Jornal Socialista, Democrático e Independente dirigido por Dieter Dellinger, Diogo Sotto Maior e outros colaboradores.

Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
A Natalidade Mundial está a Diminuir - Demografia

Demografia

O problema das alterações climatéricas tem a ver com o número de habitantes do Planeta, pois ninguém pensa que uma grande parte da população quer andar a pé, ficar desempregada e apagar as luzes às 21h e, eventualmente, apanhar couves como mostrou recentemente a Cristas

Nada disso pode acontecer e a ONU prevê que em 2100 a população mundial atinja os 11,2 mil milhões de habitantes, estando atualmente em cerca de 7,7 mil milhões. Em 1973, previa-se que em 2020 a população seria de 40 mil milhões e mais de metade viveria em barracas imundas com os mares poluídos pelos dejetos animais e materiais.

Os especialistas que sabem fazer contas não se limitam a prolongar as curvas estatísticas até a uma espécie de infinito e observam as condições em que a humanidade vive.

Assim, enquanto a população cresce a natalidade desce. Em 1950 nasciam por mulher 4,7 crianças e em 2017 esse valor desceu para as 2,4 e tende a descer mais, podendo já estar no valor de estabilidade que é de 2,1 nascimentos por mulher.

Mesmo assim, a população cresce mais pela simples razão que a esperança de vida vai aumentando, mesmo em África onde começam a chegar cada vez mais vacinas para as crianças e antibióticos para tratamento de muitas doenças. Muitos países africanos passaram de uma esperança de vida de 40 anos para 60 ou mais agora.

A Ásia poderá ter passado já dos 5 mil milhões de habitantes para cair para 4 mil milhões perto do fim do século.

A África estará quase nos 2 mil milhões e não passará dos 3 mil milhões no fim do século.

A educação das raparigas e mulheres e população em geral provoca uma queda da natalidade que não será sentida por via do referido aumento da esperança de vida.

A Humanidade vai envelhecendo, mas a revolução que vai trazer o computador quântico vai permitir fazer muita coisa cada vez menos cansativa.



publicado por DD às 21:58
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Terça-feira, 21 de Maio de 2019
Reformados ex-Emigrantes Recebem Pensões de Fora

Hoje apareceu a notícia que em 23% dos concelhos de Portugal há mais reformados que pessoal a trabalhar.

Não é preciso ser especialista nem sequer inteligente para saber que a maior parte dos reformados das zonas rústicas, e não só, fazem parte dos cerca de 2,5 milhões de portugueses que emigraram a partir do início dos anos sessenta para a França, Luxemburgo, Alemanha, Bélgica, Holanda, Reino Unido, etc. e recebem as suas reformas através da Segurança Social com dinheiro transferido dos sistemas sociais desses países, pelo que não vivem à custa das TSU dos trabalhadores atuais do País.

As transferências desses trabalhadores aguentaram durante muitos anos a balança de pagamentos do País e continuam a fazê-lo por via das suas reformas oriundas de fora.

Esse dinheiro é bemvindo porque ainda só exportamos cerca de 45% do PIB e devemos chegar aos 50% ou mais para atingir um equilíbrio entre o que sai e o que entra.

Neste momento, a balança de pagamentos é equilibrada por via dos 50 milhões de euros que os turistas deixam diariamente mais as referidas reformas e as reformas de aposentados estrangeiros e as exportações portuguesas.

A direita quer a privatização de parte dos descontos para reformas e daí lançarem constantemente notícias alarmantes para dar a entender que no futuro não haverá dinheiro para as reformas.



publicado por DD às 18:44
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Segunda-feira, 13 de Maio de 2019
O que está em causa nas eleições europeias?

 

Estas eleições para o PE destinam-se na prática a escolher o próximo ditador da Zona Euro e, de algum modo, do resto da União.
Apesar do ditador da Europa não ser eleito pelo Parlamento Europeu ninguém dúvida que os 701 deputados europeus vão ter muita influência e que nunca ninguém falou da uma Europa sob o comando de um ditador, mas na verdade tem, pelo menos desde o dia 1 de Julho de 1998, data da fundação do Banco Central Europeu.
Quem quer que mande na Comissão Europeia em Bruxelas e quaisquer que sejam as decisões dos Conselhos de Chefes de Governo ou de ministros, tudo no Eurogrupo, e não só, passa pelo Governador do Banco Central Europeu, um homem com poderes imensos e independente dos Governos, tendo apenas um conselho de Governadores dos Bancos Centrais a votarem a favor ou contra, mas sem verdadeiro poder de decisão.
Até ao fim deste ano continuamos a ter um verdadeiro democrata a governar os euros e a serpente monetária e quem dispões do dinheiro manda em tudo.
Draghi com o seu vice Vítor Constância inventaram o “alívio quantitativo” que permitiu emitir moeda e a compra de títulos de dívida, aliviando o peso da dívida portuguesa em pouco mais de 15%, ou seja, nuns 33 mil milhões de euros e que terá sido um dos mais reduzidos alívios, já que por pressão alemã, o programa teve de ser proporcional aos PIBs e participações no capital do BCE, pelo que o Estado alemão pode ter recebido quase 400 mil milhões de euros, estando como tal cheio de dinheiro que dá poucos juros, enquanto nos países mais endividados e pobres se passa fome para pagar juros. Em Portugal menos que antes, mas, mesmo assim, continua a ser difícil gerir a dívida.
Se Draghi continuasse ou fosse outra pessoa do género como seria Mário Centeno para a direção do BCE não haveria problema e seria possível encontrar um novo programa, já que o “alívio” acabou, mas as amortizações dos títulos adquiridos pelo BCE continuam a ser pagos pelos Estados devedores aos seus Bancos Centrai para serem devolvidos no ano seguinte como lucros desses bancos. É que o BCE adquiriu os títulos de dívida dos diversos países até 33% da mesma e entrega-os aos bancos centrais onde serão manipulados como se estivessem no mercado, mas neste no caso português - como nos outros países - o mercado é o Banco de Portugal e os seus lucros são dos contribuintes portugueses.
Os economistas e políticos de direita alemães vivem com os medos da grande inflação de 1922, como se 2019 fosse o mesmo e o alívio financeiro de Draghi não chegou para aumentar a inflação para cima de 1%.
Quando falo dum ditador para a Europa, estou a referir-me a um alemão da extrema direita, pois está convencionado entre muitos países europeus que o próximo governador terá ser germânico.
À escolha há duas personalidades, o senhor Jens Weidmman, atual governado do Banco Central (Federal) Alemão, um homem do CSU, a extrema direita bávara da chamada democracia “cristã” alemã. Um homem austero, inimigo das emissões monetárias e desejoso de uma disciplina monetária do tipo prussiano com aumento da taxa diretora do BCE e os juros de todos os empréstimos.
A revista alemã “Der Spiegel” escreve que seria o fim do Euro e até da União Europeia, mesmo os aumentos de juros sejam de apenas 1% de seis em seis meses, mas o importante seria o sinal dado a toda a Europa num período de crise sino-americana a respeito do comércio mundial que se vai repercutir na Europa.
A segunda figura alemã para se candidatar ao cargo de chefe do BCE seria o social-democrata (SPD) Axel Weber, um democrata de esquerda relativa com grande experiência bancária fora da Alemanha pois é o CEO da União de Bancos Suíços (UBS) um dos maiores bancos mundiais e que se diz continuador da política monetária de Draghi e Constâncio.
Em termos eleitorais o que interessa é saber qual a força do PPE (Partido Popular Europeu) com o Rangel e outros direitistas a obedecerem a um quase nazi ou do PSE (Partido Socialista Europeu) no qual entrou agora o SIRISA, o notável partido grego da extrema esquerda que conseguiu aguentar-se no poder numa situação de crise nunca vivida por algum país europeu desde 1922 com uma austeridade imposta pela Alemanha de Schaeuble que impediu que o “alívio financeiro” abrangesse a Grécia apesar de ser tão ou mais europeia que os restantes países do Velho Continente.
O SYRISA dirigido pelo PM Alex Tsipras e o seu governo aguentou-se este tempo todo por ser constituído por gente honesta, algo que a Grécia nunca conheceu antes. Os gregos passam fome e vivem cada vez mais ao relento, mas não se sentem roubados e acreditam um pouco no futuro.
Claro que a difícil posição do presidente Macron não se coaduna com uma Europa dominada por um quase nazi do tipo prussiano, pelo que pode haver uma reviravolta, mas esta será tanto mais possível quanto maior for o número de socialistas no PE e a sua influência global.
O próximo PE terá muitos eurocéticos e verdadeiros fascistas até sem disfarce, mas nada sabemos o que querem fazer e só influenciam três governos, salvo erro, pelo que são uma incógnita.
Outro dos fatores que pode levar o alemão da pior raça, a bávara, ao poder na Europa é o facto de a coligação CDU/CSU estar em perigo e os alemães, ao contrário dos portugueses, têm dinheiro, mas não têm casas, pelo que querem à viva força ter juros elevados e não os míseros 1 a 1,5% que os bancos pagam. Estes também querem receber mais pelos seus empréstimos e a banca alemão não cooperativa está em más condições. Os gigantescos bancos como o Deutsche Bank e o Commerzbank quiseram comprar tudo, acabando agora por vender, sucedendo uma inversão. As grandes empresas como a VW, BMW, Daimler e muitas outras em vez de se dobrarem à vontade dos bancos fundaram os seus bancos para financiarem a venda dos seus produtos sem uma grande preocupação em ganharem dinheiro com juros altos.
Saliento finalmente que o problema das casas na Alemanha é muito grave. Os alemães fizeram a asneira de se meterem na guerra e atacarem a URSS antes de resolverem o problema com a Inglaterra, pelo que viram indefesos as suas cidades destruídas. A reconstrução no pós-guerra foi feita pelo Estado com apoio do Plano Marshall, tenho sido criado o maior senhorio do Mundo, a “Neue Heimat” do Estado que a direita vendeu a um único capitalista que aumenta discriminatoriamente as rendas e obriga os alemães a viverem com o máximo de poupanças possíveis como medo que os grandes exploradores os expulsem das suas casas.
Os reformados não têm tido alternativa que não seja emigrarem para Espanha, Itália, Portugal, a fim de poderem usufruir de uma habitação a condizer com os seus rendimentos, mas os mais idosos necessitam de apoios médicos e da família pelo que muitos vivem quase na miséria.
Nunca houve nada pior no Mundo que partidos ditos confessionais como as democracias cristãs que são precisamente o oposto da ética cristã. O deus desses partidos é o Dinheiro, o que levou o presidente do Conselho Pontifício a perguntar: “O problema não é se Deus existe. É qual Deus? (Expresso).
Para os alemães deus é o Euro, pelo que deveriam ser vergastados por um novo Cristo como fez aos comerciantes do Templo.
 
 


publicado por DD às 16:29
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Sábado, 12 de Janeiro de 2019
Será que a Vinci quer mesmo Montijo

 

 

Quem vai fazer o estudo de impacto ambiental é a própria Vinci (ANA) que já fez um que foi chumbado.

Um amigo que é administrador da ANA disse-me que a Vinci está preocupada em ressarcir-se dos 3 mil milhões de euros investidos no monopólio das concessões aeroportuárias em Portugal, até porque tem um "cashflow" muito baixo da ordem dos 200 milhões de euros e está a investir muito no aeroporto Sá Carneiro, cuja capacidade atual é equivalente à que iria ter o aeroporto de Montijo. Além disso, as ações da Vinci SA caíram 15,87% no ano passado.

António Costa disse que se o estudo de impacto ambiental for chumbado não haverá aeroporto complementar em Montijo nem Plano B. Na verdade, o PSD amarrou a Pátria à Vinci por 50 anos, pelo que ninguém de fora pode assumir o compromisso de investir num aeroporto novo.

A meu ver, a Vinci quer apenas alargar o Aeroporto Humberto Delgado para chegar dos atuais 29 milhões de passageiros aos quase 49 milhões com utilização durante a madrugada - 20 horas diárias -  que é algo que a CML não quer.

A Vinci não quer investir mais de mil milhões de euros em Montijo e o Estado não está para isso.

Contudo, um aeroporto em Montijo aumentará os lucros do grupo Vinci que é proprietário de 40% do monopólio Lusoponte das duas travessias do Tejo, principalmente da Ponte Vasco da Gama que foi construída para mais de 130 mil carros por dia e ronda atualmente metade desse número.

O PSD fez contratos inimagináveis com a Vinci e a Ascendi francesa das autoestradas que detém 41% da Lusoponte. Assim, a Lusoponte só é responsável pelo piso dos tabuleiros e não pelas infraestruturas, mas mete ao bolso todo o valor das portagens. Sérgio Monteiro do PSD até contratualizou com as duas francesas da Lusoponte que o Estado se encarregaria de cobrir qualquer alteração dos impostos a pagar pela Lusoponte como o IRC e IVA.

É curioso como o Anibal deu a construção da Ponte Vasco da Gama a uma empresa inglesa de vão de escada pertença da sua amiga Tatcher e do marido e que foi acusada pelos tabloides de ser um escritório de comissões corruptas a receber, encaixar e pagar aos clientes de material de guerra inglês e de grandes contratos.

Logo que ganhou o concurso, essa empresa fechou as portas depois de passar a construção a um consórcio em que a Vinci Highways SAS detinha a direção da obra e escolha dos construtores especializados e acabou por ser a segunda maior acionista das duas pontes sobre o Tejo.

A Vinci gostaria que o segundo aeroporto fosse feito como a Ponte Vasco da Gama que custou o equivalente a 897 milhões de euros, dos quais 319 milhões vieram do Fundo de Coesão da União Europeia, 299 milhões de um empréstimo do Banco Europeu de Investimentos e 50 milhões deveriam ter origem nas receitas da Ponte 25 de Abril que há muitos anos passou dos 40 milhões por ano sem encargos.

Enfim, a generosidade do Anibal Silva não tinha limites.

Foto: Aeroporto Humberto Delgado como quer a Vinci

 



publicado por DD às 18:39
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019
Dieter Dellinger: 2018 "Annus Horribilis" para o Capitalismo.

 

O ano de 2018 foi um ano bom para a economia nacional que cresceu mais de 2% com o turismo a puxar e a execução orçamental deve apresentar um saldo próximo do zero, o que é inédito neste século e não foi verificado muitas vezes no século XX e XIX.

Contudo, numa contradição pouco explicável foi um “annus horribilis” para os grandes capitalistas detentores de avultadas participações de empresas cotadas nas bolsas de todo o Mundo..

A Bolsa de Lisboa fechou o ano com uma desvalorização de 12,2% que foi o pior ano desde 2014 em que o colapso do Grupo Espírito Santo arrastou quase todas as ações cotadas para baixo.

Os 18 grupos cotados na Bolsa perderam mais de 3 mil milhões de euros, apesar de em 2017 ter havido um ganho global.

Contudo, o poder de compra dos portugueses aumentou em 2018 e, bem assim, os créditos concedidos.

A explicação respeitante a esta queda global tem a ver com vários fatores dos quais o primeiro é a falta de confiança das classes médias relativamente a fundos de participação em ações e mesmo nos títulos das próprias empresas associado ao pagamento de dividendos muito baixos. Bancos, Financeiras, Fundos, etc. enganaram gente a mais para poderem ver as suas fortunas crescerem.

A maior parte das grandes empresas nacionais que restam possuem modelos opacos de financiamento e desvio de dinheiros para foram que não atraem quaisquer investidores em ações, salvo quando há grandes negócios de tomadas de posições, mas isso já só tem a ver com capitais estrangeiros e é fora que se fazem os grandes negócios.

O PSI 20 que agora é de apenas 18 empresas sobe e desce todas as semanas, mas é porque há quem jogue na bolsa ao comprar em baixa, o que faz aumentar a cotação bolsista, para de imediato vender com um pequeno lucro, fazendo de novo baixar a cotação.

Em termos gerais, interessa o resultado de um ano inteiro e aí sim houve perdas consideráveis.

A maior perda de fortuna na bolsa foi, pelos dados que tenho, a da família Soares dos Santos que desvalorizou em 1.851 milhões de euros. Que ninguém tenha pena deles porque os seus 56.136% do Grupo Jerónimo Martins ainda valem 3.652,7 milhões em termos acionistas, não se sabendo qual o montante das dívidas, pois a expansão do grupo na Polónia e agora na Colômbia deve ter implicado o recurso a avultados créditos.

A família Azevedo fechou o ano com perdas de 348,8 milhões, reduzindo-se a sua participação nas empresas do Grupo Sonae a um valor 1.032 milhões.



publicado por DD às 17:34
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018
Notícias de 19 - 12 - 2018

 

 

JUIZ MANDA LIBERTAR ex-PRESIDENTE LULA DA SILVA

 

Como o Lula já não pode concorrer às eleições e derrotar Bolsonaro, o juiz Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, determinou hoje a libertação de todos os presos que estão detidos por condenações após a segunda instância da Justiça, incluindo o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo informações divulgadas pelo portal de notícias G1, a decisão tem carácter provisório e atendeu a um pedido do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e abrange Lula da Silva, preso desde Abril por ter sido condenado em duas instâncias num processo sobre a propriedade de um apartamento de luxo, que ainda tem recursos pendentes nos tribunais superiores.

"Defiro a liminar [providência cautelar] para, reconhecendo a harmonia, com a Constituição Federal, do artigo 283 do Código de Processo Penal, determinar a suspensão de execução de pena cuja decisão de encerrá-la ainda não haja transitado em julgado, bem assim a libertação daqueles que tenham sido presos ante exame de apelação", diz a decisão proferida por Marco Aurélio Mello.

 

INFOMAÇÃO DA EXTEMA DIREITA FALIDA

Grupo Megafin da Extrema Direita e Falida quer Protesto de Coletes Amarelos. Julga QUE ISSO LHE TRARA DINHEIRO agtravés de um crowfounding (coleta de fundos para propósitos criminais).

O “Jornal Económico” sem leitores e praticamente falido pertencente ao grupo Megafin está a organizador o protesto nacional dos coletes amarelos, macaqueando o que foi feito em França e julgando que sindicatos e outras organizações seguirão os desejos de pessoas falidas, incapazes de manterem um canal televisivo sério sobre economia e, como tal, suscetível de atrair espectadores e publicidade.

O Grupo está ligado à Cofina do Correio da Manhã, mas não completamente como tem capitais do igualmente falido grupo Ongoing.

Todos estes órgãos de informação pretenderam impor em Portugal uma política de extrema direita e, como tal, falharam nas intenções políticas e no aspeto económico. Gastaram dinheiro para nada porque os grandes capitalistas do País não os acompanharam e, muito menos, sindicatos e população em geral, mesmo eleitores da direita.

O Jornal Económico resulta do fechado e falido Diário Económico, sendo agora um semanário que ninguém lê.

Notícia do Sapo:

A deterioração acentuada das condições de trabalho e o impasse no processo de venda do canal de televisão Etv, distribuído por alguns operadores de cabo, e do site Económico Digital são os motivos que levaram à apresentação da demissão.

Numa nota enviada aos trabalhadores, Mónica Silvares e Filipe Alves informam que apenas estarão em funções até à próxima sexta-feira, dia 29 de julho.

 

 

 

ENFERMEIRAS DOS BLOCOS OPERATÓRIOS QUEREM DINHEIRO PARA ASSASSINAR PORTUGUESES

 

 

A Bastonária da Ordem das Enfermeiras e o sindicato pretendem angariar mais 100 a 200 mil euros para financiar a continuação da greve aos blocos operatórios que, nas palavras da própria Bastonária Ana Rita Cavaco, pode provocar a MORTE de muitos pacientes em estado grave.

Vários comentadores aformam que o dinheiro vem dos grupos privados de saúde, tanto das seguradoras de capital chinês como dos hospitais privados como os do grupo Mello (CUF) que estão a fazer grandes investimentos e esperam receber so Estado o pedido e pagamento das já mais de 6 mil cirurgias que não foram feitas. Lamentavelmente, o Ministério Público não está a investigar este ato de corrupção e o primeiro que enmvolve o eventual assassinato de muitos doentes.



publicado por DD às 17:47
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018
O Falhanço do Boeing 737 Max

Foto: O Boeing 737 Max com motor de abertura oval e o Airbus A 320 com motor de abertura redonda. Todos os Airbus têm uma barriga maior que permite acomodar um trem de aterragem mais alto e ter o motor mais distante do chão. No B 737 Max o motor está excessivamente próximo do chão, pelo que uma pequena inclinação na aterragem pode levar ao choque do motor com a pista e subsequente explosão.

 

O Falhanço do Boeing 737 Max

Há muitos anos atrás, quando começou a Airbus a fabricar o A 300 li algures um artigo de um americano que dizia que não acreditava que a Airbus pudesse fazer concorrência à Boeing por ser uma empresa estatal e, pior ainda, pertencia então a cinco Estados de nações com línguas e culturas diferentes que era a França, a Alemanham, a Itália, a Holanda e o Reino Unido e muito depois juntou-se a Espanha. Enquanto a Boeing era privada e de uma única nação.

Contrariando essa visão capitalista dos americanos, a Airbus revelou-se um êxito extraordinário e tirou à Boeing fundida com outras empresas americanas mais de metade do mercado mundial de aviões de passageiros de grande e médio porte.

A Boeing tinha no 737 o seu ganha pão. Construiu cerca de 10 mil unidades em meio século de existênciae tem 4.800 encomendadas, mas não consegue competir em economia e silência com os Airbus 318, 319 e 320, principalmente nas versões Neo.

Daí que a Boeing resolveu modernizar até ao limite do possível o seu 737, construindo o 737 Max.

Um dos aviões do tipo 737 Max modernizados e saído da fábrica ao serviço companhia Lion da Indonésia caiu a pique de cauda com 189 passageiros a bordo.

O problema que os utilizadores desse Boeing têm está nos motores.

Os modernos motores do consórcio CFM são extremamente económicos e silenciosos porque têm uma abertura de 2 metros de diâmetro para entrar ar e cabem muito bem em todos os Airbus desde o mais pequeno 319 até ao novo 350 ultra ligeiro, grande e económico.

Nos 737, o motor CFM não cabe, dado que o avião é demasiado baixo e colocar-lhe um trem de aterragem muito grande não é possível porque falta aquela barriga típica dos Airbus. Assim, a Boeing resolveu na mesma utilizar os CFM, mas em vez de uma abertura redonda fez uma abertura oval e mais larga para dar entrada da mesma quantidade de ar e não aproximar demasiado os dois motores do chão.

Só que se revelou que em certas condições atmosféricas essas entradas de ar desiquilibram o avião e fazem-no subir a pique e depois cair também a pique de cauda.

Os engenheiros da Boeing resolveram colocar uma "prótese" no avião que controla as correntes de ar e corrige automaticamente o referido defeito, denominada MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation Sysrem) e nem informou as empresas compradoras ou os pilotos de tal sistema e não respeitou o princípio básico da construção de aviões modernos que diz que a avaria num sistema não pode causar a queda do avião, havendo sempre algo para corrigir essa avaria ou um segundo sistema.

No caso do avião da Lion, avariou-se o sistema indicador do ângulo do avião que fez acionar o MCAS desconhecido dos pilotos e seria para corrigir uma queda a pique e, em vez disso, levantou o avião para cima e fez os motores perderem a força, obrigando a uma queda com a cauda para baixo.

 



publicado por DD às 21:57
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
Doenças do Aparelho Respiratório

 

Esta manhã todas as rádios começaram os seus noticiários com a informação alarmista que em cada hora morrem dois portugueses por doença do sistema respiratório.

Isso fez-me lembrar o meu avô que morreu aos 97 anos com uma pneumonia resultante da evolução de uma simples constipação. Ele gozava de excelente saúde, apesar de alguma fraqueza e, naturalmente, não teria o seu sistema imunológico em boas condições como acontece com todos os idosos.

Eu sei que não ficarei por cá e se atingir a idade do meu avô seria já excecional.

Mas, fazendo as contas, temos 8.760 horas por ano, pelo que morrem por ano 17.200 cidadãos por doença respiratória-pulmonar, na maior parte idosos apesar de não ser de descartar que possam morrer desse conjunto de doenças pessoas de qualquer idade.

No ano passado morreram em Portugal 110.197 pessoas que representam1,06% da população. Teoricamente deveríamos todos morrer por volta dos 100 anos de idade, mas as contas não podem ser feitas assim, pois no ano em que eu nasci vieram ao Mundo em Portugal 256.000 pessoas e no ano passado apenas 87.000 e ao longo da minha vida emigraram milhões de portugueses e regressaram muitos para passar a velhice com uma reforma francesa ou outra.

Mesmo assim, as doenças do sistema respiratório e, geralmente, pulmonares têm muito a ver com o ambiente, ou seja, a poluição dos muitos automóveis que circulam por toda a parte e com os idosos de recursos fracos ou médios por causa do astronómico preço da eletricidade aliado à falta de isolamento das habitações de quem não pode adquirir janelas de vidro duplo, etc. O frio invernal mata muito e, suponho, que os grandes calores também são mortais para as pessoas de idade muito avançada.

A poluição automóvel é invisível, mas é terrível, os combustíveis, principalmente dos diesel, larga partículas ínfimas que são respirados e acumulam-se nos alvéolos pulmonares. Por isso, estão as Autoridade Tributárias erradas quando atribuem uma localização de luxo a zonas da cidade como grandes avenidas e bairros centrais pejados de viaturas e autocarros a circularem e táxis com mais de meio milhão de quilómetros, etc.

Mesmo na Alta de Lisboa, junto aos grandes parques do Lumiar, a poluição produzida pelos milhares de aviões que aterram e descolam ali perto durante o ano é extremamente perigosa e completamente invisível.

Não há, pois, a mais pequena razão para que o IMI seja diferenciado porque ou se vive no campo longe de tudo ou se vive na cidade perto de tudo mais uma poluição tremenda. Até os travões dos carros largam partículas micrométricas que causam doenças pulmonares obstrutivas crónicas e podemos citar ainda muitas outras doenças como bronquite, enfisema, asma, rinite, gripe H1N1, pneumonia, pneumotórax e fibrose pulmonar.

Contudo, a poluição não impediu os portugueses e não só de aumentarem a sua esperança de vida, estando as mulheres já na idade média dos 80 e o homem nos 78 a 79.

A tuberculose foi quase que erradicada e o cancro do pulmão tem origens menos conhecidas, sabendo-se apenas que afeta muito mais os fumadores.

Enfim, as rádios não mentiram, mas veiculam as notícias com um alarmismo imenso quando todos sabemos que não é o nosso destino ficar por cá ou viver até aos 150 ou 200 anos.

A morte é, sem dúvida, o evento mais garantido que a vida nos oferece. Ninguém escapa, seja multimilionário ou pobre, culto ou analfabeto, todos terão a sua hora.

 



publicado por DD às 15:30
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2018
Bolsonaro e o Poder Fedral

 

Bolsonaro como presidente eleito tem sido assediado por muitos jornalistas para saber o que pretende fazer e com que governo vai liderar o Brasil e de que maneira, considerando a falta de maioria no Senado e Congresso e o facto crucial de não ter um único governador dos seu partido.

Dois conhecidos jornalistas alemães que estão no Brasil há mais de vinte anos e têm coberto toda a América Latina e mesmo os EUA escrevem que "é inimaginável a falta de cultura política, económica, jurídica e até geografica do Brasil" da parte de Bolsonaro. A qualquer pergunta sobre economia ele pede ao seu futuro ministro da pasta, um tal Guedes, para responder.

O seu mentor intelectual é um Orlando de Carvalho que vivia nos EUA e que de há muito que escreve em jornais brasileiros, blogs e youtubes que vende com sucesso. O livro que os jornalistas alemães encontraram na secretária de Bolsonaro foi escrito por Orlando e intitula-se "O Mínimo que se deve saber para não ser um Idiota".

Este Orlando de Carvalho considera~se um "filósofo", mas nunca completou uma licenciatura universitária nem deu aulas em parte alguma, vive com 71 anos de uma reforma americana e de lá tem produzida uma quantidade fantástica de falsas notícias como a de que Haddad defende a legalização do incesto e explicou a um jornalista que o Partido Comunista Brasileiro é pequeno, apesar de governar o Estado do Maranhão, porque a maior parte dos comunistas estão infiltrados no PT-Partido dos Trabalhadores e que trabalham associados aos barões da droga e às guerrilhas columbianas da FARC que se desfizeram há dois anos atrás.

Carvalo é o "mastermind" de Bolsonaro e poderá ser ministro no seu governo.

Bolsonaro disse aos jornalistas que o Brasil necessita de uma "limpeza tão grande como nunca houve na sua história" e que os "bandidos vermelhos" que ensinam nas escolas e universidades e introduziram-se na administração devem ser presos ou emigrar antes de o serem,

Também afirmou que quer armar o povo e tomar conta das terras dos indígenas que são muito ricas em minerais e até petróleo. Também quer considerar juridicamente como terroristas certos movimentos sociais como os "camponeses sem terra e eliminá-los e proibir o Partrido Comunista e perseguir como ilegais todos os comunistas infiltrados na administração e noutros partidos.

Os indígenas estão a utilizar os seus meios financeiros para comprar armas pesadas para se defenderem, disse a jornalista Marian Blasberg.

Para além disso, Boilsonaro acrescentou que o ex-candidato do PT Haddad deve ser preso e como o novo presidente é boa pessoa vai deixar que passe a jogar ao dominó e xadrez na prisão com o Lula.

Aparentemente, Bolsonaro desconhece a história do Brasil e não sabe que houve já uma guerra civil entre estados porque São Paulo não aceitou certas diretrizes do governo central.

No Brasil não há um único governador a favor de Bolsonaro, sendo a distribuição de governadores por partido a seguinte:

nº de estados 27
governados por:

Movimento Democrático Brasileiro MDB - 6 governadores
Partido dos Trabalhadores PT - 5 gov.
Partido Socialista Brasileiro PSB - 5 gov.
Partido da Social Democracia Brasileira PSDB - 4 gov.
Partido Democrático Trabalhista PDT- 2 gov.
Partido Social Democrático PSD - 2 gov.
Partido Comunista do Brasil PCdoB - 1 gov.
Partido Progressista PP - 1 gov
Partido Humanista da Solidariedade - PHS 1 gov.

Os governadores possuem muitos poderes administrativos sobre escolas, hospitais, meios de comunicação, policiamento, etc., pelo que se Bolsonaro mantiver as suas ideias fascistas pode provocar uma guerra civil generalizada, principalmente se quiser retirar o poder aos governos da esquerda como são quase todos.
O PT pode aliar-se aos PSB, PSD. PCB. PP, etc.

É curioso que em Portugal ninguém ligou ao caráter federal do Brasil e ao facto de Bolsonaro ser um derrotado a nivel federal e parlamentar.

Veja abaixo como foi o resultado das eleições 2018 por estado:

Acre

Governador
Gladson Cameli (PP) – 53,71% dos votos válidos (223.993 votos) (ELEITO)

Senadores eleitos
Petecão (PSD) – 30,71% dos votos válidos (244.109 votos)
Márcio Bittar (MDB) – 23,28% dos votos válidos (185.066 v

Alagoas

Governador
Renan Filho (MDB) – 77,30% dos votos válidos (1.001.053 votos) (REELEITO)

Senadores eleitos
Rodrigo Cunha (PSDB) – 34,42% dos votos válidos (895.738 votos)
Renan Calheiros (MDB) – 23,88% dos votos válidos (621.562 votos)

Amapá

Governador
Waldez (PDT) – 33,55% dos votos válidos (133.214 votos) (2° TURNO)
Capi (PSB) – 30,10% dos votos válidos (119.500 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Randolfe Rodrigues (REDE) – 37,96% dos votos válidos (264.798 votos) (REELEITO)
Lucas Barreto (PTB) – 18,38% dos votos válidos (128.186 votos)

Amazonas

Governador
Wilson Lima (PSC) – 33,73% dos votos válidos (596.585 votos) (2° TURNO)
Amazonino Mendes (PDT) – 32,74% dos votos válidos (579.016 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Plinio Valerio (PSDB) – 25,36% dos votos válidos (834.809 votos)
Eduardo Braga (MDB) – 18,45% dos votos válidos (607.286 votos) (REELEITO)

Bahia

Governador
Rui Costa (PT) – 75,50% dos votos válidos (5.096.062 votos) (REELEITO)

Senadores eleitos
Jaques Wagner (PT) – 35,71% dos votos válidos (4.253.331 votos)
Angelo Coronel (PSD) – 32,97% dos votos válidos (3.927.598 votos)

Ceará

Governador
Camilo (PT) – 79,96% dos votos válidos (3.457.556 votos) (REELEITO)

Senadores eleitos
Cid Gomes (PDT) – 41,62% dos votos válidos (3.228.533 votos)
Eduardo Girão (PROS) – 17,09% dos votos válidos (1.325.786 votos)

Distrito Federal

Governador
Ibaneis (MDB) – 41,97% dos votos válidos (634.008 votos) (2° TURNO)
Rodrigo Rollemberg (PSB) – 13,94% dos votos válidos (210.510 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Leila do Vôlei (PSB) – 17,76% dos votos válidos (467.787 votos)
Izalci (PSDB) – 15,33% dos votos válidos (403.735 votos)

Espírito Santo

Governador
Renato Casagrande (PSB) – 55,49% dos votos válidos (1.072.224 votos) (ELEITO)

Senadores eleitos
Fabiano Contarato (PSB) – 31,15% dos votos válidos (1.117.036 votos)
Marcos do Val (PPS) – 24,08% dos votos válidos (863.359 votos)

Goiás

Governador
Ronaldo Caiado (DEM) – 59,73% dos votos válidos (1.773.185 votos) (ELEITO)

Senadores eleitos
Vanderlan (PP) – 31,35% dos votos válidos (1.729.637 votos)
Jorge Kajuru (PRP) – 28,23% dos votos válidos (1.557.415 votos)

Maranhão

Governador
Flávio Dino (PCdoB) – 59,29% dos votos válidos (1.867.396 votos) (REELEITO)

Senadores eleitos
Weverton (PDT) – 35,02% dos votos válidos (1.997.443 votos)
Eliziane Gama (PPS) – 27,00% dos votos válidos (1.539.916 votos)

Mato Grosso

Governador
Mauro Mendes (DEM) – 58,69% dos votos válidos (840.094 votos) (ELEITO)

Senadores eleitos
Juíza Selma Arruda (PSL) – 24,65% dos votos válidos (678.542 votos)
Jayme Campos (DEM) – 17,82% dos votos válidos (490.699 votos)

Mato Grosso do Sul

Governador
Reinaldo Azambuja (PSDB) – 44,61% dos votos válidos (576.993 votos) (2° TURNO)
Juiz Odilon (PDT) – 31,62% dos votos válidos (408.969 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Nelsinho Trad (PTB) – 18,37% dos votos válidos (424.085 votos)
Soraya Thronicke (PSL) – 16,19% dos votos válidos (373.712 votos)

Minas Gerais

Governador
Romeu Zema (NOVO) – 42,73% dos votos válidos (4.138.967 votos) (2° TURNO)
Antonio Anastasia (PSDB) – 29,06% dos votos válidos (2.814.704 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Rodrigo Pacheco (DEM) – 20,49% dos votos válidos (3.616.864 votos)
Jornalista Carlos Viana (PHS) – 20,22% dos votos válidos (3.568.658 votos)

Pará

Governador
Helder Barbalho (MDB) – 47,69% dos votos válidos (1.825.708 votos) (2° TURNO)
Marcio Miranda (DEM) – 30,21% dos votos válidos (1.156.680 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Jader Barbalho (MDB) – 19,74% dos votos válidos (1.383.306 votos) (REELEITO)
Zequinha Marinho (PSC) – 19,62% dos votos válidos (1.374.956 votos)

Paraíba

Governador
João (PSB) – 58,18% dos votos válidos (1.119.758 votos) (ELEITO)

Senadores eleitos
Veneziano (PSB) – 24,63% dos votos válidos (844.786 votos)
Daniella Ribeiro (PP) – 24,25% dos votos válidos (831.701 votos)

Paraná

Governador
Ratinho Junior (PSD) – 59,99% dos votos válidos (3.210.712 votos) (ELEITO)

Senadores eleitos
Professor Oriovisto Guimarães (Podemos) – 29,17% dos votos válidos (2.957.239 votos)
Flavio Arns (REDE) – 23,00% dos votos válidos (2.331.740 votos)

Pernambuco

Governador
Paulo Câmara (PSB) – 50,70% dos votos válidos (1.918.219 votos) (REELEITO)

Senadores eleitos
Humberto Costa (PT) – 25,76% dos votos válidos (1.713.565 votos) (REELEITO)
Jarbas Vasconcelos (MDB) – 21,51% dos votos válidos (1.430.802 votos)

Piauí

Governador
Wellington Dias (PT) – 55,65% dos votos válidos (966.469 votos) (REELEITO)

Senadores eleitos
Ciro Nogueira (PP) – 29.92% dos votos válidos (897.959 votos) (REELEITO)
Marcelo Castro (MDB) – 27,06% dos votos válidos (812.213 votos)

Rio de Janeiro

Governador
Wilson Witzel (PSC) – 41,28% dos votos válidos (3.154.771 votos) (2° TURNO)
Eduardo Paes (DEM) – 19,56% dos votos válidos (1.494.831 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Flávio Bolsonaro (PSL) – 31,36% dos votos válidos (4.380.418 votos)
Arolde de Oliveira (PSD) – 17,06% dos votos válidos (2.382.265 votos)

Rio Grande do Norte

Governador
Fatima Bezerra (PT) – 46,17% dos votos válidos (748.150 votos) (2° TURNO)
Carlos Eduardo (PDT) – 32,45% dos votos válidos (525.933 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Capitão Styvenson (REDE) – 25,63% dos votos válidos (745.827 votos)
Dra. Zenaide Maia (PHS) – 22,69% dos votos válidos (660.315 votos)

Rio Grande do Sul

Governador
Eduardo Leite (PSDB) – 35,90% dos votos válidos (2.143.603 votos) (2° TURNO)
José Ivo Sartori (MDB) – 31,11% dos votos válidos (1.857.335 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Luiz Carlos Heinze (PP) – 21.94% dos votos válidos (2.316.365 votos)
Paulo Paim (PT) – 17,76% dos votos válidos (1.875.245 votos) (REELEITO)

Rondônia

Governador
Expedito Junior (PSDB) – 31,59% dos votos válidos (241.885 votos) (2° TURNO)
Coronel Marcos Rocha (PSL) – 23,99% dos votos válidos (183.691 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Marcos Rogério (DEM) – 24,06% dos votos válidos (324.939 votos)
Confucio Moura (MDB) – 17,06% dos votos válidos (230.361 votos)

Roraima

Governador
Antonio Denarium (PSL) – 42,27% dos votos válidos (113.468 votos) (2° TURNO)
Anchieta (PSDB) – 38,78% dos votos válidos (104.114 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Chico Rodrigues (DEM) – 22,76% dos votos válidos (111.466 votos)
Mecias de Jesus (PRB) – 17,43% dos votos válidos (85.366 votos)

Santa Catarina

Governador
Gelson Merísio (PSD) – 31,12% dos votos válidos (1.121.869 votos) (2° TURNO)
Comandante Moisés (PSL) – 29,72% dos votos válidos (1.071.406 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Esperidião Amin (PP) – 18,77% dos votos válidos (1.226.064 votos)
Jorginho Mello (PR) – 18,07% dos votos válidos (1.179.757 votos)

São Paulo

Governador
João Doria (PSDB) – 31,77% dos votos válidos (6.431.555 votos) (2° TURNO)
Marcio França (PSB) – 21,53% dos votos válidos (4.358.998 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Major Olimpio (PSL) – 25,81% dos votos válidos (9.039.717 votos)
Mara Gabrilli (PSDB) – 18,59% dos votos válidos (6.513.282 votos)

Sergipe

Governador
Belivaldo Chagas (PSD) – 40,84% dos votos válidos (403.252 votos) (2° TURNO)
Valadares Filho (PSB) – 21,49% dos votos válidos (212.169 votos) (2° TURNO)

Senadores eleitos
Delegado Alessandro Vieira (REDE) – 25,95% dos votos válidos (474.449 votos)
Rogério Carvalho Santos (PT) – 16,42% dos votos válidos (300.247 votos)

Tocantins

Governador
Mauro Carlesse (PHS) – 57,39% dos votos válidos (404.484 votos) (REELEITO)

Senadores eleitos
Eduardo Gomes (SD) – 19,48% dos votos válidos (248.358 votos)
Irajá (PSD) – 16,82% dos votos válidos (214.355 votos



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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2018
A Europa Concubina do Imperador Chinês

A visita do presidente da China Xi Jinping tem como objetivo integrar Portugal no imenso projeto chinês denominado “rota da seda” que abrange linhas de caminhos de ferro desde a China à Europa que já existem até a Alemanha e Antuérpia, prolongando-se em linhas nacionais até Madrid na bitola alargada europeia. Só que de Madrid a Lisboa seria necessário reconstruir a atual linha para a bitola europeia ou criar mesmo uma nova linha que permitisse a chegada de grandes composições ferroviárias de carga e, eventualmente, comboios muito rápidos de passageiros. A China parece estar disposta a ser concessionária da linha do Caia a Lisboa, fazendo as obras necessárias.

A China tem um plano estratégico mundial ao contrário da Europa, amarrada de pés e mãos à austeridade germânica que não permite uma verdadeira União Europeia e reduz qualquer país europeu à condição de simples gestor das suas dívidas sem possibilidades de fazer investimentos. A Europa da austeridade alemã traduz-se em limitar o mais possível a emissão de euros, valorizando desnecessariamente a moeda e bloqueando o progresso de um conjunto de países que ainda soma pouco mais de 500 milhões de habitantes e mais 25% do PIB mundial.

A Europa parou ao ser governada na prática por uma espécie de dona de casa sem formação jurídica, económica ou estratégica, a senhora Merkel, que quer ser substituída por outra dona de casa, a atual ministra da Defesa, que reduziu o poder militar alemão a zero, deixando as portas abertas da Europa a quem quiser entrar ou levando à fascização de muitos países devido ao descontentamento provocado pela austeridade sem fim. Merkel e a sua putativa sucessora mais não querem ser que “concubinas” do Imperador Chinês, o presidente vitalício Xi Jinping, filho do principal conselheiro económico de Deng Xiau Ping.

O plano chinês abrange uma rede euro-asiática de caminhos de ferro que se pode vir a estender ao continente africano e uma rede elétrica mundial controlada pela China, além de vias de navegação substitutas e para as Américas.

A fase mais adiantada é a dos caminhos de ferro designada de Nova Rota da Seda ou no acrónimo inglês BRI (Belt and Road Initiative) que abrange já 65 países com 62% da população mundial, 31% do PIB e 40% da superfície. Só falta Portugal para completar a ligação do Pacífico Norte ao Atlântico.

A China dita comunista dá uma absoluta garantia de perenidade ao capitalismo mundial, oferecendo um inesgotável proletariado, enquanto este não se revoltar e é isso que seduz uma Alemanha e Europa das direitas. Mas, até quando?

A Rússia Imperial Czarista também construiu uma fantástica linha de caminho de ferro, o Transiberiano e, mesmo assim, foi palco da maior revolução política do Século XX com a substituição total das suas anteriores elites.

O Esquema de linhas férreas do BRI abrange a linha norte que já funciona e leva automóveis Volvo até Antuérpia que os europeus compram a julgar que são suecos. Toda a fábrica Volvo foi vendida aos chineses e era o maior ativo industrial da Suécia.

A principal linha parte de Xangai e Beijing em direção à Mongólia e à Rússia onde entra por Irkutsk na Sibéria. Aí cruza-se com uma linha mais a norte que vai da Danong (a antiga cidade chinesa conquistada pelos russos denominada Porto Artur e perdida para os japoneses na guerra de 1904/5) para passar pela antiga capital da Manchúria, Harbin, e entrar na Rússia, e chegar ao Transiberiano para se encontrar com a linha de Xangai em Irkutsk. Depois segue pela Rússia para Novosibirsk, Ecatarienburg, Kazan, Moscovo e Minsk na Bielorrússia, Varsóvia, Berlim, Hamburgo, Antuérpia com uma ramificação para Paris e daí a Madrid e outra para Dunquerque e Londres.

A linha sul sai também de Xangai e outras cidades portuárias chinesas para atravessar o Tibete e entrar no Uzbequistão onde ramifica para norte a fim de contornar o Mar Cáspio pelo Norte com outra linha para baixo, passando a sul desse mar pelo Turquemenistão, Irão, Turquia, atravessando o Bósforo e entrando na Bulgária e Grécia até à Sérvia com entrada para sul da Alemanha em Nuremberga e chegada a Berlim.

Apesar da China não descurar as rotas marítimas e ter adquirido muitos portos, as linhas terrestres que repetem um pouco os antigos caminhos das caravanas da seda, o facto é que o transporte terrestre vai tirar aos EUA qualquer poder de bloqueio marítimo. O mundo passará a ser “chinês” pela via férrea que será acompanhada por gasodutos, oleodutos para o transportar de gás e petróleo russo, iraniano, arménio, etc. para a China e por um sistema de linhas transportadoras de eletricidade a grandes distâncias na base da tecnologia de ultra-alta tensão que os chineses dizem possuir e que implica numa linha de dois mil quilómetros perdas de apenas 7%, quando as atuais na Europa e EUA perdem isso em cada duzentos a trezentos quilómetros.

Já existe em Portugal da Associação dos Amigos da Nova Rota da Seda dirigida por Fernando Ilhéu como existem em todos os 65 países envolvidos.

 

 

 

 

 

 



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