Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.

Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017
CADERNOS DE E CONOMIA Nº 120 de Jul/Set 2017

CADERNOS DE E CONOMIA | SUMÁRIO

32 A globalização não promete

nada aos europeus

Dieter Dellinger

 

Donald Trump prometeu proteger a indústria e os trabalhadores americanos impondo elevados direitos aduaneiros aos produtos chineses e proibindo a emigração de mão-de-obra barata para os EUA.

A realidade mostrou que nada do que queria era viável. A Coreia do Norte, manipulada ou não pela China, começou a lançar com mais intensidade mísseis para o Pacífico e faz explodir num furo a grande profundidade uma bomba H extremamente poderosa. Os EUA passaram a necessitar da China para que as sanções à Coreia do Norte se tornem efetivas, dado que é do país vizinho a norte que Kim Jong-un recebe as mercadorias de que necessita, entre as quais até podem estar motores dos mísseis e material para o fabrico de armas nucleares. Nada se sabe ao certo, mas poucos acreditam que os chineses queiram ter na sua fronteira uma pequena nação completamente independente e poderosamente armada que já foi uma província sua e sem controlo chinês. Há mesmo um pipeline que da China atravessa o rio Yalu e fornece todo o pouco petróleo que os coreanos do Norte necessitam.

Ninguém acredita numa guerra, mas todos admitem que as bombas nucleares e respetivos mísseis de lançamento possam tornar-se um material globalizado graças às exportações da Coreia do Norte que, assim, podem rivalizar em termos financeiros com o material L&G ou os carros Kia e Hyunday, etc.

A globalização está em retrocesso e é cada vez mais limitada à liberdade de quase todo o Mundo exportar o que queira para os países da UE, exceto os automóveis e certos produtos agrícolas porque é do interesse dos alemães e franceses protegerem as suas principais atividades económicas. Há contingentes para os automóveis e certificações de segurança e emissões de C02 em que as viaturas oriundas de fora da Europa chumbam quase sistematicamente.

Claro que países como a China e Coreia do Sul, por exemplo, também exigem certificações e colocam certos bens em posições pautais para não serem importados. Aconteceu isso com os compassos alemães que de material de desenho passaram a ser considerado pela Alfândega Sul-Coreana como brinquedo e o material tem algum chumbo, pelo que não pode ser importado como se as crianças utilizassem compassos de desenho para chupar.

Mas, se aplicarmos a classificação ABC/XYZ da gestão empresarial à globalização e às nações, estando em A os bens ou serviços mais importantes, em B os intermédios e C os menos importantes e em X os de maior frequência, em Y os de frequência intermédia como seria algo de sazonal e em Z tudo que tem pouca saída em linguagem comercial, verificaríamos que o bem mais importante e globalizado e de algum modo menos conhecido em todos os seus pormenores é o capital financeiro que se esconde muito nos milhares de offshores espalhados pelo Mundo e terá sofrido igualmente uma queda. Só os bancos da União Europeu reduziram os seus ativos externos em quase 50% e o mesmo fizeram os chineses e americanos relativamente a investimentos financeiros nos países desenvolvidos e nos emergentes e pobres.

O investimento é cada vez mais feito por grandes empresas que possuem os seus bancos ou organizações financeiras para os concretizarem e fomentarem a compra dos seus produtos, incluindo os automóveis em leasing ou prestações. A queda pretendida do IRS pela direita permitirá a todos os que recebem ordenados de magistrados, por exemplo, comprarem um Mercedes a cerca de 450 a 550 euros mensais.

Assim, grande parte das exportações alemãs e dos países mais desenvolvidos como o Japão, a França, etc. são bens destinados às suas fábricas espalhadas pelo mundo. O exemplo da Autoeuropa testemunha isso porque cerca de 40% ou menos do T-Roc é feito em Palmela. Mas acontece quase o mesmo na Alemanha em que a indústria automóvel está ligada ao exterior em cerca de 80% do valor das viaturas, tanto na importação de componentes como na exportação dos mesmos e dos próprios automóveis. Saliente-se que a Alemanha domina 80% do mercado mundial de viaturas ditas “Premium” ou de gama alta, fabricando no exterior as viaturas médias e mais pequenas porque o seu custo de trabalho é demasiado elevado para carros baratos.

O capital colocou a mundialização na mão dos “Global Players”, não só no conhecido campo da informático que criou riquezas inimagináveis como no fabrico de automóveis e em quase todas as atividades, incluindo as bancária, e “Global Players” não serão apenas as multinacionais, mas também as empresas que em certas regiões começaram a internacionalizar-se e pretendem atingir uma posição quase dominante a nível regional ou mundial.

Para Portugal como para outros países pequenos da Europa como a Dinamarca, Holanda, etc. é fundamental que as suas empresas se expandam para fora e nesse aspeto Portugal perdeu tudo nos últimos anos para citar apenas a CIMPOR, a PT, a EDP, CTT e outras que se tornaram em subsidiárias de outros “Global Players”, passando a fazer parte dos A de interesses de fora. É impressionante para cada português saber que o contador de eletricidade e o do gás das suas casas pertencem a um grupo constituído pela empresa estatal chinesa “Three Gorges” e pelo gigante americano “Blackrock”. Até a estrada da morte EN 236-1 está concessionada a interesses franceses que descuraram a obediência à lei que obriga a manter bermas de 10 metros de largura livres de matéria vegetal suscetível de arder.

Uma parte importante do porto de Lisboa pertence a interesses turcos e o porto de Sines é controlado por Singapura. E não foram apenas monopólios naturais, mas também a banca deixou de ser nacional com exceção do que ainda é do Estado como a CGD e pouco mais. A tróica tornou Portugal numa espécie de colónia de todos e se não fosse o turismo, o país estaria perdido. Curiosamente há quem esteja contra o alojamento local que permite um turismo mais acessível porque graças aos voos “low cost”.

O turismo abarca todas as classes sociais e permite receber milhões de visitantes e, como é sabido, só há verdadeira atividade económica quando a clientela é aos milhões. Trabalhar para 0,01 a 0,1% dos mais ricos não é rentável, a frequência é muito baixa, mesmo que o produto a nível de preço esteja classificado como A, mas o que interessa é a multiplicação do A pelo X, Z ou Y e o resultado é que define verdadeiramente o valor económico de qualquer atividade.

A CIMPOR estava a tornar-se numa verdadeira multinacional com fábricas em Espanha, Brasil, Egito e noutros países que compensavam a queda do mercado nacional de cimento. Foi vendida por um preço irrisório a Pátria perdeu um dos seus grandes ativos. A PT perdeu aquilo que seria a sua expansão para o Brasil e a EDP é capaz de perder os parques eólicos que possui nos EUA. A Galp que já não é inteiramente nacional, ainda tem alguns acionistas de relevo portugueses, pelo que mantem algumas participações e em explorações no exterior.

Enfim, para onde caminha Portugal?

Para já, encontra-se num plano de extrema secundarização por faltas diversas, incluindo capitais, mas nada nos diz que seja uma situação permanente. As nações costumam saber levantar-se de situações catastróficas e Portugal dá alguns sinais e tem neste momento uma saudável governação financeira. A situação não é muito prometedora, mas está longe de ser crítica.

A Alemanha de Schaeuble deixou um pequeno interregno com Draghi a comprar dívida externa de vários países e coloca-la nos bancos centrais dos emitentes. Não sabemos o que vai acontecer no futuro. Draghi prometeu continuar o seu “alívio quantitativo” até ao fim do ano e em menor escala, mas pretende manter a taxa diretora de 0% até 2020, mas só na próxima reunião é que serão decididos os modos como o AQ continuará e o que pode suceder a partir do início de 2018. De qualquer modo, mesmo que Portugal não saia muito beneficiado, a realidade é continuará a haver uma descompressão financeira.

Draghi conseguiu alguma coisa porque Schaeuble deixou de influenciar diretamente o presidente do BCE e no conselho de governadores dos bancos centrais, a Alemanha não lidera uma maioria e não consegue impor as ideias de Schaeuble que estão a atravessar uma grave crise.

A União Europeia está suspensa numa paralisação total por causa das eleições alemãs. O governo alemão é incapaz de encontrar uma saída para o problema humano que criou e não tem algum projeto. Está em curso um verdadeiro levantamento popular em Berlim contra o exagerado liberalismo alemão que permitiu a entrada de mais de um milhão de pessoas oriundas dos mais diversos países e o fluxo continua sem parar. Por sua vez, os países do Sul pedem uma proteção aduaneira para reduzirem a sua taxa de desemprego e contrariar a valorização excessiva do Euro que torna as exportações europeias para o exterior demasiado caras. Por outro lado, a austeridade imposta pela Alemanha não favorece os mercados de uma União Europeia ainda com cerca de 500 milhões de habitantes e um Pib médio bastante razoável, pelo que é um mercado interno semelhante ao americano e muito superior ao da China e, talvez, a quase todo o resto do Mundo.

Por isso, a União Europeia tem de mudar e adaptar-se a um Mundo novo que globalmente permite ser um pouco mais justo, mas a nível dos países europeus pode assistir-se a um colapso das economias nacionais.

Todos os analistas apontam para um crescimento económico da Europa e do Mundo em 2018, mas será percentualmente minúsculo e não deverá alterar uma situação que, no fundo, é de crise relativa, significando que não haverá ainda o regresso aos máximos de antes da crise, mas tudo estará um pouco melhor, menos a invasão da Europa por populações carenciadas que de tudo necessitam e nada encontram nos seus países. Começou a globalização humana que acompanha também a globalização cultural e do próprio pensamento moderno, cada vez mais relativista e menos crente com exceção de algumas populações muçulmanas que estão a pagar um preço demasiado alto pela tentativa de um regresso político à Idade Média ou um pouco mais avançada.

 

 

 



publicado por DD às 19:03
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006
A Fragilidade de Portugal perante a Globalização
global_Kister.jpg

No contexto mundial, Portugal não fica muito mal na fotografia, mas com os avanços da globalização acentuam-se cada vez mais os sinais de uma fragilidade económica que está a provocar um declínio sem que se veja qualquer inflexão para uma curva ascendente.

Com um Pib per capita de 14.400 euros (17.100 dólares), Portugal está no penúltimo lugar da antiga EU a 15, mas já não na EU a 25 e, menos ainda, na Europa geográfica e no Mundo global de hoje. Assim, o País está ligeiramente abaixo dos 10% das nações mais ricas do Mundo e solidamente instalado nos mil milhões de habitantes do Planeta que auferem de 80% de rendimento mundial.

Portugal apresenta algumas estatísticas notáveis de carácter económico e social que até permitem cotejar positivamente com as de países mais ricos em termos de Pib.

Os portugueses possuem actualmente 5,4 milhões de unidades habitacionais, sendo mais de 80% de propriedade dos respectivos locatários. As Conservatórias do Registo Predial conservam mais de 17 milhões de matrizes prediais, correspondentes a outras tantas propriedades.

As quase 3 milhões de famílias portuguesas estão endividadas em cerca de 1,2 vezes o seu rendimento anual, mas os activos das famílias ultrapassam 5 vezes o rendimento anual, dos quais 56% são activos financeiros e 44% activos prediais.

Na educação e saúde, as estatísticas não desfiguram a verdadeira imagem de Portugal no contexto europeu e mundial. Com 155 mil professores para 1,6 milhões de alunos no ensino não superior, Portugal conta com quase um professor por cada 10 alunos e 12 mil escolas públicas.

No ensino superior, em Portugal há quase meio milhão de estudantes e percentualmente Portugal tem o dobro dos licenciados e doutorados por milhão de habitante na faixa etária até aos 30 anos de idade que a média europeia.

A Organização Mundial de Saúde considera o estado sanitário da população portuguesa a um nível muito superior ao dos EUA e a esperança de vida aproxima-se velozmente dos mais de 80 anos de idade na média global dos dois sexos.

Portugal tem um bom sistema de reformas, tanto no sector público como no privado, apesar de o valor das pensões ser o mais baixo da Europa. O modelo dos 91% da média dos últimos dez anos (80% mais a taxa de 11% que o trabalhador deixa de pagar) é, sem dúvida o mais avançado da Europa, para não falar no sector público que será semelhante só daqui a dez anos.

Acontece que o valor médio das pensões dos quase três milhões de reformados do regime geral ronda os 300 euros, enquanto os 350 mil do sector público recebem uma média de 1.050 euros por cabeça. A explicação está na ausência de carreiras contributivas máximas no sector privado e na prática de declaração de salários baixos acrescidos com subsídios de refeição e outros que estão isentos da Taxa Social Única e, como tal, não contribuíram para a reforma. É politicamente incorrecto dizê-lo, mas a verdade é que se não tivesse havido décadas de fuga ao fisco, o Estado não teria meios para pagar pensões reais a 3,35 milhões de reformados. Mesmo assim, o peso das transferências correntes do Orçamento de Estado entre Janeiro e Setembro de 2005 na receita total da Segurança Social atingiu os 26%, quando no mesmo período de 2004 foi de 24,9%.

Com mais de 2.000 km de auto-estradas, Portugal ultrapassa largamente a maior parte dos países da Europa em AE por mil quilómetros quadrados e com um parque automóvel de 5 milhões de viaturas está ao nível do parque italiano que é o maior da Europa.

O "milagre do nível de vida português" resulta de vários factores, sendo o primeiro o tamanho da população activa. Os baixos salários portugueses são compensados pelo duplo rendimento do casal, por uma taxa de natalidade baixíssima e o aparecimento tardio do primeiro ou único filho.

As transferências líquidas da UE têm um impacto em termos de recurso externo, mas cifraram-se nos últimos anos numa média de um euro diário por cada português.

Portugal, apesar da fuga ao fisco, é uma nação bem equipada com infraestruturas e com um enorme parque habitacional de carácter social, tendo conseguido em poucos anos substituir quase todos os bairros de barracas por prédios de realojamento, sendo que muitos foram construídos em zonas "nobres" da cidade como nas imediações do Carrefour de Telheiras, na Avenida Maria Helena Vieira da Silva na Quinta do Lambert, na portentosa "Alta de Lisboa", no Paço do Lumiar, no Alto da Faia, isto só para falar da freguesia do Lumiar de que o autor já foi autarca.

Mas, acontece que tudo o que é positivo em Portugal assenta num terreno económico frágil.

A globalização, nomeadamente os tratados da OMC (Organização Mundial do Comércio) com o Uruguai Round, abriram as fronteiras europeias aos produtos de todo o Mundo e, consequentemente, à deslocalização de mais de 150 mil unidades fabris europeias. Com isso, os países da antiga UE-15 ficaram com vinte milhões de desempregados aos quais se acrescentam mais uns potenciais 10 milhões dos novos 10 países membros. O maior dos novos países, a Polónia, tem uma população de 38 milhões de habitantes dos quais 19% trabalham na agricultura, gerando apenas 3,3% do Pib polaco. Pelo menos 3,5 milhões de rurais polacos estão em vias de abandonar os campos e o país conta com 7,3 milhões de desempregados. Nos restantes nove países, a situação não é tão dramática por serem mais pequenos e mais desenvolvidos, em que os investimentos estrangeiros tiveram maior impacto com aconteceu na República Checa e na Eslováquia, Eslovénia e Repúblicas Bálticas.

O custo global da mão-de-obra portuguesa é o mais baixo da antiga UE-15, sendo de 7,21/hora, inferior aos 10,42 da Grécia ou aos 16,59 da Espanha, mas superior aos da maior parte dos novos países membros com excepção do Chipre e da Eslovénia. O problema português não está tanto nos novos países da UE que em breve terão salários iguais ou superiores aos portugueses. O grande diferencial está na relação com a China e com muitos países do Terceiro Mundo.

É certo que a única forma de equilibrar a riqueza no Mundo é transferir uma parte das actividades económicas dos países ditos ricos para os mais pobres e permitir a importação dos seus produtos, incluindo os agrícolas. Acabar com os subsídios da PAC e com os direitos niveladores permitiria a todos os países pobres tornarem-se mais ricos. Mas qual o preço a pagar por Portugal, e não só? O impossível fim de toda a sua actividade produtiva.

Como disse atrás, a ex-UE 15 tem 20 milhões de desempregados, estando cinco milhões na Alemanha e quase quatro milhões em França.

Portanto, o desemprego crescente em Portugal que já entrou na casa dos 7% não tem a ver com atraso tecnológico, pois os donos da Airbus, do CERN, da Agência Espacial Europeia e de tantas empresas de alta tecnologia ainda têm mais desempregados que Portugal. Em todos os países desenvolvidos está a assistir-se a uma desindustrialização acelerada. A maior parte das fábricas multinacionais em Portugal de calçado, confecções, cablagens e outros produtos já fecharam ou estão em vias de o fazer. Portugal nunca será competitivo com a China e, nem mesmo, com certos países como a Roménia que pagam menos de 50 cêntimos do euro à hora. É certo que se diz que Portugal deve abandonar o modelo de mão-de-obra barata para entrar em produções mais sofisticadas e de mais alta tecnologia. É tão fácil dizer isso como difícil é concretizar.

A China com os seus 1,3 mil milhões de habitantes inunda todos os mercados e coloca as suas lojas em quase todas as esquinas. A sua mão-de-obra chega a trabalhar totalmente de graça por via dos "houkous", os passaportes internos que não autorizam a população rural a abandonar as suas aldeias.

Mesmo assim, mais de 100 milhões de chineses já se deslocaram para a costa para trabalharem nas novas fábricas e na construção de cidades gigantescas.

Sem os respectivos "houkous" urbanos são explorados pelos novos capitalistas que os instalam em imundos barracões e não lhes chegam a pagar qualquer salário, além de não terem direito a Segurança Social, liberdade de alugar casa, reformas, etc. A maior parte dos estudantes de direito que organizaram "clínicas de apoio legal aos trabalhadores" foram presos, pelo que os trabalhadores sem "houkou" trabalham praticamente de graça, são escravos, e nas fábricas produzem artigos a preços incrivelmente baixos, incluindo cópias perfeitas dos bem portugueses tapetes de Arraiolos e artesanato de todos os países do Mundo.

Na China já trabalham mais de uma centena de fábricas de automóveis, tanto estrangeiras como nacionais. Recentemente, interesses chineses adquiram as máquinas e modelos da Rover, deslocalizando tudo para a China de onde passarão a fabricar os carros, enquanto a antiga casa-mãe limita-se a ser a distribuidora dos mesmos na Europa e EUA. Outros interesses chineses adquiriram grande parte da IBM e agora a Philips com aquilo que é a tecnologia de ponta europeia em medicina nuclear e electrónica em geral.

Portugal não pode competir com o calçado e confecções chinesas como não poderá competir com as bicicletas, motos, automóveis, computadores, electrodomésticos, etc. chineses. A fragilidade do tecido produtivo português é imensa, tanto o industrial como o agrícola.

O desemprego aumenta dia após dia em toda a Europa e os recentes acontecimentos franceses devem-se à falta de perspectivas para os jovens trabalhadores. Não foram só filhos de emigrantes que incendiaram mais de dez mil carros; foram também jovens franceses de origem. A Europa está num perigoso declive. A União Europeia está ferida de morte pelo desemprego e é falso falar em países ricos. A riqueza europeia é um pouco aumentada com o câmbio favorável do euro, mas é frágil. Calculo que dentro de poucos anos, a Europa dos 27, com a Roménia e a Bulgária a entrarem em 2007, terá mais de 50 milhões de desempregados e, a partir daí, não vejo outra coisa que não seja o fim a União Europeia e a recomposição de uma União mais pequena, limitada à França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Áustria, eventualmente transformada numa Federação associada ou não a outros países do euro.

Sem profundas alterações na política mundial de globalização, a grande crise económica que se adivinha, tanto na Europa como nos EUA e os indicadores são muitos, arrastará também toda a Ásia e o resto do mundo para a maior de todas as crises.

 



publicado por DD às 22:51
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Globalização
Globa.jpg

Globalização = Exploração dos Trabalhadores de Todas as Nações.



publicado por DD às 22:35
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Favela
Globa_favela.jpg No Mundo Globalizado a Favela permite poupar na componente salarial destinada à casa. A empresa paga só para o trabalhador comer e vestir-se sumariamente.


publicado por DD às 22:29
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