Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
Começou A Guerra contra as Barragens

 A TSF lançou esta manhã muito cedo o grito de guerra contra as barragens. Noticiou o Plano Nacional de Barragens e colocou defeitos quase infantis como uma aldeia desabitada durante o ano excepto algumas casas no verão que vai ficar debaixo de água, um moleiro que trabalha com moinho movido por uma roda de água da Idade Média ou antes mesmo e a eterna choradeira dos ecologistas que defendem as energias renováveis no papel. Se o Governo anunciasse uma Central Nuclear, os ambientalistas e a TSF defenderiam a Barragem do Tua e as outras com base na energia renovável, ausência de detritos radioactivos e de produção de CO2. Como o Governo Sócrates que já foi Ministro do Ambiente é a favor das energias renováveis os “velhos do Restelo” são contra as barragens.

            Uma tal Célia diz as albufeiras não promovem o desenvolvimento rural como se, perante as alterações climáticas e o excesso de CO2 na atmosfera, a produção hídrica de energia não fosse desenvolvimento.

            Durante toda a manhã a TSF dedicou-se a ouvir pessoas a denegrir a construção das dez pequenas barragens, porque é disso que se trata, permitindo que muitos alardeassem a sua estupidez e o combate que travam contra PORTUGAL.

            As energias renováveis, eólicas e hídricas, são a única forma de Portugal ter a sua própria energia e não depender da importação de petróleo que já chegou aos 100 dólares, desceu um pouco para voltar a uma subida gigantesca no próximo Verão ou Outono.

            Muitas das barragens a construir estão ligadas a outras e destinam-se a fazer regressar a água utilizada na produção de electricidade durante o dia, utilizando para o efeito bombas alimentadas com a energia eléctrica obtida nos parques eólicos. É a grande solução técnica para manter as albufeiras relativamente cheias, mesmo no verão, e lutar contra o fenómeno que já se adivinha que é o da redução da pluviosidade em Portugal devido ao aquecimento global do Planeta que continuará com o gigantesco aumento de consumo de electricidade da China.

            A economia portuguesa só pode crescer com mais energia e o desemprego só pode diminuir com mais postos de trabalho e não os há sem consumo energético. Os estúpidos da TSF julgam que sem energias renováveis vão consumir no futuro electricidade ao preço actual ou mais barata. Os postos de trabalho dos jornalistas e trabalhadores da TSF dependem da energia eléctrica, tal como os lucros dos respectivos patrões

           O Plano Nacional de Barragens identificou os  dez melhores locais para a construção de novos projectos, tem como prazo limite de execução o ano de 2020 e deverá representar um investimento entre os 1,5 e os 2,0 mil milhões de euros.
        A construção destas novas barragens irá permitir aproveitar até 70 por cento do potencial hídrico português, ao invés dos actuais 46 por cento.
        Quanto aos locais onde serão construídas
as novas barragens, fontes ligadas ao processo avancem com as possibilidades do Foz Tua, no rio Tua, Vidago Daivões e Fridão, no rio Tâmega, Girabolhos, no rio Mondego, Linhares e Cela, no rio Minho, para além do Alvito, Pêro Martins, Alvarenga e Senhora de Monforte. A EDP está disponível para a construção de algumas barragens, devendo outras serem comparticipadas pela União Europeia e Estado português.

        Os autarcas das zonas respectivas, geralmente do PSD, dizem que sim às barragens, mas noutros locais porque aqui afecta um restaurante e o turismo, ali uma fábrica de cestos de palha, etc.  Enfim entrámos na guerra das barragens com os tradicionais inimigos da Pátria a querer sempre menos e menos para Portugal e tudo, tudo para fora do País.



publicado por DD às 19:20
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2 comentários:
De MVM a 29 de Outubro de 2008 às 22:40
O autor tem todo o direito de defender a construção de barragens. Não pode é pensar-se mais patriota do que os outros, por assumir e defender essa possibilidade!
Cá por mim apostaria muito mais na redução de consumos, na produção de energias alternativas e no agravamento do preço para aqueles que auferem lucros fabulosos em negócios protegidos pelo estado,que detêm verdadeiros monopólios de ganhar dinheiro. Por outro lado cada barragem é um caso específico que deve ser analisado, e aquelas que trouxerem elevados factores de risco e instabilidade a uma região, não deverão ser construídas.
Não acredito que alguma região fique a ganhar em termos de desenvolvimento, com a construção de uma barragem!As potencialidades destruidas são muito mais valiosas do que as promessas ocas de desenvolvimento!E podes crer que não estou preocupado com nenhum cesteiro ou moleiro medieval. Vê-se que não conhece o valor das áreas que serão afectadas por algumas das barragens projectadas!


De Miguel Mauricio a 23 de Novembro de 2009 às 23:44
Acho muito bem mas começo por dizer que apesar de as energias alternativas como a eolica e a solar,elas são complementos,nunca a solução para a crise energética que se avizinha com a alta do petróleo. Devia se alargar a discussão sobre a energia nuclear que considero primordial para reduzir a nossa dependencia em relação ao petróleo. Temos tambem de analizar o que Portugal tem que possa ser uma mais valia neste campo. Temos sol,vento e água. Assim considero que o plano nacional de construção de barragens com alto valor hidro electrico é um plano arrojado e bastante necessário.Pena é que os ambientalistas da treta e do bloqueio constante não pensem assim e queiram já opor-se à sua construção.Nesse caso apresentem alternativas!! Alternativas que não existem!! Temos de desenvolver Portugal aproveitando aquilo que temos e que podemos aproveitar!! Reforço mais uma vez a questão do nuclear que gostaria de ver mais amplamente discutido.


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