Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016
Dieter Dellinger: A Ascensão do Neonazismo é Obra de Schaeuble

 

 

 

Numa recente reunião de neonazis em Paris no Hotel de V. Estrelas Napoleon, a líder herdeira do Front Nationale disse: vamos destruir a União Europeia, vamos reconquistar o poder sobre a nossa moeda e as nossas fronteiras.

Estavam lá quase todos, desde o Farage, o homem que conseguiu o Brexit e cujo partido só tem um deputado no Parlamento do Reino Unido, à Frauke Petry, uma versão feminina de Adolfo Hitler, mas sem fardas, e a um tal Norbert Hoffer que espera ser eleito dentro de dias presidente da Áustria.

Enfim, a eleição de Trump deu um enorme alento aos neonazis que preferem ser denominados de populistas.

Mas, a ascensão do neonazismo não é um fenómeno exterior às sociedades.

Muita gente aponta as desigualdades sociais como causa, mas a realidade é que Trump é um multimilionário que vive no cimo de uma torre que lhe pertence e tem cama de ouro e mais não sei o quê. Ataca as elites, mas como multimilionário faz parte da elite do dinheiro que consegue até não pagar impostos por via de diversas manobras e rodeia-se agora de gente do dinheiro e do racismo da extrema-direita e é filho de milionário.

No fundo, os democratas têm de fazer a análise da problemática política e social antes que seja tarde, se é que não é já demasiado tarde.

Um pouco mais de metade das populações, diga-se eleitorado, está cansada da crise e da austeridade como da globalização com a importação barata de tudo e mais alguma coisa que acarreta o fecho das fábricas dos seus países.

Está tudo farto de comprar chinês para os chineses com o nosso dinheiro comprarem os nossos países. Há limites para tudo e estamos fartos de uma austeridade que resultou na Europa de anos de falta de emissão de moeda associada à liberdade dada à banca para especular com tudo, incluindo com papel sem valor. Agora que se emitiu moeda, foi uma montanha de biliões para a Alemanha que os deixou parados no BCE, enquanto nos países pequenos os reformados e assalariados arrastam-se numa vida quase miserável.

As populações não podem ouvir mais falar em tratado orçamental, défice, dívida, reformas e salários baixos, aqui ou em França.

A política de Schaeuble imposta à força por Bruxelas a toda a Europa está a abrir o caminho ao neonazismo e, curiosamente, a começar pelo próprio país do facínora que não quer também ser invadido por estranhos só para que o custo do trabalho seja mais barato.

Merkel candidata-se de novo a chanceler, mas sabe que não pode correr com Schaeuble nem quer mudar a verdadeira situação, pelo que vai garantir uma data de votos aos neonazis alemães do AfD que querem ver um governo fazer coisas e não registar apenas “superavits” nas contas públicas. O estado social europeu limitou muito a existência de um proletariado miserável, pelo que interessa agora importá-lo, quer através das pessoas, quer através de bens de consumo baratos fabricados por milhares de milhões de operários pobres e explorados nos seus países.

Sim, uma maçã importada do Chile em contentor frigorífico fica mais barata que conservada na Alemanha num armazém frigorífico, devendo acontecer o mesmo ou quase em todos os países da União Europeia.

Enfim, Schaeuble ASSASSINOU a União Europeia sem ter a mais pequena necessidade para tal. Há dinheiro com fartura à espera que os neonazis façam uma política enganosa como fez Hitler para depois se instalarem como ditadores.

Hitler foi herdeiro de uma política austera que permitiu ter dinheiro e desemprego. Manteve até ao fim da guerra o ministro das Finanças que vinha da democracia.

 



publicado por DD às 18:59
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