Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Sábado, 6 de Outubro de 2007
Antolhos

 

            Em Portugal, muitos dos críticos ao governo actual especializaram-se nas suas diatribes como se tivessem antolhos; só olham para um dado ponto ou pontinho mesmo.

            Uns falam só da educação e muito bem, deve ser sempre melhor; o mesmo para a saúde, a justiça e a segurança. Outros, mais versados em assunto económicos, criticam a despesa pública, mesmo contida, o crescimento económico tido como insuficiente, a produtividade e, outros ainda, o desemprego, clamando por mais empresas, mais actividade económica.

            Há ainda, os da Quercus que não querem fábricas de móveis de madeira da Ikea e agora estão dispostos a tudo para evitar a instalação de um parque de piscicultura de pargo e uma fábrica de congelação da Pescanova; serão 800 novos postos de trabalho; um engulho para as oposições, quase todas disfarçadas nos sindicatos, associações patronais, associações ambientalistas que estão sistematicamente contra tudo o que possa ser feito em Portugal. E não há ninguém que tenha uma visão global do País em que entre a luta contra o desemprego com mais postos de trabalho, o crescimento económico com mais empresas e, principalmente, com novas actividades para compensar as muitas fábricas que fecharam porque as escravocracias comunistas e ex-comunistas fornecem trabalho quase de graça.

            Qualquer actividade apresenta sempre a possibilidade de se ser contra. Os ambientalistas combateram e combatem o eucalipto que proporciona excelentes rendimentos através da indústria de papel e é o melhor sistema de captura de CO2 que existe na natureza, tendo, além disso, a vantagem de evitar a produção dos monóxidos de azoto (N2O) resultantes da reacção das águas pluviais com os adubos azotados. Pretenderam que o eucalipto desnutre os solos quando a folha de eucalipto, as sementes e ramas acabam por originar excelentes nutrientes quando deixados nos solos ou recolocados depois de triturados.

            A questão da Pescanova é mais grave como sinónimo de guerra a Portugal; guerra a tudo o que possa permitir o sustento dos portugueses. Importamos grande quantidade de pescado da Galiza, precisamente do grupo Pescanova, pelo que temos agora a oportunidade de consumir produtos feito em Portugal e exportar uma parte da produção, já o empreendimento em causa supera as necessidades dos portugueses em pargo.

            Depois da guerra ao aeroporto, ao TGV de daqui a uns 12 anos, vem a guerra à indústria alimentar, tal como foi antes a guerra às auto-estradas e já começou, ainda de ligeiro, a guerra ao projecto de novas barragens para tornar Portugal no maior produtor de electricidade pela via das energias renováveis como a hídrica, a eólica e a solar. Temos mais de 50 barragens, quase dois mil aerogeradores e duas das maiores centrais fotovoltaicas do Mundo.

            Os ecologistas da Quercus com os seus antolhos ou palas de burro querem proteger o ambiente com o impossível. Exigem os chamados edifícios à prova do calor e do frio, o que seria bom, se tivéssemos dinheiros para isolar mais de 6 milhões de unidades habitacionais unifamiliares que existem no País. Será que os ecologistas têm dinheiro para transformar os seus apartamentos ou julgam que o Estado deve apagar e que o dinheiro não vem de todos nós. De onde podem surgir recursos para melhorar o ambiente? Sem dúvida, da única fonte possível: a actividade económica e toda ela é poluente. Até o ser humano é poluente pois produz diariamente cerca de 3 a 3,5 litros de metano, anidrido sulfuroso e outros gases flatulentos de estufa.



publicado por DD às 23:07
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