Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
A China fornece a tecnologia para as bombas do Irão e da Coreia do Norte

 

A China está a fornecer ao Irão pela segunda vez 50.000 magnetos para fazer funcionar os 100.000 centrifugadores de óxido de urânio de modo a enriquecê-lo em U-235 próprio para o fabrico de bombas atómicas, separando do isótopo mais abundante que é o U-238.

 

A China já tinha fornecido os referidos magnetos como forneceu à Coreia do Norte. Com o dinheiro dos ocidentais, os chineses montaram uma gigantesca indústria nuclear para fins bélicos e energéticos, fornecendo aos seus dois peões a tecnologia e o material necessário para o fabrico da bomba como tinham fornecido ao Paquistão, ao qual venderam mesmo algumas bombas nucelares táticas.

 

Os norte-coreanos ensaiaram há dias uma bomba de 7 quilotoneladas, portanto, com um terço do poder da bomba de Hiroshima. Estas bombas ditas pequenas são mais perigosas que as grandes porque se destinam à verdadeira guerra, quer dizer, à destruição de forças militares inimigas e não à matança de civis em cidades e podem ter um poder imenso se forem usadas em quantidade. Três ou quatro bombas de 5 a 7 quilotoneladas podem eventualmente, matar mais que uma bomba de 20 a 30 quilotoneladas.

 

Vislumbra-se na política chinesa, a utilização dos seus peões de brega como a Coreia do Norte e o Irão para fazerem as guerras ou apenas as ameaças que a China já não pode fazer sem perder os seus lucrativos mercados ocidentais. Para a China, a pequena Coreia do Sul é um perigoso concorrente com uma tecnologia muito superior como também é o Japão e, além disso, os chineses aspiram ao domínio de toda o Mar Amarelo até às Filipinas, Indonésia, Japão, Vietname, etc. onde há imenso petróleo e muitas riquezas minerais. Qualquer ataque direto da China contra Taiwan, Japão, Coreia do Sul ou outro país da região podia acarretar o bloqueio das suas exportações e o fim do seu império comercial. Tanto os EUA com a América Latina como a gigantesca União Europeia com 502 milhões de habitantes são capazes de fabricar tudo, apenas um pouco mais caro e nem isso com maquinaria industrial informatizada e robotizada.

 

Obama propôs uma união comercial com a EU, já que uma união militar existe já através da NATO. Por isso, o apoio dos chineses à dispersão de bombas atómicas promove apenas o reforço das alianças tricontinentais com os EUA, a única potência capaz de retaliar em termos nucleares ou fazer frente com armas convencionais de grande precisão. A Coreia do Sul apresentou hoje mísseis de cruzeiro extremamente eficazes e os EUA continuam a desenvolver mísseis anti-mísseis cada vez mais evoluídos, o que aumenta o poder bélico ocidental.

 

O Irão está condenado porque não tem economia para suportar a longo prazo a enorme corrida aos armamentos em que está empenhado, mesmo com a sua produção petrolífera, pois fora disso é uma nação pobre com uma vasta área de solos desérticos ou muito pouco capazes de sustentar uma agricultura condigna. A enorme URSS teve de se render e desmantelar porque não aguentava o custo da corrida aos armamentos. O minúsculo Irão vai ter de fazer o mesmo porque a sua população já percebeu que a bomba atómica não a alimenta, deteriorando antes o seu nível de vida. Qualquer dia os jovens iranianos vão em massa para a rua. Já foram, mas não conseguiram fazer frente aos poderosos guardas de revolução. Em nome de um Deus inexplicável, o Irão pretende obter a arma da destruição em massa para se tornar na potência dominante de toda a imensa região petrolífera que o rodeia.

 

 



publicado por DD às 00:22
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