Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.

Sexta-feira, 15 de Junho de 2018
Dieter Dellinger: "Procurador Americano quer Guerra na Colômbia"

 

 

Um simples procurador jurídico de Nova Iorque está empenhado em fazer com que na Colômbia a guerra de guerrilha volte a ser uma realidade, dando como findo o processo de Paz firmado 2016 que conduziu à entrega de 3 mil armas das guerrilhas da FARC que estavam em guerra contra o exército Colombiano desde 1960 e que tinham um antecedente bélico na guerra denominada “La Violência” que decorreu entre 1940 e 1950.

O procurador pede o envio de Jesus Santrich para os EUA, acusado de organizar o contrabando de 10 toneladas de droga para os EUA sem provas. Atrás do procurador estão certamente as organizações de sabotagem, espionagem e guerra suja dos EUA como são a CIA, a NSA e outras. Os procuradores colombianos, provavelmente bem pagos pelos amigos americanos, prenderam Santrich que está em greve da fome disposto a morrer a ser transferido ilegalmente para os EUA e aí condenado a uma prisão perpétua de curta duração porque será rapidamente liquidado.

Santrich é o atual líder intelectual das FARC que passaram a partido político com o nome de “Força Alternativa Revolucionária do Comum” e substitui o antigo comandante em chefe das FARC, Londono, que está gravemente doente na sequência de um ataque cardíaco. Jesus Santrich está cego e quer viver na capital para seguir um vasto conjunto de tratamentos no sentido de lhe darem alguma visão, pelo que seria a última pessoa a pensar em contrabando de droga. O governo do Presidente Santos está a dar-lhe um subsídio elevado e o tratamento é gratuito. As televisões pertencentes a capitalistas de direita fizeram montagens a falsificar encontros entre Santrich e pretensos contrabandistas de droga. Mas, Santos fala já em indícios porque em 2019 haverá eleições legislativas e ele quer que o candidato do seu partido ganhe.

A Paz deve-se muito aos esforços de um presidente de direita Juan Manoel dos Santos que foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz, mas, curiosamente, não teve o apoio da direita nem da Igreja Católica, pelo que foi derrotado no referendo sobre o acordo de Paz. O povo terá votado pela guerra contra a Paz se bem por uma margem escassa, ou seja, uma maioria de 50,24% que não impediu que o presidente continuasse com o processo de Paz. A derrota da Paz foi devido à campanha levada a cabo pela Igreja Católica que não gostou de certas leis do presidente Santos a favor do aborto e de outras medidas progressistas, incluindo a eutanásia de nascituros com trissomias 18 e 21 graves e outras deformações congénitas fatais e frequentes na Colômbia.

O Papa Francisco nada fez para pressionar a sua Igreja a favor de Paz e depois visitou a Colômbio para prestar homenagem às vítimas da guerra de 57 anos sem fazer grande propaganda pela Paz. Parece que há um Papa Francisco para a Europa civilizada e outro para a América Latina.

Mais de 600 ex-guerrilheiros entraram na capital Bogotá e passaram a receber um subsídio de subsistência de 200 dólares mensais e foram reservados oito lugares parlamentares aos dirigentes do agora partido FARC. Os mais jovens frequentam escolas com bolsas de estudo adicionais. Outros ficaram desarmados em campos intermédios entre a floresta e altiplano andino. Provavelmente haverá armas escondidas nas florestas e muitos agricultores estão à espera de apoios para acabarem com o cultivo da coca, pelo que tudo pode recomeçar de novo, tanto mais que reina o caos na vizinha Venezuela de onde poderão vir mais armas.

Nas últimas eleições legislativas, a FARC teve um resultado baixíssimo da ordem dos 0,3% por se ter votado muito na cidade e não ter sido possível organizar nos meios rurais cadernos eleitorais e votações sérias. Mesmo assim, os homens e mulheres da guerrilha não querem ouvir falar em guerra. Os habitantes das cidades não simpatizam com as guerrilhas que sequestraram e mataram muitos citadinos. Apesar das suas razões, é melhor acabar com toda a guerra.

O interesse dos EUA na guerra deve residir na recente descoberta de muito petróleo na Bolívia e, como tal, querem ter um motivo para se apoderarem da nova riqueza, tal como fizeram em 1902 quando arranjaram uma guerra civil para conseguir a independência da província colombiana do Panamá e apoderarem-se do canal em construção.



publicado por DD às 22:11
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Domingo, 13 de Maio de 2018
Até que enfim!

 

 

 

O número é "finalmente" conhecido: há 2,7 milhões de pensionistas. A secretária de Estado da Segurança Social também tem novidades para os trabalhadores independentes em 2018.

O número de pensões a pagar já era conhecido — 3.637.341 a 31 de Dezembro de 2016 em Portugal — mas o número de pensionistas ainda não se sabia. Agora, numa entrevista ao Jornal de Negócios, a secretária de Estado da Segurança Social revelou “finalmente” que há 2,7 milhões de pensionistas no país, entre a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social. O número foi obtido após o cruzamento de dados necessário para a atualização extraordinária de pensões deste mês de agosto.

Muitos órgãos de informação confundem pensões com pensionistas. Mas, havendo uma prevalência de mulheres no mundo das pensões há muitas que recebem adicionalmente uma meia pensão ou menos do falecido marido e há gente que recebe uma pensão complementar de idosos. Claro que o contrário também sucede.

Entre 2015 e 2016 registou-se uma pequena descida no número de pensões atribuídas sem grande significado porque foi da ordem das mil pensões, mas esse número tende a aumentar devido a um pequeno aumento da mortalidade em resultado da acumulação de pessoas com mais de 65 e até mais de 90 anos de idade, as quais têm uma menor esperança de vida. Em fins de 2016 tínhamos 2.176.640 residentes com mais de 65 anos e tínhamos então 4.287 com 100 ou mais anos.

Pensão antecipada: carreiras muito longas sem corte este ano

Na entrevista, a secretária de Estado Cláudia Joaquim assinalou que as novas regras das reformas antecipadas, que vão valorizar as longas carreiras, podem resultar em reformas 35% mais altas para alguns dos pensionistas em relação à situação atual.

 

 



publicado por DD às 22:57
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Quinta-feira, 8 de Março de 2018
Ponte 25 de Abril

 

Portugal Roubado – 3

 

Cavaco entregou de graça a Ponte 25 de Abril à Lusoponte há uns 20 anos atrás. Pela ponte passam mais de 160 mil viaturas de todas as classes que pagam num só sentido uns 90 milhões de euros por ano, sempre atualizados de acordo com a inflação.

Em vinte anos de concessão gratuita, a Lusoponte deve ter encaixado mais de mil milhões de euros e agora os contribuintes têm de ser ROUBADOS pela Lusoponte em cerca de 1,8% do valor recebido.

Não sei quanto pagam de portagem os comboios, mas deve ser um valor significativo dado serem quase 200 composições que passam diariamente pela ponte.

Mais um dos milhares de casos em que o capital só serve para meter dinheiro ao bolso, xulando o País. Para as despesas estão os contribuintes

 

 



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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2018
Dívida Pública

 


 A dívida pública bruta terminou 2017 nos 242,6 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 1,6 mil milhões de euros face ao registado no final de 2016, existindo uma reserva de 6,1 mil milhões de euros para pagamentos. Só esta semana, foram liquidados mais 800 milhões de euros ao FMI que é a dívida que vence juros mais elevados.

 O custo médio da dívida desceu pela primeira vez para 3%, continuando a descer porque a última emisão feita já este ano vence um juro de 2,14% e pensa-se colocar dívida a longo prazo de 10 a 20 anos a um juro de 1,4%

 Para este ano, as necessidades líquidas da dívida são de 10,9 mil milhões de euros, os quais já existem em mais de metade.

 Os dados foram revelados pelo Banco de Portugal e mostram que o endividamento recuou ligeiramente em Dezembro (200 milhões de euros), sendo já o quarto mês consecutivo de alívio no valor da dívida pública.

 A evolução da dívida pública teve um comportamento distinto ao longo do ano, com fortes subidas nos primeiros meses e descidas na reta final de 2017. Em Agosto superou pela primeira vez a fasquia dos 250 mil milhões de euros, acumulando uma subida de 9,4 mil milhões de euros desde o início do ano. Nos quatro meses seguintes registou uma queda de 7,8 mil milhões de euros, que apesar de não travar o crescimento do valor em termos nominais, terá sido suficiente para colocar o peso da dívida no PIB a descer.

 Dado não ser ainda conhecido o valor do PIB em 2017, não é possível determinar o peso da dívida na economia na totalidade do ano passado. Contudo, dado que o PIB terá registado o crescimento mais forte da década (em torno de 2,7%), é certo que o rácio terá descido. O primeiro-ministro adiantou o mês passado que em 2017 a dívida pública terá ficado em 126,2% do PIB. Trata-se de um valor abaixo dos 127% inicialmente estimados e dos 130,1% registados em 2016.

 A realidade é que a DÍVIDA está sendo controlado e não causa preocupações aos parceiros da Zona Euro, mas não permite ao País lançar-se em hgrandes despesas, nomeadamente INVESTIMENTOSD PÚBLIOS não indispensáveis como quer o PPP e o PP mais vários associações patronais e aumentos acentuados em saláriops e pensões.

 O défice desceu significativamente, podendo chegar a 0% este ano desde que se continue a política de Mário Centeno de cativações que este ano são menores que no ano anterior.

O Governo não pode ceder a certas exigências como as dos magistrados que querem grandes aumentos de salários e muito pessoal novo a trabalhar nos tribunais, o que da parte de gente instruída é de espantar porque qualquer procurador e juíz deve ter um conhecimento aproximado da situação financeira da Pátria de todos os portugueses e não apenas de alguns, qualquer que seja a sua importância ou força sindical.

 Costa e Centeno não se podem curvar às exigênmcias demagógicas de Marceloque quer que se gaste muito dinheiro em tudo o que vê e visita.

 


02.02.2018


 


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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2018
Dívida ao FMI está quase Paga

 

 
O Estado português devolveu dez mil milhões de euros do empréstimo do Fundo em 2017. Mas a dívida portuguesa junto deste credor caiu no ano passado mais de 11 mil milhões de euros.
 
No final de dezembro de 2016, Portugal devia ao FMI cerca de 17.300 milhões de euros. Entretanto, amortizou um total de 10.013 milhões de euros em várias tranches realizadas ao longo de 2017. Aparentemente, o país deveria ter chegado ao final do ano passado a dever cerca 7.300 milhões de euros à instituição. Mas não: no dia 31 de dezembro de 2017, a dívida era de pouco mais de 6.200 milhões de euros.
 
Esta diferença de mais de mil milhões de euros explica-se pela desvalorização do dólar e do yuan, já que a unidade de moeda do FMI denominada "Direito de Saque Especial" é calculada a partir de cinco moedas - dólar, euro, iene, libra e yuan - cada uma em diferentes percentagens, ocupando o dólar a parte mais importanjte, pelo que foi a desvalorização da moeda americana que fez baixar a dívida ao FMI em cerca de mil milhões de euros.
 
No dia 31 de dezembro de 2016, cada Direito Especial de Saque valia 1,2859 euros. Um ano volvido, passou a valer apenas 1,18747 euros, traduzindo uma depreciação de 7,6%. Feitas as contas, cada SDR passou a ficar dez cêntimos de euros mais barato. Um euro passou a comprar mais SDR.
 
Contudo a dívida ao FMI vence juros muito altos, pelo que o pagamento ao FMI com empréstimos recentes foi uma espécie de reestruturação da dívida, já que o Estado viu a sua dívida mais recente reduzida em quase 4%.
 
A dívida ao FMI era a mais longa para ser paga, pelo que ao reduzi-la, Mário Centeno trabalhou verdadeiramente para o FUTURO.
 
Por isso, a Maria Albuquerque que era especialista em dívida pública, dirigindo o respetivo serviço nos tempos de Sócrates e do Governo Coelho está calada. Ela não faria melhor e não tomaria melhores decisões que Mário Centeno.
 


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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017
CADERNOS DE E CONOMIA Nº 120 de Jul/Set 2017

CADERNOS DE E CONOMIA | SUMÁRIO

32 A globalização não promete

nada aos europeus

Dieter Dellinger

 

Donald Trump prometeu proteger a indústria e os trabalhadores americanos impondo elevados direitos aduaneiros aos produtos chineses e proibindo a emigração de mão-de-obra barata para os EUA.

A realidade mostrou que nada do que queria era viável. A Coreia do Norte, manipulada ou não pela China, começou a lançar com mais intensidade mísseis para o Pacífico e faz explodir num furo a grande profundidade uma bomba H extremamente poderosa. Os EUA passaram a necessitar da China para que as sanções à Coreia do Norte se tornem efetivas, dado que é do país vizinho a norte que Kim Jong-un recebe as mercadorias de que necessita, entre as quais até podem estar motores dos mísseis e material para o fabrico de armas nucleares. Nada se sabe ao certo, mas poucos acreditam que os chineses queiram ter na sua fronteira uma pequena nação completamente independente e poderosamente armada que já foi uma província sua e sem controlo chinês. Há mesmo um pipeline que da China atravessa o rio Yalu e fornece todo o pouco petróleo que os coreanos do Norte necessitam.

Ninguém acredita numa guerra, mas todos admitem que as bombas nucleares e respetivos mísseis de lançamento possam tornar-se um material globalizado graças às exportações da Coreia do Norte que, assim, podem rivalizar em termos financeiros com o material L&G ou os carros Kia e Hyunday, etc.

A globalização está em retrocesso e é cada vez mais limitada à liberdade de quase todo o Mundo exportar o que queira para os países da UE, exceto os automóveis e certos produtos agrícolas porque é do interesse dos alemães e franceses protegerem as suas principais atividades económicas. Há contingentes para os automóveis e certificações de segurança e emissões de C02 em que as viaturas oriundas de fora da Europa chumbam quase sistematicamente.

Claro que países como a China e Coreia do Sul, por exemplo, também exigem certificações e colocam certos bens em posições pautais para não serem importados. Aconteceu isso com os compassos alemães que de material de desenho passaram a ser considerado pela Alfândega Sul-Coreana como brinquedo e o material tem algum chumbo, pelo que não pode ser importado como se as crianças utilizassem compassos de desenho para chupar.

Mas, se aplicarmos a classificação ABC/XYZ da gestão empresarial à globalização e às nações, estando em A os bens ou serviços mais importantes, em B os intermédios e C os menos importantes e em X os de maior frequência, em Y os de frequência intermédia como seria algo de sazonal e em Z tudo que tem pouca saída em linguagem comercial, verificaríamos que o bem mais importante e globalizado e de algum modo menos conhecido em todos os seus pormenores é o capital financeiro que se esconde muito nos milhares de offshores espalhados pelo Mundo e terá sofrido igualmente uma queda. Só os bancos da União Europeu reduziram os seus ativos externos em quase 50% e o mesmo fizeram os chineses e americanos relativamente a investimentos financeiros nos países desenvolvidos e nos emergentes e pobres.

O investimento é cada vez mais feito por grandes empresas que possuem os seus bancos ou organizações financeiras para os concretizarem e fomentarem a compra dos seus produtos, incluindo os automóveis em leasing ou prestações. A queda pretendida do IRS pela direita permitirá a todos os que recebem ordenados de magistrados, por exemplo, comprarem um Mercedes a cerca de 450 a 550 euros mensais.

Assim, grande parte das exportações alemãs e dos países mais desenvolvidos como o Japão, a França, etc. são bens destinados às suas fábricas espalhadas pelo mundo. O exemplo da Autoeuropa testemunha isso porque cerca de 40% ou menos do T-Roc é feito em Palmela. Mas acontece quase o mesmo na Alemanha em que a indústria automóvel está ligada ao exterior em cerca de 80% do valor das viaturas, tanto na importação de componentes como na exportação dos mesmos e dos próprios automóveis. Saliente-se que a Alemanha domina 80% do mercado mundial de viaturas ditas “Premium” ou de gama alta, fabricando no exterior as viaturas médias e mais pequenas porque o seu custo de trabalho é demasiado elevado para carros baratos.

O capital colocou a mundialização na mão dos “Global Players”, não só no conhecido campo da informático que criou riquezas inimagináveis como no fabrico de automóveis e em quase todas as atividades, incluindo as bancária, e “Global Players” não serão apenas as multinacionais, mas também as empresas que em certas regiões começaram a internacionalizar-se e pretendem atingir uma posição quase dominante a nível regional ou mundial.

Para Portugal como para outros países pequenos da Europa como a Dinamarca, Holanda, etc. é fundamental que as suas empresas se expandam para fora e nesse aspeto Portugal perdeu tudo nos últimos anos para citar apenas a CIMPOR, a PT, a EDP, CTT e outras que se tornaram em subsidiárias de outros “Global Players”, passando a fazer parte dos A de interesses de fora. É impressionante para cada português saber que o contador de eletricidade e o do gás das suas casas pertencem a um grupo constituído pela empresa estatal chinesa “Three Gorges” e pelo gigante americano “Blackrock”. Até a estrada da morte EN 236-1 está concessionada a interesses franceses que descuraram a obediência à lei que obriga a manter bermas de 10 metros de largura livres de matéria vegetal suscetível de arder.

Uma parte importante do porto de Lisboa pertence a interesses turcos e o porto de Sines é controlado por Singapura. E não foram apenas monopólios naturais, mas também a banca deixou de ser nacional com exceção do que ainda é do Estado como a CGD e pouco mais. A tróica tornou Portugal numa espécie de colónia de todos e se não fosse o turismo, o país estaria perdido. Curiosamente há quem esteja contra o alojamento local que permite um turismo mais acessível porque graças aos voos “low cost”.

O turismo abarca todas as classes sociais e permite receber milhões de visitantes e, como é sabido, só há verdadeira atividade económica quando a clientela é aos milhões. Trabalhar para 0,01 a 0,1% dos mais ricos não é rentável, a frequência é muito baixa, mesmo que o produto a nível de preço esteja classificado como A, mas o que interessa é a multiplicação do A pelo X, Z ou Y e o resultado é que define verdadeiramente o valor económico de qualquer atividade.

A CIMPOR estava a tornar-se numa verdadeira multinacional com fábricas em Espanha, Brasil, Egito e noutros países que compensavam a queda do mercado nacional de cimento. Foi vendida por um preço irrisório a Pátria perdeu um dos seus grandes ativos. A PT perdeu aquilo que seria a sua expansão para o Brasil e a EDP é capaz de perder os parques eólicos que possui nos EUA. A Galp que já não é inteiramente nacional, ainda tem alguns acionistas de relevo portugueses, pelo que mantem algumas participações e em explorações no exterior.

Enfim, para onde caminha Portugal?

Para já, encontra-se num plano de extrema secundarização por faltas diversas, incluindo capitais, mas nada nos diz que seja uma situação permanente. As nações costumam saber levantar-se de situações catastróficas e Portugal dá alguns sinais e tem neste momento uma saudável governação financeira. A situação não é muito prometedora, mas está longe de ser crítica.

A Alemanha de Schaeuble deixou um pequeno interregno com Draghi a comprar dívida externa de vários países e coloca-la nos bancos centrais dos emitentes. Não sabemos o que vai acontecer no futuro. Draghi prometeu continuar o seu “alívio quantitativo” até ao fim do ano e em menor escala, mas pretende manter a taxa diretora de 0% até 2020, mas só na próxima reunião é que serão decididos os modos como o AQ continuará e o que pode suceder a partir do início de 2018. De qualquer modo, mesmo que Portugal não saia muito beneficiado, a realidade é continuará a haver uma descompressão financeira.

Draghi conseguiu alguma coisa porque Schaeuble deixou de influenciar diretamente o presidente do BCE e no conselho de governadores dos bancos centrais, a Alemanha não lidera uma maioria e não consegue impor as ideias de Schaeuble que estão a atravessar uma grave crise.

A União Europeia está suspensa numa paralisação total por causa das eleições alemãs. O governo alemão é incapaz de encontrar uma saída para o problema humano que criou e não tem algum projeto. Está em curso um verdadeiro levantamento popular em Berlim contra o exagerado liberalismo alemão que permitiu a entrada de mais de um milhão de pessoas oriundas dos mais diversos países e o fluxo continua sem parar. Por sua vez, os países do Sul pedem uma proteção aduaneira para reduzirem a sua taxa de desemprego e contrariar a valorização excessiva do Euro que torna as exportações europeias para o exterior demasiado caras. Por outro lado, a austeridade imposta pela Alemanha não favorece os mercados de uma União Europeia ainda com cerca de 500 milhões de habitantes e um Pib médio bastante razoável, pelo que é um mercado interno semelhante ao americano e muito superior ao da China e, talvez, a quase todo o resto do Mundo.

Por isso, a União Europeia tem de mudar e adaptar-se a um Mundo novo que globalmente permite ser um pouco mais justo, mas a nível dos países europeus pode assistir-se a um colapso das economias nacionais.

Todos os analistas apontam para um crescimento económico da Europa e do Mundo em 2018, mas será percentualmente minúsculo e não deverá alterar uma situação que, no fundo, é de crise relativa, significando que não haverá ainda o regresso aos máximos de antes da crise, mas tudo estará um pouco melhor, menos a invasão da Europa por populações carenciadas que de tudo necessitam e nada encontram nos seus países. Começou a globalização humana que acompanha também a globalização cultural e do próprio pensamento moderno, cada vez mais relativista e menos crente com exceção de algumas populações muçulmanas que estão a pagar um preço demasiado alto pela tentativa de um regresso político à Idade Média ou um pouco mais avançada.

 

 

 



publicado por DD às 19:03
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Domingo, 15 de Outubro de 2017
Aneuploidia Mutante

 

 

Os genomas humanos constituídos pelo complexo composto químico ADN é suscetível de erros, pelo que não é obra de alguma divindade e um em cada 8 a 10 mil nascituros nasce com mutações deletérias que não vingam nem são positivas, mas algumas, muito poucas, podem ser boas e em 3,2 mil milhões de anos de evolução da vida produziram o eco sistrema biológico do planeta.

Curiosamente, a vida vegetal aguenta muito mais mutações e produz uma maior diversidade biológica que a vida animal-.

Foto de Sindroma de aneuploidia devido a alterações cromossomáticas. Trissomia 13.

 



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Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
Macron quer uma Nova Europa

 

Apesar do enfraquecimento de Berlim, Emmanuel Macron resolveu assumir a "direção do futuro da Europa" e propôs no seu discurso de hoje as seguintes reformas da União:

1) Um Orçamento global para os 19 países da União, salientando que o atual de 160 mil milhões não dá para nada. (Na verdade é menos do que o dobro do OE português com 10 milhões de habitantes quando a União tem 500 milhões).

2) Um Ministro das Finanças para a Zona Euro com amplos poderes para equilibrar a União e resolver as crises do sul europeu.

3) Um Orçamento de Defesa europeu para tornar a União a potência militar a que correspondem os seus habitantes e os seus 25% do PIB Mundial.

4) Uma ampla defesa civil europeia que possa intervir em todas as calamidades como o combate aos incêndios do sul e inundações ou sismos noutros locais.

5) Uma Procuradoria ou Ministério Público Europeu para combater o terrorismo e a criminalidade transfronteiriça.

7) Um Imposto de Transações Financeiras aplicável em todas as bolsas da União e nas grandes transações financeiras entre bancos, fundos, estados, etc. a reverter a favor do Orçamento Europeu.

8) Uma Organização Comum Europeia para tratar do problema dos refugiados.

Enfim! Acabar com políticas apenas nacionais de egoísmo e nacionalismo xenófobo e fazer da Europa uma quase Federação com poderes mundiais e verdadeira solidariedade em vez da continuação da mesquinhez que eu diria do tipo Schaeuble.

A Alemanha com a sua viragem à direita nazificante e antieuropeia não pode esquecer que está dentro do maior mercado do Mundo, muitas vezes mais que a China ou toda a Ásia junta.-

 



publicado por DD às 23:13
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Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
Dieter Dellinger: O jornal online "Luta Popular" diz Resistência Não é Terrorismo

Resistência Não É Terrorismo!

Desde o fim da II Guerra Mundial, não passou ainda um único dia em que os países imperialistas, vencidos ou vencedores da guerra, sozinhos ou coligados entre si, não tenham promovido novas guerras imperialistas de rapina contra a classe operária e contra os povos explorados e oprimidos do mundo.

Todas as guerras desde então desencadeadas pelo imperialismo e pelo colonialismo na Ásia, em África, no Médio Oriente, na América Latina e mesmo na Europa, desde as guerras da Coreia, da Indochina, do Vietname, do Laos e do Cambodja, até às guerras mais recentes do imperialismo americano, francês e inglês em África, no Oriente Médio e nos Balcãs, todas foram e continuam a ser guerras pelo domínio e pela partilha do mundo em esferas de influência, com vista a apoderar-se das riquezas e matérias-primas dos países invadidos, colocando-os ao serviço exclusivo dos diversos países imperialistas beligerantes.

Todas essas guerras imperialistas foram e são guerras injustas, porque se opõem ao progresso, à independência, ao desenvolvimento económico e ao bem estar dos povos agredidos e visam reforçar a exploração e opressão desses povos pelos imperialismos agressores.

As guerras que os povos explorados e oprimidos movem contra os imperialistas são guerras justas e, mais cedo ou mais tarde, acabarão por triunfar.

Desde que há classes, a história da humanidade é a história da luta de classes e da guerra de classes, até que se estabelecerá a sociedade comunista sem classes.

Todas as guerras contra o imperialismo são guerras justas, guerras de resistência e acabarão por triunfar.

Acontece que os imperialistas promovem, através do seu vasto aparelho ideológico que vai desde as igrejas às universidades e aos órgãos de comunicação social, campanhas ideológicas contínuas, destinadas a fazer passar por justas as guerras dos imperialistas e a fazer passar por injustas as guerras da classe operária e dos povos oprimidos do mundo.

Assim, todos os actos de guerra do imperialismo, desde o emprego de bombas atómicas aos bombardeamentos aéreos das populações indefesas, ou são escondidos dos olhos dos povos do mundo ou considerados justos e até santificados pelas igrejas, enquanto que os actos de resistência dos povos agredidos e oprimidos são apresentados como actos terroristas, e os actos terroristas dos imperialistas contra os povos indefesos são considerados como justos actos de guerra.

Devemos deixar aqui muito bem esclarecido e estabelecido: os actos de resistência dos povos explorados, oprimidos e agredidos não são actos terroristas; são actos legítimos de guerra, sejam praticados na frente de combate, se houver frente de combate, sejam praticados no interior do país imperialista agressor, como sucedeu nos ataques levados a cabo em Nova Iorque e em Washington, em Paris, em Londres, em Madrid ou em qualquer outro lugar onde o imperialismo possa ser atacado pelos povos agredidos, como ocorreu anteontem em Nice.

A resistência dos povos agredidos não é terrorismo! Terrorismo é a guerra cobarde do imperialismo para explorar, oprimir e rapinar os povos do mundo.

A classe operária dos países imperialistas deve opor-se, no interior dos seus próprios países, às guerras movidas pelo imperialismo contra os povos do mundo. A classe operária dos países imperialistas tem o estrito dever de resistir, por todos os meios ao seu alcance, às agressões dos povos do mundo pelo seu imperialismo ou pelo seu capitalismo.

A estratégia do proletariado revolucionário é a de transformar as guerras imperialistas ou colonialistas em guerras civis revolucionárias.

Na época da guerra colonial, os chefes da tropa colonialista portuguesa também consideravam os actos de guerra dos povos das colónias como actos terroristas, e assim os entenderam até serem derrotados na sua prosápia. Mas com essa teoria reaccionária levaram atrás da sua derrota milhares de caixões de soldados portugueses inocentes.

Actos de guerra como os levados a cabo pelos jiadistas franceses em Paris, Bruxelas e Nice, podem ocorrer brevemente em Portugal praticados por jiadistas dos países onde temos tropas portuguesas a atacar povos estrangeiros, designadamente no Afeganistão, no Iraque, no Chade, no Mali, na Somália e na República Centro Africana.

A classe operária portuguesa deve exigir o regresso imediato dessas tropas portuguesas mercenárias aos seus quartéis em Portugal, para evitar qualquer acto de resistência dos povos oprimidos praticados no nosso território.

A classe operária seria uma classe de traidores se não combatesse o imperialismo dominador no seu país e, ainda por cima, achasse que os actos de resistência dos povos oprimidos seriam actos terroristas, como propalam os autoproclamados maoistas de França e da Bélgica.

Portugal deve sair da Nato e as nossas tropas mercenárias devem regressar imediatamente aos seus quartéis em Portugal!

17.07.2016

Arnaldo Matos

 



publicado por DD às 15:41
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017
Portugal paga mais 2.600 milhões ao FMI até Agosto

 

 

 

.  A Geringonça de Portugal reembolsou a 30 de Junho de 2017, antecipadamente, mais uma parcela do empréstimo ao FMI, equivalente a 1.000 milhões de euros, que se vencia entre Junho e Outubro de 2019. Até Agosto, Portugal pretende pagar mais 2.600 milhões de euros, antecipando as amortizações do empréstimo que ocorreriam até Abril de 2020", lê-se no comunicado enviado às redações.   Os reembolsos antecipados não deverão ter qualquer interferência no plano de emissões previsto para este ano pelo Tesouro. "Estes pagamentos não terão impacto nas emissões de dívida no mercado internacional a realizar em 2017", dizem as Finanças.

 

O Executivo refere ainda que a estratégia de pagamentos antecipados ao Fundo vai continuar a ser implementada no próximo ano: "O plano de amortizações antecipadas do FMI continuará a ser implementado em 2018 fazendo parte do programa de financiamento da República." As Finanças garantem ainda que "neste momento estão também garantidas cerca de 40% das necessidades de financiamento de 2018, incluindo 4.000 milhões de euros de pagamentos ao FMI". O Governo acredita que o "reembolso antecipado ao FMI contribui decisivamente para a melhoria da sustentabilidade da dívida, reduzindo o custo desta e permitindo, simultaneamente, uma gestão dos pagamentos mais equilibrada e o aumento da maturidade média". Depois de ter conseguido baixar o défice para 2,1% do PIB em 2016, o que permitiu a saída do Procedimento por Défices Excessivos, o Governo dá agora sinais de estar concentrado na redução da dívida. No ano passado, o rácio da dívida pública rondou os 130% do PIB. A atenção do Ministério das Finanças neste indicador já levou Mário Centeno a defender que eventuais folgas orçamentais, resultantes de um maior crescimento económico, devem ser usadas para reduzir a dívida pública.     

 



publicado por DD às 16:53
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