Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.

Domingo, 18 de Dezembro de 2016
Dieter Dellinger: Portugal tem Saldo Primário Positivo

Com 10 dos 12 meses do ano já passados, assim vai a execução orçamental.

Estes dados compreendem os 10 primeiros meses de 2016 e os últimos 2 meses de 2015. Período marcado pela formação do governo e implementação das políticas por ele defendidas.

Os dados seguintes comparam os 12 meses terminados em OUT/2016 com os 12 meses terminados em OUT/2015:

...

Receita Total : 43,361M€ ( + 432M€ ; + 1.0% )

Das quais :
Receitas fiscais : 39,422M€ ( + 709M€ ; + 1.8%)

IRS : 12,131M€ ( - 604M€ ; - 4.7%)
IRC : 4,886€ ( - 210M€ ; - 4.1%)
IVA : 14,852M€ ( + 144M€ ; + 1.0%)
ISP : 3,090M€ ( + 871M€ ; + 39.2%)

Despesa Total : 49,474M€ ( + 429M€ ; + 0.9%)

Despesa Corrente Primária : 42,026M€ ( + 191€ ; + 0.5%)
Despesa de Capital : 1,238€ ( - 124M€ ; - 9.1%)
Despesas com juros : 7,448M€ ( + 238M€ ; + 3.3%)

Saldo Primário : + 1,335M€ ( melhorou 241M€ ) - é de salientar a melhoria deste saldo primário sem o assalto às reformas e aos salários dos fuincionários.

Saldo : -6,113M€ ( melhorou 2M€ ; corresponde a 3.4% do PIB projetado para 2016)

O BP que é do contra teima em utilizar vírgulas onde deveria colocar pontos. Se os portugueses utilizam os pontos para marcar os mil, milhões, etc., o Costa do BP deve fazer com que os seus boletins utiloizem a escrita NACIONAL e não a inglesa.


Por assunto: Execução Orçamental



publicado por DD às 18:25
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016
Trabalhador Precário - Patrão Precário


No Expresso de Economia de 26 de Novembro é feita a descrição de um grande investimento alemão no alargamento de uma fábrica de pás para eólicas em Aveiro.



O responsável pela fábrica disse ao Expresso que ali em Aveiro não é difícil arranjar pessoal, mas sucede que após poucos anos de trabalho e já especializados os trabalhadores saltam para fora, mesmo para o estrangeiro. Naturalmente que vão ganhar muito mais.



Tenho ouvido queixas do género a todos os nívelis mesmo da dona de um café situado nas minhas vizinhanças que tem muita aparelhagem porque compram tudo congelado e em diveros fornos elétricos fazem pão e outras coisas. Há dias, a mulher do dono queixava-se que uma empregada muito eficiente e expedita resolveu ir-se embora de um dia para o outro sem aviso prévio.  Deveria estar a trabalhar a recibos verdes ou a contrato muito curto. A rapariga vive longe de Lisboa e já ouvi queixar-se que gastava mais de duas horas por dia nesse "trabalho" improdutivo e extenuante que são as deslocações. Arranjou emprego a cinco minutos de casa com mais dez euros que o ordenado mínimo e comida.



O engenheiro de um estaleiro naval contou-me que a sua empresa emprega pessoal subcontratado e que os bons mecânicos de motores diesel navais estavam a faltar, só havia pessoal para limpar, lubrificar e apertar algumas portas e parafusos. Um dia tiveram lá um navio com uma avaria no motor e foram obrighados a pedir ao fabricante escandinavo para mandar dois mecânicos para fazerem a reparação e orientar o pessoal que têm. Estavam preparados para ter um intérprete de inglês e qual não foi o espanto deles, os dois mecânicos que vieram da Escandinávia eram portugueses.



A Auto-Europa resolve o problema do pessoal qualificado mandando-os trabalhar na Alemanha quando em Portugal não tem trabalho para toda a gente porque sabe que um bom montador de carros define a qualidade do mesmo. Há anos comprei um VW Golf em que o bujão da caixa de velocidades estava mal metido e o carro vertia óleo logo no primeiro dia. Fiquei sem o carro durante um mês para substituirem a caixa de velocidades.



Por toda a parte a qualidade do trabalhador é determinante e não são os ordenados mínimos ou quase que proporcionam essa qualidade. São aceites por jovens que querem treino e conhecimentos e depois saltam para fora. Nem é preciso ser cientista ou engenheiro programador de informática. Qualquer bom especialista arranja trabalho em muitos países da Europa e até nos EUA, Canadá, Austrália, etc.



Por isso não pensem os responsáveis pelas Associações Patronais que a Lei do Trabalho determina tudo. Na verdade, não determina absolutamente NADA.




publicado por DD às 22:39
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Domingo, 27 de Novembro de 2016
Dieter Dellinger: A Crise Italiana

 

Os italianos vão referendar no próximo dia 4 de Dezembro uma proposta do atual PM, Matheo Renzi, de alteração constitucional no sentido de tornar o país mais governável e com menos mudanças de governo. Desde 1945, a Itália conheceu 60 governo e confronta-se com um gravíssimo problema financeiro, proporcionalmente semelhante ao português.

A dívida pública italiana é de 2,2 biliões de euros que correspondem a 133% do seu PIB, portanto em % superior à portuguesa.

Vários políticos italianos como Beppe Grillo com o seu partido 5 Estrelas e Berlusconi com a sua Lega Norte pedem o Não à alteração constitucional. Matheo Renzi, o PM, disse antes que se demitiria se a sua proposta constitucional fosse recusada, mas agora parece que não seria de imediato para não deixar o país enfrentar a crise financeira sem governo e com uma economia de crescimento muito débil.

A Itália tem um parlamento de duas câmaras com eleitos por voto proporcional. O Senado tem 315 elementos e a câmara baixa mais de 620 deputados. Renzi quer reduzir o número de senadores e modificar as leis eleitorais de modo a permitir maiorias mais saudáveis e mais conciliação entre Senado e Câmara Baixa, já que os representantes de ambas são eleitos segundo uma metodologia diferente.

As leis circulam entre uma e outra câmara durante anos, salientando-se o caso mais curioso o da tortura. Há 27 anos atrás, o governo de então assinou a convenção da ONU contra a tortura, mas ainda hoje não foi possível elaborar uma lei que criminalize a tortura, continuando o texto a subir e descer entre as duas câmaras com emendas e mais emendas.

Quase todos os partidos da oposição querem votar Não e querem a saída da Itália da União Europeia e do Euro, o que seria um cataclismo financeiro, já que pagar a dívida com euros seria impossível porque o BCE não iria emprestar mais dinheiro e com liras desvalorizáveis os credores não vão aceitar ou aceitam sem emprestar mais. O Pib italiano é mais de 1,6 biliões de euros ou quase 10 vezes o português.

Sendo a terceira ou quarta maior economia da Europa, a Itália sofreu o desastre da mecânica europeia de enviar para Bruxelas uma elevada parte do IVA e de direitos de importação e ter de receber de volta apenas para projetos decididos por funcionários de segunda categoria de Bruxelas e no valor de metade dos projetos de investimento apresentados. Assim, tal como Portugal, a Itália foi confrontada nas últimas décadas com investimentos públicos quase obrigatórios em alternativa à perda dos biliões enviados para Bruxelas.

Os governos italianos foram igualmente enganados pela Merkel quando esta pediu a todos os países da União para em 2008/9 investirem o mais possível a fim de evitar uma grande depressão devido à crise americana. Só que Schaeuble não quis alterar as condições de financiamento e não deixou injetar liquidez nos mercados. Queria investimentos sem dinheiro ou à custa dos salários e reformas dos pensionistas em que o mercado de obras públicas aumentava enquanto o mercados dos consumos pessoais diminuía. Para os alemães, só as reformas estruturais (cortes nas referidas pensões e salários) é que devem ser feitas.

Por outro lado, a Itália com o Euro forte sofre muito a concorrência da globalização, não tendo os seus empresários feito os mesmos esforços que os alemães, apesar de que a Itália é ainda um país exportador e importador. A sua economia é muito importante, mesmo com a dívida, e não conseguiu reduzir ordenados que não são muito altos, mas gigantescos a nível extra-europeu devido ao euro.

 



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Sábado, 19 de Novembro de 2016
Dieter Dellinger: Trump e Brexit: Uma Oportunidade para a Europa Continental

 

 

A eleição de Trump é ainda uma carta desconhecida para a União Europeia. Ele pouco falou de política externa dos EUA e parece que vai escolher para a dirigir pessoas da sua laia, ou seja, da extrema-direita. Querem uma América grande como se o fosse já e sem explicar qual o nível de grandeza a que querem chegar.

Trump mostrou-se cordato com Putin que espera uma melhoria das suas relações com os EUA para ter campo de manobra na reconstrução de parte da antiga URSS, uma herdeira do Império dos Czares que Lenine considerava ser uma prisão de nações sem nada ter feito para libertar esses presos. Estaline limitou-se a chamar Repúblicas às nações prisioneiras que nas celas permaneceram. Com o apoio de Trump até onde poderá ir Putin? Eis uma incógnita. Mas nada nos indica que Trump será bom para a Europa que ele desconhece.

Quanto ao Brexit é, certamente, um enfraquecimento da União de 28 nações, mas não pode deixar de ser um motivo para reformular toda a política da União até agora vigente. Claro, desde que removido o escolho que representa Schaeuble ou que este tenha aprendido alguma coisa.

A EU sem o Reino Unido (63 milhões de habitantes) fica com 440 milhões de almas e um Pib ainda fantástico de pouco mais de 12 biliões de euros ou cerca de 66 vezes o Pib português, pelo que qualquer ajuda verdadeira a Portugal e à Grécia, cujo Pib é ligeiramente superior ao português, não tem qualquer significado nas contas europeias e não terá também muito se algo for feito a favor da Espanha e da Itália. Um “Quantitative Easing” assimétrico a favor dos que mais precisam não vai provocar inflação significativa, mas antes o crescimento da economia europeia que atualmente anda pelos 1,5 a 1,6% e, como tal, é anémico. Nenhum país pode crescer na Europa se os outros também não crescerem.

Com uma política fiscal honesta em que ninguém rouba os parceiros como fazem a Holanda, Luxemburgo e Irlanda e com uma solidariedade no sentido de dotar o Pacto Orçamental de Estabilidade e Crescimento com a componente Crescimento que não tem acontecido até agora. Nunca haverá crescimento se a maioria das populações auferirem de rendimentos muito baixos.

Por outro lado, os EUA vão obrigar a que seja criada uma Nato europeia um pouco mais forte que a soma das forças armadas dos 27 países com alguma despesa acrescida, mas não muito. Recordemos que a Alemanha gasta apenas 1,2% do seu Pib na defesa quando a Nato tinha estabelecido um mínimo de 2%. Esta ainda grande Europa de 440 milhões de habitantes tem de ser capaz de se defender de modo a evitar qualquer agressão ou conflito provocador.

A nova Europa sem o Reino Unido necessita de uma unidade sentida de forma positiva pelas respetivas populações e não, apenas, pela negativa dos cortes orçamentais, da redução da despesa em saúde e educação e empobrecimento dos trabalhadores e reformados.

E não há tempo a perder, o neonazismo espera vir a ser decisivo em próximas eleições, principalmente na França. Com Marine Le Pen na presidência francesa acabou-se a União Europeia que foi sempre baseada no eixo Paris-Bonn e depois Berlim.

 

 

 



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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016
Dieter Dellinger: A Inacreditável Dependência do BCE

É inacreditável que o banco emissor da moeda que os portugueses usam diariamente mais quase 300 milhões de europeus dependa para as suas decisões de uma agência de rating canadiana (DBRS), portanto, de um país que nada tem a ver com Portugal nem com a União Europeia, não utiliza o Euro e desconhece tudo sobre as economias europeias.

Enquanto isso, o BCE instalado duas torres de mais de 50 andares em Frankfurt está cheio de economistas e especialistas em finanças e direito nacional e europeu, conhecendo todas as transações feitas pelos bancos centrais dos 16 países membros através do sistema TAG2 não é capaz de tomar uma decisão.

O destino de Portugal depende de agências PRIVADAS situadas do outro lado do Atlântico apesar de haver uma vasta administração em Bruxelas para os 510 milhões de europeus e um Parlamente Europeu com mais de 700 deputados a ganharem altos salários e com direito a secretariado individual, carro, etc.

Para que serve isso tudo, quando dependem da opinião de agências que nunca ninguém ouviu falar.

Isto é uma contradição absoluta. O Sr. Draghi para emitir para Portugal 2% das emissões do BCE precisa de uns canadianos para lhes darem informação sobre Portugal quando veio aqui e falou com governantes, banqueiros e até com o PR Marcelo Rebelo de Sousa. Toda esta gente não lhe diz nada ou menos que uns anónimos canadianos.

Esta Europa e este Mundo está mesmo virado do avesso.

 



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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016
Dieter Dellinger: Os Fundos dominam a Economia Mundial

Os 10 maiores fundos de investimento capitalistas são americanos e gerem ativos no valor de 21.826 milhares de milhões de dólares ou 21,8 triliões americanos e biliões europeus. Recordemos a este propósito que o Pib do conjunto dos 28 países da União Europeia com mais de 500 milhões de habitantes é de 10.237,71 milhares de milhões ou 10,2 biliões de dólares. Portanto, os 10 maiores fundos capitalistas americanos gerem mais do dobro do PIB da União Europeia, o que dá aproximadamente metade do PIB mundial. O principal fundo é o Blackrock que gere 4.898 milhares de milhões, seguido pelo Vanguard com 3.600 milhares de milhões, o State Street com 2.301 milhares de milhões, etc. Pode dizer-se que a economia alemã é já quase uma Blackroot AG, estando toda controlada por esse fundo, incluindo o setor militar que tende a ser integrado em empresas americanas controladas por aquele fundo. Os Estaleiros onde foram construídos os submarinos portugueses, o Howaldswerfte, está integrado na empresa americana General Dynamics. Os fundos americanos têm a característica de investirem num determinado número de sectores como, por exemplo, a indústria automóvel e de acessórios e partes dos mesmos. Cada fundo gere alguns sectores, não fazendo concorrência entre eles. No seu sector, qualquer destes fundos tem participações em todas as indústrias ou serviços dos seus sectores preferidos, geralmente com um administrador. Tanto podem ter 10% da Mercedes como 45% da Fiat-Chrysler, por exemplo, mais investimentos em fabricantes de material elétrico, pneus, caixas de velocidades, travões, etc. Assim, estes fundos estão dentro de tudo o que se passa no sector principal e anexos e, geralmente, não desejam a concorrência entre fabricantes, só aparente, preferindo que os preços sejam relativamente altos sem exageros. Daqui deixo a minha pergunta: o que valem os Estados hoje em dia e o que vale o Estado português que gere uma pequena parte de um minúsculo PIB de 175 mil milhões de euros igual a pouco mais de um miléssimo da fortuna gerida pelos 10 maiores fundos americanos? Para além dos investimentos empresariais, os fundos gerem as dívidas externas da maior parte dos países do Mundo e os 10 americanos não são únicos porque há algumas dezenas ou centenas de fundos mais pequenos, tanto americanos como europeus, japoneses, chineses, etc. Talvez uns 200 grandes administradores gerem toda a economia mundial. Nunca o Estado foi tão necessário como hoje e nunca as nações dependem tanto do Estado para preservarem a sua independência e o bem-estar dos seus habitantes. Os Estados e as autoridades que regulam a concorrência e as bolsas devem saber ao certo quem são os grandes acionistas de todas as empresas, cotadas ou não e a partir daí assumirem que a propriedade comum de um fundo é pior que a cartelização, sendo já um monopólio, mesmo que na aparência as empresas sejam independentes e até concorrentes.



publicado por DD às 23:03
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2016
Dieter Dellinger Comenta: Crimes e Condenações de Gente NORMAL

Um Homo Sapiens, pretenso hetero, matou a ex-mulher à paulada e levou 16 anos e meio de cadeia. Se não incomodar os guardas estará cá fora daqui a 7 ou 8 anos. A mulher é que foi enterrada para toda a eternidade.
Entretanto, os juízes de Aveiro depois de aplicarem já penas de 22 anos ao sucateiro Godinho estão ainda a preparar mais condenação para atingir o cúmulo jurídico de 25 anos.
Godinho "assassinou" uns carris da CP abandonados e datados de 1908. Além disso dava umas go...rjetas a uns chefes de armazéns de sucata de grandes empresas. Mas, os juizes de Aveiro não o condenaram por esses "assassínios", mas sim por ser amigo do Varas do PS. Isso é que foi crime pior que matar a mulher à paulada que, de resto, parece um crime habitual perpetrado por tantos seres normais que todo os vizinhos dizem bem e matam mulheres, filhos, filhas. Até uma senhora normal e inspetora superior da PJ deu uns inofensivos 14 tiros na velhota avó do marido, cujos 80 anos a tornaram num elmento da peste grisalha. Os magistrados foram compreensivos para essa desinfeção a respeito da peste grisalha e até a ilibaram. Só os tipos mais velhos e próximos de fazerem parte da peste grisalha é que obrigaram as primeiras instâncias a repetir o julgamento, a fim de saber que a velhota levou mesmo 14 tiros e não 13 ou 12. Seria injusto condenar uma inspetora por disparar da sua Glock 14 tiros quando pode ter disparado apenas 13.



publicado por DD às 21:25
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015
Dívida e Défice Impagáveis - Um Desastre Completo

O défice no primeiro semestre foi de 4,7%, anualizado, portanto, de 2,35% no semestre. Para atingir a meta dos 2,8% seria necessário um saldo negativo de 0,9% anualizado ou 0,45% no na execução orçamental durante o segundo semestre. Os 2,35 mais os 0,45 dão assim 2,8%.

Mas, ter um défice real de 0,45% no segundo semestre não vejo como isso pode ser possível, já que uma grande parte dos impostos são pagos adiantadamente ou por conta como o IRS de salários e pensões, o IRC das empresas, o IVA que é paga de 3 em 3 meses, podendo o Estado atrasar os reembolsos ou as exportações serem menores o que significa menos reembolsos. Além disso, há pagamentos de vencimentos de dívida que podem ou não ter sido anualizados como se faz com os juros. O noticiário não foi muito explicito se se tratou de contabilidade orçamental em valor ou nacional em percentagem do Pib.

Os jornalistas de vários jornais, nomeadamente o Expresso, não explicaram que o dado económico era anualizado como é hábito em que se dá um valor mensal e presume-se que pode manter-se constante durante 12 meses e daí multiplicar-se por 12, o que é mais difícil de acertar do que quando se trata de dois semestres.

A correção do IRS no segundo semestre não deve ter dado muito benefício porque nalguns casos há que pagar algo mais e noutros é o contrário.
As despesas são contínuas e, sobretudo, salários e pensões, além de que o salário e ordenado de Natal tem estado a ser pago em duodécimos. O salário ou pensão extra das férias foi pago em Julho, pelo menos aos reformados. Os IVAs das despesas natalícias vão cair já no primeiro trimestre de 2016.
Tudo indica que o défice do segundo trimestre será igual ou superior ao do primeiro, pelo que o défice pode atingir o valor astronómico de 9,4%, o que fará aumentar ainda mais a dívida de 290 mil milhões de euros.
Esta dívida, superior em 116 mil milhões de euros à deixada por Sócrates, associada agora aos défices excessivos significa que é impagável e, mesmo, insuscetível de se se manter como tal sem subir nem descer.
Só o BCE é que pode intervir de algum modo para aliviar esta tremenda carga que esmaga Portugal para permitir o crescimento da economia.
A única coisa que mudou no úiltimo ano foi a possibilidade de o BCE adquirir dívida em segunda mão e, como tal, provocar uma pequena redução dos juros e do prémio de risco que é assumido pelo BCE pela compra de dívida a quem a quiser vender. O governo tem aproveitado isso para aumentar a dívida e gerir os vencimentos com algum avanço através de novos empréstimos. Já contraiu dívida a 30 anos, pelo que não há solução por causa dos défices sem crescimento da economia.



publicado por DD às 22:47
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2015
Dívida Pública Consolidada de 290,033 milhões de euros

 

Em julho, segundo o Diário de Notícias, a dívida do setor público não financeiro fixou-se em 290,033 mil milhões de euros, o que representa 1298 milhões de euros acima do registado em junho, tendo em conta a informação disponibilizada no Boletim Estatístico. Este setor abrange as dívidas do Estado Central consolidadas com as dívidas de empresas públicas ou intervencionadas, dívidas autárquicas e de Institutos e Fundações Públicvas, etc.

Quanto à dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, esta foi de 227,112 mil milhões de euros em julho, mais cerca de 1,7 mil milhões do que no mês anterior.

Descontando deste valor os depósitos da administração pública, o montante é então 212,269 mil milhões de euros, neste caso mais 1,5 mil milhões de euros.

Para o mês de julho, o Banco de Portugal não refere o valor da dívida em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), uma vez que esse só é divulgado no final e cada trimestre. Em junho, a dívida na ótica de Maastricht tinha recuado para os 128,6% do PIB.

O Governo estima que a dívida pública se reduza para os 124,2% do PIB no final deste ano, uma previsão mais otimista do que a da Comissão Europeia, que antecipa que o endividamento público português feche o ano nos 130,2% do PIB.

Excluindo os depósitos da administração pública, o Governo prevê que a dívida pública seja de 116,5% do PIB no final de 2015.

Ainda quanto aos dados de Portugal hoje divulgados, olhando para o setor privado, o endividamento baixou em julho, ainda que ligeiramente.

A dívida das famílias caiu em julho 426 milhões de euros face a junho para 266,780 mil milhões de euros.

Redução houve também no endividamento dos particulares, de 314 milhões de euros para 145,834 mil milhões de euros.

- See more at: http://www.rtp.pt/noticias/economia/divida-publica-aumentou-para-290-mil-milhoes-de-euros-em-julho_n859904#sthash.BVFH0J5z.dpuf

 

 

 



publicado por DD às 23:41
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Domingo, 16 de Agosto de 2015
Os Salários dos Portugueses

Salários dos Portugueses em 2013 - Sem que tenha havido grandes alterações até agora, a não ser para os baixar: Mais de 3.750 Eu auferidos por 2%.

De 2500 a 3749 - 3,9%

De 1500 a 2499 - 10,7%

De 1000 a 1499 - 16,9%

De 750 a 999 - 20,6%

De 600 a 749 - 23,7%

De 515 a 599 - 17,9%

515 - ordenado mínimo - 4,3%

 

Cerca de 66% dos portugueses ganham menos de 1000 euros, pelo que não há margem para plafonamentos. Os valores altos são tão diminutos que as reformas dessas pessoas que os ganham não têm relevância nos custos da Segurança Social. Até porque o cálculo do ordenado de referência é a média de todos os ordenados da carreira contributiva que nunca começa no topo e a reforma é 80% menos uma taxa de aumento de esperança de vida. Só os estúpidos e desonestos é que falam em plafonamento porque querem ver as pessoas a descontarem para fundos e bancos privados, cujo futuro é desconhecido e nenhum banqueiro ou gestor de fundos é credível nos mercados atuais. As provas são mais que concludentes



publicado por DD às 23:13
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