Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Sábado, 8 de Setembro de 2018
A China Tornou-se na 1ª Potência Mundial

 

Segundo as previsões do FMI já com dados deste ano, a China tornou-se na primeira potência económica mundial, havendo apenas quatro potências com dois dígitos em termos de biliões do PIB em paridade de poder de compra que é superior ao PIB cambial, pois a PPC significa a quantidade de bens que num dado país pode ser adquirida com 100 ou 1.000 dólares.

Saliente-se que outros dois fornecedores de dados mundiais também colocam a China em primeiro lugar e são o Banco Mundial e o The World Factbook, apesar dos seus números são ligeiramente inferiores, mas o cálculo do PIB é complicado porque requer muita estatística, mas ainda vou fazer um post a explicar como se calcula o PIB em Portugal.

Assim temos os seguintes dados em dólares:
PIB Mundial para 2018: 134.981,56 milhares de milhões de dólares (ou biliões)

China: 25.385,56 biliões = 18,60% do Pib mundial com 18,42% da população mundial

União Europeia: 21.998,46 biliões = 16,29% do Pib mundial com 6,57% da população mundial

EUA: 20.412,87 biliões = 15,12% do Pib mundial com 4,07% da população mundial

India: 10.385,43 biliões = 7,69% do Pib mundial com 17,5% da população mundial

A partir daqui todos os países têm um só dígito de mil biliões e Portugal tem um PIB de 328,25 biliões de dólares em PPC, ocupando lugar 55 num total de cerca de 200 nações sem descriminar as que pertencem à EU que, como Portugal também, estão incluídas na EU.

O peso do PIB em PPC português no Pib mundial é de 0,243% e 0,00135% da população mundial.

A posição dos EUA que deixou de ser o primeiro e é agora o terceiro é que irrita o TRUMP.

Quanto ao endividamento, o Senhor Trichet anda a assustar toda a gente com a dívida mundial como se existisse tal coisa, dado que o nosso planeta ainda não tem relações financeiras com outros planetas.

Cada dívida corresponde a um crédito, mas as organizações de direita mundiais e são todas nunca descontam os créditos das dívidas, pelo que colocam a China como o maior devedor mundial e também não descontam os ativos que a China e outros países têm fora das suas fronteiras nem as dívidas internas. A China é uma dos maiores credores, possuindo uma parte importante da dívida norte-americana e vastíssimos investimentos que chegam até à praceta em que vivo que é tão insignificante que nem tem nome, mas há aqui uma loja chinesa que deve ser resultante de um franchising de um dos grandes importadores chineses que tem armazém em Vila do Conde e que, provavelmente, trabalha com créditos bancários do Estado Chinês.

Cada organização ou economista dá um número tão diferente de endividamento que eu não me atrevo a colocar aqui porque devem estar todos errados. Há quem fale num endividamento mundial de 345% do Pib. Trichet fala dos países emergentes com uma dívida gigante porque coloca ainda a China como país emergente. Claro, o PIB per capita chinês é muito inferior ao dos países avançados, mesmo a Portugal, mas dado ter o maior PIB mundial e a maior população numa área superior a 9 milhões de km2 quase igual à dos EUA onde vivem cerca de um quinto do número de chineses. Por isso, não pode ser colocada no grupo dos países emergentes.

A China possui tudo em grande devido à sua imensa população. O maior exército, o maior número de automóveis, a maior rede de caminho de ferro, o maior número de cientistas e engenheiros e é o maior fabricante de material informático, de automóveis (mais de 25 milhões por ano), etc,.



publicado por DD às 23:32
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Ter ou Não Serviço Militar Obrigatório?

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1814040822017025&set=a.109724485782009&type=3

 

 

 

O Expresso apresentou dois textos em “duelo”, o de Rui Pereira a favor do Serviço Militar Obrigatório e outro de Helena Carreiras contra o mesmo.

Rui Pereira defende o Sim na base da Constituição e na necessidade de educar a juventude para ao patriotismo e defesa da Pátria, apesar da Constituição não ser a favor nem contra, mas relegar a existência do SMO para uma lei da AR.

Pereira diz que em caso de conflito a AR teria de aprovar a lei com “sofreguidão” e que não se deve prescindir de um exército profissional.

A Helena Carreiras diz que os argumentos estratégicos para um SMO estão ausentes e que o serviço militar de uma forma generalista não responde às atuais necessidades militares.

Eu estou de acordo com Helena Carreiras, apesar de que ninguém colocou o problema financeiro em termos militares e atualmente é o mais importante. Há muito coisa mais importante para gastar dinheiro, mesmo até no âmbito de um pequeno exército profissional.

Ter um SMO de 1, 1,5 ou 2 anos é ter dois exércitos e dois quadros de instrutores e oficiais comandantes. Num curto espaço de tempo, dá-se uma recruta geral de tipo soldado de infantaria e uma especialização curta, não ficando muito tempo para o País ter unidades operacionais bem treinadas e equipadas para defesa e intervenção em ações externas com os jovens do SMO.

Sairia imensamente caro ter um SMO sem haver a necessidade da educação cívica já que os jovens não são os de antigamente que vinham da aldeia meio analfabetos, mas frequentam os 12 anos de escolaridade ou quase. Há pouco tempo falei com um GNR dos Grupos de Intervenção muito culto que me disse ter andado no IST a tentar tirar o curso de engenharia física e fez várias cadeiras e que esperava ainda tirar uma licenciatura em física.

Em termos militares só há uma solução, a de um exército pequeno na base de três brigadas profissionais e mais bem pagas e equipadas que as atuais.

Ter SMO e não possuir uma só bateria de mísseis antiaéreos de médio alcance, isto para não falar de longo alcance é quase anedótico. Temos umas coisinhas de curto alcance. Os 19 F-16 não dão para uma eficiente defesa aérea. Mesmo os aquartelamentos de Tancos e Santa Margarida e outros não possuem abrigos suficiente contra quaisquer ataques aéreos que seria algo que deveria ter sido construído ao longo de décadas sem grandes despesas. Nem os paióis de munições estavam devidamente protegidos como é do conhecimento geral.

Para além disso, o exército possui as velhas G-3 com mais de 50 anos com calibre 7,62x51 posto de lado pela NATO. Há, contudo, alguns pequenos lotes de armas de calibre Nato atual de 5,56 mm como são a Galil, uma cópia israelita da AK-47 russa, e SG 501 suíça e cara. Saliente-se que, neste momento, a Nato não tem mais a certeza que o calibre 5,56 mm é o mais adequado, apesar de ser mais leve e permitir ao militar levar mais balas, mas parece que matam muito pouco e não perfuram os coletes balísticos.

A situação estratégica de Portugal é a de que não enfrentar um perigo militar evidente e o País participa numa Aliança no âmbito de uma Europa não muito armada, mas poderosa em termos financeiros e industriais. Sem o Brexit a União Europeia tem 7% da população mundial e 25% do Pib de todo o Planeta com engenharia suficiente para fabricar rapidamente qualquer tipo de arma e consta que, mesmo com o Brexit, o exército inglês instalado na margens do Reno na Alemanha não deverá sair, dado que está integrado no dipositivo de forças da Nato e mesmo que Trump consiga acabar com a Nato, a Alemanha, o Reino Unido, a França e outras nações vão manter uma aliança na qual, certamente, Portugal e a Espanha também farão parte, entre outros países.

Se os europeus estão a envelhecer, o mesmo sucede com a Rússia e a China. Ambas as potências terão dentro uma a duas décadas mais de 50% da população com idade superior aos 60 anos. Os EUA têm uma população mais jovem graças à emigração de mexicanos e outros sul americanos que o Trump não quer deixar entrar e mesmo expulsar. As crianças mexicanas tão mal tratadas por Trump seriam uns bons americanos do futuro.

Por isso, anda toda a gente a criar robots de combate sob a forma de drones e até tanques e navios sem guarnições, o que significa que as Forças Armadas carecem cada vez mais de pessoal instruído e capaz.

Portugal deve concentrar-se nas forças profissionalizadas, alargando o tempo de permanência nas diversas armas e, permitindo, a subida a postos mais elevados. Assim, os oficiais do quadro dos contratados que atualmente só são admitidos jovens já com uma licenciatura, pelo menos, deverão poder chegar a tenente coronel e ir para a Academia Militar, resolvendo o problema do eterno conflito entre milicianos (agora contratados) e pessoal do quadro permanente. Há a ideia de prolongar o tempo de permanência dos contratados para 18 anos.

Desde 2017 e antes mesmo, está-se em vias de lançar um concurso para equipar o exército com o seguinte material novo:

  • 11 mil espingardas automáticas (5,56 mm)
  • 300 espingardas automáticas (7,62 mm)
  • 830 metralhadoras ligeiras (5,56 mm)
  • 320 metralhadoras médias (7,62 mm)
  • 450 espingardas de precisão (7,62 mm)
  • 1700 lança-granadas
  • 380 caçadeiras
  • 3400 aparelhos de pontaria

 

As 15.320 armas e peças complementares vão custar quase 43 milhões de euros e o pagamento dessa fatura será dividido em vários anos. Prevê-se que a última parcela, e a mais pesada, seja paga em 2022, no valor de 13,4 milhões de euros.

 



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Sexta-feira, 15 de Junho de 2018
Dieter Dellinger: "Procurador Americano quer Guerra na Colômbia"

 

 

Um simples procurador jurídico de Nova Iorque está empenhado em fazer com que na Colômbia a guerra de guerrilha volte a ser uma realidade, dando como findo o processo de Paz firmado 2016 que conduziu à entrega de 3 mil armas das guerrilhas da FARC que estavam em guerra contra o exército Colombiano desde 1960 e que tinham um antecedente bélico na guerra denominada “La Violência” que decorreu entre 1940 e 1950.

O procurador pede o envio de Jesus Santrich para os EUA, acusado de organizar o contrabando de 10 toneladas de droga para os EUA sem provas. Atrás do procurador estão certamente as organizações de sabotagem, espionagem e guerra suja dos EUA como são a CIA, a NSA e outras. Os procuradores colombianos, provavelmente bem pagos pelos amigos americanos, prenderam Santrich que está em greve da fome disposto a morrer a ser transferido ilegalmente para os EUA e aí condenado a uma prisão perpétua de curta duração porque será rapidamente liquidado.

Santrich é o atual líder intelectual das FARC que passaram a partido político com o nome de “Força Alternativa Revolucionária do Comum” e substitui o antigo comandante em chefe das FARC, Londono, que está gravemente doente na sequência de um ataque cardíaco. Jesus Santrich está cego e quer viver na capital para seguir um vasto conjunto de tratamentos no sentido de lhe darem alguma visão, pelo que seria a última pessoa a pensar em contrabando de droga. O governo do Presidente Santos está a dar-lhe um subsídio elevado e o tratamento é gratuito. As televisões pertencentes a capitalistas de direita fizeram montagens a falsificar encontros entre Santrich e pretensos contrabandistas de droga. Mas, Santos fala já em indícios porque em 2019 haverá eleições legislativas e ele quer que o candidato do seu partido ganhe.

A Paz deve-se muito aos esforços de um presidente de direita Juan Manoel dos Santos que foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz, mas, curiosamente, não teve o apoio da direita nem da Igreja Católica, pelo que foi derrotado no referendo sobre o acordo de Paz. O povo terá votado pela guerra contra a Paz se bem por uma margem escassa, ou seja, uma maioria de 50,24% que não impediu que o presidente continuasse com o processo de Paz. A derrota da Paz foi devido à campanha levada a cabo pela Igreja Católica que não gostou de certas leis do presidente Santos a favor do aborto e de outras medidas progressistas, incluindo a eutanásia de nascituros com trissomias 18 e 21 graves e outras deformações congénitas fatais e frequentes na Colômbia.

O Papa Francisco nada fez para pressionar a sua Igreja a favor de Paz e depois visitou a Colômbio para prestar homenagem às vítimas da guerra de 57 anos sem fazer grande propaganda pela Paz. Parece que há um Papa Francisco para a Europa civilizada e outro para a América Latina.

Mais de 600 ex-guerrilheiros entraram na capital Bogotá e passaram a receber um subsídio de subsistência de 200 dólares mensais e foram reservados oito lugares parlamentares aos dirigentes do agora partido FARC. Os mais jovens frequentam escolas com bolsas de estudo adicionais. Outros ficaram desarmados em campos intermédios entre a floresta e altiplano andino. Provavelmente haverá armas escondidas nas florestas e muitos agricultores estão à espera de apoios para acabarem com o cultivo da coca, pelo que tudo pode recomeçar de novo, tanto mais que reina o caos na vizinha Venezuela de onde poderão vir mais armas.

Nas últimas eleições legislativas, a FARC teve um resultado baixíssimo da ordem dos 0,3% por se ter votado muito na cidade e não ter sido possível organizar nos meios rurais cadernos eleitorais e votações sérias. Mesmo assim, os homens e mulheres da guerrilha não querem ouvir falar em guerra. Os habitantes das cidades não simpatizam com as guerrilhas que sequestraram e mataram muitos citadinos. Apesar das suas razões, é melhor acabar com toda a guerra.

O interesse dos EUA na guerra deve residir na recente descoberta de muito petróleo na Bolívia e, como tal, querem ter um motivo para se apoderarem da nova riqueza, tal como fizeram em 1902 quando arranjaram uma guerra civil para conseguir a independência da província colombiana do Panamá e apoderarem-se do canal em construção.



publicado por DD às 22:11
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Terça-feira, 12 de Junho de 2018
Dieter Dellinger: BASTA EURO

Enquanto os militantes do partido da extrema direita italiana Lego festejavam o acordo de governo firmado com o Movimento 5 Estrelas (M5S), uns operários subiam a umas escadas e começavam a pintar de branco as enormes letras negras das palavras “Basta Euro” na fachada da sede na Via Bellerio em Milão. Antes mesmo dos entusiastas esvaziarem todas as garrafas de Proseco, já as duas palavras tinham desaparecido como se nunca tivessem existido. Daí que a bolsa de Milão tenha subido e ninguém se afligiu com uma agora improvável saída da Itália do Euro.

O professor de economia de 81 anos Paolo Savona, indigitado para Ministro das Finanças e da saída do Euro, foi recusado pelo presidente Matarela e passou para ministro das Relações com a União Europeia. Para o seu lugar vai Giovani Tria, o homem que não diz que a Itália quer abandonar o Euro, mas que a Alemanha é que deve sair como se algum país pudesse expulsar outro da zona Euro ou da União.

Na União Europeia, a realidade é que se fazem campanhas eleitorais e elaboram-se programas e antes mesmo de se formar um novo governo, já está Bruxelas influenciada por Berlim a pôr e dispor.

Vivemos o início de uma época muito especial em que até professores políticos querem iniciar uma nova carreira aos 81 anos como faz Paolo Savona que subiu no populismo com frases certas sim, mas …., como esta: “O Euro é um colete de forças de fabrico alemão, Desde o fim do nazismo que Berlim não alterou a sua visão da Europa. A pertença à Zona Euro contém em si um fascismo sem ditadura e, em termos económicos, é um nazismo sem militarismo”.

Os dois líderes partidários que mandam na Itália, Matteo Salvini do Lega (ex-Lega Norte) e Di Maio do Movimento 5 Estrelas não se entenderam quanto a quem deveria ser primeiro ministro, pelo que foi indigitado o ex-juiz e professor de Direito Privado (Família) sem qualquer experiência política ou administrativa, Guiseppe Conte. No fundo, o governo estará nas mãos de um triunvirato. Será o 67. Governo Constitucional italiano nos últimos 70 anos, o que não impediu que o país seja a 3ª Economia da Europa e um potentado industrial, se bem que em crise como está toda a gente no Mundo com mais ou menos disfarces.

O maior problema italiano é o da sua dívida pública de 2.386.000 de milhões de euros (132% do Pib), ou seja, em valor mais de 10 vezes a dívida portuguesa apesar de só ter 6 vezes a população lusa, 60 milhões de residentes mais uns crescentes “clandestinis” que chegam quase todos os dias ao sul da Itália e muitos até trazidos pelo patrulha português “Viana do Castelo” que anda por lá a pescar centenas ou milhares de emigrantes africanos em vias de se afogarem quando os botes de borracha sobrecarregados de gente estão a rebentar.

Cerca de 48% da dívida italiana está na posse de italianos, sejam bancos, seguradoras, instituições de solidariedade, fundos de reserva para pensões ou aforradores individuais, pelo que um corte brutal teria graves consequências internas. Ninguém gosta de perder o seu dinheiro ou as reformas, apoios sociais, indemnizações de seguros, etc. Outros 20% não contam porque estão no Banco de Itália para onde foram no âmbito do Programa de Alívio Financeiro inventado por Draghi e Constâncio. Em Portugal este segundo nome é sempre esquecido quando na qualidade vice-presidente do BCE participa em toda a sua atividade numa perfeita sintonia com o presidente Draghi. Nunca o BCE foi dirigido por duas personalidades tão amigas e com a mesma vontade de resolver o problema do endividamento dos países do Euro e já tanto fizeram. Em termos de solidariedade nunca o BCE tinha feito algo.

Na Europa ninguém se preocupa com esses emigrantes e já não os refugiados sírios, tendo a Itália que suportar o encargo aos mesmo tempo que começa a ser castigada por não ser mais eficiente na austeridade orçamental, apesar do seu défice ser de apenas 2,3%.

Segundo as promessas dos populistas, as despesas estatais devem aumentar em vários setores, tendo Bruxelas calculado que isso faria subir o défice italiano para 7%.

O que levou os italianos a votarem nos partidos populistas foi em grande parte a promessa de levarem os “clandestinis” para as costas africanas, Tunísia e Líbia, pois o país tem uma taxa global de desemprego de 11%, mas há duas Itálias, o Sul e o Mezzogiorno com 19% de desemprego e um Pib per capita de 18.600 Euros e o Norte com cerca de 9% de desemprego e um Pib de 34.000 Euros.

Os jornais italianos e europeus fazem muita troça do governo populista com o partido mais votado, o M5S, fundado por um palhaço que concorreu pela primeira vez a eleições a título de palhaço com o lema “pior que eles não posso ser”.

O “Il Manifesto” chama à Itália “Populandia”, enquanto o “Il Foglio” escreve “assim nasceu a terceira República sob os risos de todo o Mundo” e o “Financial Times” diz: “Roma abre as portas aos bárbaros modernos”. O “Der Spiegel” intitula o seu artigo sobre a Itália “um fósforo a arder” e no número seguinte coloca na capa “Ciao amore!” – A Itália destrói-se a si mesma – e arrasta a Europa consigo”.



publicado por DD às 21:58
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Domingo, 3 de Junho de 2018
Como se Faz Fortuna na China

 

 

O jornal „Negócios“ da Cofina resolveu oferecer um exemplar gratuito quando comemorou há dias o seu 15º aniversário. Aquilo vinha com as biografias dos principais magnatas da nossa praça e em todas podíamos ver que são herdeiros de país ou avôs que fizeram fortuna. Até o homem da Simoldes que diz que começou de baixo, trabalhou no campo e depois numa serralharia, era na verdade neto de um ex-sócio minoritário de uma fabriqueta de moldes que foi corrido quando a empresa começou a dar lucro e depois com o filho e o neto instalaram uma oficina de moldes que foi progredindo até tornar-se no gigante que é hoje.

Digo isto para explicar que, salvo raras exceções, não se fazem fortunas inimagináveis de um dia para o outro. No mundo capitalista, as fortunas crescem ao longo de mais de uma geração, apesar de termos os casos singulares de Bill Gates, Zuckerberg e do tipo do Amazon por terem aparecido com ideias mais ou menos novas nos novos suportes informáticos de há pouco mais de vinte anos.

Na China não tem sido assim. Há fortunas incalculáveis feitas em poucos anos sem que se saiba como foram feitas. Fundamentalmente o grande segredo está na mão-de-obra a preço de escravatura e quando o Partido Comunista da China acredita e apoia um empresário todas as portas estão abertas, incluindo fantásticos créditos bancários.

Vem isto a propósito do eng. Li Shufu que adquiriu há dias 103.619.340 ações da Daimler Benz AG, a fábrica dos célebres Mercedes, por mais de 7,4 mil milhões de euros, já depois de ter adquirido a Volvo sueca e as fábricas Proton da Malásia e dos London Táxi.

O homem não herdou nada e vem de uma sociedade em que ninguém possuía algum bem de produção, mas em 1982 quando se formou em engenharia (dizem) adquiriu uma máquina fotográfica para tirar fotografias a turistas e a quem quisesse ter uma foto sua, já que as máquinas não abundavam e eram fabricadas na China. Para um conhecedor da China, Li Shufu conseguiu a máquina por estar ligado como informador aos serviços secretos do PCC e terá convencido os chefes que podia fazer um bom “trabalho” a tirar fotografias.

Já com o apoio da polícia secreta, Li consegue em 1985 ficar de uma maneira pouco clara com uma pequena fábrica que fazia peças para frigoríficos e pouco tempo depois começa mesmo a fabricar o eletrodoméstico completo, provavelmente com pessoal muito barato e especializado que “alguém” lhe enviava. A China tinha conhecido a Revolução Cultural que levou ao fecho de numerosas fábricas, pelo que havia muitos operários dispostos a trabalhar por um pouco de arroz.

Uns anos depois, em 1994, iniciou o fabrico de uma cópia de uma scooter japonesa e queria mesmo fabricar carros, mas os seus mentores acharam que estava a querer dar passos demasiado grandes. Aquilo vendeu-se muito bem e até se exportou pois as mais-valias produzidas pelos trabalhadores ultrapassavam os 95%, ou seja, ganhavam 5% do valor do seu trabalho.

Dado esse êxito, novamente “alguém” arranja-lhe uma prisão abandonada que serviu durante o maoismo para fabricar camiões pequenos e aí, em 1997, Li Shufu resolveu iniciar o fabrico de cópias aparentemente fiéis dos Mercedes da Classe E, pelos quais tinha uma paixão enorme. Claro, não tinha dinheiro para comprar as prensas de mil e duas mil toneladas utilizadas na indústria automóvel para moldar as chapas, pelo que começou a fabricar carroçarias em plástico reforçado com fibra de vidro como se fazem os barcos e adquiriu componentes como motores, transmissões, etc. à FAW (Primeira Fábrica de Automóveis da China), algo só possível com muita influência de cima.

Muitos dos antigos prisioneiros da fábrica voltaram à fábrica que já não era prisão para ganharem apenas o suficiente para comerem e receberem uns fatos de macaco. Não tinham para onde ir. Nos tempos do Mao, a fábrica “contratava” pessoal, prendendo ao calhas os especialistas que precisavam, mas a situação acabou mal porque alguns técnicos eram membros do partido e aquilo causou muito barulho interno até fechar e terá mesmo sido dada a Li Shufu.

As cópias dos Mercedes não deram resultado. O mercado percebeu que aquilo era de plástico e até entortava com o sol e os motores eram de fabrico chinês. Só o aspeto é que dava a impressão de ser verdadeiro.

Li Shufu passou a fazer cópias de carros mais modestos e lentamente arranjou dinheiro de “alguém” para comprar prensas modernas para chapa, mandar produzir chapa zincada e adquirir o sistema elétrico Bosch e outras coisas, incluindo motores Renault.

Não dizem, mas parece que Li Shufu foi o comprador da Roover que desmontou no Reino Unido e instalou na sua fábrica para fazer as mais diversas cópias e fabricar os Mercedes C sob licença com o apoio da Mercedes que até lhe forneceu prensas e componentes mecânicos.

Em 2005, a empresa de Li, a Geely, foi à bolsa de Hong Kong para angariar o capital necessário à aquisição das máquinas na Alemanha.

Em 2010, Li adquire a Volvo, começando a fabricar os Volvos de luxo na China, mantendo o fabrico dos mais pequenos na Suécia. Na China só se vendia o luxo, pois, como ainda é hoje, ou se é milionário ou quase miserável. Só agora é que começa a aparecer lentamente uma classe média mais ampla que vai ser a demolidora da ditadura comunista chinesa.

Enfim, de oferta em oferta Li Shufu chega a uma fortuna impensável, calculando-se de cada euro da sua fortuna 90 a 95 cêntimos resultaram do trabalho não pago aos seus trabalhadores ou mais valia no sentido marxista do termo.

Li é o exemplo de como as teses de Karl Marx dão um resultado fenomenal em termos de exploração do trabalho e formação de fortunas incalculáveis e está longe de ser o único na China.

Foto: A prisão fábrica onde Li iniciou a produção de automóveis com os antigos escravos que trabalhava a troco de um pouco de arroz e fatos macacos, dormindo em esteiras como nos tempos em que a justiça Chinesa mandava qualquer um para a prisão.



publicado por DD às 19:28
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Domingo, 13 de Maio de 2018
Até que enfim!

 

 

 

O número é "finalmente" conhecido: há 2,7 milhões de pensionistas. A secretária de Estado da Segurança Social também tem novidades para os trabalhadores independentes em 2018.

O número de pensões a pagar já era conhecido — 3.637.341 a 31 de Dezembro de 2016 em Portugal — mas o número de pensionistas ainda não se sabia. Agora, numa entrevista ao Jornal de Negócios, a secretária de Estado da Segurança Social revelou “finalmente” que há 2,7 milhões de pensionistas no país, entre a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social. O número foi obtido após o cruzamento de dados necessário para a atualização extraordinária de pensões deste mês de agosto.

Muitos órgãos de informação confundem pensões com pensionistas. Mas, havendo uma prevalência de mulheres no mundo das pensões há muitas que recebem adicionalmente uma meia pensão ou menos do falecido marido e há gente que recebe uma pensão complementar de idosos. Claro que o contrário também sucede.

Entre 2015 e 2016 registou-se uma pequena descida no número de pensões atribuídas sem grande significado porque foi da ordem das mil pensões, mas esse número tende a aumentar devido a um pequeno aumento da mortalidade em resultado da acumulação de pessoas com mais de 65 e até mais de 90 anos de idade, as quais têm uma menor esperança de vida. Em fins de 2016 tínhamos 2.176.640 residentes com mais de 65 anos e tínhamos então 4.287 com 100 ou mais anos.

Pensão antecipada: carreiras muito longas sem corte este ano

Na entrevista, a secretária de Estado Cláudia Joaquim assinalou que as novas regras das reformas antecipadas, que vão valorizar as longas carreiras, podem resultar em reformas 35% mais altas para alguns dos pensionistas em relação à situação atual.

 

 



publicado por DD às 22:57
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Sexta-feira, 30 de Março de 2018
Uma Cabeça de Alfinete

 

 

 

 

Francisco Pinto Balsemão atira-se ao Facebook no seu Expresso e curiosamente antes de aparecer o Facebook, a sua SIC tinha uma espaço de debates na Net em que escrevi muito e havia muita luta entre os defensores dos diversos partidos e ideias políticas. Era tudo muito vivo e chegámos a criar amizades, reunindo em almoços no Parque Eduardo VII.

Muitas amizades perduraram até hoje apesar dos muitos anos que passaram e outras foram esquecidas, mas aquilo era uma espécie de Facebook que Balsemão a dada altura fechou.

Quando o PS estava no poder, agradava-lhe as críticas, mas no momento em que o PSD chegou ao poder fechou aquilo que podia ter crescido, não digo como o Facebook, mas a nível nacional e europeu poderia ter sentido, dado que a maior parte dos escribas até dominavam o inglês.

Balsemão ficou com um império meio falido do tamanho da cabeça de um alfinete na cidade de Lisboa quando comparado com o império de Zuckerberg, ou seja, o Facebook.

A pequenez nacional revela-se em muita coisa. Magistrados, políticos e, principalmente, jornalistas de todos os meios de comunicação não se dão bem com a LIBERDADE dos militantes dos partidos políticos.

Tanto a justiça como o jornalismo odeiam os outros partidos e a LIBERDADE.

Foi esse ódio à LIBEDDADE e IMPARCIALIDADE que está a levar o império de Balsemão à insignificância.

A comunicação social ou é livre ou vai à falência.

É uma questão de mercado, Xico Balsemão, o que interessa é estar em todos os mercados e não se limitar a um.

Se vendesses relógios ou automóveis podias estar em toda a parte, mas, mesmo assim, tinhas de colocar publicidade em todos os meios de comunicação.

Hoje, Balsemão, comprei o teu Expresso numa papelaria de uma senhora toda reacionária, mas que tem sempre o Avante bem à vista na porta de entrada com outros jornais de outras cores.

Ela precisa de todos os clientes e não quer saber se são do PSD que parece ser o seu partido ou do PCP, etc. Claro, nada põe do PS e do BE porque não há nenhum jornal afeto a estes partidos ou, pelo menos, suficientemente IMPARCIAL para tratar todos os partidos por igual com jornalistas que se interessam apenas pelos acontecimentos sem acusar governos ou partidos c omo faz hoje o teu Expresso que anda já a incendiar o próximo verão, convencendo os INCENDIÁRIOS que o caminho está livre e podem espalhar a pólvora que já compraram nas empresas de pirotecnica.

Tu, Balsemão, não gostas de Portugal. Só gostas de ti, mas estás a falhar porque a SIC custa muito dinheiro para não ser imparcial, enquanto no Expresso ainda vais deixando algumas coisitas e para mim serve muito bem para saber o que pensam os INIMIGOS da PÁTRIA e poder criticá-los no Facebook.

 

 



publicado por DD às 18:48
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Terça-feira, 27 de Março de 2018
Facebbok

 

 

O Facebook está a ser atacado por todos os lados. Os seus principais inimigos são a Comunicação Social em todo o Mundo, ou seja, televisão, rádio, jornais, etc.

A empresa do Zueckerberg representa o mais fantástico êxito comercial e produtivo alguma vez visto no Mundo. Desde 2002 até hoje conquistou o Mundo e passou de zero utilizadores para o incrível número de 2.129 milhões, ou seja, 30% da população mundial.

Nenhuma empresa do Mundo teve ou tem uma tal quota de mercado, a não ser, talvez, a Google.

Mas, Google e Facebook funcionam em conjunto. Google organiza o Mundo das coisas e Facebook o das pessoas.

As coisas (conhecimento) necessitam das pessoas e estas das coisas.

Zuckerberg tornou-se no homem mais rico do Mundo e pretende doar cerca de 99% da sua fortuna. 1% já é uma coisa formidável.

O número de utentes não significa que alguém os possa influenciar pois a maioria funcionam para um grupo restrito. Contudo, a empresa "Cambridge Analytica" terá conseguido por algoritmos aceder a 50 milhões de endereços de Facebook e assim influenciar, por exemplo, as eleições americanas.

Pode ser, mas não acredito muito que as pessoas se deixem influenciar tão facilmente por notícias falsas como a muito propalada "O Papa apoia Donald Trump". Só um estúpido é que acredita nisso e esse estúpido não precisa do Facebook para acreditar numa porcaria qualquer.

A força dos escribas do Facebook está em dizerem a verdade e denunciarem o crime.

Quanto ao serem conhecidos? Uma pessoa honesta não tem medo que saibam o seu nome e alguma coisa mais sobre a sua vida, incluindo o seu retrato.

Ninguém pode fazer algo com os mais de 2 mil milhões de utilizadores do Facebook, a não ser por via da inteligência artificial e computadores caríssimos e extremamente potentes. Mas, não interessa a ninguém ter uma lista tão grande de pessoas.

Viva pois o Facebook e que continue a crescer como viva o Google, a Wikipedia, os Vídeos, a Música da Internet, etc

Mas, Google e Facebook funcionam em conjunto. Google organiza o Mundo das coisas e Facebook o das pessoas. As coisas (coonhecimento) necessitam das pessoas e estas das coisas.

Zuckerberg tornou-se no homem mais rico do Mundo e pretende doar cerca de 99% da sua fortuna. 1% já é uma coisa formidável.

O número de utentes não significa que alguém os possa influenciar pois a maioria funcionam para um grupo restrito. Contudo, a empresa "Cambridge Analytica" terá conseguido por algoritmos aceder a 50 milhões de endereços de Facebook e assim influenciar, por exemplo, as eleições americanas.

Pode ser, mas não acredito muito que as pessoas se deixem influenciar tão facilmente por notícias falsas como a muito propalada "O Papa apoia Donald Trump". Só um estúpido é que acredita nisso e esse estúpido não precisa do Facebook para acreditar numa porcaria qualquer.

A força dos escribas do Facebook está em dizerem a verdade e denunciarem o crime.

Quanto ao serem conhecidos? Uma pessoa honesta não tem medo que saibam o seu nome a alguma coisa mais sobre a sua vida, incluindo o seu retrato.

Ninguém pode fazer algo com os mais de 2 mil milhões de utilizadores do Facebook, a não ser por via da inteligência artificial e computadores caríssimos e extremamente potentes. Mas, não interessa a ninguém ter uma lista tão grande de pessoas.

Viva pois o Facebook e que continue a crescer como viva o Google, a Wikipedia, os Vídeos, a Música da Internet, etc.

 



publicado por DD às 23:26
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Quinta-feira, 8 de Março de 2018
Ponte 25 de Abril

 

Portugal Roubado – 3

 

Cavaco entregou de graça a Ponte 25 de Abril à Lusoponte há uns 20 anos atrás. Pela ponte passam mais de 160 mil viaturas de todas as classes que pagam num só sentido uns 90 milhões de euros por ano, sempre atualizados de acordo com a inflação.

Em vinte anos de concessão gratuita, a Lusoponte deve ter encaixado mais de mil milhões de euros e agora os contribuintes têm de ser ROUBADOS pela Lusoponte em cerca de 1,8% do valor recebido.

Não sei quanto pagam de portagem os comboios, mas deve ser um valor significativo dado serem quase 200 composições que passam diariamente pela ponte.

Mais um dos milhares de casos em que o capital só serve para meter dinheiro ao bolso, xulando o País. Para as despesas estão os contribuintes

 

 



publicado por DD às 14:51
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Quarta-feira, 7 de Março de 2018
Portugal Roubado - 2

 

 

 

O Governo queria alugar 48 meios aéreos para combater os incêndios no próximo verão e pagava um preço máximo tido como justo de 50 milhões de euros.

 

Sucede que as empresas que concorreram ao concurso devem ter combinado entre si e apresentaram preços muito superiores ao dobro, mesmo da ordem dos 125 milhões de euros.

 

É evidente que as empresas sabem que Portugal é o único país do Mundo em que o Ministério Público praticamente despenalizou o crime dos INCENDIÁRIOS na medida em que parece que ninguém foi preso e condenado pelos 500 milhões de hectares ardidos no verão passado.

 

As empresas levam pois quase 3 milhões de euros por cada meio aéreo, ou seja, mais que o aluguer de um Airbus 333 por dois meses e meio. Trata-se de um roubo combinado entre si e sabe-se que neste tipo de cartel, o que ganha paga aos outros uma comissão e daí o preço elevado e, talvez, ainda pague a alguns "Orlandos Figueiras" comissões por não se preocuparem com a perseguição ao vasto número de CRIMINOSOS que causaram 16.450 incêndios no verão passado.

 

Entretanto esses "amigos de Alex" vão se entretendo com a prisão de um homem de Benfica e outros assuntos sem importância vital para a PÁTRIA.

Sejamos pois patriotas e digamos que a PÁTRIA está em perigo com esta justiça e com a sabotagem de muitas autarquias e proprietários ao trabalho de limpar as florestas.

António Costa e a Assembleia da República devem dizer claramente que não haverá indemnizações a quem não respeitar as normas agora impostas e até haverá multas e acusações de negligência INCENDIÁRIA.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por DD às 16:47
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