Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Domingo, 14 de Setembro de 2008
Galp, Repsol, etc. andam a roubar-nos cada vez mais.

 

           

 

 

            No passado dia 30 de Julho atestei o depósito do meu carro com gasolina 95 a 1,473. Ontem, fiz o mesmo com a 95 a 1,458.

            A gasolina desceu 1,02%, mas o petróleo bruto passou de 125 dólares para os actuais 99, ou seja quebrou em 20,8%.

            Um administrador da Galp disse em entrevista ao Expresso de há tempos que a sua empresa pagava o petróleo quase ao dia, isto é, comprava cerca de 300 mil barris diários que estariam nos depósitos de Sines à consignação e que seriam refinados muito rapidamente, passando de imediato à distribuição. Essa argumentação serviu para explicar as subidas quase diárias dos combustíveis quando o barril subia, mas já não serve para a descida.

            Estamos francamente perante uma empresa de má fé que deve estar a tirar-nos das carteiras fortunas fabulosas. Claro, é acompanhada pela Repsol e todas as outras, mais cêntimo menos cêntimo.

            A reacção não pode deixar de ser a greve máxima ao consumo. Poupai na utilização das viaturas, dai a preferência aos meios de transporte colectivo, evitai passeatas desnecessárias e idas aos super distantes, dai a preferência ao café e à loja de proximidade, na medida do possível.

            Segundo a revista “Der Spiegel”, a chamada recessão alemã tem a ver com uma retracção no consumo interno. As pessoas reduziram o uso dos carros e a sua substituição por novos e encolheram-se nas compras nos supermercados. O mesmo tem acontecido nos EUA.

            Em Portugal, a moderação no consumo tem uma importância vital porque é quase tudo importado, a começar pelo petróleo bruto e por muito mais de metade dos produtos que adquirimos nos supermercados e centros comerciais. Há quem importe pão em massa congelada e já formada em baguetes, etc. para levar ao micro-ondas. Não devemos esquecer que o nosso principal problema enquanto cidadãos é vivermos num país com uma balança de transacções correntes e monetária altamente deficitária. Não se trata aqui de uma estatística, mas de algo que no afecta pessoalmente qualquer que seja a nossa ocupação e posição no mercado de trabalho.

            Claro que a referida moderação implica um menor aumento do PIB, mas desde que se trata de consumir menos produtos supérfluos, a sua implicação é mais positiva que negativa. Os produtos importados geram o PIB da sua comercialização e distribuição que pode chegar a mais do que o do seu fabrico quando se tratarem de artigos baratos.

            Há estudos que mostram que muito do que se compra nos supermercados dos países ricos acaba no caixote de lixo. As pessoas são tentadas a comprar aquilo que não precisam e depois não consomem tudo em casa. Temos pois de saber consumir apenas o que necessitamos e não esquecer que podemos viver com menos comida, já que somos um dos países da Europa com maior número de pré-obesos e obesos. E ter peso a mais significa viver menos, correndo mais riscos de enfartes, tromboses, etc.

 



publicado por DD às 22:03
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