Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Sábado, 26 de Setembro de 2015
Atenção Reformados, Atenção "Peste Grisalha"

O documento orçamental enviado pela coligação a Bruxelas, prevendo um corte de 600 milhões de euros nas pensões de reforma em 2016 não refere apenas a um ano, mas sim a um corte definitivo.
Por isso, o Governo PSD/CDS comprometeu-se a cortar 2.400 milhões nas reformas durante a próxima legislatura e a criar condições para a continuidade do corte.
Um governo que vier depois da próxima legislatura terá dificuldade em devolver esse di...nheiro aos reformados e, mesmo, em repor apenas a situação anterior sem aumentar a dívida, já de si gigantesca e impagável.
Votar no PAF é votar contra os reformados, os mais idososo, os pais e avôs dos jovens que só arranjam empregos temporários com ordenados mínimos



publicado por DD às 22:39
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015
Dívida e Défice Impagáveis - Um Desastre Completo

O défice no primeiro semestre foi de 4,7%, anualizado, portanto, de 2,35% no semestre. Para atingir a meta dos 2,8% seria necessário um saldo negativo de 0,9% anualizado ou 0,45% no na execução orçamental durante o segundo semestre. Os 2,35 mais os 0,45 dão assim 2,8%.

Mas, ter um défice real de 0,45% no segundo semestre não vejo como isso pode ser possível, já que uma grande parte dos impostos são pagos adiantadamente ou por conta como o IRS de salários e pensões, o IRC das empresas, o IVA que é paga de 3 em 3 meses, podendo o Estado atrasar os reembolsos ou as exportações serem menores o que significa menos reembolsos. Além disso, há pagamentos de vencimentos de dívida que podem ou não ter sido anualizados como se faz com os juros. O noticiário não foi muito explicito se se tratou de contabilidade orçamental em valor ou nacional em percentagem do Pib.

Os jornalistas de vários jornais, nomeadamente o Expresso, não explicaram que o dado económico era anualizado como é hábito em que se dá um valor mensal e presume-se que pode manter-se constante durante 12 meses e daí multiplicar-se por 12, o que é mais difícil de acertar do que quando se trata de dois semestres.

A correção do IRS no segundo semestre não deve ter dado muito benefício porque nalguns casos há que pagar algo mais e noutros é o contrário.
As despesas são contínuas e, sobretudo, salários e pensões, além de que o salário e ordenado de Natal tem estado a ser pago em duodécimos. O salário ou pensão extra das férias foi pago em Julho, pelo menos aos reformados. Os IVAs das despesas natalícias vão cair já no primeiro trimestre de 2016.
Tudo indica que o défice do segundo trimestre será igual ou superior ao do primeiro, pelo que o défice pode atingir o valor astronómico de 9,4%, o que fará aumentar ainda mais a dívida de 290 mil milhões de euros.
Esta dívida, superior em 116 mil milhões de euros à deixada por Sócrates, associada agora aos défices excessivos significa que é impagável e, mesmo, insuscetível de se se manter como tal sem subir nem descer.
Só o BCE é que pode intervir de algum modo para aliviar esta tremenda carga que esmaga Portugal para permitir o crescimento da economia.
A única coisa que mudou no úiltimo ano foi a possibilidade de o BCE adquirir dívida em segunda mão e, como tal, provocar uma pequena redução dos juros e do prémio de risco que é assumido pelo BCE pela compra de dívida a quem a quiser vender. O governo tem aproveitado isso para aumentar a dívida e gerir os vencimentos com algum avanço através de novos empréstimos. Já contraiu dívida a 30 anos, pelo que não há solução por causa dos défices sem crescimento da economia.



publicado por DD às 22:47
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2015
Dívida Pública Consolidada de 290,033 milhões de euros

 

Em julho, segundo o Diário de Notícias, a dívida do setor público não financeiro fixou-se em 290,033 mil milhões de euros, o que representa 1298 milhões de euros acima do registado em junho, tendo em conta a informação disponibilizada no Boletim Estatístico. Este setor abrange as dívidas do Estado Central consolidadas com as dívidas de empresas públicas ou intervencionadas, dívidas autárquicas e de Institutos e Fundações Públicvas, etc.

Quanto à dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, esta foi de 227,112 mil milhões de euros em julho, mais cerca de 1,7 mil milhões do que no mês anterior.

Descontando deste valor os depósitos da administração pública, o montante é então 212,269 mil milhões de euros, neste caso mais 1,5 mil milhões de euros.

Para o mês de julho, o Banco de Portugal não refere o valor da dívida em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), uma vez que esse só é divulgado no final e cada trimestre. Em junho, a dívida na ótica de Maastricht tinha recuado para os 128,6% do PIB.

O Governo estima que a dívida pública se reduza para os 124,2% do PIB no final deste ano, uma previsão mais otimista do que a da Comissão Europeia, que antecipa que o endividamento público português feche o ano nos 130,2% do PIB.

Excluindo os depósitos da administração pública, o Governo prevê que a dívida pública seja de 116,5% do PIB no final de 2015.

Ainda quanto aos dados de Portugal hoje divulgados, olhando para o setor privado, o endividamento baixou em julho, ainda que ligeiramente.

A dívida das famílias caiu em julho 426 milhões de euros face a junho para 266,780 mil milhões de euros.

Redução houve também no endividamento dos particulares, de 314 milhões de euros para 145,834 mil milhões de euros.

- See more at: http://www.rtp.pt/noticias/economia/divida-publica-aumentou-para-290-mil-milhoes-de-euros-em-julho_n859904#sthash.BVFH0J5z.dpuf

 

 

 



publicado por DD às 23:41
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2015
O PS e o PCP mais BE. Qual a diferença?

 

 

Ouvindo e lendo os programas do PCP e BE não vejo grande diferença com as propostas do PS, salvo os insultos do Jerónimo e da Martins.

Efetivamente, PS, PCP e BE defendem a escola pública, a segurança social sem o roubo dos 600 milhões de euros e com a eventualidade de repor algo do foi cortado, o serviço nacional de saúde que, de resto, é uma criação do PS e todos somos a favor de uma político de emprego e crescimento económico, mas aí entramos no domínio financeiro que requer muita habilidade e conhecimento para encontrar soluções. Também somos contra as privatizações dos setores públicos, principalmente a custos quase zero como tem acontecido.

Fora disto, ouvi hoje o Jerónimo do PCP na TSF com vários insultos ao PS e com a afirmação de que defende a saída do euro, mas que se trata de um processo com debate entre políticos e o povo português. Jerónimo reconhece que não se trata de um processo fácil e recusa um plebiscito sobre a saída porque, obviamente, no dia seguinte toda a gente ia levantar os seus euros se o resultado fosse favorável à saída do euro com o inerente colapso da economia ou mesmo ainda antes do plebiscito. Mas, Jerónimo sabe bem que a probabilidade de os portugueses aprovarem a manutenção do euro seria superior a 80%.

Além disso, teria de se encontrar uma solução para a dívida e a Europa não iria obedecer à voz de comando do Jerónimo.

O PCP criticou a entrada no euro, o que é uma opinião tão válida como a contrária. Fora do euro, a moeda pode desvalorizar como a da Ucrânia, por exemplo. Li há dias no jornal “Frankfurter Allgemeine Zeitung” que o governador da província ucraniana de Mariopol ganha 254 euros depois de convertida a moeda do seu país para euros. Por isso, acredito que o ordenado mínimo é capaz de ser 50 euros mensais ou menos. Claro, relativamente aos produtos locais, a Paridade de Poder de Compra não corresponde a esses valores, mas quanto às importações será bem diferente. Por exemplo um computador barato poderá custar aqui 390 euros correspondente a 7 ou 8 ordenados mínimos da Ucrânia, o que será como se fosse 3.500 a 4.000 euros para um português.

Na exportação, não parece que os ucranianos ganhem muito, pois os seus aviões Antonov não se vendem em parte alguma nem muitas das armas que fabricam ou outros produtos.

Praticamente, as moedas de baixo valor só servem para explorar todos os trabalhadores sem exceção quando estão ao serviço das empresas dos grandes países capitalistas como a romena Dacia da Renault, a Skoda da VW, etc.

Claro, a República Checa que faz fronteira com a Alemanha exporta muito o serviço de prostituição. Ir às checas tornou-se palavra de ordem no sul da Alemanha como também ir beber cerveja que é muito mais barata na referida República.

PCP e BE falam na reestruturação da dívida, o que não se faz às ordens de qualquer governo, mas por via da colocação de dívida a juro mais baixo para pagar vencimentos de dívida a juros altos. Isso até está a ser feito pelo governo atual porque Draghi deu garantias aos bancos que compraria toda a dívida pública que queiram vender. E o BCE prometeu devolver os juros pagos no ano seguinte ao do pagamento, pelo que as dívidas podem vencer verdadeiramente um juro de 0%. A Merkel não se opôs porque não quer duas Grécias ao mesmo tempo. Claro, isso será feito se não houver abusos e for respeitado o tratado orçamental. Permitir o aumento da dívida de qualquer maneira só para ganhar eleições pode o PCP e o BE quererem, mas não será solução. A dívida atual é demasiado alta para poder crescer muito mais e cresceu bem nos quatro anos de governo da direita que não pode pretender que encontrou qualquer solução para o País.

Repare-se que um défice de 3% sem crescimento igual corresponde a um aumento da dívida em mais de 30% ao fim de 10 anos que passam num instante.



publicado por DD às 19:20
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