Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
O Novo Aeroporto de Lisboa e os Submarinos do Portas

 

Hoje, na AR, o licenciado Paulo Portas, indagou o PM sobre os custos do Novo Aeroporto de Lisboa.

 

Sócrates respondeu que os cálculos estimam em 3,1 mil milhões de euros a despesa a ser feita na construção do NAL. Para além disso, acrescento eu, há despesas com a quadruplicação da linha de caminho-de-ferro e composições extras mais umas infraestruturas rodoviárias e algumas derrapagens, pelo que o custo total pode situar-se nos 4 mil milhões de euros a serem desembolsados ao longo de um período que vai de 2008 a 2017.

 

Este ano, espera-se ter as propostas e cadernos de encargos a serem colocados em concurso internacional para construção e exploração e em 2008 serão abertas as propostas e escolhido o vencedor para que o obra se inicie em 2009 para estar concluída entre 2015 e 2017.

 

Há uma verba inscrita no Quadro Comunitário de Apoio da EU de 170 milhões de euros para o aeroporto e está em discussão em Bruxelas a verba para as infraestruturas ferroviárias que têm sido apoiadas por Bruxelas em 50% ou mais como podemos avaliar pelas tabuletas colocadas na Ameixeira respeitantes ao Metro e na Estação Roma relativamente à obra da linha de Sintra. Por isso, é admissível que venham mais uns 230 milhões de euros para totalizar um apoio de 400 milhões.

 

O Estado pretende desembolsar até 600 milhões de euros, mas um dos factores preferenciais na escolha do vencedor será o da redução da participação do Estado.

 

De qualquer modo, consideremos que mil milhões de euros serão provenientes do OE e da EU.

 

Qual o significado desta verba para um Aeroporto que deverá servir no início uns 18 milhões de passageiros a aumentar para 35,6 milhões em 2040 e uns 47 milhões em 2050. 

 

Para efeitos comparativos façamos umas contas respeitantes a despesas feitas pelo Portas quando Ministro da Defesa.

 

Portas, ou seja, o Governo Durão Barroso, encomendaram na Alemanha dois submarinos U-209P pela módica quantia de 900 milhões de euros em custo de estaleiro para serem entregues em 2009 e 2010 ou 2011. O actual governo tem tentado protelar a entrega dos submarinos e arranjou um contrato de leasing com um grupo bancários para que os mesmos sejam pagos em 20 a 25 anos.

O custo total deverá rondar os 1,5 mil milhões de euros, aos quais deveremos acrescentar a despesa operacional estimado neste tipo de navio de guerra em 10% do custo em estaleiro por ano, ou seja, em vinte anos 1,8 mil milhões de euros.

 

Para satisfação do ego de uns almirantes e do Portas, nós os contribuintes, vamos gastar qualquer coisa como 3,3 mil milhões de euros, ou seja, mais que o Novo Aeroporto de Lisboa situado na OTA.

 

Mas, para que vão servir os novos submarinos? Qual a guerra em que vão entrar? Qual a costa ou território que Portugal necessita de defender com submarinos? Quem vai usufruir dos submarinos? Que postos de trabalho vão ser criados? Quais os impostos pagos ao Estado português pelos construtores dos submarinos e dos equipamentos anexos como electrónica, motores, armas, etc.

 

É evidente que a resposta a todas essas perguntas é ZERO.

 

Quanto ao NAL, construído por portugueses em Portugal, o Estado vai arrecadar em impostos de toda a ordem bem uns 40% da verba gasta. Refiro-me a IRS dos trabalhadores, IRC das empresas, descontos para a Segurança Social, impostos de combustíveis e de viaturas, IVAs de materiais de construção, máquinas, etc. Daí que o Estado deve arrecadar 1,6 mil milhões de euros nestes impostos todos e quase ZERO nos submarinos, porque todo o equipamento é estrangeiro e só os salários dos membros das guarnições é que ficam cá e não serão mais de umas duzentas pessoas, incluindo pessoal do Alfeite que pagarão impostos com o dinheiro do Estado e não com a receita da exploração de um grande aeroporto, a qual vem em grande parte de fora.

 

Portas inventou umas contrapartidas que se revelaram iguais a ZERO pela comissão que as está a avaliar. Portas chegou a referir como contrapartida uns navios construídos e a construir nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para um armador alemão que nada tem a ver com os estaleiros dos submarinos e que manda construir navios nos ENVC há mais de trinta anos.

 

Assim, nos próximos 22 anos temos de um lado 3,3 mil milhões de euros para dois pequenos submarinos e do outro temos 4 mil milhões de euros para um Aeroporto a servir 27,1 milhões de passageiros. Os submarinos irão então para a sucata, enquanto o Aeroporto dará trabalho a 28 mil pessoas e poderá alargar a sua capacidade para quase 50 milhões de passageiros em 2050 e continuar a ser Aeroporto em 2100 e mais para além.

 

Mas, acrescente-se ainda que o desmantelamento do Aeroporto de Portela poderá dar lugar a um amplo parque industrial e empresarial a servir a cidade de Lisboa, além de espaços habitacionais e jardins. No seguimento de Camarate até Alverca, Portela tornar-se-á numa ampla zona de empregos industriais com evidente encaixe para o Estado. Estima-se em mais de mil milhões de euros o valor dos terrenos, a preços especialmente baixos para a indústria, da imensa zona da Portela, o que poderá amortizar completamente a verba dispendida pelo Estado e há espaço até para uma grande fábrica de automóveis, por exemplo. Com os apoios da EU, impostos pagos ao Estado e valor dos terrenos, o NAL custaria ao Estado, se fosse a entidade pagadora, uns 800 milhões de euros, mas como poderá ser entregue a uma entidade construtora e exploradora do mesmo, o Estado terá lucro. Em 2050, o NAL poderá movimentar 47 milhões de passageiros a pagarem taxas equivalentes a uns 1,5 mil milhões de euros anuais, enquanto os dois submarinos do Portas serão vendidos para sucata. Se o Estado vendesse os submarinos à China, por exemplo, ficaria com dinheiro para subsidiar largamente uma importante fábrica de automóveis e camiões, incluindo motores.

 

Saliente-se que a solução preconizada pelo Portas de Portela mais outro aeroporto significaria que cada um dos aeroportos deveria ter capacidade para 24 milhões de passageiros, pelo que o segundo aeroporto acabará por custar tanto como a OTA e a economia de escala será menor. Os especialistas em aeroportos afirmam todos que o ideal é um aeroporto a crescer dos 17 para os 47 milhões de passageiros. Para muito mais, o espaço aéreo será incontrolável e para menos dividido em dois aeroportos os custos operacionais serão a duplicar.

 

A propósito de submarinos, saliente-se que a actual classe Delfim adquirida à França entre 1967 e 1969 destinavam-se a proteger as linhas de navegação para as colónias, mas só um submarino fez uma viagem às Ilhas de Cabo Verde para verificar que não estava adequado para operar em águas tropicais, apesar de ter sido encomendado para isso.

 

Outra curiosidade da direita. Dizem agora que o actual presidente da TAP quer que seja feito um aeroporto para trazer milhões de brasileiros para Portugal de acordo com a vontade do governo brasileiro em promover a imigração dos seus excessos de população. Como se o Estado português não existisse.


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publicado por DD às 22:49
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7 comentários:
De Anónimo a 13 de Junho de 2007 às 23:54
Já agora... porque não acabar com a Marinha de vez?... e com o Exército e com a Força Aérea?... Acabar de vez com estes sorvedouros de dinheiro e confiar a nossa segurança a uma entidade externa?... Abríamos um concurso público, fazíamos outsourcing... era só dinheiro a entrar!..


De Nuno Pereira a 5 de Julho de 2007 às 22:20
Com a recente reestruturação dos capitais próprios da empresa, a par das encomendas para a Marinha que ascendem a 500 milhões de euros, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) saíram em Janeiro da situação de falência técnica, agravada desde 2001.

Em entrevista ao DN, o administrador da empresa Fernando Geraldes explicou que o reequilíbrio das contas dos estaleiros foi possível devido a uma operação de "reavaliação dos activos", graças à inclusão do equipamento a instalar nos ENVC, vindo dos estaleiros alemães da Flender (ao abrigo das contrapartidas da aquisição de dois submarinos pela Armada), no valor de 48,5 milhões de euros.

"Permitiu suportar parte dos capitais negativos, que em 2003 estavam em 48,9 milhões", acrescentou. A reavaliação dos activos já existentes nos estaleiros e dos projectos próprios foram outras medidas que permitiram a reconversão dos capitais próprios para um valor positivo de 2,5 milhões de euros. Desta forma, acrescenta, os estaleiros "saíram do Artigo 35 [do Código das Sociedades Comerciais]", que se estivesse em vigor "levaria a empresa à extinção na próxima assembleia geral". O passivo bancário dos ENVC ronda os 30 milhões de euros, havendo a perspectiva de a empresa "fechar 2005 no zero", depois de 12 milhões de prejuízo em 2004 e 29 milhões no ano anterior.

Com um volume de negócios de 59 milhões de euros, em 2004, a administração dos ENVC espera uma subida, este ano, para os 144 milhões de euros, o que permitirá apresentar, pela primeira vez em "mais de uma década", resultados positivos de 5 milhões de euros.

Durante uma visita recente do ministro da Defesa aos ENVC, Paulo Portas garantiu que graças a este plano de recuperação "o espectro da falência" será afastado "de uma vez por todas". Para esta recuperação financeira, em muito vai contribuir a construção para a Marinha que envolverá, até 2014, dez navios-patrulha oceânicos (NPO) e cinco lanchas de fiscalização, avaliados em mais de 300 milhões de euros. A entrega do primeiro patrulha está prevista para daqui a um ano e o segundo em Março do ano seguinte. De maior envergadura é a construção do primeiro navio polivalente logístico português, que custará ao Estado mais de 250 milhões de euros.

O reforço da construção para a Marinha permitiu aos estaleiros, em Janeiro, integrar a Empordef, holding pública que controla as indústrias de defesa. "A alavanca do relançamento dos ENVC e da construção naval portuguesa será a modernização dos meios da Marinha e faz todo o sentido a associação entre as indústrias de defesa e os estaleiros", justificou então Paulo Portas.

O aumento da produção da empresa é uma das metas assumidas pela administração. Assim, fruto das contrapartidas da aquisição dos submarinos, a HDW vai transferir este ano maquinaria e equipamentos. É o caso do aumento da área coberta da empresa, o que permitirá "melhorar" as condições de construção em série, podendo gerar "condições para um aumento de produção superior a 15%", sublinha Fernando Geraldes.

Até final do ano, os ENVC deverão avançar com a construção para a Armada do primeiro navio polivalente logístico, capaz de projectar forças de combate, participar em operações de socorro e de servir a Força Aérea e o Exército.

Tal como o DN tinha avançado, o contrato com o Ministério da Defesa foi fechado na semana passada e prevê um custo de 210 milhões de euros, a que se somam 30 milhões para a revisão de preço durante os quatro anos necessários à sua construção. A entrega está prevista para 2009, dispondo aquele navio de armamento para defesa própria e contramedidas anti-míssil, que vão custar mais de 30 milhões de euros.

Em curso está já a elaboração do projecto técnico do navio, avaliado em 15 milhões de euros, mas que será disponibilizado pelo grupo alemão HDW aos ENVC sem qualquer custo, no âmbito das contrapartidas pela construção dos submarinos. Fonte da Marinha disse ao DN tratar-se de "um navio exemplar" para o tipo de acções que são necessárias actualmente.






De Nuno Pereira a 5 de Julho de 2007 às 22:40
O presidente da Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC) afirma que o contrato de contrapartidas para empresas portuguesas pela compra dos submarinos está cumprido a 40%, mas considera "grave" que o dos helicópteros só tenha 5% de cumprimento.


De acordo com o presidente da CPC, pela aquisição de equipamento militar por parte do Estado português, estão em curso sete contratos de contrapartidas - um dos quais já concluído, relativo à aquisição da primeira esquadrilha de F-16, da responsabilidade da Lockheed Martin, no valor de cerca de 94,7 milhões de dólares.

Também segundo o mesmo responsável, os contratos relativos à aquisição de torpedos para a esquadra de submarinos (de 46,4 milhões de euros) e de veículos blindados com rodas à Steyer (de 516 milhões de euros) "entraram em vigor apenas no início deste ano, porque aguardaram visto do Tribunal de Contas".

"Tanto o contrato relativo aos torpedos, como aos veículos blindados com rodas, como só agora entraram em vigor, têm ainda oito anos para serem cumpridos", salienta.

Rui Neves refere que também são recentes os contratos de contrapartidas pela aquisição dos C-295 (assinado em Fevereiro e que aguarda visto do Tribunal de Contas) e para o "up-grade" de duas esquadrilhas de F-16 da Lockheed Martin.

O presidente da CPC sublinha que o maior contrato de contrapartidas, no valor de 1,2 mil milhões de euros, envolve a aquisição de submarinos à HDW, mas adianta que o seu cumprimento, ao fim de ano e meio, "atingiu já os 40%".

"Esses 40% tem muito ver com um conjunto de encomendas colocadas nos estaleiros de Viana do Castelo, que se assumiu como um dos eixos desse concurso", aponta este responsável, que tomou posse do seu cargo em Maio de 2005.

"Independentemente das expectativas de algumas empresas, temos ainda seis anos e meio pela frente" para cumprir o contrato de contrapartidas" com a HDW, refere Rui Neves, adiantando, no entanto, que alguns dos projectos constantes neste programa de contrapartidas "terão de ser redefinidos".

De acordo com a explicação do presidente da CPC, alguns destes projectos de contrapartidas - e que poderão ser reajustados - começaram a ser definidos em 1997, "e em sete anos, até 2004, houve muita coisa que mudou".

Interrogado sobre a possibilidade de os futuros submarinos da Marinha portuguesa ficarem dependentes de uma empresa grega ao nível da manutenção das baterias - uma queixa do presidente da Autosil, Pedro Sena da Silva -, o presidente da CPC desvaloriza este ponto.

"Defendo que deve haver indústrias nacionais viáveis ligadas à Defesa, o que significa têm de trabalhar para o mercado internacional.

Da mesma forma, tenho de aceitar também que Portugal envie alguns dos seus equipamentos para manutenção no exterior", sustenta.

Rui Neves diz mesmo que "Portugal não se pode dar ao luxo de ter uma falsa independência nacional em torno de manutenção de equipamentos".

"Não presumo que as guerras do futuro sejam com a Grécia ou com qualquer outro país" aliado de Portugal na NATO, acrescentou o presidente da CPC.

Já em relação à aquisição de helicópteros EH 101 ao consórcio ítalo-britânico Agusta/Westland, o presidente da CPC reconhece que "é um contrato que tem corrido mal", tendo um grau de cumprimento de cinco por cento num prazo de quatro anos e meio.

"Finalmente, estão a ser criadas as condições para renegociar este contrato, em circunstâncias que defendam o Estado Português, disse Rui Neves. Embora sem especificar em que moldes irá ocorrer a renegociação do contrato.

Sobre os processos de contrapartidas, o anterior presidente da CPC, o ex-dirigente do CDS-PP Pedro Brandão Rodrigues (nomeado para o cargo pelo ex-ministro da Defesa Paulo Portas) recusou-se a prestar declarações à agência Lusa.

No entanto, um membro da sua anterior equipa responsabilizou o segundo Governo socialista de António Guterres (e o então ministro da Defesa Rui Pena) pelas dificuldades criadas na execução das contrapartidas com o consórcio Agusta/Westland.



De Anónimo a 2 de Agosto de 2007 às 13:20
Meus senhores,

O interessante dos submarinos é a sua capacidade de dissuassão de possíveis agressões com meios navais a Portugal e a manutenção da soberania portuguesa sobre a nossa ZEE.
O objectivo quando se adquire uma arma como os submarinos, não é propriamente utilizar os mesmos num conflito armado, mas sim evitar o conflito recorrendo à ameaça que estes representam e em último caso concretizar a ameaça destruindo elementos navais adversários e refira-se que os torpedos navais são excelentes a fazê-lo, mesmo quando se trata de atacar grandes unidades de superfície como os porta aviões ou os antigos couraçados. A isto acresce a excelente furtividade dos submarinos, especialmente destes (Fuel-cell, ultra-silenciosos).
Uma prova do indicado acima, é o facto de apesar de Portugal dispôr de submarinos desde 1910, nunca ter sido necessário um torpedeamento, e ocasiões não faltaram com as duas guerras mundiais e todas as pressões sobre Portugal que ocorreram nessas épocas. Só que ao contrário da época do ultimato britânico de 1890, um bombardeamento naval a Lisboa (ou outra cidade costeira importante), para fazer valer a razão do mais forte, dessa vez podia sair caro ao atacante, pois ficaria ao alcance dos submarinos, que poderiam atacar de qualquer local na zona.
Por estas razões, e como o mundo não mudou assim tanto nos últimos 100 anos quando se trata de disputar território e recursos naturais, considero o dinheiro dos meus impostos bem gasto numa pequena esquadrilha de submarinos que pode vir a evitar conflitos futuros relacionados com o nosso território marítimo.

Cumprimentos


De Patriota a 22 de Setembro de 2007 às 04:46
É isso. Vamos acabar com as forças armadas! Não estão a fazer nada e são uns sorvedouros do dinheiro dos contribuintes!
Mas espera... A indústria de defesa é a mais competitiva e a que mais dinheiro move a nível mundial... Os maiores avanços tecnológicos são sempre adaptações civis de grandes avanços militares... A única coisa que os Portugueses se podem queixar é de uma má gestão governamental, que aposta em comprar e não em criar! Mas a culpa também é nossa, eleitores!
Queremos é um hospital por freguesia, centros comerciais têm de ser pelo menos dois e aumentos salariais!
Mas se alguém fala em investir (e nada melhor que a defesa para investir) esse "alguém" é praticamente "apedrejado" em praça pública.
Voltando à questão das forças armadas, perguntem aos habitantes de Portugal Insular o que acham da Marinha e da Força Aérea. Perguntem aos pescadores o que acham da Marinha e da Força Aérea que patrulha m incessantemente a nossa ZEE para que os nossos recursos não revertam para o bolso de espanhóis (principalmente). Perguntem às vítimas dos fogos o que acham dos soldados que combateram as chamas para defenderem as suas terras e bens! Não foram só os bombeiros, também lá estavam os bravos do nosso Exército! Perguntem a bósnios e kosovares, timorenses e afegãos, líbios e iraquianos o que pensam dos que deram sangue para assegurar a liberdade deles, sem pedirem nada em troca a não ser o respeito do Povo pela profissão das "armas"! E façam as contas ao número de pessoas salvas pelas Forças Armadas. Tanto no mar, como em catástrofes naturais.
Sinceramente, a compra de submarinos para mim é vergonhosa! Peca por defeito! Se "investissem" em 5 ou 6, talvez os nossos desempregados estivessem agora a montar peças de modernos submarinos e a adquirir elevado conhecimento tecnológico. E as nossas Forças Armadas veriam as suas capacidades salvaguardadas. Porque os nossos militares, apesar das péssimas condições, sempre desenvolveram a sua missão com brio e sentido do dever, para que seja possível continuar a dizer baboseiras sobre as nossas Forças Armadas sem que paire uma ameaça sobre a cabeça de cada um de nós e nos levasse a dizer "Se eu soubesse..."


De DD a 27 de Setembro de 2007 às 23:15
Irritante e pouco honesta tem sido a crítica ao aeroporto versus a sua ausência relativamente aos submarinos.
Pode ser que os subs sejam necessários, talvez apenas para garantir o comando naval ibero-atlântico da Nato em Portugal, mas a verdade é que mais importante que isso é possuir no futuro uma boa instalação aeroportuária.
Dizer ao povo que um aeroporto não é necessário é um escândalo, principalmente quando se pretende que dois pequenos submarinos de preço exorbitante são necessários.
O noticiciário de hoje e já de há mais tempo revelou a corrupção que larva nos sectores de compras da Marinha com capitães-de-fragata presos e os medias revelaram que a HWD depositou 30 milhões numa agência do BES em Londres. Alguém da PJ revelou que se tornou impossível saber para onde foi o dinheiro, já que partiu para offshores.
O Salgado Espírito Santo diz que o dinheiro foi para pagar serviços prestados ao banco, mas não revelou a natureza dos mesmos nem se valiam tanto dinheiro.
É mais que óbvio que os dinheiros para pagar "serviços" de privados relativamente a compras de material de guerra são sempre para pagar comissões; são corrupção activa para a corrupção passiva e estes 30 milhões ainda irão a tribunal.


De DD a 27 de Setembro de 2007 às 23:17
Irritante e pouco honesta tem sido a crítica ao aeroporto versus a sua ausência relativamente aos submarinos.
Pode ser que os subs sejam necessários, talvez apenas para garantir o comando naval ibero-atlântico da Nato em Portugal, mas a verdade é que mais importante que isso é possuir no futuro uma boa instalação aeroportuária.
Dizer ao povo que um aeroporto não é necessário é um escândalo, principalmente quando se pretende que dois pequenos submarinos de preço exorbitante são necessários.
O noticiciário de hoje e já de há mais tempo revelou a corrupção que larva nos sectores de compras da Marinha com capitães-de-fragata presos e os medias revelaram que a HWD depositou 30 milhões numa agência do BES em Londres. Alguém da PJ revelou que se tornou impossível saber para onde foi o dinheiro, já que partiu para offshores.
O Salgado Espírito Santo diz que o dinheiro foi para pagar serviços prestados ao banco, mas não revelou a natureza dos mesmos nem se valiam tanto dinheiro.
É mais que óbvio que os dinheiros para pagar "serviços" de privados relativamente a compras de material de guerra são sempre para pagar comissões; são corrupção activa para a corrupção passiva e estes 30 milhões ainda irão a tribunal.


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