Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.
Quarta-feira, 12 de Junho de 2019
Engenharia do Pensamento - Demografia e Ecologia

Rua em Lagos - Nigéria

A população mundial tem estado a crescer a uma média de 100 milhões de pessoas por ano, podendo chegar aos 10 mil milhões em 1950 e aos 15 mil milhões no fim do século atual

É certo que a tecnologia pode fazer muita coisa para aliviar o peso dos gases de estufa e evitar a catástrofe das alterações climatéricas. mas não parece que se possa fazer muita coisa sem estabilizar a demografia atual.

A temperatura mundial pode subir mais de 4ºC a partir de 2050, o que fará aumentar o nível dos oceanos com os degelos árticos e antárticos. Nada evitará a poluição provocada por uma população excessiva, já que tudo o fazemos polui e até a nossa respiração e dos animais que servem para a nossa alimentação.

Mesmo com células fotovoltaicas, automóveis a eletricidade, irrigação dos desertos com água dessalinizada não parece que seja possível alterar muita coisa.

Contudo, a Humanidade atua mesmo sem o comando dos políticos e pensadores. No seu todo, a sociedade humana, tal como as de muitos animais tem uma espécie de pensamento coletivo.

É um facto que nos países em que se verificou um maior desenvolvimento, a natalidade tende a diminuir, mesmo em muitos países africanos que estão longe do desenvolvimento.

Hoje, a natalidade mundial média rondará os 2,2 filhos por mulher com tendência a descer ainda mais.

No continente africano, a tendência para os 7 ou mais filhos por mulher desceu já para os cinco ou quatro, o que continua a ser excessivo e um caminho para o desastre se a descida não continuar, o que a acontecer passará pela redução da influência das organizações religiosas que lutam contra toda a planificação familiar e contraceção.

Há países muçulmanos como o Irão que sabem controlar a natalidade, mas há também grupos muçulmanos mais ou menos radicais que querem conquistar a Índia e o continente africano, sonhando com a Europa também, pela via sexual, isto é, pela multiplicação dos seus acólitos.

Há um autocontrole da natalidade como se verifica em Portugal e em toda a Europa e nos EUA, Canadá, Japão, Oceânia e nalguns poucos países sul americanos desde que se verifiquem os seguintes fatores, educação generalizada, incluindo das raparigas, assistência médica, principalmente nas crianças e adultos até os filhos serem independentes, emprego para todos ou quase e segurança social.

Claro que a ordem pode começar pelo emprego por via de atividades económicas como turismo, indústria, agricultura, exploração de recursos naturais, etc. e os resultados em termos de natalidade menor não resulta da perfeição dos sistemas, mas começa logo com pequenos avanços.

Observou-se o fenómeno em dois países, a China e a Tailândia.

No primeiro, durante muitos anos foi seguida a política obrigatória de um só descendente que estabilizou um pouco o crescimento populacional. No segundo, não houve nenhuma política de controle da natalidade, mas o progresso no turismo, indústria e outras atividades permitiu um aumento do nível de vida e o trabalho feminino com a escolarização e assistência na saúde e na velhice para se se produzir automaticamente uma queda da natalidade.

Quando as famílias sentem que os filhos não morrem em criança e que o pai também vai ter uma esperança de vida maior deixam de pensar em muitos filhos como forma de garantir a segurança social na velhice por via do trabalho dos filhos.

Este fenómeno produz aquilo que já aqui escrevi. A baixa natalidade com o progresso começa por provocar um aumento da população devido a uma maior esperança de vida, mas a prazo a situação demográfica tende a equilibrar-se, havendo mais pessoas idosas, mas ninguém fica por cá.

O nosso planeta deveria poder chegar ao fim do século com não mais de 7 mil milhões de habitantes para evitar as alterações climatéricas ao mesmo tempo que promove o referido desenvolvimento e uma mudança tecnológica no sentido de evitar a produção de CO2.

O projeto de instalar uma grande central de energia solar fotovoltaica flutuantes nas águas da barragem de Alqueva é um excelente exemplo para permitir três grandes vantagens como a retenção de água no sul da Europa que tende para a seca cada vez mais permanente, a dupla produção de energia elétrica por via do sol e da água ou tripla se forem adicionadas na região torres eólicas destinadas a permitir o funcionamento de bombas de recuperação da água de Alqueva retida na barragem da Rocha da Galé.

A construção de mais uma barragem na zona de Portalegre tornará aquela região quase desprezada mais rica em energia e água para desenvolvimento futuro.

Nenhum país da bacia do Mediterrâneo e zonas limítrofes pode dar-se ao luxo de desprezar a pouca chuva que cai, lançando-a para o mar.

O homo sapiens que somos está destinado a colonizar o espaço, nomeadamente os exo planetas em zonas habitáveis, mas tecnicamente estamos ainda muito longe de tornar isso possível, pelo que devemos preservar o ambiente até emigrarmos para o espaço.

Recordemos que o homo sapiens nasceu em África e há uns 100 mil anos iniciou a grande aventura de colonizar toda a Terra porque antes de ter inventado a agricultura e a pecuária necessitava de muito espaço para que pequenas tribos pudessem sobreviver com a caça e recolha de plantas silvestres comestíveis. Conseguiu povoar zonas árticas e as mais distantes ilhas do Pacífico, incluindo a Austrália e Nova Zelândia, navegando em jangadas ou pirogas duplas em mares e oceanos completamente desconhecidos, orientando-se pelas correntes, ventos e muito especialmente pelo voo das aves que admitia-se que se dirigiam sempre a alguma terra fértil.



publicado por DD às 18:03
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1 comentário:
De pvnam a 18 de Junho de 2019 às 00:29
A não promoção da MONOPARENTALIDADE (ex: facilitar o acesso a barrigas de aluguer) está a empurrar muitos homens para uma situação de boneco-pau-mandado.
{ manifesto em divulgação, ajuda a divulgar }
.
.
Ora:
1- Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
2- No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!...
De facto, analisando o Tabu-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos.
[ ver o blog «Origem Tabu-Sexo» - http://tabusexo.blogspot.com/]
Com o fim do tabu-sexo, como seria de esperar, muitos homens passaram a ir à procura de mulheres Economicamente Fragilizadas (frequentemente, oriundas de outras sociedades)... no entanto, ao ser-lhes apanhado um ponto fraco, muitas mulheres conduziram os homens a uma situação de boneco-pau-mandado.
.
--»» Promover a Monoparentalidade - sem 'beliscar' a Parentalidade Tradicional (e vice-versa) - é EVOLUÇÃO NATURAL DAS SOCIEDADES TRADICIONALMENTE MONOGÂMICAS...
{ver blogs http://tabusexo.blogspot.com/ e http://existeestedireito.blogspot.pt/}
.
.
Mais:
- É uma riqueza que, de facto, as regiões/sociedades não podem deixar de aproveitar!!!
1- Muitas mulheres heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida; etc...
2- Muitos homens heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida; etc...
-» Concluindo: é uma riqueza que as sociedades/regiões não podem deixar de aproveitar - a existência de pessoas (homossexuais ou heterossexuais) COM DISPONIBILIDADE para criar/educar crianças.
.
.
.
P.S.
Uma sociedade/região, para sobreviver, precisa de (como é óbvio ) possuir a capacidade de renovação demográfica.
.
P.S.2.
Existem autoridades de sociedades/regiões (que estão sem capacidade de renovação demográfica) em desleixo:
- não monitorizam/motivam/apoiam uma riqueza que não podem deixar de aproveitar -» a existência de pessoas (homossexuais ou heterossexuais) com disponibilidade para criar/educar crianças.


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