Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
A Crise Portuguesa - Apesar de Tudo, Portugal não sai tão mal como parece.
 
 
 Têxtil Manuel Gonçalves em Portugal - Uma das mais importantes fábricas de têxteis técnicos do Mundo - Fabrica também o material dos coletes anti-bala utilizado nos EUA e em muitos outros países.
 
 
Há uns meses atrás, muitos países europeus e de outros continentes gabavam o seu crescimento e o futuro risonho das suas economias.

Agora, quase de repente, os alemães que tiveram um bom primeiro trimestre verificam que o segundo é catastrófico; em Espanha e no Reino Unido rebenta a "bolha da construção civil" com milhares de falências; nos EUA já tinha rebentado a "bolha do crédito" para rebentar agora a indústria automóvel nacional com GM, Ford e Chrysler à beira da falência; em França e nos países escandinavos começa a crise económica generalizada; a Europa aponta para expectativas de crescimento muito baixas este ano e nada animadoras para 2009.

Afinal, Portugal acaba por não se sair tão mal da crise; continuam a ser inaugurados novos centros de saúde e hospitais, a abrirem-se novas auto-estradas, inicia-se a construção de novas barragens, a produção eólica alastra-se diariamente com novos parques; os cursos tecnológicos avançam por toda a parte; a inflação é uma das mais baixas da Europa; a venda de viaturas ligeiras subiu no primeiro semestre, apesar de ter havido uma queda em Julho em consequência do aumento repentino do custo do petróleo que agora já baixou em cerca de 15% relativamente ao seu máximo; as exportações aumentam quantitativamente, apesar de a duplicação do custo do petróleo em um ano ter tido consequências bem negativas; a construção civil não parou de todo e aparecem novas indústrias, sendo algumas de importância muito substancial; os cientistas e técnicos portugueses que são simultaneamente empreendedores começam a dar sinais de uma surpreendente vitalidade, o que nos leva a acreditar que o futuro não será tão negativo; muitas produções deslocalizadas para a China começam a regressar a Portugal; as grandes marcas mundiais começam a colocar encomendas em Portugal, pois reconheceram que a qualidade do trabalho nacional é bem superior à do trabalho baratíssimo da China Comunista.
 
 
Enfim, Portugal está numa mudança de paradigma económica em que faliu uma parte da indústria baseada em mão-de-obra muito barata para actividades mais orientadas para a qualidade e a inteligência.

Não é crise perder a exploração máxima do trabalho para passarmos a um modelo de equilíbrio entre capital e trabalho cada vez mais qualificado e muito mais bem pago.
 
Não é por acaso que grandes empresas como Siemens, SAP, Oracle, Microsoft, etc. começam a recorrer ao trabalho da inteligência portuguesa. E é evidente que o desenvolvimento de empresas qualificadas significa mais riqueza no futuro e também mais trabalho de todo tipo, tanto muito qualificado como menos em serviços, agro-indústrias e em milhares de outras actividades.
 
O endividamente das famílias corresponde a 120% do PIB; o activo das famílias chega a 720% do PIB. O endividamente ao estrangeiro não é o do Estado, mas de particulares e não tem uma grande importância por termos o Euro. A saída dos euros traduz-se na redução dos lucros da banca e depois de muitas empresas devido à necessidade de reduzir os seus preços, o que não é crítico de todo.
 
Os preços dos produtos alimentares não aumentaram quase nada, ao contrário do que diz uma certa comunicação social. A PUCEL - monopolista das padarias de Lisboa - não aumentou o seu pão principal; a "bola" continua a ser vendida a 17 cêntimos, preço de há mais de um ano. As frutas e os produtos hortícolas quase não aumentaram de preço, o mesmo aconteceu com a carne e o peixe.


publicado por DD às 22:45
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