A saída limpa ou suja deixou tudo na mesma, já que nada é possível no contexto atual porque não compete aos mercados financeiros resolverem os problemas económicos dos países em crise nem aos outros Estados. Só a intervenção do banco emissor BCE pode resolver algo, já que é para emitir moeda é que ele existe.
Recordemos que até 2007 inclusive, a situação das contas públicas portuguesas estava correta. O défice foi inferior a 3% e a dívida andava nos 62 a 63% com juros a 10 anos entre 3,2 e 3,6% numa situação inflacionária de 1,5 a 1,9%. Portanto o juro real era de 1,7 a 2,0%, nada que afligisse alguém.
Nunca ninguém soube elogiar o bom trabalho de Sousa Franco antes e depois da entrada no Euro.
Foi a ganância capitalista da banca americana acompanhada pela europeia que provocou a crise ao inventarem fundos hipotecários com hipotecas feitas a pessoas que as não podiam pagar e compraram casas que não necessitavam. A crise propagou-se aos bancos europeus que detinham esses fundos estruturados, mas pouco aos portugueses.
A Merkel reuniu em 2008 o Conselho Europeu e incentivou todos os países a fazerem uma política de investimentos keynesianos, injetando fundos nos mercados por via de obras. Toda a gente esperava que BCE fosse o sustentáculo dessa política e fizesse o mesmo que a Reserva Federal Americana, emitindo moeda. Só estúpidos como a Merkel, o Medina e outros é que podiam imaginar uma política keynesiana sem moeda. Foi isso que a Merkel, burra que nem uma porta, quis que acontecesse, ou seja, crescimento à custa dos velhotes que, no entender da direita europeia, podem receber menos porque já pagaram as suas casas, carros, etc. e até estão com os pés para a cova.
Em Portugal só 150.000 reformados recebem mais de 1.250 euros mensais. Por isso, os roubos aos velhotes e aos funcionários não deram para nada e a dívida aumentou em 31%, ou seja cerca de 50 mil milhões euros. Como os velhotes, os funcionários, os desempregados e 95% dos trabalhadores têm cada vez menos dinheiro, não é por essa via que Portugal sai do logro em que a Merkel nos meteu. Também não foi pela venda de monopólios estratégicos que se resolveu algo nem por qualquer outra via porque não há dinheiro para investir; só para pequenas despesas. Nenhuma saída da dívida é possível sem a intervenção direta do BCE no serviço da dívida com emissões de moeda, agora muito facilitada pela deflação eminente na zona euro. Se isso não for feito a crise eternizar-se-á e chegará o momento em que alguém dará um murro na mesa e fará uma revolta com o não pagamento da dívida.
Esta crise é uma guerra que, tal como a das colónias, pode durar muitos anos, 10, 13 ou 15 até se chegar a um fim doloroso porque é impossível viver permanentemente em guerra que, neste caso, é viver sem emissão de moeda ou numa indigência total.
Portugal acabará então por sair de toda a porcaria em que está metido como EURO, FMI, EU, NATO, etc., libertando-se disso tudo como se libertou das colónias.
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