabalhos com trabalhadores portugueses altamente qualificados, o que significa importantes verbas em IRS e TSU cobradas pelo Estado e ausência de fundos de desemprego.

Por isso, a frota ainda vale bem uns 3.900 milhões de euros.

Para além disso, a TAP encomendou 12 A 350-800 a 245,5 milhões de euros a unidade, totalizando 2.946 milhões de euros. Estes aviões de dois motores deverão ser entregues até 2022, devendo ser adquiridos em “leasing” e destinam-se a substituir os 12 dos 14 A 330-200 de 2 motores que, mesmo daqui a dois a seis anos, ainda valor de mercado.

Os novos 350-800 são feitos em grande parte em material compósito leve, pelo que poupam 6 a 12% de combustível, o que teria agora pouca importância se a TAP tivesse comprado o combustível ao valor do mercado, mas o Pinto fez contratos derivativos (uma espécie de swaps) quando o barril estava muito acima dos 100 dólares, pelo que a empresa está a perder muitos milhões de dólares, mas provavelmente já a partir de Janeiro próximo começará a pagar parte do combustível ao preço normal, devendo estar já a comprar algum barato. Ninguém apresentou estas contas aos proprietários da TAP, os cidadãos portugueses, e não os Srs. Sérgio Monteiro, Pires e Passos.

A TAP voa para 84 destinos com as respetivas licenças e faz cerca de 2.500 voos por semana para 35 países.

Para além disso, a TAP possui uma empresa de catering como a já referida oficina num gigantesco hangar em que cabiam os Jumbo 747.

Tudo somado, acredito que o valor real da TAP será da ordem 10 mil milhões de euros ou 9 mil milhões sem a dívida que não é mais do que 10% do valor da companhia.

Os três putativos compradores andam a GOZAR com as nossas CARAS quando falam em investir cerca de 350 milhões, o que não chega para dois aviões de longo curso.

O Efremovitch diz que investe 175 milhões em dinheiro e outro tanto em seis aviões A 330 ou A 340. Só no ferro velho é que o homem terá comprado seis aeronaves a um preço inferior a uma delas.

Vender este império aeronáutico é um autêntico ATENTADO de LESA PÁTRIA.

Faz lembrar quando Portugal nos tempos dos Filipes privatizou a carreira das Índias que passaram a ser a chamada Companhia da Índia que faliu poucos anos depois.

Nota: Não me referi aqui à Portugália que possui boas unidades pequenas Fokker e Embraer para voos de curta distância e deve valer bem uns mil milhões de euros e que poderia ser vendida para capitalizar a TAP.

O problema da TAP é ser uma empresa não capitalizada devido à DITADURA germano-europeia que não quer concorrência à Lufthansa e Air France como se alemães e franceses tivesse que ter TUDO e Portugal, Itália, Suíça, Bélgica, Holanda e Espanha NADA em matéria de aviação.

O Pires de Lima disse há dias que uma empresa capitalista tem de ter capital e eu acrescento qualquer empresa e acrescentou que não tendo não será capitalismo, mas sim xico espertismo. Eis uma frase que lhe dou inteira razão.

Se Passos, Pires e Monteiro fossem HONESTOS apresentavam aos contribuintes os valores reais da TAP e não andavam a aldrabar toda a gente.

Assim como há um juiz que presume que Sócrates recebeu umas pequeníssimas verbas em luvas, deverá outro ou o mesmo que deve presumir que entregar 9 mil milhões de euros por 35 milhões permite presumir que vendedores do Governo encaixaram bem ml milhões de euros.

Não é por acaso que o malandro, mas espertíssimo, Paulo Portas não diz uma palavra sobre a privatização da TAP. Já tem o problema dos submarinos e não quer outro, apesar de ter direito a receber o seu quinhão. Sim, ou há moralidade ou comem todos.



publicado por DD às 20:40
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2015
Dieter Dellinger: A Questão do Custo do Trabalho
 
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A hora de trabalho no setor privado em Portugal está em 12,20 euros e na indústria em cerca de 11,70 euros. Muito longe dos 42 e 41,60 euros da Dinamarca de cujos estaleiros saiu há dias o maior porta-contentores do Mundo, feito por trabalhadores a ganharem mais de 30 euros à hora que em Portugal.
A Bélgica paga 41,10 e 43,20, a Suécia 40,20 e 41,40, a França 35,20 e 36,40, a Alemanha 31,80 e 37,00, a Espanha 21,30, a Grécia 14,60.
A média de toda a União Europeia (incluindo países de fora do euro é de 25,30 euros por hora
Estes valores abrangem as respetivas contribuições patronais para segurança Social, férias, feriados pagos, etc.
Portugal está longe da média europeia (para baixo) e é o país mais barato da zona euro, mas está um bocado acima de países que estão fora do euro como a República Checa e a Polónia que pagam 9,4 euros ao câmbio de um determinado dia calculado pelo Eurostat. A Bulgária paga 3,8, a Roménia 4,8 e a Lituânia 6,60 formam os países mesmo mais baratos que Portugal.
O nosso país está pois numa situação peculiar, é demasiado barato para que dos seus ordenados sejam extraídos impostos significativos, tanto em IRS como no consumo em IVA, etc. e não pode descer para os 3,8 ou 4,8 da Bulgária e Roménia e, menos ainda, para os valores da China e Índia. A China já começa a aproximar-se dos valores europeus mais baixos. De resto, os muitos trabalhadores que auferem o salário mínimo, o seu custo horário ronda os 3,8 euros.
Não vejo pois que a solução PS de reduzir a TSU em cerca de 4% para trabalhadores e patrões tenha algum significado. De 21,20, o custo horário passaria em média para 20,35 que não sei se adiantaria alguma coisa. No caso do PSD que pretende reduzir só a participação patronal, o significado é o mesmo.
Os números mostram que Portugal cometeu o erro de entrar na euro, mas é tarde para sair ou para lamentações, a solução está em retomar as ideias do engenheiro José Sócrates e tentar criar uma economia mais evoluída que produza bens de maior valor acrescentado. Portugal é um grande exportador de projetos e software diversos, mas os tribunais estão empenhados em destruírem a exportação de inteligência, considerando-a corrupção do engenheiro Sócrates, apesar de ter sido o mais engenheiro de todos os políticos.
Fora do euro, o custo horário português poderia estar nos 8,5 euros, mas será que isso compensaria alguma coisa.
Portugal tinha a maior doca seca do Mundo na Margueira que está desativada apesar do baixo custo do escudo de há uns anos atrás.
De resto, entre os países que estão fora do euro com baixos custos salariais como a Polónia e a República Checa há um fator de proximidade ao grande mercado alemão. Já aqui escrevi que vi em Berlim carrinhas polacas irem ao Hotel buscar a roupa suja para a lavarem na Polónia por causa da diferença entre 8,4 e 37 euros horários.
A Polónia tornou-se naquilo que é o México para os EUA, ou seja, o local perto para explorar mão de obra barata.
A República Checa também é a grande fornecedora de prostitutas, cerveja e carros Skoda. Dizem que a prostituição checa proporciona mais divisas em euros que os automóveis Skoda. Parece que a diferença vai de 20 a 25 na República Checa para mais de 100 euros na Alemanha por qualquer coisa entre 20 e 45 minutos.
Saliente-se que a TSU em Portugal é o único imposto do Estado que não aumentou nos últimos trinta anos ou mais.
Li grande parte do livro do prof. Mário Centeno e até agora não encontrei uma solução para o problema do desemprego e do baixo crescimento da economia nacional.
A Portugal faltam empresários, mas não há investidores nacionais e de fora só vêm parasitas para comprarem por baixo preço monopólios que apenas aumentam os custos de contexto nas produções nacionais


publicado por DD às 22:50
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Sábado, 2 de Maio de 2015
Dieter Dellinger: O e-Diesel Sintético

 

A AUDI do grupo VW conseguiu produzir o primeiro gasóleo sintético, denominado e-Diesel azul e que não é poluente por não largar partículas sulfurosas provenientes dos hidrocarbonetos fósseis.

O processo não é verdadeiramente novo, dado que retoma a química que existiu durante a última guerra e que os aliados destruíram não só os equipamentos fabris como até as patentes.

Trata-se pois de produzir hidrogénio por eletrólise reversível a partir de eletricidade e fazê-lo reagir com monóxido de carbono CO obtido a partir de reações de vapor de água com CO2 da atmosfera ou de outra origem como uma central a carvão limpa. Tal como antigamente se obtinha o gás pobre nos gasogénios, agora transforma-se esse gás em hidrocarbonetos de cadeia longa para dar o gasóleo ou e-Diesel.

O custo de produção depende do preço da eletricidade, pelo que a Audi quer instalar fábricas na Alemanha juntamente com instalações produtoras de eletricidade para ficar independente dos monopólios da eletricidade.

Se o governo da Merkel for inteligente e não esmagar o processo com impostos, o avanço alemão será gigantesco. Não deixem pois os políticos e economistas meterem-se no negócio. Uns roubam e os outros só conhecem os números do passado

A Alemanha durante a guerra produziu grandes quantidades de gasolinas e gasóleos sintéticos em poucas fábricas. Curiosamente, Churchill foi um aliado de Hitler porque nunca autorizou os seus bombardeiros a destruírem as 17 fábricas de hidrocarbonetos sintéticos. Se o tivesse feito em 1942, a guerra acabava de imediato, o líder inglês queria que os nazis destruíssem a URSS e só depois do desembarque na Normandia e quando as forças ocidentais chegaram à fronteira alemã é que ingleses e americanos bombardearam as cinco grandes fábricas de sintéticos em Leuna e as restantes noutros locais. Isso não é referido por Martin Gilbert na sua História da II. Guerra Mundial distribuída pelo Expresso nem nas memórias de guerra de Churchill.

A Alemanha é politicamente chata, mas foi preciso libertar-se dos russos e americanos para começar a resolver o imenso problema que é a poluição atmosférica e a importação de petróleo bruto. De resto, a queda dos preços do crude” tem a ver com o conhecimento de que o petróleo fóssil tem os dias contados. Também foi preciso que a Rússia tentasse conquistar a Ucrânia para a Alemanha saber que não pode contar com o gás natural russo, apesar de a sua venda ser indispensável à Rússia que não exporta mais



publicado por DD às 22:48
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2015
Diogo Sotto Maior: Guerra Demencial Contra Sócrates

 

Segundo o jornal Expresso, o Ministério Público terá encontrado o rasto de 17 milhões de euros destinados a um Sócrates sem nome. Em parte alguma há uma conta ou uma transferência para o ex-PM e a quantia é demasiado grande.
Tudo indica que se trata de um ataque monstruoso de esquizofrenia jurídico-política do MP que vê dinheiro de Sócrates em toda a parte. Até chegar às eleições deve descobrir que as contas de todos os portugueses são de Sócrates e o dinheiro que terá vai ainda ultrapassar o PIB nacional.
Isto, considerando que o termo Ministério Público no artigo dos jornalistas Hugo Franco e Rui Gustavo corresponde efetivamente a uma divulgação do Carlos ou do Rosário, pois não é conhecido nenhuma declaração oficial do Ministério Público e, como é sabido, os órgãos da Justiça e do Estado só comunicam oficialmente e nunca através de um Hugo Franco e Rui Gustavo.
A quantia referida já é demasiado alta para não se refletir nos preços de obras mandadas fazer pelo Estado Português durante o mandato do Engenheiro José Sócrates.
Para disfarçar, o MP ou os Jornalistas arranjaram obras feitas pelo grupo Lena no estrangeiro, sem nunca se referirem aos projetos da empresa ProEngel do Eng. Carlos Santos Silva que, aparentemente, para o PM terá trabalhado em dez países ou mais sempre de graça.
O Joaquim Barroca, administrador do grupo Lena, terá recebido de empreitadas feitas na Roménia (Aeroporto Internacional de Bucareste, Estrada Nacional de entrada na capital, etc. 35 milhões de euros que se “destinavam em parte a Sócrates”. Os trabalhos foram quase gratuitos. Para além disso, o grupo Lena ganhou a conhecida empreitada para a construção de 50 mil casas na Venezuela e, escreve o Hugo e o Rui ou o MP, foram sinalizadas obras nos EUA, em Angola, principalmente em Benguela, Argélia, etc.
Dessas obras de valor superior a 2 mil milhões de euros, o administrador terá recebido 17 milhões de euros, dos quais só utilizou 120 mil euros para a compra de carros antigos, o resto foi para contas na Alemanha e Reino Unido sem qualquer especificação concreta no texto.
Enfim, o administrador Barroca exporta serviços de engenharia e construção no valor de mais de 2 mil milhões de euros e só recebe 120 mil euros para dar tudo a Sócrates.
O MP terá começado por falar em 1,5 milhões para Sócrates e já vai nos 17 milhões. Contudo, não existe qualquer conta de Sócrates de montante elevado e não há registo de saída de dinheiro em notas que se aproxima sequer de 1% do montante global referido.
O Expresso inventou ou prestou-se a dar a conhecer uma tese hilariante e absolutamente demencial de jornalistas ou magistrados.
Apesar de não ter confiança no Carlos e no Rosário não acredito que toda aquela conversa de contas no valor de 17 milhões de euros para Sócrates tenha partido do Ministério Público, a não ser que os dois principais magistrados enlouqueceram completamente.
A realidade foi expressa pelo advogado de Sócrates Pedro Delille quando diz: “o MP está a tentar “disfarçar” o “facto novo” que resulta da carta rogatória da Suíça: “O que a carta rogatória prova é que não há qualquer relação do engenheiro Sócrates com as contas na Suíça, Nem direta, nem indiretamente através de empresas. Não há nada que o ligue ao dinheiro. Mais que inverosímil, a alegação do MP é IMPOSSÍVEL”.
Ainda há um holandês metido no barulho que transfere 2 milhões para contas na Suíça controladas por Joaquim Barroca e que este transferiu para as empresas Giffard Finance a Vama Holding. Escreve o Expresso: O dinheiro foi parar à esfera de José Sócrates diz o MP ou os jornalistas.
Ora qualquer pessoa com alguns neurónios sabe que as empreitadas da Lena e os projetos de engenharia e arquitetura da ProEngel que envolvem sondagens, agrimensura, etc. no estrangeiro devem ter sido feitas com financiamentos internacionais, o que é normalíssimo, pelo que é lógico que as referidas transferências tenham a ver com o pagamento de financiamentos e o MP não tem a mais pequena prova que Sócrates tem algo a ver com a Giffard Finance e a Vama Holding. O mesmo acontece com dinheiros transferidos por Helder Bataglia.
Enfim, para os incompetentes do MP, obras enormes da Roménia à Venezuela, passando pela Argélia, Angola, etc. não tiveram financiamentos e terão sido pagas adiantadamente pelos clientes. Só mesmo mentes muitos estúpidas é que acreditam nisso.



publicado por DD às 16:23
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