Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.

Domingo, 16 de Setembro de 2012
Os Portugueses dão Notas Negativas às Magistraturas Portuguesas

 

A sondagem do Expresso revela que o PS ultrapassou o PSD em 0,7%, mas não será isso o mais importante.

O que causa preocupação é a pouca consideração e prestígio que gozam os juízes e o Ministério Público, ambos colocados muito em baixo com importantes notas negativas, apenas uns poucos pontos acima do Governo.

35,1% dos portugueses dão nota negativa aos juízes e apenas 17,4% positiva. Todos os políticos tão vilipendiados estão muito acima dos juízes e do Ministério Público.

Na maior parte dos países europeus, a justiça goza de grande respeito e popularidade, estando sempre muito acima dos políticos. Em Portugal estão bem abaixo, apesar do País possuir boas leis e bons tribunais equipados com o que há de melhor. Mesmo a PJ e os investigadores das várias polícias estão bem equipados.

A razão está no comportamento fanaticamente parcial dos magistrados que se juntam a um ou outro partido para combaterem o outro em verdadeira guerra civil.

As fugas planeadas ao segredo de justiça para provocar o assassinato de caráter de muitas figuras públicas tornaram a classe dos magistrados na ralé da sociedade em termos de sondagens e opinião pública.

Recordo aqui de uma camarada minha da minha secção, uma jurista casada com filhos que tinha a particularidade de ter uma voz muito forte devido ao tabaco e que ao telefone parecia voz de homem. Nos tempos em que quiseram incriminar Paulo Pedroso no processo Casa Pia, gravaram uma conversa em que ele a tratava por menina e largaram isso para as televisões sem cuidar de saber que era a interlocutora de PP. A gravação foi lançada para as televisões pelo juiz de instrução que sentia como um senhor feudal, inimputável e acima da própria lei. De resto é assim que se sentem alguns juízes. Depois meteram no processo um papel anónimo a acusar Ferro Rodrigues, mas com o cuidado de referir que era factos verificados há mais de vinte anos, logo insuscetíveis de serem averiguados por estarem prescritos, mas a ficou o atentado difamante, o crime de assassinato de caráter para liquidar a carreira política de um homem integro, honesto, professor catedrático, casado e pai de, pelo menos, uma filha bem conhecida.

Casos destes contra o PS são às dúzias e poderiam dar origem a uma biblioteca inteira.

Por isso e pelos muitos criminosos soltos por prescrição resultante da preguiça da justiça e falta de consideração com as pessoas. Por exemplo, o maior assassino português do século passado, o da Praia do Osso da Baleia, foi posto em liberdade, emigrou para França sem que a justiça portuguesa tenha avisado a polícia francesa da perigosidade do homem. Ele vive em Nice e uma cunhada em Paris. Já lhe telefonou a ameaçar de morte, tendo sido ela que informou os jornais e a Justiça francesa. O caso foi relatado nos jornais em Portugal e França.

O aumento da criminalidade em Portugal que se tornou gigantesca resulta, sem dúvida, da incapacidade dos juízes se imporem ao respeito e serem imparciais  e saberem distinguir o que é mais importante, o crime de morte, que a corrupção dos árbitros de futebol. Por isso, é o crime de morte que abunda em Portugal e diariamente cometem-se vários assassinatos. O que não admira dado serem os juízes a dar o exemplo com os seus casos de assassinato de caráter. Quando os juízes assassinam o caráter de tanta gente, não é de admirar que haja muita gente a disparar com pistolas e caçadeiras contra a família, incluindo filhos, esposas, irmãos, cunhados, etc.

Os magistrados deveriam reunir-se num grande Congresso de Ética da Justiça para saberem distinguir o que é moral do imoral.

 



publicado por DD às 17:00
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