Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Quarta-feira, 14 de Setembro de 2005
Dieter Dellinger: Novos Navios da Portline
Handymax 3.bmp

A empresa armadora portuguesa Portline de capitais essencialmente estrangeiros opera agora com cinco excelentes navios do tipo Hanydmax muito versáteis, pois são de grande porte, ca.52.000 toneladas de deslocamento, mas de pouco calado e equipados com poderosas gruas de carga e descarga.

 

Com a falta de aço que se faz sentir no Mundo, estes navios têm tido muito êxito no abastecimento de siderurgias em locais pouco acessíveis e não equipados com gruas ou pórticos de carga.

 

No passado mês de Maio, a Portline recebeu o seu último graneleiro Handymax, o Laurinda, navio gémeo do Sabrina recebido em Janeiro de 2005 e do Florinda 1 de Fevereiro de 2005.

O porte destes navios é da ordem das 52.000 toneladas, sendo a arqueação bruta de 30.064 toneladas e de 17.927 toneladas para atravessarem o Canal de Suez e de 31.144 toneladas no Canal do Panamá. Cada um dos aparelhos de carga eleva 30 toneladas métricas. A capacidade volumétrica de carga em termos de grão é de 67.500 metros cúbicos. Destina-se pois ao transporte de cereais em grão, carvões, minérios, sucatas, etc.

 

Satisfazem pois uma procura crescente no mercado mundial de transportes marítimos que repentinamente saiu de um aparente marasmo para uma frenética procura de capacidades de carga de todo o tipo, o que não deixa de ser um excelente presságio quanto à economia mundial com relevo para a dos transportes marítimos.

 

A Portline passou assim rapidamente dos 9 navios em fins de 2003 para os actuais 14, entre os quais cinco Handymax, assim denominados pelas marinhas mercantes por terem meios próprios de carga e descarga.

 

Ainda consta da frota da portline dois grandes capesize, navios graneleiros de grande porte, mas desprovidos de gruas. São o Carouge construído em 1992 e adquirido em segunda mão e o Ina que foi adquirido novo a estaleiros japoneses. ~

 

Para além disso, a Portline opera vários porta-contentores, principalmente nas linhas da Madeira e Açores e numa linha Cabo Verde -  Brasil.

Da excelente frota da Portline, um só navio navega com pavilhão e tripulação portuguesa, o Port Douro, para justificar a sede em Portugal da empresa. Os restantes navios ostentam bandeiras de Malta e Panamá e navegam com tripulações predominantemente romenas com pessoal de outros países à mistura.

 

Os romenos recebem naturalmente salários baixos, não necessitam de seguros nem segurança social como aconteceria com os mareantes lusos.

Não há alternativa a isso, dado que a Portline tem de concorrer a nível mundial no aluguer charter às grandes "tradings" do transporte mundial, reservando uma pequena disponibilidade para as linhas para as ilhas portuguesas e para alguns contratos a longo prazo como o firmado com a EDP para o transporte de carvão.

 

A Portline vai adquirir em breve mais navios. Provavelmente mais 6 graneleiros, sendo 3 capsize e 3 handymax.

 

As exportações chinesas, indianas e brasileiras deram uma nova dimensão ao mercado mundial do transporte marítimo, cada vez mais florescente.

As fábricas fecham em Portugal e na Europa em geral, pelo que os produtos que antes fabricavam passam cada vez mais a serem transportados em grandes navios do Extremo Oriente e da América do Sul para a Europa.



publicado por DD às 00:19
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4 comentários:
De Paulinha a 21 de Agosto de 2009 às 02:19

Os romenos nao precisam de seguros , nem de segurança social?? Essa é boa, então eles nao fazem descontos para a segurança social deles?? O mero facto resume a ser mão de obra barata, pois eles lna santinha terrinha com um salário que ganham, corresponde muito mais do que um mareante luso. E se a Portline, vem com a argumento de da concorrencia a nivel mundial, bem podia começar a cortar os salários dos empregos, em terra.... ou contratar também romenos para o lugar deles..... É so lamenta que ninguem vejo isto.


De DD a 25 de Agosto de 2009 às 21:18
Um português que vá trabalhar num navio estrangeiro não desconta para a Segurança Social portuguesa.
Mesmo a trabalhar num navio da Portline com pavilhão do Panamá, também não desconta para a SS portuguesa. Sucede é que não há muitos portugueses tão estúpidos que não queiram receber reformas.
Um romeno a trabalhar num navio romeno desconta, mas a trabalhar num navio com bandeira da Libéria ou do Panamá, Chipre, etc. só desconta para algo de privado se o armador quiser ou se for à custa do próprio.
As bandeiras de conveniência destinam-se principalmente à exploração do pessoal de bordo, tanto em termos de salários como de segurança social.
Os sindicatos dos países europeus e EUA, Canadá, etc. deveriam fazer uma campanha mundial contra essa situação e levar os Estados a proibirem o acesso aos seus portos de navios com bandeiras de conveniência, mesmo que os fretes fiquem um pouco mais caros.
Uma das razões do êxito das exportações chinesas está no baixo custo do transporte dos contentores da China para a Europa. Ver o artigo sobre os gigantes dos mares.


De Malingua a 17 de Novembro de 2010 às 21:47
aprovado. com o director geral que a empresa tem e so defender as linhas regulares que so da prejuizo, a empresa tem os dias contados, e uma pena ma enquanto nao se mudar o negocio da empresa o final da empresa pode estar para breve


De ze portuga a 6 de Março de 2012 às 22:29

Já que querem tornar se competitivos, que ponham tambem romenos nos escritorios em lisboa, e os portugueses que estao a frente nos departamentos, especialmente de recursos humanos, a tirarem as suas comissoes que levem o chuto no rabo, como eles fizeram com os mareantes lusos na altura em que a frota toda andavam com portugas.

Só nao vê, quem nao quer ver.........


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