Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2005
Sócrates não tem medo dos militares
Nuno Rogeiro escreveu acerca de um possível golpe militar, mas quem iria para o poder?



O sargento comunista da respectiva associação que vemos todos os dias a falar na televisão e não foi eleito pelo povo português nem para membro de uma Assembleia de Freguesia.

José Sócrates e o PS não têm medo dos militares. A legislação que unifica a situação entre militares e funcionários públicos foi promulgado pelo camandante supremo das Forças Armadas, o Presidente da República, eleito para tal pelo povo português e ninguém tem medo dos militares.



Portugal tem de fazer o que fez o Panamá e o que estão a fazer outros pequenos países da Europa que é acabar quase por completo com as Forças Armadas. Não precisamos delas, a União Europeia e a Nato nunca iriam a aceitar que algum país conquiste outro.



O único PERIGO para a continuidade de Portugal e da Soberania Nacional está no desrespeito pela Constituição e pelos resultados eleitorais. Isso, por via de uma insubordinação militar, poderia provocar uma intervenção espanhola ou de outros países como sucedeu na antiga Jugoslávia. Perderam a independência quando desataram a lutar uns contra os outros.



A queda do regime democrático e substituição por uma ditadura militar significaria o fim da independência nacional. A Europa levantar-se-ia contra uma ditadura do sorja comunista ou contra uma ditadura de um sorja ou general fascista.



O Estado português tem de conter as despesas gerais para poder fazer progredir a Pátria de Todos os Portugueses e avançar em projectos de qualificação profissional e intelectual dos portugueses, energias renováveis, novas indústrias, etc. Perante isso, as reivindicações militares nada significam.



Devem ser tomadas medidas para encontrar comprador para os submarinos, devemos reduzir a marinha para as 3 fragatas "Vasco da Gama" e os 4 patrulhas oceânicos em construção; a Força Aérea deve manter apenas os poucos helios e aviões que tem e o exército não precisa mais que um batalhão misto em Santa Margarida.



De resto, Portugal tem hoje menos de 30 mil homens nas FA, número insuficiente para tomar conta do País. Qualquer partido democrático colocaria 200 mil pessoas na rua para se baterem contra um sorja qualquer.



A demonstração das mulheres dos militares representou a derrota dos militares que não foram capazes de enfrentar o poder constitucional e significa que este poder está solidamente estabelecido na Pátria de todos os portugueses.

Os exércitos não representam força alguma contra populações. Veja-se o Iraque em que os poderosos americanos, ingleses e mais não sei quantos estão a levar tareia a sério dia após dia. Veja-se o poderoso exército israelita que nunca conseguiu derrotar os poucos palestinianos armados de fisgas e pedras. Veja-se o povo basco que não foi derrotado pelos poderosos exército e polícia da Espanha.



Eu recordo que Nuno Rogeiro vaticinou um dia que o exército soviético iria tomar conta da URSS logo que as diferentes repúblicas como a Ucrânia, Azerbeijão, Arménia, etc. se tornassem independentes. E aconteceu?
Não, o poderoso exército da Federação Russa não consegue sequer debelar a revolta do povo da minúscula Tchechénia.



As democracias foram sempre mais fortes. Há mais de um Século que ganham todas as guerras. As ditaduras acabaram todas derrotadas no fim do Século XX.

Já o grande pensador francês Jean Broudillard em "As Estratégias Fatais" vaticinou o fim da democracia, do social, do político, da própria teoria como princípio da razão e, afinal, a democracia está de pé com o social e tudo o mais em quase todo o Mundo. Mesmo assim, é livro para ser lido, escrito em 1983, cuja tradução portuguesa foi editada pela Estampa. Deve estar à venda na "Barateira".

Dsotto



publicado por DD às 23:43
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2 comentários:
De Nuno Rogeiro a 22 de Outubro de 2005 às 15:25
Caro Senhor

Parabéns pelo seu blog. Não vou entrar aqui em considerações sobre a sua interpretação do meu artigo (que se baseava numa opinião do dr. Soares sobre a solidez das instituições políticas nacionais), mas acho lamentável que me atribua - retroactivamente - a afirmação estapafúrdia sobre a ascensão dos militares na pós-URSS.
O que sempre disse e escrevi - aliás com base no que é consenso mínimo dos analistas da área da sociologia militar e das relações internacionais - é que a falta de tradição pretoriana na URSS (e, já agora, como lembrou um dia Amos Perlmutter, na Rússia Czarista) levaria ao contrário do que diz, a tomada do poder pelos militares, mesmo em condições extremas como de derrota no Trans-Cáucaso.
Repare que á única aproximação proto-pretoriana (mais de vertente Gaullista) na Rússia pós-soviética foi a aventura do general Lebed, que não sucedeu.

Cumprimentos

Nuno Rogeiro


De De um patriota a 17 de Agosto de 2007 às 19:49
Pode ser que um dia te lembres dos militares...e do que a Instituição Militar significa no seio de um Estado livre e democrático...SANTA IGNORÂNCIA...


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