Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
Doenças do Aparelho Respiratório

 

Esta manhã todas as rádios começaram os seus noticiários com a informação alarmista que em cada hora morrem dois portugueses por doença do sistema respiratório.

Isso fez-me lembrar o meu avô que morreu aos 97 anos com uma pneumonia resultante da evolução de uma simples constipação. Ele gozava de excelente saúde, apesar de alguma fraqueza e, naturalmente, não teria o seu sistema imunológico em boas condições como acontece com todos os idosos.

Eu sei que não ficarei por cá e se atingir a idade do meu avô seria já excecional.

Mas, fazendo as contas, temos 8.760 horas por ano, pelo que morrem por ano 17.200 cidadãos por doença respiratória-pulmonar, na maior parte idosos apesar de não ser de descartar que possam morrer desse conjunto de doenças pessoas de qualquer idade.

No ano passado morreram em Portugal 110.197 pessoas que representam1,06% da população. Teoricamente deveríamos todos morrer por volta dos 100 anos de idade, mas as contas não podem ser feitas assim, pois no ano em que eu nasci vieram ao Mundo em Portugal 256.000 pessoas e no ano passado apenas 87.000 e ao longo da minha vida emigraram milhões de portugueses e regressaram muitos para passar a velhice com uma reforma francesa ou outra.

Mesmo assim, as doenças do sistema respiratório e, geralmente, pulmonares têm muito a ver com o ambiente, ou seja, a poluição dos muitos automóveis que circulam por toda a parte e com os idosos de recursos fracos ou médios por causa do astronómico preço da eletricidade aliado à falta de isolamento das habitações de quem não pode adquirir janelas de vidro duplo, etc. O frio invernal mata muito e, suponho, que os grandes calores também são mortais para as pessoas de idade muito avançada.

A poluição automóvel é invisível, mas é terrível, os combustíveis, principalmente dos diesel, larga partículas ínfimas que são respirados e acumulam-se nos alvéolos pulmonares. Por isso, estão as Autoridade Tributárias erradas quando atribuem uma localização de luxo a zonas da cidade como grandes avenidas e bairros centrais pejados de viaturas e autocarros a circularem e táxis com mais de meio milhão de quilómetros, etc.

Mesmo na Alta de Lisboa, junto aos grandes parques do Lumiar, a poluição produzida pelos milhares de aviões que aterram e descolam ali perto durante o ano é extremamente perigosa e completamente invisível.

Não há, pois, a mais pequena razão para que o IMI seja diferenciado porque ou se vive no campo longe de tudo ou se vive na cidade perto de tudo mais uma poluição tremenda. Até os travões dos carros largam partículas micrométricas que causam doenças pulmonares obstrutivas crónicas e podemos citar ainda muitas outras doenças como bronquite, enfisema, asma, rinite, gripe H1N1, pneumonia, pneumotórax e fibrose pulmonar.

Contudo, a poluição não impediu os portugueses e não só de aumentarem a sua esperança de vida, estando as mulheres já na idade média dos 80 e o homem nos 78 a 79.

A tuberculose foi quase que erradicada e o cancro do pulmão tem origens menos conhecidas, sabendo-se apenas que afeta muito mais os fumadores.

Enfim, as rádios não mentiram, mas veiculam as notícias com um alarmismo imenso quando todos sabemos que não é o nosso destino ficar por cá ou viver até aos 150 ou 200 anos.

A morte é, sem dúvida, o evento mais garantido que a vida nos oferece. Ninguém escapa, seja multimilionário ou pobre, culto ou analfabeto, todos terão a sua hora.

 



publicado por DD às 15:30
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